O Que É O Haikai

Publicado em: 03/09/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 256 |

Diante de um haikai, o leitor que desconhece sua forma e suas regras de composição poderá achar muito fácil ou muito simples compor um. Por mais que a simplicidade seja uma das ferramentas do poema japonês, compor um haikai requer não só satisfazer as suas regras, mas também resgatar a vivência de seu autor, na qual estava o "momento do haikai", e isso implica em adquirir experiência com a prática freqüente (MARINS, 2007).

Segundo IURA (2007), para que um terceto (poema de três versos) possa ser chamado de haikai, é necessário atingir, em grau maior ou menor, uma ou mais características do haikai japonês, que são as seguintes: a forma, o corte e o kigo.

O corte (kire), que adiciona profundidade psicológica ao haikai, é a divisão do poema em duas partes, ou seja, dos três versos, o primeiro será a primeira parte e os dois últimos a outra, ou vice-versa. Estas partes deverão ter sentido completo. No ocidente, o corte pode ser representado por sinais de pontuação no final do primeiro ou do segundo verso. Porém, o uso de pontuação não é obrigatório (IURA, 2007). CLEMENT (2004), por sua vez, é mais enfática. Para ela, o uso da pontuação é realmente desnecessário, pois o haikai não é uma sentença.

Para MARINS (2004), independentemente do uso ou não, o que não pode ocorrer é o uso exagerado dos sinais de pontuação, a chamada poluição visual, pois o haikai é despojado, deve conter o mínimo de elementos. No máximo, o uso de um ponto de exclamação ou um ponto de interrogação (se for necessário), mas nunca os dois. Usa-se o travessão e evita-se o ponto-e-vírgula, a vírgula e as reticências.

Quanto às partes do haikai (MARINS, 2004), cada parte deve conter uma imagem que, quando justaposta uma com a outra, relacionam-se mentalmente, ou seja, que a conclusão fique por conta do leitor, pois quando isso não acontece o haikai se torna explicativo.

Para ilustrar essa característica, tomaremos como exemplo alguns haikais de autoria de José Marins, colhidos do seu livro – ainda a ser publicado - "Karumi":

Voam andorinhas –

Na moldura da janela     

uma tarde azul

Belas guabirobas

Andaria muito mais

para ir buscá-las

Observamos que no primeiro haikai há um corte representado pelo travessão no final do primeiro verso. Isso nos permite entender que as andorinhas não estão voando na moldura da janela, mas que simplesmente as andorinhas voam. Há nesse verso um sentido completo, há uma imagem mental, portanto esta é a primeira parte. A segunda parte é representada pelos dois últimos versos, que também apresentam uma imagem mental e há um sentido completo.

No segundo haikai, não há a presença de sinal de pontuação por não haver necessidade, uma vez que o primeiro verso é uma frase única e, sendo assim, observamos que nesse verso há sentido completo, assim como nos dois últimos versos. Concluímos assim que em ambos os haikais há a divisão em duas metades, formadas por duas imagens justapostas que mentalmente fazem relação.

Para CAMPOS (1977) o haikai relaciona dois elementos básicos conforme as lições de Matsuo Basho: o primeiro é o da "permanência", a "condição geral", que está relacionada às estações do ano, e o segundo é o de "transformação", a "percepção momentânea". "A natureza dos elementos varia, mas deve haver dois pólos elétricos, entre os quais salte a centelha, para que o haicai se torne efetivo", afirma Donald Keene apud CAMPOS (1977).

A segunda característica, conforme IURA (2007), é o kigo, que significa "palavra-de-estação", mas como o termo em japonês é usado freqüentemente, opta-se por este. O kigo no haikai representa um termo ou palavra que indique a estação do ano em que este aconteceu e faça referência a ela. Há uma compreensão muito rica e muito sutil dos japoneses quanto à natureza, à passagem das estações. As plantas, os animais, as paisagens e algumas vivências humanas marcam essas transições das estações para o haicaísta.

