Resenha Das Cartas A Um Jovem Político: Para Construir Um País Melhor De Fernando Henrique Cardoso

Publicado em: 30/12/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 1,937 |

CARDOSO, Fernando Henrique. Cartas a um jovem político: Para construir um país melhor. Rio de Janeiro. Ed. Elsevier 2006. (p. 194)

O autor é natural do Rio de Janeiro é um sociólogo e cientista político brasileiro.É professor emérito  da universidade de São Paulo, lecionou também no exterior, notadamente na Universidade de Paris. Foi funcionário da CEPAL, membro do CEBRAP, foi senador da República entre os anos de 1983 a 1992, foi também ministro das relações exteriores em 1992, ministro da fazenda em 1993 a 1994 e presidente da república por dois mandatos de 1995 a 2002. Desenvolveu uma considerável carreira acadêmica, tendo produzido diversos estudos sociais em nível regional, nacional e global, e recebido diversos prêmios e menções honrosas pelos trabalhos. É co-fundador, filiado e presidente de honra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

A presente obra são coletâneas de cartas escrita por Fernando Henrique Cardoso para todos jovens (homens e mulheres) que querem ingressar na carreira política, em que apresenta os vinte e sete anos de experiência política, e adianta que esse escrito não é um tratado de ciência política, e nem uma receita mágica para chegar ao poder, mas apresenta o seu ponto de vista sobre a política de como o (a) aspirante a vida pública deve agir para ser bem sucedido na carreira política. Este escrito se desdobrar em 18 cartas.

A primeira carta, entrando na vida política, (p. 3-7) o autor diz que não existe uma faculdade que forme político, mas o que existe são experiências, exemplos e conhecimentos acumulados, das quais os (as) jovens podem extrair para poder construir a sua carreira política. E inicia dizendo que a primeira condição para entrar na vida política é o momento em que se está vivendo, o autor conta sua experiência de como entrou para a política no momento da ditadura militar, e diz que a forma de ser político daquela época não é a mesma hoje. Que o político não tem um plano de carreira com existe em outras profissões, no entanto para poder entrar na política precisa se prepara, e para ser um bom político precisa dominar os meios de comunicação, e diz que o político hoje deve ter duas capacidades básicas: precisa ter uma visão global e ser flexível para se adaptar as circunstancias. E termina essa primeira parte questionando os (as) aspirantes a políticos (as): se tem a capacidade de não se estressar e dividir o tempo com os leques de problemas que vão aparecer, ou ainda se estão disponíveis a viver sempre ao imprevisto que a política oferece?

A segunda, política para que, (p.10-26) Fernando diz que é muito importante para os (as) jovens políticos saber quais são as suas motivações para entrar na política, e acrescenta mostrando que é necessário acreditar em alguma coisa para poder entrar na política, pois para o autor se esse aspirante a político (a) não tiver vocação para servir o público é melhor que nem entrem na política. E afirma que por mais desmoralizante seja  a política e necessário que alguém tenha a tarefa de governar o país, se os bons se eximem dessa responsabilidade abre caminho para os maus políticos e os incompetentes e medíocres governem. Outra motivação que o autor coloca para a participação política é a atividade cívica que consiste em participar dos debates políticos, pois se não participar vai se criar condições para o fortalecimento da politicagem. Ressalta a importância da participação das mulheres na política, principalmente para fazer pressão dentro dos partidos políticos para que essas tenham voz e vez nas decisões dos mesmos. CARDOSO argumenta que é necessário dar uma grande importância para a política, pois esta vai influenciar diretamente na sua vida, se não participa não pode reclamar no futuro dos políticos por um projeto de lei que este aprovou e que prejudicou o coletivo. E volta a dizer que a política é muito importante para deixar nas mãos dos políticos profissionais (aqueles vivem da política), pois estes só estão interessados em enriquecer, entretanto o verdadeiro político deve se cerca de pessoas competentes para puder administrar um Estado. E diz que a ação política não é somente partido político e Congresso, e coloca o exemplo do ministro da educação do seu tempo Paulo Renato, que segundo o autor, fez um boa administração porque eram um especialista no assunto e chamou para ocupar sua equipe somente pessoas qualificadas e não políticos profissionais para o seu ministério, e volta dizer a importância da política, pois ela é o comando tem a haver com a direção da sociedade, pois quanto mais se participa dessa direção melhor. E termina a carta dizendo que é necessário ter metas a alcançar, algumas é mais fácil de conquista, outras não se conseguem completamente, mas se não o jovem não consegui mudar muito na administração pública, no entanto que esteja melhor do que se entrou.

