Poemas re's]colhidos ou de um nova epistème instética

Publicado em: 28/09/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 24 |

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Assonância incógnita

Não se sabe ao certo

de certo modo

o que significa um silêncio

Mas um silêncio não é pecado

a quem nada fez de errado

Seja ou não uma forma de recado

que se diga, ao menos

caso encerrado

ou obrigado

FELLIPE KNOPP

Postado por O Poeta da coragem às

HELVÉTIKA

Remissivo ao verão de 2007/2008, um augúrio seco



Passara-se nosso tempo
teu e meutempo começam
como são
São ou temprano
temporão
contemporaneos
mundo insano

Vibração fugidia de uma luxação mnêmica
lastro irrastreável
dolor rarefeito
Pressão vertical da gelida pradaria
febre do caos

Insípida moribunda dos mananciais séquidos
vertigem e colisão

éter viscoroso em lua-de-queijo

A noite do porvir nas lacunas das hiâncias
o aceno contido
plataforma silenciosa
não se sabe quando outra vez
não se soube
não sebemos se se saberá
não sabemos
jamais o soubemos

Porque a raridade fusionou-se à escassez
fez-se uma mitologia de vertigo e sentimento
Helvecioso
Foi assim naquele tempo
eu mesmo vi
Uma lenda que nós dois criamos
para nós dois que a criamos
não a cremos
porque eu nos criamos
não crieu amor
Helveciosa
O mito que quiz lenda
humana

Meu coração gemeu nosso não
meu sentimento foi o nosso, helvética
naquele tempo, me lembro
eu vi

Magia não cri, tu fostes

Helvética, forasteira

Teu mês me durou mais de um ano
naqueles dias

Não tiveste vibração
a tivera por toda

Meus poemas não tiveram réplica
o que dizer de teu silêncio?
naquele tempo
Helvética

És-me toda em poema
Helvética

A memória apaga o tempo da memória
da memória do tempo
a distância
dinstante

Helvética

Três cds e saudade
naquele tempo

Qual neve me desliza à testa,
Helvética?

Foi-se que não fostes
Viera-me

a solenidade ríspida do real
sem prelúdio, sem sonho, sem ti

Helvética


FELLIPE KNOPP

Postado por O Poeta da coragem às

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Registro: 286.540 Livro:488 Folha:200 [FBN/EDA]

27-05-2003

CHAMAS DO PURGATÓRIO*
(fase religiosa) Gritos e chamas de vela
advindos do purgatório,
do inferno no consultório,
que coisa é aquela?

Chamas e gritos, da vela,
de dentro do consultório,
de fato o diabo existe,
foi criado em laboratório.

Habita zonas abissais,
no fogo que consome,
em tudo querido além mais,
nas frases, nos nomes.

Em ofensas, em mentiras,
em lágrimas de agonia,
em elementos que permeiam
nossa vã filosofia.

Adentrando zonas escuras
do querer além mais,
deram sopro à escultura,
deram vida à satanás.

Deram velas, deram gritos,
deram todos os elementos.
Deram à luz as trevas, um algo,
constituído por pensamentos.

Fica o mesmo espreitando,
tentando minar a calma,
esgotando a resistência,
tentando comprar minh'alma.

Ao inferno desceu,
no lugar onde fora forjado.
Tentaram criar a deus
e acabaram criando o Diabo.


FELLIPE KNOPP,

Ateu

___________________

* A respeito da proposição atribuída a Voltaire: "se deus não existe, precisamos inventá-lo"

(A data corresponde autenticamente à produção do poema disposto acima)

Postado por O Poeta da coragem

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ARQUIPELADOS

COSMOS, COSMÉTICOS E KOSMYTHYKOS

Aforismos de chão-asco
zumbis-de-clichê
sofismas de ocasião 
cospe afora
emporcalhado no chão
com seu verbo-fiasco
seu discurso sofismático
combinados ao mero acaso
camuflam contradição
numa situação débil
em que os agentes da passiva
divagam por sua vida
sonâmbulos pelo solo
sem densidade de seu pó
farelos do sono vocabular
significantes insulares
arquipélagos insones das horas abissais



