Provocações Econômicas

Publicado em: 11/09/2009 | Comentário: 1 | Acessos: 66

PROVOCAÇÕES ECONÔMICAS

MAIS PERGUNTAS DO QUE RESPOSTAS

MAIS DÚVIDAS DO QUE CERTEZAS

Por Marcus Eduardo de Oliveira (*)

Com a fama de terem um linguajar sibilino, os economistas, quase sempre, são pouco compreendidos em suas análises pelo público em geral. Essa pouca compreensão piora, sensivelmente, quando o assunto versa sobre previsões econômicas – espécie de tarefa predileta de alguns, e verdadeiro “ganha-pão” de outros profissionais da área.

O fato é que fazendo uso de modelos econométricos cada vez mais rebuscados, abusando das variáveis (endógenas ou exógenas) matemáticas e “estimando” as mais diversas taxas e índices, desde o câmbio (valorizado ou desvalorizado) à inflação (alta ou controlada), dos juros (nominal, real, básico, de curto ou de longo prazo) aos preços (públicos ou privados), passando pelos salários (com ou sem reajustes escalonados) a “salada econômica” proferida pelos economistas fica completa e muitos, do público em geral, ficam a ver navios.

E não é de se admirar que a população em geral pouco entenda as “análises econômicas”, até mesmo porque, entre os próprios economistas, (eis o paradoxo dos paradoxos!) poucas vezes o consenso se estabelece. Eis que o dissenso parece ser a regra desde que Adam Smith pôs luz na ciência econômica.

Dessa forma, a Economia (enquanto ciência) se “afunda” ainda mais na incompreensão de muitos e torna-se, por conseqüência, pouco degustável. No entanto, é esse o mundo dos economistas em que sobram perguntas, mas faltam respostas convincentes. As dúvidas superam, de longe, as certezas e o contra-senso, por conseguinte, parece então predominar.

Cristovam Buarque em, “Da ética à ética”, provoca um pouco mais. Diz que o papel do economista e do professor universitário de Economia é justamente esse: “viver a aventura de procurar e perguntar, sem esperar encontrar ou responder”.

Por aqui, clamamos por algumas respostas. Para tanto, façamos (e deixemos no ar) algumas perguntas.

Quem sabe, um belo dia, o economês (essa linguagem tecnicista e rebarbativa) se torne acessível, digerível e, acima de tudo, compreensível para todos. Afinal, a Economia nasceu, enquanto ciência, para dar respostas afirmativas aos indivíduos, e não para complicar a vida desses. Toda e qualquer ciência, por sinal, precisa ser de domínio público, até porque ela precisa ser útil à sociedade e, de alguma forma, contribuir para a melhoria de todos.

Procuremos então “decifrar” o que segue, nesse vasto mundo dos economistas repleto de provocações e contradições:

01. Até quando a economia tradicional continuará ignorando em suas análises o ser humano?

02. A economia deve estar a serviço das pessoas ou são as pessoas que devem se pôr a serviço da economia?

03. O ser humano deve ser pensando como um “instrumento” do desenvolvimento ou, antes disso, deve ser entendido como o próprio fim do desenvolvimento, visto ser a economia uma ciência social?

04. O desenvolvimento precisa, de fato, do crescimento econômico? É possível um país se desenvolver sem necessariamente ter crescido economicamente antes?

05. O equilíbrio econômico impulsiona realmente a atividade econômica? Não seria melhor um pouco de desequilíbrio para alavancar o nível de atividade econômica? Talvez um excesso de demanda aqui, um choque de oferta ali, um pequeno aumento de preços acolá? Pode, de fato, uma calmaria geral (equilíbrio) impulsionar (fazer crescer) algo (o mercado), por exemplo?

06. A estabilização leva ao crescimento econômico ou é o próprio crescimento econômico, uma vez alcançado, que proporciona, doravante, uma boa e adequada estabilidade dos chamados agregados macroeconômicos?

07. A pobreza gera desigualdade social ou é a desigualdade social (um desequilíbrio econômico?) que faz aumentar (ou manter) o nível de pobreza?

08. Até quando a economia continuará sobrepujando o meio-ambiente?

09. Quando é que os economistas vão entender que a economia é apenas um subsistema do meio ambiente, dependente dele para tudo? Quando é que será percebido que as leis da Economia não dominam as leis da natureza?

10. Até quando será ignorado que existem limites físicos e ambientais para o crescimento?

11. Até quando a dita teoria econômica moderna continuará ignorando a Ecoeconomia e, principalmente, os trabalhos teóricos de Nicholas Georgescu-Roegen?

