“O Que As Prefeituras Devem Fazer Nas Catástrofes Ambientais”

15/01/2010 • Por • 4,603 Acessos

“O QUE AS PREFEITURAS DEVEM FAZER NAS CATÁSTROFES AMBIENTAIS”

 

Welinton dos Santos é economista e psicopedagogo

 

     Com os efeitos climáticos, são necessárias discussões sobre assuntos, como atendimentos de emergências, socorros, manipulação de recursos humanos e materiais, auxílio aos desabrigados, distribuição de donativos, centros de agrupamentos, controle de epidemias, gestão de obras, controle de vias, normas de segurança pública, dentre outros em situações de graves problemas ambientais que atinjam as populações.

     A coordenação de atividades é importantíssima em situações como esta, para salvar vidas e evitar maiores dores na comunidade em que ocorreram os fatos.

     Organizar o pessoal disponível para aperfeiçoar esforços e recursos; analisar os prognósticos meteorológicos das próximas horas; estados das vias de acesso ao socorro; determinar as responsabilidades de cada grupo; comunicar outras autoridades oficiais, inclusive defesa civil estadual e federal, ONGS de apoio, forças armadas, comunidades civis organizadas e equipes de especialistas do corpo de bombeiros; evacuação de áreas de risco; criar mecanismos de transporte de pessoas e instrumentos a serem utilizados; verificar a disponibilidade de helicópteros mais próximos para assistência nas áreas de maior risco; organizar logisticamente o transporte de suprimentos humanitários; integrar ações civis e militares em uma força conjunta de resgate; simular situações de evacuação com intuito de diminuir efeitos durante um desastre natural; informar a sociedade e os meios de comunicação de tal forma que não atrapalhe o andamento das atividades de socorro; para onde devem ser transferidos os feridos e mortos; assistência às famílias junto a cartórios, polícia e hospitais; dentre tantas outras providências e analisem que isto não é possível de ser feito com competência sem discussões preventivas sobre situações emergenciais, portanto compete a cada prefeitura ter uma equipe preparada para situações de risco para minimizar seus efeitos ou então estabelecer parcerias através de consórcios de cidades.

       Podem ser considerados desastres naturais situações como: seca, tremores de terra, terremotos, trombas d´água, tornados, maremotos, enchentes, ciclones, deslizamentos de terra, incêndios florestais e outros. 

      Em casos de ter que montar hospitais de campanha, dividir ou classificar da seguinte forma: cirurgia maior e menor; medicina geral; epidemiologia; atenção médica básica; assistência neurológica, outros como exemplo: queimados, etc.

      A elaboração de um programa de melhoramento de comunicação para a coordenação de gestão preventiva ou de resposta a situações emergenciais.

      Prioritário em situações emergenciais o restabelecimento da infra-estrutura básica como ligações de água, energia elétrica, telefone, gás e outros; limpar as áreas contaminadas com pessoal treinado; coordenar ajuda médica aos afetados; realizar trabalho conjunto e coordenado com outros órgãos; adequar ou construir albergues para alojar a população afetada; transição de socorro ao desenvolvimento em parceria com governo estadual e federal; dentre outros.

      Como analisamos é complexo o desenvolvimento de ações de socorro, para tal, é necessário o treinamento dos gestores públicos municipais para o atendimento mais adequado a população atingida. Que os políticos tomem ciência de suas responsabilidades de governar com maior responsabilidade pública. Espero que os avisos da natureza estabeleçam ações preventivas coordenadas pelos governos municipais.

Perfil do Autor

Welinton dos Santos

Economista e psicopedagogo. Contatos: welinton.economista@gmail.com