Hugo Chaveco
Não sei qual é o grau de formação acadêmica do atual e pretendente a presidente vitalício da Venezuela, Hugo Chavez. Entretanto a formação política dá para perceber que está muito aquém do que seria razoável para alguém que alcança o status de presidente de um país, seja qual for.
Não sei porque, mas todas as vezes que vejo a sua figura, lembro-me de Idi Amim Dada, ex-ditador e militar que na década de 70 assumiu o poder em Uganda, pequeno país da África e que pesava sobre ele toda espécie de acusação, inclusive da prática do canibalismo e a matança de aproximadamente 300 mil ugandenses.
Hugo Chavez, também ex-militar, embora tenha realizado algumas reformas que ampliam os direitos coletivos sobre os direitos individuais e sobre a propriedade, não transmite nenhuma segurança para quem, em sã consciência, o ouve. Parecia-me uma figura rude, grotesca e fanfarrão, mesmo antes do episódio em que o rei da Espanha, Juan Carlos, perguntou-lhe: Por que não te calas?
Agora Hugo Chavez vem com a artimanha de mudar a Constituição de seu país, com a aprovação de apenas 54% da população que lhe permite concorrer às eleições presidenciais indefinidamente, quebrando o princípio básico da democracia, que é a alternância no poder, coisa que, nem mesmo Lula, que bateu seu próprio recorde de aprovação, atingindo a marca de 84%, ousou fazer e se o fizesse, esse percentual certamente cairia drasticamente. Várias democracias no mundo adotaram a fórmula de permissão da reeleição indefinidamente. Entretanto, a forma como Chavez alcançou o poder e suas características pessoais não o avalizam para mudar as regras durante o jogo.
Chavez insiste em culpar os Estados Unidos de todos os males que assolam o mundo, sem olhar seu próprio umbigo e garantir que pelo menos, cada país tem que fazer a sua parte. Dá para perceber que na realidade tenta esconder a sua incompetência para solucionar os problemas da Venezuela.
A maioria da população mundial não morre de amores pela política externa americana, ainda assim temos que ter a capacidade de fazer autocrítica e perceber que, cada cidadão ou nação, tem que pagar pelos erros que cometem e a crise que se instalou, principalmente nos Estados Unidos, é prova concreta disso e não dá para largar um problema que é nosso, na fronteira do país vizinho, como tenta fazer o presidente venezuelano.
A situação econômica da Venezuela está claro que consiste na falta de diversidade nas bases de sustentação econômica do país, que sobrevive apenas da venda do petróleo, fonte finita de energia, que mesmo antes de findar, terá sua produção reduzida drasticamente pela necessidade de substituição por fontes renováveis e não poluentes. Que futuro tem um país cuja economia baseia-se unicamente na exportação de petróleo, inclusive para os Estados Unidos, e convive com uma inflação de 40% ao ano?
Isso me faz lembrar o Brasil, há algumas décadas, cuja economia baseava-se apenas na exportação de cana-de-açúcar, café e minério de ferro e a inflação alcançava dois dígitos em apenas um mês e três dígitos ao ano, além de uma dívida externa que se imaginava “impagável”.
Com o pretexto de fazer uma revolução bolivariana, Hugo Chavez vai às urnas e vangloria-se de uma vitória apertada que deveria fazê-lo refletir não apenas sobre o resultado do plebiscito, mas sobre o seu comportamento diante da necessidade de se estabelecer uma nova ordem mundial tão evidenciada com a crise econômica atual. Certamente contribuiria muito mais se abandonasse o discurso demagogo, populista e retrógrado, que consegue ver muito pouco além das fronteiras de seu país.
Vejo na atitude de vangloriar-se dessa “vitória” apenas o alívio de ter que adiar uma decisão de estabelecer a sua vontade de forma reacionária, através da imposição, do autoritarismo e das armas, tornando-se um ditador pior que os de direita que assumem o poder dando golpes em nome da ordem, da moral e dos bons costumes. Veremos qual seria a sua reação em caso de derrota, se na disputa para a presidência em 2012, o resultado for desvantajoso para ele, em apenas 4% dos votos.
Outro princípio básico da democracia, que é o exercício do poder através da vontade da maioria, respeitando-se as minorias, foi quebrado de forma escandalosa pelo aprendiz de ditador, Hugo Chavez. Isso é outro indicativo de qual seria a sua reação, caso o resultado do plebiscito não satisfizesse o seu desejo. Provavelmente instalaria o estado de sítio, toque de recolher, repressão aos contrários e se manteria no poder através da força.
A liderança de Hugo Chavez e qualquer outro presidente torna-se contestável a partir do momento em que demonstra incapacidade ou falta de vontade de formar outros líderes em condições de substituí-lo. Ao contrário de Chavez, Lula demonstra que sua liderança no país e no mundo é inconteste, pois desde os primeiros meses de governo percebia-se que atrás dele havia pessoas como José Dirceu, Palocci, Patrús Ananias, Ciro Gomes, Mercadante, Marta Suplicy, Tarso Genro, Dilma Russef e tantos outros com capacidade de dar continuidade ao seu governo porque chegou ao poder através da sua persistência, da força de seu partido e dos partidos aliados.