12. Quando um sistema econômico entra em profunda depressão, de quem é a culpa? Da economia ou dos economistas?

13. A tal “mão invisível” propugnada pelos clássicos ingleses realmente existe ou ela é, de fato, tão invisível a ponto de ninguém nunca ter visto, sentido ou tocado-a?

14. Pela lógica econômica atual devemos realmente considerar que a acumulação de bens leva à satisfação e ao prazer (utilidade) ou a busca pelo prazer e pela satisfação (hedonismo) envolvem outras varíaveis que a economia desconsidera?

15. Qual o real objetivo da Economia: a produção de riqueza ou proporcionar bem-estar as pessoas?

16. Deve à economia trocar a lógica do crescimento (vista pelo prisma da quantidade) pela lógica do desenvolvimento (cujo sinônimo é qualidade) ou o que realmente importa é o aumento da produção?

17. O ritmo econômico atual baseado na produção excessiva e no consumo desenfreado é sustentável ou já se esgotou?

18. Esse mesmo ritmo econômico caminha a passos largos para aumentar ainda mais a concentração de renda e de riqueza (nos países mais avançados) ou caminha para atenuar as gritantes desigualdades sociais e econômicas (nos lugares mais atrasados)?

19. Uma criança passando fome, dormindo ao relento, sem estrutura familiar e sem expectativa de melhora deve ser objeto de análise da macro ou da microeconomia? Ou isso é um problema de ética e não de teoria econômica?

20. Devemos ou não propor a troca do atual modelo de competição (que divide e exclui) pelo de cooperação (que soma e inclui)? Ou essa divisão/exclusão - soma/inclusão não é uma condição verdadeira?

21. A Lei de Pareto ou (Regra 80/20) que diz, por exemplo, que 20% dos vendedores de uma equipe produzem 80% dos resultados em vendas; que 20% dos clientes da sua empresa, garantem 80% dos resultados financeiros ou, em última análise, que em sua casa, no aconchego do lar, é quase certo que você usa apenas 20% do seu guarda-roupa em 80% do tempo disponível, ainda hoje, na correria do dia a dia a que somos acometidos, pode ser considerada como válida e pertinente?

22. Até quando os economistas continuarão a computar as externalidades negativas para a composição do valor do PIB?

23. No conhecido e propagado “mundo dos espertos” existe espaço para a prática pura da “concorrência perfeita”? E no mundo dos negócios, isso é plausível?

24. O preço sempre obedece a relação oferta-procura?

25. É possível afirmar que existe um momento no qual crescer economicamente acaba sendo prejudicial (gerando mais custos do que benefícios) ou isso é coisa de economistas-ecologistas que são, por conceito, pessimistas e catastróficos?

26. Toda ação do indivíduo, como propõe a teoria econômica, é economicamente racional ou existe espaço para a “prática” da irracionalidade econômica?

27. O Homo-Economicus sempre analisa a relação custo-benefício em suas atitudes mercadológicas?

28. Qual objetivo econômico-social deve ser perseguido primeiramente por uma (qualquer) nação: o aumento da riqueza dos que já são ricos ou a diminuição da pobreza daqueles que já são pobres?

29. O modelo de Economia Solidária, centrado nos valores da cooperação e da solidariedade, cabe dentro da “selvageria capitalista” dos dias de hoje?

30. A busca incansável pelo lucro é, de fato, a força motriz das economias modernas?

31. As relações igualitárias (justiça social e econômica) prevalecem em ambientes competitivos, marcado pelo individualismo em economias cada vez mais descentralizadas?

32. Qual das duas situações a seguir deve ter mais relevância no âmbito econômico: quando o PIB vai bem ou quando o povo vai mal?

33. Até quando será possível aceitar a existência de um modelo econômico que gera riqueza produzindo pobreza?

34. Tem limites a insanidade econômica que faz uso da mão-de-obra infantil, escrava e desumana?

35. Até quando o modelo econômico continuará virando as costas para o drama de a cada cinco segundos uma morte acontecer ao redor do mundo devido à existência da fome e de doenças dela decorrentes?

36. Até quando a miséria em que muitos vivem (2,5 bilhões de habitantes, 40% da população mundial) continuará correndo em paralelo a exuberante riqueza de outros (15% da humanidade)?