A terceira carta, dois exemplos de político com “P” maiúsculo, (p.27- 34) CARDOSO faz uma diferenciação entre o político comum e o estadista: o primeiro é alguém que visa está sempre na liderança do seu país e visa resolver os problemas logo de imediato sem ver o futuro, já o estadista é “aquele que projeta o futuro do seu país consegue enxergá-lo no contexto mundial e é capaz de conduzi-lo nessa direção” (cf. 29). E apresenta o exemplo de dois políticos que conseguiram ser estadista como o exemplo do primeiro ministro da Inglaterra Churchill e o presidente dos Estados Unidos Roosevelt que mesmo sendo pessoas diferentes, mas tiveram uma característica em comum, ter uma visão de futuro, e tiveram coragem de tomar uma decisão no momento muito difícil sem recuar apesar das pressões, e salienta que para ser um bom político, não necessariamente precisar ser um estadista. Pois políticos comuns são muitos, mas estadistas são poucos.

A quarta, saber a hora - e outras coisas... , (p. 35-42) lembrando o exemplo de Roosevelt que é necessário esperar o momento certo de agir, essa é uma grande lição que deve ser desenvolvida em uma política positiva. E coloca a questão do limite entre o senso de oportunidade, e o oportunismo, em que o político para chegar logo no poder vende sua alma ao diabo, e desse modo conseguir vantagens pessoais, e aponta os riscos os (as) jovem políticos (as) correm em prejudicar sua carreira no futuro. Diz que não existe um manual para um político toma as decisões na hora certa, mas todos aqueles (as) que querem ser um bom político deve ter a consciência que no exercício da carreira vive sempre perigosamente, e existe sempre a grande possibilidade de errar, pois a política não é uma atividade que se acerta sempre, e não se pode ganhar todos os debates. E diz outra característica importante de um bom político é saber escutar, mas não no sentido em fazer tudo que se escuta, entretanto em adquirir conhecimento de outras opiniões para avaliar melhor antes de tomar as decisões. Muitas vezes o político consegue exercer influencia, há outros que não consegue ter muita influencia. E diz que o político deve ser como é e não teatralizar, mesmo que não ganhe na primeira eleição continue tentando que consegue e fala um pouco das disputas eleitorais que disputou e que não ganhou, mas esperou a oportunidade para chegar e ganhar a eleição, sem usar a teatralização.

A quinta, a arte de juntar pessoas, (p. 43-52), diz à importância que o jovem político terá uma grande vantagem se tiver uma visão de futuro e não ficar preso somente em um determinado tempo, por isso que o político deve cultivar a arte de saber comunicar, pois cada um seu estilo de lidar com as massas, para o autor o político de hoje deve sair da oratória vazia, mas usar uma comunicação que possa convencer o povo que você pensa para que a mensagem atinja o seu alvo. É importante que o político tenha uma visão estratégica, e afirma que não necessariamente seja uma pessoa que cursou o nível superior que tenha essa compreensão tem muitos empresários que nem passou pela universidade para ter uma visão de mercado, e o autor acredita que um bom político é aquele que consegue junto de si pessoas de talento para seu lado, e o político não deve ter medo do talento dos outros, e se esse que estiver do seu lado passar a sua frente o político não deve ter inveja e tentar coagir para que este não cresça, mas saber ter a maturidade de ceder determinados pontos e manter o essencial.

