O Papel Do Assistente Social Em Organizações Empresariais E Do Terceiro Setor

14/07/2009 • Por • 22,026 Acessos

No início da atuação do Assistente Social nas organizações empresariais, esse profissional representava o relacionamento, atitudes e comportamentos expressos pela sociedade entre as suas diversas segmentações. Assim, a ação do Assistente Social se confundia com a ação das senhoras participantes das organizações filantrópicas, que pressupunham o ser humano carente, como sujeito à sua ação corretiva, caritativa.

Hoje é sabido que o Assistente Social atua nas organizações como assessor dos gestores auxiliando-os na identificação das tais condicionantes e gerando soluções para que as interações sejam finalizadas em sinergia. Ele não é um profissional eminentemente operacional. Este é um dos mitos que precisam ser reposicionados. O Assistente Social é um estrategista social.

No âmbito do desenvolvimento sustentável e o da sustentabilidade corporativa, o Assistente Social subsidia a organização na formulação de políticas de gestão das pessoas, demonstrando o impacto nos resultados de produtividade, lucratividade, qualidade e imagem corporativa, decorrentes da qualidade dos seres humanos nessa organização humana-empresa.

O Assistente Social monitora as interações e o clima decorrentes dessas interações e subsidia as decisões estratégicas da empresa, proativa e preventivamente.

Já quanto ao desenvolvimento econômico, as ações são mensuráveis, com indicadores de conhecimento e acesso fácil pelos gestores, demonstrando impacto no negócio. Dentre eles podemos citar o absenteísmo, “presenteísmo” ou falta de engajamento, doenças organizacionais, sinistralidade decorrente dessas doenças e acidentes, rotatividade de pessoal, conflitos de relacionamento na hierarquia em linha vertical e horizontal, entre muitos dos fatores sociais, aos quais denominamos de Riscos Sociais.

A importância do Assistente Social é percebida quando além de identificar condicionantes internas e externas à empresa, geradoras de situações sociais de risco, estende essa informação aos seus pares, os gestores das áreas clientes internas e aos demais processos de gestão de pessoas (Atração, Retenção, Engajamento e Transição), para análise e ação integradas apoiadas na transdisciplinaridade.

Temos espaço para atuação do Assistente Social em organizações empresariais públicas, privadas e no Terceiro Setor, porque em todas elas temos seres humanos interagindo e gerando como produto, o social.

Atualmente as organizações têm suas práticas pautadas em normas e pactos globais que situam o econômico, o social e o ambiental em um mesmo patamar de importância. Por isto, o Assistente Social precisa atualizar-se e ter sua prática interagindo com essas outras áreas formadoras do “triple bottom line”.

A contribuição do Serviço Social e do Assistente Social para o desenvolvimento sustentável e sustentabilidade corporativa está no enraizamento de valores e cultura de autopreservação do ser humano, de todos os seres vivos e da transcendência de organizações humanas saudáveis.

Há aproximadamente duas décadas vimos o despertar das organizações para a cidadania empresarial, responsabilidade social empresarial/ corporativa e lá estava o Assistente Social; um dos profissionais precursores da disseminação de atitudes e comportamentos socialmente responsáveis quer para o público interno, quer para o público externo e outros públicos de interesse das organizações.

São alvos da ação profissional do Assistente Social, tanto a ONG, que precisa de profissionalização na sua gestão, quanto o Voluntariado que recebe a assessoria na formulação de projetos de desenvolvimento social,como também o público-alvo desses projetos, a sociedade em geral e em particular, aquelas segmentações que demandam ações inclusivas,efetivas.

 

 

Jorgete Leite Lemos é consultora do IDORT/SP especializada em Consultora Organizacional

 

 

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Polyanna Rocha