Os Conselhos Municipais De Juventude: Mecanismo Político-Institucional De Participação Do Jovem Na Política Local
O jovem está na base das preocupações sociais. A Juventude, como tema transversal, abrange ampla gama de matérias sociais, uma vez que os jovens são uma prioridade para várias vertentes de atuação do Poder Público, como segurança, educação, emprego, cultura, saúde etc. No Brasil, as Políticas Públicas de Juventude (PPJ) ainda estão em fase inicial de elaboração e consolidação, e vivemos um contexto de luta pela garantia e ampliação dos direitos da Juventude.
Diante desse cenário de construção de mecanismos político-institucionais capazes de subsidiar o desenvolvimento das PPJ, figuram os Conselhos Municipais de Juventude (CMJs). Os CMJs são um espaço apartidário e democrático que possibilitam o engajamento político real do jovem, tornando-o capaz de influenciar a elaboração de Políticas Públicas que beneficiem a Juventude, a fim de melhorar as condições sociais, políticas, econômicas e culturais desse segmento.
Em outras palavras, os CMJs interagem com todas as esferas políticas do município, levando idéias e propostas de ações específicas que possam ser implementadas pelo Poder Público local. Trata-se, portanto, de um órgão estratégico de apoio governamental que desempenha funções consultivas e fiscalizadoras. Além disso, constitui-se num lócus legítimo e democrático de interação entre a sociedade civil e o Poder Público, possibilitando ao jovem uma oportunidade única de levar suas reivindicações até os poderes constituídos e, dessa maneira, tornar-se sujeito participativo do processo político, abandonando assim a apatia política que paralisa a juventude atual.
Além disso, a ação política dos CMJs visa também à mudança do patamar de compreensão da sociedade sobre este importante segmento social, uma vez que é preciso que todos saibam qual é a real condição do jovem na sua realidade local e quais as suas mais urgentes necessidades. Os jovens envolvidos nas atividades dos CMJs buscam exercer uma atividade cívica que representa um saudável exercício de cidadania e de fortalecimento das estruturas democráticas locais, além de proporcionar o empoderamento dos cidadãos, tornando-os aptos a terem voz ativa nas discussões políticas.
À medida que os trabalhos dos CMJs avançarem nas localidades e as PPJ passarem a funcionar de maneira efetiva, poderemos vislumbrar melhorias significativas na condição do jovem. Assim, será possível elevar sua condição social de sujeito passivo para cidadão ativo do processo político-social, não só como alvo prioritário das PPJ, mas principalmente como protagonista na busca pelos seus direitos e na elaboração de Políticas Públicas que o beneficiem, uma vez que ninguém melhor que o próprio jovem para refletir politicamente e ser capaz propor mudanças na sua realidade, aprimorando-a para o benefício geral da Juventude.
Portanto, o trabalho dos CMJs consiste em aproveitar o idealismo, a energia, o dinamismo e o potencial transformador do jovem, canalizando essa força positiva para a construção de mecanismos capazes de melhorar a sua própria condição. Dessa maneira, os CMJs funcionam como um elo que liga a sociedade civil ao Poder Público, sendo um mecanismo fundamental para estimular e fomentar uma participação mais ativa dos jovens no processo político e social das municipalidades.
Os jovens envolvidos nas atividades dos CMJs buscam exercer uma atividade cívica que representa um saudável exercício de cidadania e de fortalecimento das estruturas democráticas. Um país como o Brasil, que atualmente passa por um processo de fortalecimento da sua recente democracia, não pode prescindir da mobilização e da politização da sua Juventude. A ação política não se limita e não deve estar restrita aos partidos políticos e à classe política tradicional. É necessário, pois, levar essa ação para além dessas fronteiras estreitas e moldá-la sob novos formatos, sendo essa inovação uma das mais relevantes contribuições que os CMJs proporcionam.
Os jovens engajados nesses movimentos devem ser capazes de pensar e executar uma política renovada, uma vez que a Juventude como um todo afasta a idéia de participar do mundo político, em virtude das generalizações precipitadas que comprometem o interesse de participação política dos cidadãos, fixando estereótipos preconceituosos no imaginário nacional.
Ora, se há pouco interesse dos cidadãos em envolver-se nos assuntos políticos e em preocupar-se com a res publica, difícil se torna a manutenção e o fortalecimento da democracia. Nesse particular, os jovens deparam-se com um dos seus principais desafios: desconstruir as noções e práticas políticas equivocadas e em seu lugar criar novos paradigmas para a Política.
Esses novos paradigmas devem estar alicerçados nas tendências progressistas do mundo atual, e não em práticas arcaicas e hábitos bolorentos que atestam a falência generalizada do atual modelo político vigente no Brasil e no mundo. Nesse processo natural de renovação, o jovem está em posição decisiva e de grande responsabilidade, pois é sensivelmente mais predisposto a absorver novas idéias e a adaptar-se a situações inovadoras, dado o seu contato intenso e precoce com a tecnologia e demais ferramentas virtuais que precisam ser postas a serviço da cidadania e utilizada em benefício das mudanças sociais.
Além disso, os novos modelos políticos devem pautar-se pela lógica inescapável da interdependência, conduzindo a ação política rumo a um pensamento holístico de um todo interconectado. A Juventude, portanto, deve conectar-se com as redes tecnológicas e saber canalizar todos os recursos que a sociedade da informação nos oferece em benefício do progresso social, político, econômico e moral de onde se encontre inserida.