37. Até quando um quinto da população mundial continuará não hesitando em gastar dois dólares por dia num simples cappuccino, enquanto outro quinto da população não tem esses mesmos dois dólares para tomar um suco de laranja ou um copo de leite?

38. Até quando os economistas vão continuar confundindo modernidade com desenvolvimento?

39. Até quando o modelo econômico que faz avançar a tecnologia conseguirá conviver, “pacificamente”, com a indiferença, a injustiça e a desigualdade social que sepulta, por ano, ao redor do mundo, seis milhões de crianças?

40. Pode a atividade econômica ser responsabilizada sozinha pelo grande número de espécies de animais e vegetais encontrarem-se em risco de extinção?

(*) Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor universitário. Mestre em Integração da América Latina (PROLAM-USP) e Especialista em Política Internacional (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

(Artigonal SC #1221729)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/politica-artigos/provocacoes-economicas-1221729.html

    Palavras-chave do artigo:

    DESIGUALDADES SOCIAIS

    ,

    modernidade

    ,

    meio-ambiente

    ,

    crescimento econômico

    ,

    Ecoeconomia

    Miriam de sales oliveira da rocha

    REFLEXÕES DE UMA SENHORA E SEU CACHORRO ! Domingo é um bom dia para refletir porque não se tem muita coisa prá fazer,exceto,no meu caso,logo depois da praia,bater nas teclas do PC essas bobagens que mando prá vocês que me lêem com paciência e compreensão. Aqui,na biblioteca,leio o jornal do dia e comento as noticias com" Seu" Billie,um vetusto senhor de 104 anos,com quem convivo alegremente há 14 anos. ..

    Por: Miriam de sales oliveira da rocha l Notícias & Sociedade > Política l 19/03/2010 l Acessos: 5
    Miriam de sales oliveira da rocha

    A recusa do presidente Lula de participar de uma homenagem ao fundador do sionismo,teve uma repercussão exagerada,na nossa imprensa de direita,aliás,quase toda.Mas,Lula,velha raposa política,escapou da armadilha e saiu bem na foto,para desespero dos seus adversários.

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    Relação entre pseudoignorancia e cinismo político: populítica lulista

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    Celso Fernandes

    O saldão político 2010 a 50% OFF vem aí! Aberto para balanço! Tal aquele velho ditado que o hábito não faz o monge, ficamos mais é no complemento do medieval (no caso das gravatas e dos colarinhos brancos, que ninguém mais tomou juízo em falar, nem dos ´´marajás`` colloridos): ´´dá para distinguir de longe``.

    Por: Celso Fernandes l Notícias & Sociedade > Política l 11/03/2010 l Acessos: 5
    Celso Fernandes

    "Os funcionários públicos (sempre na França, certo?) são os maridos ideais. Chegam em casa descansados e já leram o jornal". O IPEA, na pessoa do seu presidente, concorda.

    Por: Celso Fernandes l Notícias & Sociedade > Política l 11/03/2010 l Acessos: 6

    Este trabalho tem por objetivo principal o enfoque acerca da banalização estrutural em que passa a sociedade brasileira. As instituições públicas ou privadas, ao longo dos anos foram contaminadas por uma espécie de "vírus" da corrupção, banalizando o que o ser humano tinha de mais puro – seu o desejo pela moralidade. Desta forma esse trabalho se apresenta como forma tão somente de levar ao leitor a refletir sobre o circulo vicioso lento e contaminado em que está envolto a sociedade.

    Por: Ailton Araújo da Silva l Notícias & Sociedade > Política l 08/03/2010 l Acessos: 4
    Welinton dos Santos

    Falta no Brasil muita transparência na gestão pública, o país é referência mundial na área de economia, em algumas ações de saúde, no convívio das diferenças sociais e na democracia política.

    Por: Welinton dos Santos l Notícias & Sociedade > Política l 08/03/2010 l Acessos: 30
    Diego Humbelino Duarte

    Explicar de forma clara os sistemas de governo segundo pensamento de Aristóteles.

    Por: Diego Humbelino Duarte l Notícias & Sociedade > Política l 07/03/2010 l Acessos: 24
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    Se a felicidade repousa no ato de consumir, como querem alguns, basta consumir cada vez mais para ser muito feliz. Afinal, consome-se de tudo (até mesmo coisas sem sentido) e, em geral, em quantidades que agradam muito aos ofertantes. Desse modo, como a sociedade, em geral, é muito consumista, pressupõe-se que há muita gente feliz. Portanto, nesse pormenor, a felicidade é igual ao consumo e o consumo leva a felicidade. Certo ou errado?

