Pequenas Empresas No Brasil E No Mundo - Tema De Monografia E Tcc

01/11/2009 • Por • 2,517 Acessos

As pequenas e médias empresas desempenham uma função crucial na concorrência mundial. Conquanto se pensava que esta requereria grandes unidades de produção, a história industrial dos últimos decênios demonstrou com clareza que estas empresas não são agentes marginais da dinâmica competitiva; o palco não está plenamente dominado por uns quantos gigantes.

Em boa parte dos países desenvolvidos e em desenvolvimento as empresas de pequeno porte registraram um dinamismo importante, como conseqüência de um dos principais giros introduzidos pela globalização: enquanto no passado a organização produtiva estavam atadas às nações – estados, na atualidade as forças operam em todo mundo e vencem a especificidade do meio e afetam a soberania nacional.

No passado, a economia do comércio internacional definiu os fluxos do intercâmbio de bens, capital e mão de obra entre estados – nações e gerou os ajustes relativos, mas sem alterar a soberania do Estado sobre a organização de sua produção; os operadores do mercado identificavam seus próprios interesses com os estatais. Assim, a política industrial por tradição fomentava a criação de campeões "nacionais" capazes de competir internacionalmente, ao mesmo tempo em que protegia o mercado interno para os serviços e as empresas (sobretudo as de menor porte) que se consideravam incapazes de sobreviver num meio aberto.

O protecionismo foi uma resposta à concorrência internacional, quando a pressão econômica das economias ameaçou a sobrevivência mesma de empresas nacionais. Por isso, as políticas se orientaram a reservar o mercado estritamente local para as pequenas empresas consideradas economicamente ineficientes e marginais, mas importantes em termos sociais.

 

Por Monografia de Qualidade A

Nos países menos desenvolvidos o fomento daquelas obedeceu a seu potencial para gerar emprego e a do que suas técnicas de produção, supostamente singelas, pareciam muito adequadas para meios com escassas habilidades manufatureiras. O bom desempenho das pequenas e médias empresas frente às grandes tendia a explicar-se com o argumento de que estas últimas careciam de capacidade organizacional e gerencial, recursos humanos preparados e uma adequada infra-estrutura, em comparação com as das nações industrializadas.

As micro e pequenas empresas vêm aumentando sua participação na economia nacional. Já representam 98% do total. Este índice demonstra a sua importância na geração de empregos e renda. O segmento é responsável por 12% das exportações e 60% dos empregos gerados, proporcionando ocupação para cerca de 60 milhões de brasileiros. Porém, ainda enfrenta alguns problemas, como falta de padronização e integração com parceiros comerciais, dificuldade de interpretação dos desejos dos clientes, falta de controle de processos e resultados, informações incompletas e desorganizadas e falta de recursos tecnológicos.

Nesse cenário, é prioritário para a pequena e microempresa tornar-se cada vez mais eficiente, reduzindo custos operacionais e agregando ganhos de competitividade. E um dos pontos de destaque nesse mercado altamente concorrido é o gasto com estoque. Ainda, segundo pesquisa do IBGE, mercadorias e materiais utilizados nas atividades de comércio e serviço das micro e pequenas empresas representam 53,2% do total dos custos. Isto reforça a tese de que a administração de um negócio não pode ser vista de forma isolada. Os estoques têm ligação com diversas áreas, como compras, produção e vendas, e qualquer informação incorreta sobre sua posição influencia a administração do negócio e a qualidade de prestação de serviços aos clientes. O que acontece, por exemplo, quando a empresa recebe um pedido e não tem produtos para disponibilizar ao cliente.

De acordo com a normativa responsável pela regularização das pequenas e microempresas, o caráter para sua classificação é puramente comercial. Assim, não depende do número de empregados, área de atuação, espaço físico do negócio entre outros fatores que influenciam sobremaneira a atuação e o funcionamento das empresas.

Assim, o artigo 2o do Estatuto das Pequenas e Microempresas estabelece que o fator determinador do status das empresas é a sua receita bruta anual de acordo com sua contabilidade.

Desta feita, as pequenas empresas devem ter uma receita bruta de valor menor ou igual a R$ 1.200.000,00 ou um milhão e duzentos mil reais, o que equivaleria a uma renda mensal média de cento e vinte mil reais. Para as microempresas, o valor para sua classificação é bastante menor, de valor igual ou menor a R$ 244.000,00 ou duzentos e quarenta e quatro mil reais anuais o que equivaleria a um valor mensal médio de doze mil reais mensais.

A regulação legal das pequenas e microempresas é o Estatuto da Microempresa e Empresas de Pequeno Porte. De acordo com a necessidade de maior proteção e amparo por parte do Estado, houve a sensibilização da busca por uma normativa própria que respondesse melhor às questões próprias destas empresas.

Tal Estatuto foi promulgado pela Lei n. 9841 de 05 de outubro de 1999 e seu âmbito de atuação de tal estatuto legal são as questões jurídicas de tais empresas, já que as questões econômicas são reguladas de maneira própria, de acordo com o primeiro artigo do mesmo, pela Lei n. 9.317 de 1996.

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Perfil do Autor

Alessandro Silva

Alessandro Silva é professor da equipe de Monografia de base para monografias e TCC Monografia AC - monografias de administração Monografia...