A sexta, “a grande escola do congresso”, (p.53-62) apresenta a importância do político está sempre se reciclando, pois quando o autor começou a carreira política no período do autoristarismo, o ser político era diferente do período da democracia que o ser político está relacionado ao partido. Mostra a diferença da estrutura política que funciona no Brasil e da Inglaterra. Diz que na Inglaterra a forma política é diferente, pois o político obedece ao partido, e aquele que fala no parlamento é somente o líder do partido, já os demais membros ficam calados, e só vão ao proferir suas idéias quantos estes chegam a ser liderança. E no caso do Brasil a experiência parlamentar é diferente, pois ser líder do partido não é muito importante, pois para se alcançar altos cargos geralmente não precisa ter passado pela liderança partidária. E para um político para sua aprendizagem é passar pelo congresso, pois ai que aprender a fazer negociações e aprender a influenciar os outros pela argumentação. E diz que isso vai mostrar como se deve fazer política, conviver com pessoas reais que não ser humanos perfeitos com interesses diferentes.

A sétima carta, aprendendo com a vida no topo, (p. 63-70) o momento que Fernando Henrique Cardoso compartilha com os seus leitores a sua experiência como presidente da República com dois mandatos, que mudou profundamente a sua maneira de ver do Brasil do mundo e da política. As pessoas com quem conviveu não mudaram, pois os amigos continuaram os mesmo a maneira de viver da família continuou o mesmo, e alerta aos jovens aspirantes ao cargo público se assumirem no futuro um cargo de destaque sugere que não mude os seus hábitos, pois deve se preparar para conviver com o pós-poder. O principal cuidado que o político deve tomar quando chegar ao posto principal do país é se acostumar com a rotina do poder de pensar que sabe tudo e não deixar outras pessoas falarem, quando o político chegar nesse estado é melhor deixar a carreira política, pois perdeu a essência da política que a arte da argumentação. Apresenta a questão do limite do poder que não se pode prometer aquilo que não se pode fazer, e coloca a questão do desemprego, pois nenhum político deve prometer acabar com o desemprego, pois esta variável depende muito da economia e não do governo. Volta dizer da relação do governo com a mídia, que esta só vai apresentar a parte ruim do governo, pois esta para sobreviver precisa de noticias ruim, pois noticias boa não vende jornal.

Na oitava, o bem o mal é a história, (p.71-79) diz que apesar de todas as dificuldades no poder, também tem suas compensações em fazer uma política positiva, por não se considerar um político profissional, diz que existe uma grande diferença, pois se considera mais um professor universitário do que um político, e também o que o ajudou no governo do Brasil foi conhecer um pouco da história e principalmente um pouco de compreensão da sociologia, e apresenta dois presidentes que foram destaques na história do Brasil que foi Getulio Vargas e Juscelino Kubitschek que os dois tiveram coragem de tomar decisões que não se viria no momento, mas no futuro e que contribuíram para o Brasil ser hoje o que é.

Na nona, a política e os partidos políticos, (p.80-90) para iniciar na política não importa qual o cargo que você pretende concorrer, no entanto o importante é saber qual o partido que vai ingressar e diz que ingresso primeiro no PMDB na época porque era o período da ditadura militar e esse partido respondia a sua expectativa nesse determinado momento, mas depois saiu pois achou que o PMDB em determinado momento não respondia mais as suas inquietações, saiu e ajudou a fundar o PSDB. Diz que nenhum partido é puro é puro e coerente, claro que cada um tem sua ideologia, mas isso não é seguido concretamente. O Brasil os partidos são diferentes do moldes europeus, pois aqui não há uma rigidez hierárquica, existe muita mobilidade, não pontos estáveis de referencia, além das ideologias dos partidos são débeis para definir o comportamento dos políticos, mas se fosse um momento em que tivesse no país uma ditadura era mais fácil entrar em um partido, mas em uma democracia é mais difícil entrar em um partido. E conclui dizendo o que é mais importante é quando entra no partido é projeto os programas e as medidas práticas de um partido.

