Mudanças Do Meio Ambiente!

06/05/2009 • Por • 11,344 Acessos

MUDANÇAS DO MEIO AMBIENTE!

 

Welinton dos Santos é economista e psicopedagogo

 

         Existe uma nova realidade, o clima está mudando e seus efeitos são mostrados nas mídias. As tragédias climáticas, provocadas pela nossa própria ignorância, geralmente sobre forma violenta, arrastando moradias, economias e ceifando vidas é fruto das atitudes do Homem sobre o Planeta.

         O Brasil já começa a sofrer com os impactos da natureza, como secas, alagamentos, ventos fortes e até mini-ciclones em boa parte da costa litorânea brasileira. Vários tremores de terra já começam a ser notados em vários locais do país. Mas afinal o que está acontecendo com o clima?

         Nós abusamos da natureza durante séculos, principalmente nas últimas duas décadas, em que boa parte da flora e fauna terrestre simplesmente sumirem em prol do progresso tecnológico, nós ainda poluímos nossa terra com lixo residencial, industrial e outros, o resultado disto tudo não poderia ser pior para a Humanidade. Hoje temos chuvas ácidas, lagos, rios e praias contaminadas e impróprias para banho, secas, oscilações bruscas de temperatura, baixa umidade do ar, em outras as águas ou os ventos podem nos surpreender.

          Investir em tecnologias limpas, renováveis e inteligentes. Boulder, no Colorado, EUA e Singapura na Ásia, são alguns exemplos a serem seguidos. A energia limpa poderá trazer uma revolução energética com efeitos transformadores, como foi à internet para a comunicação global.

          A responsabilidade da sobrevivência do Homem no Planeta Terra é de cada um de nós. Vou comprar produtos, qual a empresa que agrega mais valor à sustentabilidade? Automaticamente devo pensar, esta empresa respeita a vida?

          Para tomar consciência da defesa da natureza são necessárias à participação coletiva sejam em gestos simples como plantar árvores ou respeitar o elemento mais caro do nosso planeta que é a água. Em vários países em que este bem é escasso os utensílios de cozinha são lavados com areia.

          Hábitos alimentares necessitam de mudanças ou estaremos contribuindo para que os povos deste Planeta passem por distúrbios climáticos sem precedentes.

          Em cada quilograma de carne bovina que comemos são necessários 5.000 litros de água, isto é um absurdo. As mudanças de hábitos de consumo devem ser gradativas. Verificar onde sua cidade está destinando o lixo gerado (75% do lixo no Brasil são destinados em lixões sem proteção nenhuma). Poucas são as cidades que encaminham os resíduos a um destino correto que é um Aterro Sanitário Industrial, onde não há riscos de contaminação de lençóis d’água, também chamados de freáticos (rios subterrâneos). O combate a queimadas nas áreas rurais que destroem os nutrientes do solo, também é importante.

       Lembrar que para salvar a vida desta e futuras gerações é preciso mudar conceitos, reciclar idéias, respeitar elementos como terra, água, ar e a natureza.

       Estudos sobre o solo: ocupações, densidades, resistência, clima, população, exploração comercial e outros; são de caráter de urgência ou veremos novas cenas desta novela repetindo pelos quatro cantos do mundo, como as enchentes nos Estados do Nordeste, o drama de Santa Catarina, a seca do Rio Grande do Sul, os ventos e tornados no Sudeste, o que estamos esperando?

        Prefeitos, técnicos e administradores públicos, estudos existentes precisam ser melhorados e conhecimentos dos espaços ocupados pelas cidades necessitam contemplar ações preventivas frente aos efeitos climáticos. Urgência é o termo mais adequado à realidade dos efeitos sobre as cidades.

 welinton.economista@gmail.com

 

 

Perfil do Autor

Welinton dos Santos

Economista e psicopedagogo. Participo de Palestras e Conferências Nacionais em Economia. Ministro Palestras e Treinamentos na área de Negócios e RH (dinâmicas). Colunista de vários jornais do Brasil. Participo de entevistas na TV sobre economia. Membro da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura. Contatos: welinton.economista@gmail.com