Vez por outra me vem a impressão que José Dirceu e Palocci foram eliminados do jogo da sucessão justamente por terem demonstrado esta capacidade, de forma prematura, dando aos adversários a oportunidade de se armarem contra eles. O tempo nos dirá se essa avaliação está correta.
Que a revolução bolivariana jamais nos alcance porque a nossa vai de vento em popa, sem ditadores, sem golpes e nossa arma, é a universalização da Educação, da Saúde e da Assistência Social, que é muito mais difícil de ser concretizada, porém é de solução definitiva.
(*Texto publicado na edição 99 do jornal Baruc, em 28/02/2009).
(Artigonal SC #1812249)
Na última década América Latina passou por importantes mudanças, sobretudo em decorrência da emergência ao poder de grupos pouco, ou menos, alinhados às tradicionais posturas subservientes adotadas por países de colonização tardia. Exemplo contumaz desta perspectiva é o aniversário de 10 anos de Hugo Chávez a frente da Venezuela. O feito de Chávez é pra lá de complexo e deve ser bem melhor observado.
Por onde andam os caras pintadas do Brasil de hoje
Trata-se de um processo que vem minando o espírito da democracia constitucional, com a desmoralização das instituições, combinada com o incessante culto à personalidade do Lula, a um só tempo autoritário e popular. Governa através de medidas provisórias, massacra os aposentados e promove o endividamento das famílias, sob os aplausos da maioria da população. Lula não representa mais os trabalhadores (como antes), pertence ao sistema; tem fortalecido o capital e as oligarquias.
REFLEXÕES DE UMA SENHORA E SEU CACHORRO ! Domingo é um bom dia para refletir porque não se tem muita coisa prá fazer,exceto,no meu caso,logo depois da praia,bater nas teclas do PC essas bobagens que mando prá vocês que me lêem com paciência e compreensão. Aqui,na biblioteca,leio o jornal do dia e comento as noticias com" Seu" Billie,um vetusto senhor de 104 anos,com quem convivo alegremente há 14 anos. ..
A recusa do presidente Lula de participar de uma homenagem ao fundador do sionismo,teve uma repercussão exagerada,na nossa imprensa de direita,aliás,quase toda.Mas,Lula,velha raposa política,escapou da armadilha e saiu bem na foto,para desespero dos seus adversários.
Relação entre pseudoignorancia e cinismo político: populítica lulista
O saldão político 2010 a 50% OFF vem aí! Aberto para balanço! Tal aquele velho ditado que o hábito não faz o monge, ficamos mais é no complemento do medieval (no caso das gravatas e dos colarinhos brancos, que ninguém mais tomou juízo em falar, nem dos ´´marajás`` colloridos): ´´dá para distinguir de longe``.
"Os funcionários públicos (sempre na França, certo?) são os maridos ideais. Chegam em casa descansados e já leram o jornal". O IPEA, na pessoa do seu presidente, concorda.
Este trabalho tem por objetivo principal o enfoque acerca da banalização estrutural em que passa a sociedade brasileira. As instituições públicas ou privadas, ao longo dos anos foram contaminadas por uma espécie de "vírus" da corrupção, banalizando o que o ser humano tinha de mais puro – seu o desejo pela moralidade. Desta forma esse trabalho se apresenta como forma tão somente de levar ao leitor a refletir sobre o circulo vicioso lento e contaminado em que está envolto a sociedade.
Falta no Brasil muita transparência na gestão pública, o país é referência mundial na área de economia, em algumas ações de saúde, no convívio das diferenças sociais e na democracia política.
Explicar de forma clara os sistemas de governo segundo pensamento de Aristóteles.
Artigo acerca do comportamento de militantes políticos, no período que antecede à definição de candidaturas, em algumas regiões do Brasil, publicado na edição 120 do jornal Baruc, que circula nas cidades de Congonhas, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, Minas Gerais.
Acho até que as escolas deveriam ter pelo menos uma hora diária para leitura obrigatória, mas para cada hora de leitura deveria haver pelo menos 15 minutos para meditação sobre o que se leu.
Não sei qual é o grau de formação acadêmica do atual e pretendente a presidente vitalício da Venezuela, Hugo Chavez. Entretanto a formação política dá para perceber que está muito aquém do que seria razoável para alguém que alcança o status de presidente de um país, seja qual for.
Somos todos, um breve resumo de nossos antepassados. Se nos colocarmos a pensar individualmente em nossas características pessoais, provavelmente as encontraremos de forma acentuada em alguém, entre nossos antepassados, sendo que a maioria delas é do que mais nos orgulhamos.
Ao ver a propaganda do filme "Lula, o filho do Brasil", me ocorreu a necessidade do Brasil, através dos brasileiros, escrever e produzir o filme de nome Brasil, filho do Lula. Os motivos são óbvios, mas vale a pena mencionar alguns.