Enfim, um envolvimento mais profundo da Juventude nos processos políticos é de fundamental importância para a consolidação da democracia. Os Conselhos Municipais de Juventude, como se procurou demonstrar, proporcionam aos jovens dispostos a abraçar a causa da Juventude uma valiosa experiência de fazer a diferença ao dedicarem-se a projetos que visam fomentar a participação dos jovens na Política municipal e, desse modo, solidificar a governabilidade democrática em nível local.
(Artigonal SC #1439571)
Palavras-chave do artigo:
juventude; políticas públicas; participação política; política local; conselho municipal de juventude
O presente trabalho tem como objetivo, rever as referências teóricas sobre o tema “emancipação” associadas à análise das políticas públicas educacionais adotadas pelo Governo Brasileiro, focando Curitiba-Pr, considerando a desigualdade e a diferença social da clientela das escolas públicas estaduais e federais, diante das demandas sociais e de mercado de trabalho, numa perspectiva de emancipação e esforços públicos.
O artigo discorre sobre as políticas públicas do Programa Saúde do Adolescente, já estendidas aos jovens (até 24 anos), como preconiza a perspectiva da integralidade, intersetorialidade e multiprofissinalidade do SUS e PSF.
Filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões, Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 1872 e viveu em sua cidade natal, São Luís do Paraitinga até 1877, quando seu pai transferiu-se para o Rio de Janeiro.
REFLEXÕES DE UMA SENHORA E SEU CACHORRO ! Domingo é um bom dia para refletir porque não se tem muita coisa prá fazer,exceto,no meu caso,logo depois da praia,bater nas teclas do PC essas bobagens que mando prá vocês que me lêem com paciência e compreensão. Aqui,na biblioteca,leio o jornal do dia e comento as noticias com" Seu" Billie,um vetusto senhor de 104 anos,com quem convivo alegremente há 14 anos. ..
A recusa do presidente Lula de participar de uma homenagem ao fundador do sionismo,teve uma repercussão exagerada,na nossa imprensa de direita,aliás,quase toda.Mas,Lula,velha raposa política,escapou da armadilha e saiu bem na foto,para desespero dos seus adversários.
Relação entre pseudoignorancia e cinismo político: populítica lulista
O saldão político 2010 a 50% OFF vem aí! Aberto para balanço! Tal aquele velho ditado que o hábito não faz o monge, ficamos mais é no complemento do medieval (no caso das gravatas e dos colarinhos brancos, que ninguém mais tomou juízo em falar, nem dos ´´marajás`` colloridos): ´´dá para distinguir de longe``.
"Os funcionários públicos (sempre na França, certo?) são os maridos ideais. Chegam em casa descansados e já leram o jornal". O IPEA, na pessoa do seu presidente, concorda.
Este trabalho tem por objetivo principal o enfoque acerca da banalização estrutural em que passa a sociedade brasileira. As instituições públicas ou privadas, ao longo dos anos foram contaminadas por uma espécie de "vírus" da corrupção, banalizando o que o ser humano tinha de mais puro – seu o desejo pela moralidade. Desta forma esse trabalho se apresenta como forma tão somente de levar ao leitor a refletir sobre o circulo vicioso lento e contaminado em que está envolto a sociedade.
Falta no Brasil muita transparência na gestão pública, o país é referência mundial na área de economia, em algumas ações de saúde, no convívio das diferenças sociais e na democracia política.
Explicar de forma clara os sistemas de governo segundo pensamento de Aristóteles.
Ocorreu no dia 10 de dezembro de 2009, em São Paulo, na Secretaria de Relações Institucionais do Estado, a reunião de criação do Fórum Paulista da Juventude, que contou com a presença de 73 gestores de 14 das 15 regiões administrativas do Estado. Franca e região estiveram representadas pela Presidência do Conselho Municipal da Juventude local, na figura do presidente Leonardo Queiroz Leite e do vice-presidente Edgar Ajax dos Reis Filho.
Os CMJs são um espaço apartidário e democrático que possibilitam o engajamento político real do jovem, tornando-o capaz de influenciar a elaboração de Políticas Públicas que beneficiem a Juventude, a fim de melhorar as condições sociais, políticas, econômicas e culturais desse segmento.
O curso de graduação em Relações Internacionais, por sua vocação multidisciplinar e generalista, é, inegavelmente, o mais indicado para aqueles que pretendem se debruçar sobre os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD).
O G8 é um seleto grupo composto pelos principais países mandatários das maiores economias capitalistas da atualidade, o G8 é um fórum permanente de discussões de alcance global que concebe os interesses de um poderoso e restrito grupo: os sete países mais industrializados do mundo (EUA, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Reino Unido) e a Rússia.
O artigo visa sintetizar a diferença entre Política e politicagem.
A passagem da Terra, de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, é o cumprimento de uma das leis da natureza, a lei do progresso, que postula que tudo se transforma incessantemente, sempre com o objetivo do melhoramento lento e gradual com destino à perfeição. Assim sendo, constatamos sinais inequívocos do mundo de regeneração que se anuncia e ao mesmo tempo convivemos com as velhas estruturas materialistas.
O artigo aborda a questão do materialismo e suas implicações para vida social e espiritual da humanidade, buscando demonstrar seus vícios como um dos fatores que retardam a evolução do Espírito eterno.
O artigo esclarece qual é a função evolutiva da dor no mundo de provas e expiações, para que possamos entender esse importante mecanismo de correção dos Espíritos desviados do caminho do Bem.

