Prós E Contra Legalização Das Drogas - Uma Discussão

Publicado em: 20/07/2009 |Comentário: 37 | Acessos: 28,099 |

 Régina Sélia Durães Amaral

Psicóloga Clinica Cognitiva

Hipnoterapeuta

CRP-03/04305

 

Prós e contras da legalização das drogas. Uma discussão.  UMA DISCUSSÃO.

 

Drogas, assunto polêmico em qualquer situação, pois divide opiniões. A tendência maior é sempre enfatizar os perigos: violência, vulnerabilidade para doenças, marginalização, uso e abuso etc.

Legalizar significa liberar o acesso, tornar legal o seu uso. Inevitável, então, a discussão quando uma questão tão perturbadora é lançada. Impossível uma resposta imediata à questão, posto que, é necessário sopesar os prós e os contras. Para a efetiva abertura dependemos de entendimento, e de reconhecer que o diálogo está a caminho, mas não tão próximo.

Tentaremos mostrar alguns pontos positivos e/ou negativos da legalização em  questão. Com a droga legalizada, acreditamos na eliminação do mercado negro da mesma e como conseqüência um ganho na diminuição da violência; o consumidor teria segurança na aquisição da droga, vez que adquiriria a mesma em mercados e lojas autorizadas, a exemplo da bebida e do cigarro, sem precisar deslocar-se até as “bocas de fumo”, resguardando-se, assim, de serem vítimas de balas perdidas ou mesmo das intencionais, quando confundidos por policiais como sendo traficantes.

Com a legalização seria mais fácil a identificação de usuários, vez que eles sairiam do casulo, não se sentiriam marginalizados e teriam assim, a oportunidade de usufruir de políticas públicas de atendimentos aos drogados de uma forma mais ampla e sem máscaras. Vale lembrar que as autoridades teriam o controle de acordo com a demanda, podendo o governo fazer maior investimento com tratamentos para dependentes, com os recursos oriundos da sua comercialização, porém pensar essa dinâmica, em um país onde o Sistema Único de Saúde é precário, beira a utopia imaginarmos que os recursos (impostos) oriundos da legalização das drogas pudessem ser direcionados para a saúde, e mais ainda para tratar dependentes químicos que a nossa sociedade cria e ao mesmo tempo descrimina.

Hoje, o álcool e o cigarro são drogas liberadas. Cigarro mata! Álcool, também. O álcool é talvez, o maior responsável por destruição de vidas, principalmente no trânsito e, no entanto é legal. Vale ressaltar que o uso de drogas continuará acontecendo, sejam elas legalizadas ou não. A questão quanto à legalização é: Deve-se, realmente, legalizar? O Brasil está preparado para a legalização?Esta é a solução? A população do Brasil não seria tal qual uma criança imatura para absorver a legalização do uso de drogas?

Quais seriam as conseqüências dessa legalização num país como o Brasil, onde boa parte da população é mal educada e desinformada? Ao legalizar as drogas, com o intuito de também reduzir a violência, não estaríamos somente mudando o curso do rio? Qual seria a reação dos traficantes, com a perda do seu objeto de comércio e manutenção do status quo? Ao deixarem de ganhar dinheiro com o tráfico, muito possivelmente passariam a seqüestrar mais, roubar mais e matar mais, e, assim procedendo agravaria a violência.

Com a legalização das drogas, outro negócio rentável (o que seria?), possivelmente, viria suprir a perda do que se ganha com a ilegalidade daquelas. É a questão sócio-econômica ditando as regras do mercado, decorrente da oferta e da demanda de ambições,  prazeres e desejos instantâneos, bem como a preocupação com o sustento familiar, posto que quem trafica também tem família, e esta muitas vezes não tem culpa das escolhas de seus comandantes.

Temos consciência de que a discussão, na tentativa de se chegar a um consenso, é árdua, posto que a subjetividade é  um componente muito forte  em razão de que ela é construída de processos e formas de organização dentro de uma cultura que se constitui também em suas relações sociais  e pode confundir-se com  a própria  historia da droga.

Mais: Quando falamos em cultura surge um complexo padrão de comportamentos, de crenças nas instituições, etc. Como saber que comportamentos surgirão após a legalização? Legalizar seria certeza de manutenção da ordem? Evitaria o abuso do uso? As doenças, decorrentes do uso de drogas, seriam mais facilmente tratadas? Minoraria a violência e a conseqüente redução de crimes? Interessa ao Estado legalizar as drogas?

Considerando os danos causados pelas drogas, Amar (1988), pontua que elas afetam o individuo já na vida intra-uterina, quando os pais já são viciados; o seu uso deve ser entendido como um processo que atravessa gerações e cada vez mais é usada por indivíduos em diversas idades, sob diversos aspectos, penetrando em todos os segmentos da sociedade e em todos os paises do mundo.