Veremos em mais alguns haikais colhidos do livro de José Marins "Bico de João-de-barro", este também ainda inédito, palavras ou termos que representam o kigo:

Com as boas novas                                           

o carteiro e sua mochila

Os ipês floridos    

Saudades e flores

no cemitério antigo

Dia de Finados

Podemos encontrar no haikai o kigo propriamente dito ou o referencial. Acima, nos dois haikais, temos dois kigo referenciais, ou seja, fazem referência à estação do ano. Conforme o clima do Brasil, os ipês florescem na primavera, portanto quando há no haikai a palavra "ipê", sabemos que se trata de um haikai referente à primavera. "Dia de finados" (02/11), representa, para nós brasileiros, um kigo referente à primavera, pois neste dia estamos na referida estação.

Vejamos agora outros haikais do livro Bico de João-de-barro:

Calor de verão                                                     

A trabalheira que dá                                          

ter essa preguiça                                                

Vento de outono

Gari teima em varrer

folhas espalhadas

Como podemos observar, o kigo se apresenta nos haikais acima de forma explícita, através das palavras "verão" e "outono".

H. Masuda Goga, mestre do haikai no Brasil, escreveu um livro, que na verdade trata-se de um dicionário de termos sazonais (kigo), chamado Natureza – berço do haicai, publicado em 1996, em parceria com Teruko Oda, que visa o uso correto do termo de estação.

A terceira característica do haikai, conforme IURI (2007), é a forma (teikei), que corresponde à estrutura física do haikai, os três versos. No haikai japonês, a forma corresponde a dezessete sons. No haikai brasileiro, ela se refere a dezessete sílabas poéticas, distribuídas em cinco sílabas poéticas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro, sem rimas e sem título. Vale ressaltar que na língua portuguesa as sílabas poéticas correspondem a sons na pronúncia das palavras.

Novamente tomamos como exemplo os haikais de Marins do já citado livro "Karumi":

Um sereno lento                         

Algumas recordações                

molham minha face                   

Um se-re-no  len-to

1     2   3   4    5

Al-gu-mas  re-cor-da-ções

1    2     3    4   5    6     7

mo-lham mi-nha fa-ce

1       2    3    4    5

A contagem de sílabas poéticas (escansão) difere da contagem de sílabas gramaticais (separação de sílabas das palavras). Na contagem poética, contamos os sons, ou seja, se houver um encontro vocálico de palavras diferentes (elisão), consideramos apenas uma sílaba, um som. A contagem de sílabas poéticas vai até a última sílaba tônica do verso, a de maior intensidade.

No haikai japonês, como já dissemos, são contados os sons até a última sílaba do poema. Se considerássemos essa contagem no haikai acima, teríamos o esquema 6-7-6. Mas observamos que este haikai está de acordo com a forma clássica do Brasil (consagrada nas gramáticas, no capítulo da Versificação).

Agora veremos um haikai de José Marins em que a elisão está presente (livro "Bico de João-de-barro"):

A pipa se eleva                            

sobre cabeças e risos                 

Um filho e seu pai                                  

A pi-pa se e-le-va

1  2   3    4  5

so-bre ca-be-ças e ri-sos

1    2   3   4    5   6  7

Um fi-lho e seu pai

1     2     3     4    5

Notamos neste haikai que há a presença da elisão no primeiro verso (se+e = see = um som) e no terceiro verso (lho+e = lhoe = um som), resultando, mesmo assim, no esquema 5-7-5.

Outras características do haikai são abordadas por MARINS (2004). Como o haikai é um poema que descreve, registra a cena vivida pelo seu autor, é simples e direto. O tempo usado deve ser o presente (o que acontece), e não o gerúndio (o que está acontecendo). Usa-se uma linguagem simples com palavras de fácil compreensão, referente às coisas comuns. Exemplo:

A pipa se elevando

sobre cabeças e risos

Pai rindo do filho

        

A pipa se eleva

sobre cabeças e risos

Um filho e seu pai

(RECOMENDÁVEL)

O antropomorfismo (personificação de seres inanimados ou animais) é totalmente descartado e o uso dos adjetivos deve ser cauteloso (MARINS, 2004). Exemplo:

Sobre o telhado

está triste o pombo solitário

 Manhã de inverno

(NÃO RECOMENDÁVEL)

        

Outros cuidados quanto às partes do haikai devem ser tomados. Não fazê-lo em uma parte, pois conforme já falamos, pode torná-lo explicativo. Não fazê-lo em três partes, o que é denominado de "haikai prateleira" (MARINS, 2004). Exemplos:

Muro caiado                                  1ª. parte

Bougainville vermelho                2ª. parte        

Um portão azul                             3ª. parte

(NÃO RECOMENDÁVEL: Típico haikai prateleira)

Um sabiá

refresca-se com um banho

na poça d'água

(NÃO RECOMENDÁVEL: haikai feito em uma única parte se torna explicativo e muito óbvio)

Para concluir, MARINS (2004) orienta que deve haver cuidado com o uso de advérbios, locuções adverbiais e as interjeições (ah!, oh!), pois estão em desuso.

