Direitos Humanos E Vida Em Sociedade
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, fruto de luta e ação social, foi aprovada e adotada no dia 10 de dezembro 1948 pela Assembléia Geral Organização das Nações Unidas (ONU). É um documento que, apesar de sua importância, é pouco conhecido e respeitado, especialmente na selvageria capitalista, mais ainda em sua vertente neoliberal. O termo “Direitos Humanos” representa os direitos fundamentais que devem ser assegurados para uma vida digna e para poder exercer a cidadania de forma efetiva, cidadania esta que nos permite participar da sociedade como sujeitos individuais e coletivos, ativos na construção da história e não apenas como indivíduos amorfos e passivos. Tratam-se de direitos fundamentais de qualquer ser humano, independente de onde se nasce, do sexo, da cor da pele, da situação financeira, classe social, gênero, opção sexual ou qualquer outra característica que nos diferencia, mas não deve nos diminuir. Esse deve ser o fundamento de qualquer direito e de uma sociedade que respeite a vida humana em suas diversas manifestações.
Nossa vida em comum é condicionada pelas estruturas sociais e pelo sistema de valores vigentes na sociedade, contribuindo assim para determinados comportamentos e condutas que facilitam perpetuar condições nas quais podemos inferiorizar outros seres humanos ou tratá-los como semelhantes. E querendo ou não, participando ativamente ou não das decisões políticas, recebemos direta ou indiretamente os efeitos dessas desigualdades. Pagamos pelas conseqüências dessas estruturas, como é o caso da violência urbana que assola os grandes centros urbanos dos países menos favorecidos no cassino global. É fato que as maiores vítimas são comumente oriundas de classes economicamente desfavorecidas, porém não só: todos sofrem os efeitos das desigualdades brutais que permeiam o planeta. É delicado fazer valer os Direitos Humanos de forma plena na sociedade de hoje, perante a atual situação de desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais. Significativa parcela da população sequer tem acesso à comida e educação básica, muito menos a esse documento, nem tendo uma idéia mínima de seus direitos como cidadão.
Como conseqüência evidente, os Direitos Humanos permanecem na Declaração e em discursos vazios. Só se tornarão práticas sociais recorrentes na justa medida em que, a partir do conhecimento e da ação, dessa complexa relação entre a teoria e a atividade humana, criar novas formas de agir e pensar que carreguem os valores de cidadania em sua essência. Qualquer tipo de opressão do ser humano pelo seu semelhante, seja ela física ou psicológica, seja através do controle, da exploração ou da manipulação, seja através do preconceito por cor da pele ou por opção sexual, pela diferença salarial entre homens e mulheres, entre outros abusos, são constatações que os Direitos Humanos estão sendo desrespeitados. Apenas constatam que estas injustiças fazem parte da prática e da realidade social em que estamos inseridos. Exemplo dessa realidade é o nosso país, onde poucas famílias dominam os meios de comunicação; onde miséria, desigualdade e violência fazem parte do dia-a-dia; onde chega a ser “normal” nascer, viver e morrer inserido em um contexto social em que poucos têm muito e muitos têm pouco.
Mais do que direito, é responsabilidade e auto-valorização atuar com cidadania, lutando para preservar nossa dignidade, não permitindo, por exemplo, que interesses financeiros e o lucro prevaleçam sobre a vida. Nossa reflexão se fundamenta em despertar as seguintes dúvidas: Nos vemos como sujeitos ou objetos desta cidadania? Estamos contribuindo e sendo multiplicadores de posturas éticas e socialmente responsáveis ou estamos fazendo marketing social em benefício próprio? Deixamos de fazer algo que já deveríamos estar fazendo? Como e onde, podemos, sem delongas, iniciar a fazer correções no curso de nossas ações cotidianas, no âmbito individual ou coletivo? Nossas dúvidas permanecem. A mudança é lenta, mas a transformação é necessária. Verdadeiras mudanças consolidam-se quando se dão no íntimo de cada um e ao mesmo tempo na coletividade da qual fazemos parte. E a felicidade e a liberdade individual só são alcançadas numa construção coletiva e democrática. Afinal, quem consegue ser plenamente feliz, vivendo num contexto de fome, autoritarismo, exploração, guerras, injustiças, violência, lágrimas e gritos de dor?
*Texto coletivo escrito por Bianca Canhada, Itamar Pacheco Canhada e Diego Canhada em dezembro de 2008 como forma de homenagem ao aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Está publicado no blog http://diegocanhada.blog.br. Escrito com base na monografia escrita e defendida por Bianca Canhada para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social pela UFPR, com ênfase em Relações Públicas. A monografia em questão possui o título “A Atuação dos Profissionais de Comunicação em Prol da Defesa dos Direitos Humanos” e foi orientada pela Profa. Dra. Celsi Bronstrup Silvestrin. Surgiu a partir da inquietação da então estudante, sobre o papel que os profissionais de comunicação social podem ter na transformação social de nosso país. É um trabalho de cunho teórico-empírico e quem quiser ter acesso ao trabalho oringinal, escrever para bianca_canhada@yahoo.com.br.