Para uma parcela da população, as drogas são motivos de crimes bárbaros, entretanto não se pode afirmar, por exemplo, que, crimes são cometidos em virtude do seu uso. Acreditamos que a questão da droga está relacionada a um desequilíbrio não só do individuo que usa, mas também de uma instabilidade coletiva de proporções globalizada. É complexa, a questão.

A priori, entendemos que a liberalização poderia se dar de forma paulatina, como por exemplo: liberar somente a maconha, e o Estado se responsabilizar em medir os impactos gerados na sociedade, números de aumento/redução de delitos, aumento/redução de violência, aumento/redução de dependentes seria imprescindível para tomarmos como parâmetro real e base para decisões futuras.

 Retomamos a questão do comportamento do individuo ao ter a droga legalizada.  Levando-se em consideração que a maior parte da clientela consumista tem sido os jovens (os mais velhos já morreram, por conta da mesma droga, talvez. É preciso renovar o mercado!), há de se convir que nos deparamos com uma realidade perigosa. O homem sempre buscou, e busca viver experiências novas. Cada vez mais ele procura contato com o diferente em busca de novas descobertas, e, assim sendo, o risco que se corre com a liberalização das drogas é a busca por outra coisa, de preferência proibida, para ocupar o lugar do “proibido, do ilegal, que dá a onda, que dá o barato”, bem como o prazer especial de querer transgredir regras que lhe foi retirado.

Além das questões acima corre-se o risco de que o individuo passe a  buscar doses cada vez maiores e as consuma em menor espaço de tempo. Imaginemos, então, o dano: Uma sociedade despreparada para o uso, adoece por completo e o pior das conseqüências seria a destruição (em interpretação literal) dessa mesma sociedade em um curto espaço de tempo. O individuo que faz o uso de forma ilegal, é controlado pelo sistema repressor.  Retirando o controle não produziríamos o caos?

Acreditamos na redução da violência como conseqüência da eliminação do tráfico. Acabar, porém, com um negócio que movimenta trilhões de dólares por ano não é tão simples. Qual o governo é capaz de tal ação? Os EUA, dita maior potência do mundo, lutam há décadas contra o cartel das drogas sem sequer vislumbrar um fim imediato.  Não podemos olvidar entretanto, que aliado ao tráfico de drogas está o contrabando de armas. Ambos se completam e não vivem em divórcio. Aos EUA não interessam a produção de drogas ilícitas, mas interessam a produção de armas. Qual dos mercados gera mais lucro? Como resolver o conflito de interesses?

Uma grande questão: A favor da saúde, qual a ação mais efetiva contra o tráfico de drogas?

A grande resposta continua em construção, em virtude do hábito que temos de pensar, sentir e agir em relação às mesmas, na maioria das vezes de forma negativa, com mitos e culpas, e, se o governo legaliza, grande parcela da população pode entender que as drogas não fazem mal algum e começar a fazer uso das mesmas. Seria, então, uma questão de se investir primeiro em educação/informação - somos um tanto quanto céticos quanto à eficácia de tal ação, posto que paises, ditos de primeiro mundo convivem com situações iguais ou piores que as do Brasil - para depois pensar em legalizar as drogas?

Não podemos vendar os olhos para o que acontece: as drogas têm sido usadas cada vez mais por pessoas, com o intuito único e exclusivo de buscar o prazer, e entendemos ser um equívoco afirmar que elas são responsáveis por todos os atos impensados, embora muitos as usemos como desculpas para justificar determinado comportamento que a sociedade rejeita. Segundo Aratangy (1998), a droga exerce uma atração, ela chega proporcionando prazer dependendo da estrutura física, psíquica e biológica de cada.

 Quanto à legalização/liberalização não é algo para se resolver da noite para o dia. Precisaria, no nosso entender, de uma estabilização na esfera educacional, bem assim, outras providências, a exemplo de uma maior conscientização por meio de palestras, propagandas, encontros com jovens, projetos sociais etc. Com educação, acreditamos na possibilidade de uma legalização com menor escala de turbulências . Ainda de acordo com Aratangy (1998) um programa de prevenção eficiente teria que considerar a dimensão emocional, oferecer opções que permitam canalizar suas emoções para se contrapor a intensidade das emoções propiciada pelas drogas.

Somos contra o uso de drogas ilícitas. Não fazemos apologia às mesmas até porque sabemos o poder destrutivo que elas contem. O objetivo é ser ouvido.

