Artista plástica.
Não nasci...despontei para o mundo assim que dei de cara com a realidade existencial,e cujo manancial é rico desde que saibamos explorá-lo,pesquisá-lo e adulterá-lo para o pseudo-bem e consequentemente de nossos semelhantes.
Não tenho casa,nem tenho família,porquê lar e amigos dependem única e exclusivamente da afinidade e cumplicidade das pessoas que vou conhecendo pelas cidades.
Não tenho profissão,ao mesmo tempo açambarco todas...porquê viajo mundo,aprendendo aqui e acolá.
Não tenho filhos,e ao mesmo tempo os tenho:adoto todos os sêres que pintam em meus caminhos
.Não tenho caminhos,porquê ando como somente o fazem os que gostam de aventuras,e há sempre uma nova à cada dia que amanhece.Não amanheço: entardeço e anoiteço "causando"...
Não esqueço:lembro de tudo e de todos
.Não faleço:eternizei-me em meus fatos,atitudes e beatitudes; maldades tambem.Talvez porisso consiga ter na Mente coisas inconsequentes,quentes ou dormentes
.Não importa...Vivo abrindo e fechando portas,saboreando tortas,rindo muito de mim mesma,dos outros tambem...E,assim, velejando vou...buscando o "nôvo" não pela novidade,e sim pela curiosidade de caminhar pelas inóspitas cidades,olhando e observando restos deixados por outros...rastros indeléveis da existência humana,da qual sou só uma a mais,e isso encanta-me demais!
Sou Elis,por muitos chamada de "feliz".Meu nome é acrescido por Mar,por onde vou velejar,até essa esfera ultrapassar, e só então repousar...,para me situar!!!
Contudo, isso tambem não importa...pois, por mais que queira avistar o que há por lá...pretendo ir bem devagar,até para
assim poder navegar sem "precisar" o momento exato da ida,
desta cidade querida.


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Por: Antonio Paiva Rodrigues | 21/10/2008Vida sem destino e esperanças, sem alegrias e bonanças, acoplando anseios sacrossantos. Sem sapatos de pés calejados, rosto suado, maltrapilho, deifica a personalidade que roga. No calor das metrópoles, na desilusão da vida sem rumante afetivo e carinhoso, só espanto.
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