FELLIPE KNOPP

Postado por O Poeta da coragem às

 

domingo, 2 de agosto de 2009

La logique du hic et nunc


"Sonhos" que você mesmo tem de realizar
não são sonhos, são projetos -
das mais humanas perspectivas



Acho que fui sempre mesmo precoce
desde moleque não tenho sonhos 
ao que chamavam sonho
aprendi desde cedo a nomear correto:desejo
o limite da vontade 
concreto no que pode
efetivo no que se consegue devidamente
jamais tive Sonho
no mais ilusório devaneio -
Pesadelos
o caos é o pesadalo que à revelia se efetuou
um antidesejo objetivado à sua própria moção
Papai Noel?
Jamais senti sua falta
nunca recebi sua visita
jamais presumi sua presença
o real sempre excluiu o noel!
deus? fora apenas um mero equívoco
um erro corrigível, óbivio
ao contrário do que possa parecer
não estou aqui a esperar coisa alguma!
(aliás, aqui designa lugar e não situação - lugar refere-se a espaço, e não condição)
estou em curso: segue-se a ambigüidade
e a polivalência
Por que não?
quando moleque sonhava sempre com o diabo
ele voava e dizia querer capturar-me
Hoje eu rio
pouco entendia
diabo é apenas metáfora
sintoma do mundo
o Inferno, esse sim parece ser-real
mas e daí ?
nomes, apelidos...
o mundo está posto
e nós postos no mundo
Imposto
impostura mundana
mundanação
nem me comprazo nem resigno-me
sonhos não tenho
até os mais trivialescos dos desejos são às vezes infrutíferos
mas não se deve superestimá-los
estão aí como quase tudo que há
não são melhores só porque não se os têm
são melhores que Eu os "mais-validos" ?
mais-valho Eu
entendo-o
e já sou entre os melhores
mundo está posto
não estou eu sobre este?
até me pleonarizo
Eu sou o que Sou
já que tudo mais é sintoma



FELLIPE KNOPP

Postado por O Poeta da coragem

 

Badalo dos retratos insolentes

Ecos malditos de iconografia degradada
sombra silenciosa de uma memória persistida 
indecorosas representações assessórias
e à revelia
timbre malquisto dum abuso qualquer
sem valia aí mesmo
imagem sustenida
da ambiência exorcizada
ceol desvalido
de feixes de escuridão amiúde
o pormenor das nâuseas expurgadas
segue-se o vão desse nada significado




FELLIPE KNOPP

Postado por O Poeta da coragem

 

 

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/poesia-artigos/poemas-rescolhidos-ou-de-um-nova-episteme-instetica-3364373.html

    Palavras-chave do artigo:

    poetica estetica paradigmais paradogmas semeadura

    HAMILTON SERPA

    Dias enegrecidos Corações partidos Noites chegando Sem luar nenhum Sonos solitários Insônias duplas Vãs Esperas Por fugidias paz

    Por: HAMILTON SERPAl Literatura> Poesial 08/05/2012
    João Vitor Rocha Esteves

    Saiba desfutar da inteligência. É isso que este poema de minha autoria retrata. DEIXE A POESIA FALAR POR SÍ SÓ

    Por: João Vitor Rocha Estevesl Literatura> Poesial 27/04/2012
    HAMILTON SERPA

    Hoje estou chato e cansado Com vontade de abrir o bico E dizer que fotos sensuais Antes eram só inspiração Para a solitária masturbação

    Por: HAMILTON SERPAl Literatura> Poesial 24/04/2012 lAcessos: 24
    ADILSON MOTTA

    Este poema narrativo retrata a trajetória dos garimpeiros de Serra Pelada desde seus primeiros dias à atualidade. E por trás destes, o "oportunismo" político instalado, como uma grande riqueza entregue à revelia de piratas de gravatas que estão no topo do poder do país.