Na décima carta, de São Paulo ao Mato Grosso de Navio, (p.91-98) é importante quando se entra na política é não olhar somente como problema, mas tem que trabalhar com os fatos corretos, pois quando se recorre à história vai perceber que o Brasil teve um salto enorme que poucos países tiveram. Inicia argumentando que quando nasceu em 1931 o Brasil tinha 60% da população era analfabeta, no país só tinha uma estrada pavimentada que ligava Juiz de Fora ao Rio de Janeiro nesse período o Brasil era um país agrário. O seu avô que era militar contava que nesse período para ir ao Mato Grosso só de navio que passa pelo Uruguai até chegar ao Rio Paraná para depois chegar ao Mato Grosso e isso durava meses para fazer esse trajeto. Como a população crescia rápido de mais, o país precisou moderniza-se. Fala um pouco da classe média, que desde seu avô sempre pertenceu antes à classe média não viajava, mas agora consegue viajar, por esse motivo que o Brasil comparado há cinqüenta anos se desenvolveu muito.

Na décima primeira, a gangorra da popularidade, (p.99-115) apresenta a popularidade é algo que vai acompanhar a carreira de todo político, e lembra que para poder governar é necessário ter o apoio de vários tipos de ordem: mídia, sindicatos, igrejas, etc. Mesmo que o mandatário precise tomar uma determinada decisão que é de suma importância para manter a estabilidade do país, mas claro que essa não vai agradar a todos, e pode ser que você perca a sua popularidade por causa dessa decisão. O autor diz que o importante é que não se perca o respeito apesar de que perca a popularidade. O governante deve saber dizer não no momento certo, e coloca exemplo de um amigo que queria ser ministro, mas não tinha competência para exercer o cargo, e disse não. CARDOSO diz que não vale apena agrada as pessoas para ter popularidade, pois esta é uma faca de dois gumes que tanto pode ajudar como pode atrapalhar o governo, mas o mandatário deve ter consciência que a política não é uma ciência lógica, e deve saber dialoga com seus aliados e tirar deles o melhor, e nem sempre a qualidade que os políticos têm em determinados momentos da conjuntura política as qualidades pode ser considerados como formas. E o político deve ter um bom contanto com a mídia e deve saber lidar com ela.

Na décima segunda, nunca sozinho e sempre só, (p.117-127) quando um político deve se preparar quando assumir um cargo executivo que pode ser uma prefeitura de uma grande capital, um governo ou a presidência, que são cargos que exige formalidade pode fazer que o político se afaste da realidade, é necessário que se mantenha os hábitos que se tinha antes de entrar no governo. Uma maneira para manter com o pé no chão da realidade deve escolher uma pessoa de confiança que lhe fale tudo que acontece sem camuflar nada, depois deve ter um lugar em que possa pensar sobre o que de fato está ocorrendo, para poder tomar uma decisão. E conta como foi sua vida de presidente que acaba com sua privacidade, para ir a algum lugar ia uma centena de pessoas, e mesmo depois o pós-poder continua a sua vida limitada.

Na décima terceira carta, a opinião pública: buscando equilíbrio, (p.129-137) diz que o político só governa quando há um apoio da opinião pública e ao mesmo tempo só governa se não tiver não tiver apoio dela. A importância do político em saber administrar os conflitos e saber tomar a decisão que é necessária, mesmo que a mídia não concorde e relembra que o importante para o político não é perder a popularidade, mas sim o respeito e diz que muitas vezes o governar bem não significa ter uma grande popularidade e apresenta o exemplo do PROER que foi programa para salvar os bancos que estavam em falência, e a oposição dizia que era um programa para salvar banqueiros, mas ninguém pensava nas pessoas que tinha dinheiro nesse banco que faliu, mas a oposição que criticava o PROER, quando chegou ao poder manteve o programa. E diz que é difícil dar boas noticias quando esta no poder, pois a mídia só quer falar o que não está dando certo na política.