(Artigonal SC #1825380)
O Direito Internacional dos Direitos Humanos visa à proteção da pessoa humana. Desenvolveu-se bastante após a Segunda Grande Guerra, em virtude das atrocidades cometidas pelos nazistas ao povo judeu. O Direito Humanitário, a Liga das Nações e a Organização Internacional do Trabalho situam-se no marco do processo de internacionalização dos direitos humanos. O Brasil é signatário dos principais tratados internacionais já celebrados, tanto no sistema global, como no sistema regional de proteção.
Apresenta- se uma pequena sinopse do filme 174 para fins de análise jurídica e os direitos humanos em questão. Apresenta se ainda até que ponto pode responsabilizar aquele jovem de origem humilde pela prática de seus crimes, e pelo princípio da co- culpabilidade a sociedade e o Estado têm certas responsabilidades também. O trabalho teve por objetivo analisar o documentário 174 de José Padilha e o debate acerca dos direitos humanos. E teve como metodologia uma revisão de literatura acerca do tema em questão.
O presente artigo se propõe a abordar o que são Direitos Humanos, fazendo uma breve retrospectiva histórica. Comentando que é possível constatar que ainda é tímida a introdução da temática da educação em Direitos Humanos na formação de professores e educadores em geral, na formação inicial e continuada.
Erigido a categoria de direitos humanos o direito ambiental tem desafiado os atores globais na busca de solução para o desenvolvimento sustentável,pois a ameaça da vida humana no planeta é materia que não se pode mais adiar.
Em nosso pais temos um grande desafio a desigualdade que esta presente em todos os setores da sociedade. Vivemos tão acostumados a pobreza, falta de emprego, de oportunidade, de educação com qualidade, que muitas vezes não nos damos conta de nossas leis que garantem todos esses bens a população.
Os Direitos Humanos são direitos inerentes à qualidade de ser humano. São personalíssimos, universais, indivisíveis, inalienáveis e interdependentes, cujo processo de construção e reconhecimento está em constante aperfeiçoamento. Seriam um conjunto de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito à sua dignidade, por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e do estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana. Em
Mostra que os direitos humanos são para todos, inclusive para a Polícia.
REFLEXÕES DE UMA SENHORA E SEU CACHORRO ! Domingo é um bom dia para refletir porque não se tem muita coisa prá fazer,exceto,no meu caso,logo depois da praia,bater nas teclas do PC essas bobagens que mando prá vocês que me lêem com paciência e compreensão. Aqui,na biblioteca,leio o jornal do dia e comento as noticias com" Seu" Billie,um vetusto senhor de 104 anos,com quem convivo alegremente há 14 anos. ..
A recusa do presidente Lula de participar de uma homenagem ao fundador do sionismo,teve uma repercussão exagerada,na nossa imprensa de direita,aliás,quase toda.Mas,Lula,velha raposa política,escapou da armadilha e saiu bem na foto,para desespero dos seus adversários.
Relação entre pseudoignorancia e cinismo político: populítica lulista
O saldão político 2010 a 50% OFF vem aí! Aberto para balanço! Tal aquele velho ditado que o hábito não faz o monge, ficamos mais é no complemento do medieval (no caso das gravatas e dos colarinhos brancos, que ninguém mais tomou juízo em falar, nem dos ´´marajás`` colloridos): ´´dá para distinguir de longe``.
"Os funcionários públicos (sempre na França, certo?) são os maridos ideais. Chegam em casa descansados e já leram o jornal". O IPEA, na pessoa do seu presidente, concorda.
Este trabalho tem por objetivo principal o enfoque acerca da banalização estrutural em que passa a sociedade brasileira. As instituições públicas ou privadas, ao longo dos anos foram contaminadas por uma espécie de "vírus" da corrupção, banalizando o que o ser humano tinha de mais puro – seu o desejo pela moralidade. Desta forma esse trabalho se apresenta como forma tão somente de levar ao leitor a refletir sobre o circulo vicioso lento e contaminado em que está envolto a sociedade.
Falta no Brasil muita transparência na gestão pública, o país é referência mundial na área de economia, em algumas ações de saúde, no convívio das diferenças sociais e na democracia política.
Explicar de forma clara os sistemas de governo segundo pensamento de Aristóteles.
Esse artigo, reflexão surgida a partir de uma monografia de graduação em Comunicação Social, fala sobre a relação entre os Direitos Humanos e a Vida em Sociedade. Foi escrito em três mãos como forma de homenagem aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