Conforme os estudos que fizemos neste capítulo, podemos sintetizar as características do haikai clássico do Brasil e os cuidados para com sua composição da seguinte forma:

  • Poema de origem japonesa composto de três versos.
  • Deve possuir o corte (kire) que o divide em duas partes, com o uso da pontuação ou não.
  • Evita-se usar mais do que um sinal de pontuação (poluição visual).
  • Deve ter um kigo.
  • Sua forma (teikei) é composta de 17 sílabas poéticas (5-7-5).
  • A natureza é o tema principal.
  • É composto no tempo presente e não se usa o gerúndio.
  • Usa-se linguagem simples e de fácil compreensão.
  • Não intelectualizá-lo.
  • O antropomorfismo deve ser descartado.
  • Cuidado com o uso de adjetivos.
  • Fazê-lo em duas partes, evitar fazer em uma ou três partes.
  • Cuidado com o uso de advérbios, locuções adverbiais e interjeições.

Segundo SUZUKI (1977), no século XVIII surgiu uma variante do haikai que teve como representante máximo Karai Sênriu (1718-1790). Trata-se de um estilo que usa no haikai uma linguagem corrente e satírica, mas que acabou tendendo para o medíocre e decaiu. Chamamos um haikai cômico de sênriu (senryu). Os exemplos abaixo são de José Marins, extraídos do livro "Coleção Aprendizes Paranaenses", (2003):

Pôr-me um sorriso

e redesenhar o rosto       

Terei visitas

Falava de amor

O casal na madrugada

O apito do trem

REFERÊNCIAS

BOMFIM, Gelmili Oliveira (org.). Oficina de Poesia ROZA DE OLIVEIRA - Coleção Aprendizes Paranaenses. Curitiba, Gelmili Oliveira Bomfim, 2003.

CAMPOS, Haroldo. In: Haicai: homenagem à síntese. A Arte no Horizonte do Provável e outros ensaios. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 1977.

MARINS, José. Entrevista eletrônica concedida a Alvaro Mariel Posselt. Curitiba, 29 abr. 2007.

MARINS, José. Haicai. Palestra na Biblioteca Pública do Paraná. Curitiba, 2004. (Documento em anexo).

MARINS, José. A História do Haicai no Paraná. Palestra no Centro de Letras do Paraná, Curitiba, maio, 2007.

MARINS, José. Poezen. Curitiba: Araucária Cultural, 1985.

SUZUKI, Eiko. In: O haicai pós-Bashô. Literatura Japonesa 712 – 1868. São Paulo: Ed. do escritor, 1977.

VIEIRA, Oldegar Franco. O haicai. Rio de Janeiro: Ed. Cátedra, 1975.

REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS:

CLEMENT, Rosa. O Haicai e Suas Teorias. Manaus, 2004. Disponível em http://www.sumauma.net/haicai/haicai-teoria.html. Acesso em 21 mar. 2007.

IURA, Edson Kenji. Pétalas ao Vento: O que é Haicai. São Paulo, 2007. Disponível em http://www.nippo.com.br/zashi/haicai.html. Acesso em 21 mar. 2007.

OBS- Texto extraído do TCC "O HAIKAI EM SALA DE AULA", de Alvaro Mariel Posselt, Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba, Junho de 2007.

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/poesia-artigos/o-que-e-o-haikai-1192292.html

    Palavras-chave do artigo:

    haikai

    Comentar sobre o artigo

    Alvaro Posselt

    O haikai como objeto de estudo segundo alguns especialistas

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 04/09/2009 lAcessos: 207
    Alvaro Posselt

    Breve biografia de Masuda Goga e seus dez mandamentos do haikai

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 350
    Alvaro Posselt

    Breve relato sobre a chegada do haikai no Brasil Segundo GOGA (1988), o primeiro literato a divulgar o haikai no Brasil foi Afrânio Peixoto (1875-1947), em 1919, através de seu livro "Trovas Populares Brasileiras", onde prefaciou suas impressões a respeito do poema japonês: "Os japoneses possuem uma forma elementar de arte, mais simples ainda que a nossa trova popular: é o haikai, palavra que nós ocidentais não sabemos traduzir senão com ênfase, é o epigrama lírico. São tercetos breves, versos de cinco, sete e cinco pés, ao todo dezessete sílabas. Nesses moldes vazam, entretanto, emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos... de encanto intraduzível" (GOGA, 1988, p. 22).