Na décima quarta, dos símbolos a promessa, (p.141-152) a importância do político está sempre em contanto com o povo, mas cada um tem a sua própria característica alguns escolhem o palanque para falar ao povo, outros mudam o visual, outros preferem o rádio, e outros preferem as entrevistas coletivas, e diz que a regra básica do político é ser você mesmo e falava sua experiência de como se comunicar ao povo, o autor preferia aparecer na televisão, e diz que só um marqueteiro não resolve o problema do político, o importante é o político ter argumentação que possa persuadir o público de suas idéias, e não ter o discurso vazio.

Na décima quinta carta, a necessidade de alianças, (p.153-163) volta a falar sobre a motivação que o político deve ter ao entrar na política que deve lutar por um determinado segmento da sociedade, e não por causa do salário ou por galgar posições de destaque e sugere as pessoas que tem essas aspirações a não entrarem na política, e lembra que para se governa é de suma importância fazer aliança, mas não qualquer aliança, mas somente com grupo de pessoas que acreditam mesmo que mais próximo que se propõem, e lembra a aliança que fez com PFL e PTB, pois esses dois partidos estavam a favor do plano real, e lembra que não adianta fazer aliança só para ganhar a eleição com partidos que não tem compatibilidade isso faz alusão ao PT que fez aliança com o PL um partido que não tinha uma ideologia compatível com o do PT, o resultado são os vários escândalos que houve no inicio do governo do PT E conclui dizendo que o governo deve manter os objetivos principais do programa de governo, mesmo tendo as alianças.

Na décima sexta, avaliação permanente, (p.165-177) mostra que o político não sabe se as pessoas que ele escolhe vão dar certo ou não no cargo, mas deve ser sempre a experiência e da sensibilidade que o político deve ter, e lembra a importância do político está sempre em reflexão sobre o seu governo se está dando certo ou não, e lembra que no Brasil não se gosta de se fazer avaliação, e principalmente no meio político, pois estes não trabalham bem é por isso que tem medo das avaliações, mas um bom político não tem medo das avaliações.

Na décima sétima, a cobrança do tempo, (p.178-190) diz que na política não se decide sozinho, mas também depende dos outros, e de vários interesses que lutam entre si, por isso que a política é algo inesperado, e não se sabe se a decisão que o político toma é o certo ou não, e volta à escolha que Lula fez ao seu ministério, que houve vários escândalos, e um mandatário sabendo ou não da corrupção deve tomar medidas firmes, e não dizer que não sabe isso moralmente é péssimo, e termina dizendo que a política não é o caminho ideal, mas que ajuda a chegar próximo do ideal.

Na décima oitava, algumas palavras finais, (p191-194) diz que valeu a pena dedicar quase três décadas de sua vida para a política, e apesar de todas as dificuldades o autor dá um conselho para aos aspirantes ao cargo público nunca dizer que fez só, mas dizer que fizemos em conjunto, pois que trabalha é o imenso Brasil, e um político só vai se sentir realizado quando perceber que algo mudou quando você entrou na política. É necessário sonhar que há possibilidade de ter um país melhor.

A leitura da obra é um subsidio importante para todos aqueles que querem seguir uma carreira política, os estudantes da área de humanas como Ciências Sociais, Ciência Política História de Geografia Política e outros.

No plano estrutural do texto o autor utiliza o método coloquial para apresentar sua experiência na política de como entrou até chegar a presidência da república, e apresenta sua experiência pós-poder que é importante para os jovens políticos que almejam concorrer altos cargos .

A linguagem do autor é simples e bastante acessível a todos os leitores.

Assim, a obra visa apresentar um pouco os sobre o a experiência de um ex-presidente na frente da nação e quais as decisões necessárias que teve que tomar, mesmo que muitas vezes deve que contrariar a opinião pública, mas que foi necessário para que manter a estabilidade do país. São lições que Fernando Henrique Cardoso que passar para todos aqueles que querem almejar um cargo público.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/politica-artigos/resenha-das-cartas-a-um-jovem-politico-para-construir-um-pais-melhor-de-fernando-henrique-cardoso-1645253.html

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    ciencia politica

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    Luisa 30/08/2010
    Análise completa, porém com inúmeros erros de concordância.
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