    Por: ADILSON MOTTAl Literatura> Poesial 21/04/2012
    HAMILTON SERPA

    Seja feliz por inteiro Em alguns instantes do dia Alimente no pensar simetria Não se entoque em labirintos Mantenha sempre a tua linha Fuja dos ângulos sem saída

    Por: HAMILTON SERPAl Literatura> Poesial 13/04/2012
    ADILSON MOTTA

    O poema "O Florir do Jardim" é na verdade um poema histórico que está imersso no aspecto descritivo ddos primeiros dias na cidade de Bom Jardim e faz um "passeio" por sua história e a vida deste povo que a construíra, sendo desta forma, um poema memorial. Inicia com aspectos naturais e termina com os aspectos infraestruturais - a construção de seus prédios, ruas e a situação político-ideológica etc.

    Por: ADILSON MOTTAl Literatura> Poesial 05/04/2012 lAcessos: 12
    Jennifer Silva e Silva

    O texto a seguir trata-se de uma análise do poema TUMULTO, análise esta que se alicerça nos preceitos da semiologia, procurando atribuir sentido aos signos encontrados em tal composição poética.

    Por: Jennifer Silva e Silval Literatura> Poesial 01/04/2012 lAcessos: 37
    Jennifer Silva e Silva

    Trata-se de uma composição poética extremamente pessoal e plurissignificativa. É perceptível um eu lírico triste e descontente com o mundo no qual está inserido. Isso induz o leitor a perceber que a ideia de tumulto sugerida pelo próprio título é, na verdade, uma desorganização introspectiva.

    Por: Jennifer Silva e Silval Literatura> Poesial 01/04/2012
    FELLIPE KNOPP

    Direito de resposta, retrato de um negócio de família: as ninfomaníacas devedoras e o corno generoso.

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Ficçãol 22/11/2011 lAcessos: 37
    FELLIPE KNOPP

    Uma antiga prosa poética lírica da fase romântica do poeta, com o belíssimo e sublime estudo sobre alma e a emoção traduzidos com elegante forma estilística.

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Poesial 17/11/2011 lAcessos: 17
    FELLIPE KNOPP

    Dois poemas viscerais e tórridos, na linha crítica de uma estética agressiva e contundente, pertinente e tenaz.

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Poesial 09/08/2011 lAcessos: 37
    FELLIPE KNOPP

    Mistura-se a tendencia explosiva de uma forma coloquial, direta, espontânea, sem contudo apelar para uma sátira vulgar, mas sim apresentar um estudo de comportamento social velado sob códigos segmentados de maquiagem ideológica e denunciar-lhes maior podridão do que a livre-expressão de percepções. KNOPP elegantemente mescla o ponto de vista cético-refratário com uma nobreza no estilo de linguagem empregado, valendo-se de um calculo lexical e verbal que orientam a estética do poema.

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Poesial 05/08/2011 lAcessos: 12
    FELLIPE KNOPP

    Prefácio de um romance de ficção científica para uma nova época que já chega

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Ficçãol 05/08/2011 lAcessos: 35
    FELLIPE KNOPP

    A campanha propagandística do kit gay; e alguns poemas para sua tua alegria (rs)

    Por: FELLIPE KNOPPl Notícias & Sociedade> Cotidianol 26/05/2011 lAcessos: 57
    FELLIPE KNOPP

    Uma série de cinco poemas que oferta ao leitor uma síntese ótima de diversas fases do poeta, em que a rima aparece de modo mais livre, denotando o nível de normalidade que o autor atingiu no domínio habitual da rima, sem contudo exagerá-la. Perceba-se a leveza e fluidez que tem a rima naqueles poemas, a espontaneidade com que se a despende a constituir uma poética harmoniosa, elegante, resoluta, sem que a forma prejudique o discurso intencional contido no texto. Aprecie.

    Por: FELLIPE KNOPPl Literatura> Poesial 25/04/2011 lAcessos: 26
    FELLIPE KNOPP

    ou sobre o massacre espetacular ocorrido numa escola pública do município do Rio de janero.

    Por: FELLIPE KNOPPl Notícias & Sociedade> Cotidianol 08/04/2011 lAcessos: 42

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