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 214
    Alvaro Posselt

    Breve relato sobre a origem do haikai No Livro Branco de Hattori Tohô (FRANCHETTI et al., 1996) o autor remonta à origem mítica do Japão para afirmar a antigüidade da poesia nipônica e do haikai: "O haikai é uma forma de canto. O canto existe desde o início do céu e da terra", (FRANCHETTI et al., 1996, P. 09). Tohô justifica que através do canto Susanô-no-Mikoto (Todas essas nuvens / que se acumulam / no céu de Izumo / parecem muros / construídos para nos abrigar), já na idade dos homens, as trinta e uma medidas (sílabas) se definiram, pois na época dos deuses as medidas não eram fixas. E assim passou-se a se chamar de waka.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 359
    Alvaro Posselt

    Relato sobre a chegada do haikai no Paraná

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 430
    Alvaro Posselt

    Breve biografia sobre Basho Segundo MARSICANO E TAKANAKA (1997), Matsuo Basho nasceu em Veno, pequena cidade japonesa da província de Iga, em 1644, filho de Matsuo Yozaemon, um samurai a serviço da família Todo. Aos nove anos, tornou-se amigo de Todo Yoshimada, herdeiro do poderoso clã. São iniciados na arte da poesia sob a orientação de Kitamura Kigin (1624/1704), discípulo do renomado Teitoku.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 273 lComentário: 2
    Alvaro Posselt

    Breve biografia e obras do autor José Marins é paranaense de Jandaia do Sul, mas se criou em Umuarama, noroeste do estado. Veio para Curitiba quando tinha 18 anos e mora na cidade há 35 anos. "Curitibanizou-se", criou raízes e asas, onde das asas só possui agora o coto, pois diz ser uma pessoa caseira, um provinciano que não gosta da metropolização de Curitiba e se sente esmagado pela explosão demográfica, porém, brinca o haicaísta, busca o universo em sua aldeia. É casado com uma curitibana e tem um filho.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 04/09/2009 lAcessos: 257
    Alvaro Posselt

    Resenha do livro de poemas Tão breve quanto agora feito pelo escritor paranaense José Marins.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 22/11/2012 lAcessos: 41
    Patricia Camargo

    Só a língua portuguesa tem a palavra saudade, e é muito difícil definí-la para quem não fala o português. Mas talvez, quem sabe, alguém lendo este texto, possa compreender um pouquinho do significado de saudade, possa sentir que saudade é uma lembrança boa que fica de momentos que não voltam mais.

    Por: Patricia Camargol Relacionamentos> Amizadel 10/06/2012 lAcessos: 29
    Edjar Dias de Vasconcelos

    O mundo poderia. Não ter significado. Já que o entendimento. É apenas a representação. De uma razão alienada. Então o mundo poderia. Ser o antimundo. O que seria o universo. A negação do antimundo. O eterno vazio. Tendo como definição o vácuo. A única realidade a ausência. Necessariamente descabida. Escura e infinita.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 13/12/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Certa vez disse Nietzsche. Os homens fracos. De caráter deformado. Estabelece entre si. A lógica de uma ética. Plebeia. Legitimando o domínio. Sobre si. Como explorados.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 06/12/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Poema sem proposição. Escrevi esse poema. Sem ritmo. Sem proposição. Sem significados. Um poema sem nada. Igual ao vento voando no universo. Azul da cor do espaço da nossa galáxia. Um poema fácil de entender. Não tive nem mesmo que inventar as palavras.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 06/12/2014
    Jeferson Lopes Ribeiro

    É um texto dissertativo-argumentativo, sobre o amor. Onde os fatos são bem coesentes e tem coerência.

