O Poder da Sociedade Civil Organizada

10/06/2012 • Por • 70 Acessos

"Uma andorinha só não faz verão". Assim afirmam alguns para justificar a impotencialidade de suas ações ou camuflar ações de acoplação por araras e tucunarés dos advindos do poder na tentativa de perpetuação. Todavia, se esta fosse a verdade dos fatos ou a única via determinante das ações de cunho político e social para as conquistas dos povos, condenada e em estado de sujeição estariam as sociedades quanto aos detentores do poder. Felizmente temos outro poder de legitimidade pública, o Ministério Público, o qual não é partido e tem sua autonomia para fazer valer o direito social e debaixo do qual segundo a lei fiscal, se encontra o Poder Executivo e Legislativo. Lamentavelmente não é isso que acontece ou é o inverso. Toda sociedade é testemunha deste afirmativo, nas constantes notícias das mídias e das ações passivas e omissas do referido poder no que concerne a Justiça na sua legítima representação nas páginas do cotidiano.

Se fosse tão atuante e de efeito, a realidade dos fatos não seria tão contraditória na mescla dos muitos exemplos citados nas fontes midiáticas do cotidiano do qual toda sociedade é testemunha.

             As atuais batalhas de conquistas sociais não são mais como dantes, no conflito, mão armadas e ou violência! Mas são travadas no campo ideológico, na justiça, nos campos institucionais de representação, articulação e infelizmente nas "jogadas escusas" e "manobras" de apoio "incondicional" onde políticos "venderiam" até a própria mãe ao diabo quanto mais a alma para permanecer nas mamatas do dinheiro público.

Felizmente existem alternativas além destes citados. Estou me referindo à Sociedade Civil Organizada, onde, de modo organizado em órgãos de representação (seja Sindicato ou OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e outros semelhantes) - que podem se tornar agentes protagonistas de sua história, para que políticos autoritários e corrompidos não reinem no abandono social sob a influência do suborno e a vitória no amargo silêncio/omisso dos "Protetores" e do lamúrio do povo sem proteção nos recantos insatisfeitos da cidade. O associativismo ou cooperaativismo, desta forma, pode se tornar um parceiro indispensável na gestão pública no que toca a angariação de fundos e projetos a fundos perdidos de entidades estaduais ou federais - como uma possibilidade a mais na soma das conquistas ssociais.

Apesar desses aparatos que cercam a existência da vida social, cujo papel seria assegurar justiça social, proteção e fiscalização, a sociedade está impotencialmente desprotegida e fragilizada e seus órgãos de governos e representativos minados com o tráfico de influência que neutraliza sua ação de justiça.  Na reportagem do Fantástico,(06/2011) veja o que revela Cláudio Abramo, da ONG Transparência Brasil:

 "Os tribunais de contas são inoperantes e não funcionam. Os indivíduos que estão lá foram colocados lá por governadores para garantir que não vão chatear eles. Então é assim que funcionam basicamente os tribunais de contas."

O que há de se esperar de um país, onde a corrupção já infectou também seu sistema legal?.  Os governos de Estado, para não perderem seus redutos, visualizados e configurados nos prefeitos acoplados e nestes, a curralança eleitoreira, ou fazem vista grossa ou parcerizam aceitando passivamente;  e a sociedade vai "engolindo" e pagando pelas consequências daqueles que não honram o código de ética quando na hora de assumir a formalidade de seus papéis para a vida social da qual se destinaram.

Link do site para acesso aos livros de Adilson Motta:

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