Brinquedoteca Sonho De Criança

04/12/2009 • Por • 3,812 Acessos

INTRODUÇÃO

A brincadeira oferece a oportunidade para a criança explorar, aprender a linguagem e solucionar problemas. O ato de educar e desenvolver a criança significa introduzir brincadeiras mediadas pelos adultos, salientando a cultura, o repertorio de imagens sociais e culturais que vão enriquecendo o imaginário infantil.

O brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo (MALUF, 2003).

Para Cunha (1994) brincando a criança desenvolve suas potencialidades. Os desafios que estão ocultos no brincar fazem com que a criança pense e alcance melhores níveis de desempenho.

O brincar nos acompanha diariamente, quem brinca está sempre mais feliz e mais disposto a viver melhor e a amar. Porque o brincar nos retorna o prazer instantâneo do que é ser feliz. Brincando não temos medo de errar, porque é um momento mágico.

Já Winnicott (1.965) coloca o brincar como uma área intermédia de experimentação para a qual contribuem a realidade interna e externa. Nesse sentido, a criança pode relacionar questões internas com a realidade externa e torna- se capaz de participar seu contexto e perceber- se como um ser no mundo.

Motta & Enumo (2004) apud (Oliveira & Guimarães, 1979; Sherlock,1988; Lindquist, 1993; Saggese & Maciel, 1996; Adams, 1998; Françani e Cols., 1998; Mello e Cols., 1999) conclui que a importância do brincar na situação hospitalar tem efeitos positivos como amenizar o sofrimento hospitalar, favorecer a comunicação e a expressão dos sentimentos das crianças, entre outros sobre a criança hospitalizada com câncer ou outras doenças. Nesse mesmo sentido Dietz & Oliveira (2008) considera que descontando a predominância do combate à doença em si, esse espaço favorece à criança de expressar de forma simbólica seu sofrimento, e ao mesmo tempo em que representa e vivencia o que tem de mais saudável em si, como o seu apego a vida, alegria em brincar, desenhar de forma prazerosa e espontânea.

Segundo Kishimoto (1997) o brinquedo põe a criança na presença de reproduções: tudo o que existe no cotidiano, natureza e as construções humanas. Sendo assim os brinquedos tem como objetivos dar a criança um substituto dos objetos reais para que possa manipulá-los. Nos dias de hoje, a imagem de infância é enriquecida com auxílio de concepções psicológicas e pedagógicas, que sabem o papel de brinquedos e brincadeiras no desenvolvimento e na construção do conhecimento infantil.

Brinquedoteca é um espaço criado para favorecer a brincadeira, para trazer de volta a alegria e o encanto do brincar. Nesse espaço a criança pode brincar sossegada, neste espaço também servem para proporcionar um momento entre as crianças e suas famílias.

Para Cunha (1994) a brinquedoteca  é um espaço onde as crianças ( e os adultos) vão para brincar livremente, com todo o estímulo a manifestação de as potencialidades e necessidades lúdicas.

A brinquedoteca serve para fazer as crianças felizes, uma brinquedoteca precisa ter magia, encanto, beleza e alegria.

Em uma brinquedoteca podemos encontrar grandes variedades de ambientes e de cantinhos que proporcionam os momentos de alegria da criança.

O ambiente na vida da criança hospitalizada aponta a importância da necessidade de se dar suporte seguro e acolhedor pelo brinquedo também à presença da família. (RAMOS, 2006).

De acordo com Dietz & Oliveira (2008) a exigência da existência de brinquedoteca em hospital que possua atendimento de crianças em regime de internação, hoje é obrigatória, e está amparada pela lei Federal 11.104 de 21/03/2005 (Brasil 2005). O seu reconhecimento pela Associação Paulista de Medicina, tem propiciado trabalhos junto a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri) no sentido de divulgar e investigar a importância do lúdico para a qualidade de vida da criança internada e para a humanização do hospital pediátrico.

A brinquedoteca hospitalar tem a finalidade de tornar a estadia da criança no hospital menos traumatizante e mais alegre, possibilitando assim melhores condições para sua recuperação ( CUNHA, 1994)

A importância da visita da família e o participar do brincar com a criança na brinquedoteca é fundamental para a criança que está hospitalizada. Esse momento favorece o relacionamento entre o paciente e seus familiares e também busca retornar o prazer do brincar no convívio das crianças, que estão passando pelo mesmo sofrimento.

OBJETIVO GERAL

O objetivo da brinquedoteca é proporcionar o desenvolvimento biopsicossocial no processo hospitalar.

OBJETIVO ESPECÍFICO

  1. Propiciar condições de desenvolvimento biológico e psicológico da criança.
  2. Atender as necessidades da criança no direito de brincar.
  3. Promover  momentos de distração que amenizem o sofrimento do tratamento.

METODOLOGIA

Nome: Brinquedoteca Sonho de Criança

Publico alvo: Crianças em tratamento de câncer

Local: Hospital

JUSTIFICATIVA

A brinquedoteca foi elaborada para defender os direitos das crianças, onde a criança vai brincar de forma prazerosa, pois o brincar é essencial para a saúde física emocional da criança.

A brinquedoteca  tem uma importância muito grande na vida de uma criança e associando este espaço de prazer com um ambiente nem tão agradável assim, como o ambiente hospitalar, criamos a  Brinquedoteca Sonho de criança.

Neste espaço a criança poderá ter momentos felizes junto com sua família. Nesses momentos a criança vai esquecer um pouco do seu sofrimento e sentir feliz por estarem junto com seus familiares se divertindo um pouco.

A família também sente mais feliz neste momento, pois está compartilhando junto com as crianças internadas algum momento de distração para esquecer um pouco os momentos de dor.

No ambiente hospitalar, a criança internada, está frágil e precisa de uma motivação para tentar contornar a situação vivenciada. Através da brincadeira, do jogo, a criança se descontrai, sorri, cria e inova, esquecendo, por alguns instantes, da dor que está vivenciando. Por isso a participação da família nesses momentos da criança e da grande importância para todos terem momentos agradáveis.

Referências

CUNHA, S.H.N. Brinquedoteca. Um mergulho no brincar. São Paulo 3.ed.Vetor, 2001.

DIETZ, K.G.O; Barros, D.V. Brinquedotecas hospitalares, sua análise em função de critérios de qualidade. São Paulo. Universidade Medodista de São Paulo. Bol.Acad. Paul.Psicol, 2008

DISPONIVEL NA INTERNET.Figura http://lx2005.blogspot.com/2007/12/dois-anos.html-(26 de Out 2009).

KISHIMOTO,T.M.. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo. Ed.Cortez, 2º Ed.1997

MALUF, M.C.A. Brincar, Prazer e Aprendizado. Rio de Janeiro, 2.ed.Vozes, 2003.

MOTTA, B.A, ENUMO, F.R.S. Brincar no hospital, estratégia de enfrentamento da hospitalização infantil. Maringá. 2008

RAMOS, A M.Q.P . O ambiente na vida da criança hospitalizada. In E. Bomtempo,2006

WINNICOTT, D.W. O brincar e a Realidade. Rio de Janeiro, Imago, 1975

Contato:

Keila de Oliveira Paulin

keilaolivi@yahoo.com.br

Perfil do Autor

Keila de Oliveira Paulin

Trabalho realizado com a participação de: Sueli Rosemeire dos Santos Sant' Anna Juliana Aparecida Bruno de  Souza www.psicologakeila.com.br