    Por: Jeferson Lopes Ribeirol Literatura> Poesial 03/12/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Não existe Caminho. Muito menos pedras. Não existindo, portanto. O meio do caminho. O que existe de fato. Sempre. São Montanhas. Enormes e intransponíveis.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 02/12/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Recordo-me daquela tarde. Que andava. Tentava entender os sinais. Indeléveis. A magnitude da inquietude. Cada trilho. Tinha uma significação própria. O sol era brando e amarelava. Antes do escurecer.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 01/12/2014
    T. S. Frank

    Poema sobre Chernobyl e suas consequências na vida de todos que tiveram que vivenciar o inferno daquele dia em que a usina colapsou. Em 26 de abril de 1986 ocorreu o acidente nuclear. Um reator da central teve problemas técnicos e liberou uma nuvem radioativa contaminando pessoas, animais e o meio ambiente de uma vasta extensão de terras.

    Por: T. S. Frankl Literatura> Poesial 30/11/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    A vida passando. O tempo. O silencio e o encantamento. A vida teve. O que tinha que existir. Algumas coisas boas. Uma delas a contemplação da inexistência. O saber do insignificado das coisas. A falta de finalidade. A verdade uma convencionalidade cultural.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Literatura> Poesial 28/11/2014
    Alvaro Posselt

    Resenha do livro de poemas Tão breve quanto agora feito pelo escritor paranaense José Marins.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 22/11/2012 lAcessos: 41
    Alvaro Posselt

    O haikai como objeto de estudo segundo alguns especialistas

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 04/09/2009 lAcessos: 207
    Alvaro Posselt

    Breve biografia e obras do autor José Marins é paranaense de Jandaia do Sul, mas se criou em Umuarama, noroeste do estado. Veio para Curitiba quando tinha 18 anos e mora na cidade há 35 anos. "Curitibanizou-se", criou raízes e asas, onde das asas só possui agora o coto, pois diz ser uma pessoa caseira, um provinciano que não gosta da metropolização de Curitiba e se sente esmagado pela explosão demográfica, porém, brinca o haicaísta, busca o universo em sua aldeia. É casado com uma curitibana e tem um filho.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 04/09/2009 lAcessos: 257
    Alvaro Posselt

    Relato sobre a chegada do haikai no Paraná

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 430
    Alvaro Posselt

    Breve biografia de Masuda Goga e seus dez mandamentos do haikai

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 350
    Alvaro Posselt

    Breve relato sobre a chegada do haikai no Brasil Segundo GOGA (1988), o primeiro literato a divulgar o haikai no Brasil foi Afrânio Peixoto (1875-1947), em 1919, através de seu livro "Trovas Populares Brasileiras", onde prefaciou suas impressões a respeito do poema japonês: "Os japoneses possuem uma forma elementar de arte, mais simples ainda que a nossa trova popular: é o haikai, palavra que nós ocidentais não sabemos traduzir senão com ênfase, é o epigrama lírico. São tercetos breves, versos de cinco, sete e cinco pés, ao todo dezessete sílabas. Nesses moldes vazam, entretanto, emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos... de encanto intraduzível" (GOGA, 1988, p. 22).

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 214
    Alvaro Posselt

    Breve biografia sobre Basho Segundo MARSICANO E TAKANAKA (1997), Matsuo Basho nasceu em Veno, pequena cidade japonesa da província de Iga, em 1644, filho de Matsuo Yozaemon, um samurai a serviço da família Todo. Aos nove anos, tornou-se amigo de Todo Yoshimada, herdeiro do poderoso clã. São iniciados na arte da poesia sob a orientação de Kitamura Kigin (1624/1704), discípulo do renomado Teitoku.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 273 lComentário: 2
    Alvaro Posselt

    Breve relato sobre a origem do haikai No Livro Branco de Hattori Tohô (FRANCHETTI et al., 1996) o autor remonta à origem mítica do Japão para afirmar a antigüidade da poesia nipônica e do haikai: "O haikai é uma forma de canto. O canto existe desde o início do céu e da terra", (FRANCHETTI et al., 1996, P. 09). Tohô justifica que através do canto Susanô-no-Mikoto (Todas essas nuvens / que se acumulam / no céu de Izumo / parecem muros / construídos para nos abrigar), já na idade dos homens, as trinta e uma medidas (sílabas) se definiram, pois na época dos deuses as medidas não eram fixas. E assim passou-se a se chamar de waka.

    Por: Alvaro Posseltl Literatura> Poesial 03/09/2009 lAcessos: 359
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast