A Política Externa Do Brasil Na América Latina - Tema De Monografia E Tcc

20/11/2009 • Por • 1,528 Acessos

Assumirão o Governo e a sociedade brasileira os custos da ambição de potência regional?

O Brasil pode exercer uma influência construtiva na resolução de conflitos regionais e frear a deterioração das liberdades e as ingerências do eixo bolivariano em terceiros países. É peça fundamental no futuro da América Latina , com o rendimento de Venezuela pendente, e de Unasul, a região falando com uma só voz. E tudo isso sem abandonar seu soft power?

Este artigo foi elaborado pelo time especial de monografias, buscando sempre a melhor qualidade em monografia

Uma agenda internacional desta natureza faz pensar que a frase do presidente Lula "nos cansamos de ser uma potência emergente" talvez vá além da retórica. A direção que tome o Brasil poderia determinar o futuro da América do Sul.

Unidade territorial, grandeza física e confiança em seu futuro são idéias-força que conformaram historicamente a política exterior brasileira. No século XX, essa política se articulou sobre dois eixos. No primeiro, o assimétrico, estariam as relações com países com um significativo diferencial de poder, como os Estados Unidos ou as grandes potências européias e depois a UE.

Para preservar suas margens de manobra, o país procurou elementos de autonomia e por isso participou ativamente nos foros multilaterais; para aproveitar os efeitos protetores dos tratados que neutralizam as políticas unilaterais das grandes potências. No eixo simétrico figurariam os vínculos com aqueles Estados de recursos de poder similares aos do Brasil, incluindo os vizinhos latino-americanos e outros em via de desenvolvimento. E aí estão as duas últimas décadas, com suas estratégias regionalistas: aproximação a Argentina, criação do e o impulso de por Cardoso, aprofundado por Lula, para criar a União Sul-americana de Nações.

Em outros termos: a partir dos anos 90, Brasil começa a superar uma política exterior de tipo defensivo, o modelo de "autonomia pelo distanciamento", isto é, a ausência no grande jogo político internacional, e começa a participar seletivamente nas questões internacionais, passando à "autonomia pela inserção" de que falou Cardoso.

A realidade é que hoje a política exterior de Brasil é um dos aspectos mais vitoriosos do governo Lula, no qual destaca o grande ativismo presidencial, viagens, discursos e articulações diplomáticas por todo mundo.

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A América do Sul foi a prioridade básica da política exterior; o desenvolvimento da região está estreitamente vinculado ao desenvolvimento do Brasil. A política exterior é expressão e elemento estruturador de uma nova concepção de desenvolvimento, como definiu há alguns anos Marco Aurelio Garcia: "O desafio para o governo Lula, especialmente no âmbito de América do Sul, foi ajustar o foco da política exterior a um novo projeto de nação que fazia da inclusão social, do desenvolvimento econômico, do aprofundamento da democracia e da afirmação da soberania nacional, combinada com o desejo de integração regional, os eixos de um novo projeto nacional"

Mas há um segundo foco de atenção: as relações com outras potências emergentes, dentro de um modelo de cooperação Sul-Sul, onde entrariam a Índia, China e África do Sul. Objetivo político: promover um sistema multipolar, funcional para Brasil e com capacidade para combater a supremacia dos EUA. E outro econômico: preservar espaços de crescimento e autonomia para sua própria economia.

Lula o sintetizou numa frase: "queremos mudar a geografia comercial do mundo"

Por outro lado, o Brasil poderia ser um sócio ativo dentro da estratégia do governo norte-americano de reunir países capazes de resolver conjuntamente questões espinhosas de difícil solução em assembléias globais. Exercerá seu peso específico regional na resolução de conflitos, ou para jogar o freio à deterioração das liberdades no eixo bolivariano? Por-se-á fim às ingerências em terceiros países?

Em qualquer caso, o Brasil é peça chave no futuro com o rendimento de Venezuela em portas, e de UNASUL, para que a região possa falar com uma só voz. Pode fazer tudo isso sem abandonar seu soft power, ou a aliança com França para fornecimento de material militar cabe ser interpretada como o começo de seu rearmamento?

Parece que o Brasil se cansou de seguir sendo o país do futuro e se apresta a jogar o papel de grande potência. Sociedade e Governos levam anos reduzindo desequilíbrios sociais e regionais, vulnerabilidades econômicas, problemas de governabilidade, e gerando políticas públicas acima da contenda partidária

Perfil do Autor

Luis Carlos Silva

Luis Carlos é professor da equipe de Monografia de base para monografias e TCC Monografia de auxilio para TCC Monografia de base para tcc e monografias Monografia com capacidade - monografias de base