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Desigualdades Sociais l 27/10/2009 l Acessos: 143 l Comentário: 1
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    El crecimiento económico no es garantía de reducción de la pobreza, pero es absolutamente imprescindible para mantener a la larga la reducción de la pobreza. Además, debe beneficiar a los pobres, para lo cual tiene que generar más oportunidades de obtención de ingresos, de manera que los pobres puedan realizar trabajos productivos y bien remunerados.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Desigualdades Sociais l 21/10/2009 l Acessos: 62
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    Ladislau Dowbor nos diz que “a economia é um meio que deve servir para o desenvolvimento equilibrado da humanidade, ajudando-nos, como ciência, a selecionar as soluções mais positivas, a evitar os impasses mais perigosos”. Em nosso entendimento, a economia só faz sentido de ser e torna-se útil se, e somente se, agrupar em seu intento crescimento econômico (equilibrado), equilíbrio ecológico (meio ambiente sustentável) e progresso social (justiça e equidade).

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Desigualdades Sociais l 19/10/2009 l Acessos: 69 l Comentário: 1
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    A relação entre a ciência econômica e a ecologia tem sido cada vez mais, por conta da necessidade do crescimento (?), algo que intimamente não se desvincula. No entanto, essa relação, ao longo do tempo, não tem sido nada amistosa e tem separado, em lados opostos, por conseguinte, duas maneiras de pensar essa relação ao assunto crescimento da economia versus exploração de recursos naturais.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Meio Ambiente l 29/09/2009 l Acessos: 146
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    Manfred Max-Neef e Herman Daly são dois economistas que fogem do padrão tradicional das ciências econômicas. Suas análises em relação ao comportamento humano, no que toca a exploração dos recursos naturais são bem críticos. Ambos estão erguendo a voz contra o atual modelo econômico que preconiza um crescimento sem limites e exponencial. Ambos ressaltam as consequências dessa falta de limites, explicando a insanidade econômica que regula esse tipo de intresse: crescer a qualquer preço.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Meio Ambiente l 16/09/2009 l Acessos: 149 l Comentário: 2
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    A Economia (enquanto ciência) se “afunda” na incompreensão de muitos e torna-se, por conseqüência, pouco degustável. É esse o mundo dos economistas em que sobram perguntas, mas faltam respostas convincentes. As dúvidas superam, de longe, as certezas e o contra-senso, por conseguinte, parece então predominar. O papel do economista e do professor universitário de Economia é justamente esse: provocar perguntas, sem esperar pelas respostas.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Política l 11/09/2009 l Acessos: 66 l Comentário: 1
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    Há que se pensar numa nova economia, mais solidária, com uma face mais humana, com o coletivo predominando no lugar do individual. Caso contrário, a ganância, expressa na individualidade, vai continuar ganhando esse jogo e estabelecendo, por primazia, sua conduta egoísta que em nada contribui para a prática da solidariedade. Contra a economia-individual, a favor da economia-social-coletiva. Contra uma sociedade desigual, em prol de uma sociedade de iguais.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Desigualdades Sociais l 01/09/2009 l Acessos: 125 l Comentário: 1
    MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA

    A ciência econômica carece de verdadeira reformulação em alguns de seus propósitos econômicos. Isso porque a receita econômica tradicional “entende” o crescimento econômico de maneira equivocada; propõe medir a riqueza de uma sociedade erroneamente e, para o cômputo do produto interno bruto (PIB), chega até mesmo a levar em conta as externalidades negativas.

    Por: MARCUS EDUARDO DE OLIVEIRA l Notícias & Sociedade > Cotidiano l 27/08/2009 l Acessos: 74 l Comentário: 1

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    1. Ana Paula September 14, 2009
    Trata-se de um excelente artigo, promove uma reflexão profunda (Assim como sugere o nome do artigo) e ao mesmo tempo uma inquietação do que é correto ou incorreto.Sem dúvidas é um artigo luminoso, escrito de uma maneira simples e clara, que permite um perfeito entendimento sobre a mensagem que o autor deseja passar aos seus leitores....
    Esse artigo deveria ser lido por todos aqueles que querem ir além dos conhecimentos “técnicos”, por aqueles que querem um novo cenário econômico-social, por aqueles que sabem e que tem a consciência do seu papel na sociedade, e acima de tudo estão dispostos a lutar por um mundo melhor.
    Abraços Prof. Marcus Eduardo
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