Poluição está ligada a derrames e perda de memória

16/02/2012 • Por • 41 Acessos

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Um dos estudos revela mais risco de AVC entre os residentes da zona de Boston após alguns dias em que a qualidade do ar foi "moderada", em vez de "boa", especialmente quando a contaminação relacionada ao trânsito foi alta.

A outra pesquisa, que observou milhares de mulheres, documentou uma deterioração a longo prazo mais acelerada nas habilidades de pensamento e memória nas que viviam em áreas mais contaminadas dos Estados Unidos.

Nenhum dos dois achados pode comprovar que os poluentes foram os responsáveis pelos derrames e pelos problemas de memória, mas estudos anteriores mostram os efeitos negativos da poluição no coração e nos vasos sanguíneos.

"Um dos pontos importantes é que em níveis geralmente considerados seguros pela EPA (agência de proteção ambiental) dos Estados Unidos estamos observando importantes efeitos na saúde", diz Gregory Wellenius, da Brown Universityem Rhode Island, autor do estudo sobre AVC.

A equipe fez uma revisão de registros médicos de cerca de 1.700 pacientes admitidos no Centro Médico Beth Israel Deaconess com ACV entre 1999 e 2008.

A partir de dados de uma estação local de controle da contaminação, a equipe encontrou que o risco de um AVC era 34% maior nas 24 horas posteriores a leituras "moderadas" da poluição segundo a EPA, comparada com os chamados dias "bons".

Esse aumento no risco era maior entre 12 e 14 horas após a exposição à contaminação, e foi associado ao dióxido de nitrogênio, poluente relacionado ao trânsito.

Wellenius diz que os vasos sanguíneos se dilatam e contraem em resposta ao ambiente externo, na tentativa de manter a pressão arterial constante. Mas a poluição do ar afetaria essa capacidade, o que pode gerar um AVC em pessoas predispostas.

O mesmo efeito pode explicar por que, após um período maior de tempo, estar exposto à contaminação do ar poderia estar associado à deterioração do pensamento e da memória.

"O fluxo de sangue ao cérebro é incrivelmente importante para as funções cognitivas. Haveria efeitos (...) sobre o fluxo sanguíneo ainda desconhecidos que poderiam afetar essas funções", disse o especia listas.

No outro estudo, especia listas da Rush University, em Chicago, analisaram uma série de testes cognitivos feitos em 20 mil mulheres, a maioria com idades entre 70 e 80 anos, e também estimaram a contaminação do ar ao redor das casas com sistemas de monitoramento da EPA.

Os pesquisadores encontraram que uma maior poluição ambiental estava associada a taxas mais rápidas de deterioração cognitiva.

Para dois tamanhos diferentes de partículas poluentes, a diferença na capacidade de pensamento e memória entre as mulheres com algumas das maiores exposições e menores eram similares a um ou dois anos de deterioração associada à idade.

Esse é provavelmente uma mudança mental que uma pessoa não notaria individualmente, mas em escala populacional um ar mais limpo implicaria menos pessoas diagnosticadas com demência.

Jiu-Chiuan Chen, especia lista em saúde ambiental da Escola de Medicina Keck da Universidade Southern California, que não participou dos estudos, acrescenta que os resultados sobre a função cognitiva não deveriam preocupar as mulheres, mas gerar mais estudos sobre os efeitos da contaminação ambiental no pensamento e na memória.

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