 

REFERÊNCIAS

 

AMAR, Aysuh Morad. A verdade sobre as drogas. Vol.I e II.São Paulo:Ícone, 1988

ARATANGY, Lídia Rosemberg. O desafio da prevenção. In:. Aquino, J.G. Drogas na escsola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p.9 – 17.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/psicologiaauto-ajuda-artigos/pros-e-contra-legalizacao-das-drogas-uma-discussao-1054729.html

    Palavras-chave do artigo:

    legalizacao das drogas

    ,

    pros e contras

    ,

    quem ganha e quem perde

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    Por: Régina Sélia Durães Amarall Psicologia&Auto-Ajudal 20/07/2009 lAcessos: 3,962 lComentário: 4

    Comments on this article

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    laais 16/10/2011
    totalmente contra...as pessoas reagem de formas diferentes a essas substâncias.
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    flaviane 18/08/2011
    as drogas so trazem problemas para a humanidade,afetam o individuo de varias maneiras,na vida familiar,em sua vida logica ,destruindo tudo o que ha de bom em voce,afastando tudo o que ama,trazendo conssequencias serissimas e com elas a dor de se sentir excluido. so ha uma unica soluçao jesus,aquele que ama os doentes.pois ele veio para que todo aquele que nele cre nao pereça mais tenha vida.
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    leidinha 21/07/2011
    a droga e uma coisa horivel que leva a morte,todos sabem disso por que raio é que as pessoas querem legalizar isso
    o cigarro e o alcool tambem é uma droga ja não basta eles que temos que conviver com as pessoa que fazem usso disso
    e as crianças coitadas,ussam essas coisa escondido e ficam dependentes
    sera que o brasil suportaria esse bac
    vamos gastar nossos tempos é com educação e saude para todos e não perder tenpo discutindo legalização de droga se ja ta ruim com ela sendo proibida imagina legalizando oxente
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    rodrigo gonçalves 15/07/2011
    "Essa legalização é um (tapa na cara da sociedade)isso vai fazer com que aumente o numero de viciados e nem todos tem condições de sustentar seu vicio, isso vai fazer também que aumente a violência, roubos, e o sofrimento que vai causar para famílias"
    *********************Vamos dizer não a legalização das drogas***********************
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    rodrigo 14/07/2011
    essa lei e um tapa na cara da sociedade, sou totalmente contra, porque muitos dependentes não tem condições de sustentar seus vícios e isso vai aumentar á violência, roubos, etc...
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    renato dezao 28/06/2011
    bem interesante
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    lainy 21/06/2011
    goste muito...
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    Paulo Santos 20/06/2011
    As pessoas pensam que legalizar é ser a favor das drogas.
    Mas legalizar é regularizar.
    Probir é deixar "ao Deus dará", gastar fortunas em aparato militar e policial, provocar verdadeiras guerras.

    Este raciocínio vale para diversas outras quest...ões polêmicas, por isso vejo que a discussão sempre cai no tema LIBERDADE.

    Que sociedade queremos construir?
    Uma sociedade dominada pelo medo e desinformação ou uma sociedade que saiba fazer uso consciente da sua liberdade?

    Veja mais em http://eunaotonomundoatoa.wordpress.com/
    0
    Márcio Henrique 15/06/2011
    Legalizar ou Não legalizar, eis a questão!?
    Partindo do pressusposto de que em países como a Holanda onde a legalização da maconha se estabelece pelo cosumo controlado visto que existe a regularização e fiscalização dessa drogas faz pensar em nosso país, tanto pelo tamanho do território e quanto pela precária fiscalização, traz no resultado uma comparação questionável e admirável. Vamos considerar que é muito mais fácil fiscalizar um pais com 41.528 km² do que o Brasil com 8.514.876.599 km². Pense nisso.
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    xxx 12/06/2011
    legalizar a maconha e uma coisa dificil no nosso pais . as corporações farmaceuticas iriam faturar menos , pois a maconha iria competir com ansioliticos, remedios para abrir o apetite, soniferos, analgesicos e calmantes. com isso logicamente ha uma pressao por essas corporações no governo. outro problema seria a ampliação de consciencia , coisa que para as religiões e um problema, o alcançar novos paradigmas e danoso para o rebanho cristao. mais alguns fatos ja citados que seriam problemas para q isso acontecesse em nosso pais; falta de educaçao, cultura e pensamento critico aos brasileiros (nao esperem boa coisa de uma nação que pensa em apenas mexer o "popozão"); um sistema de saude deficiente como o nosso torna isso tb iniavel; e é claro , o ganho absurdo com o lucro do narcotrafico aos nossos falsos representantes em brasilia. na minha opiniao bem pessoal o brasil primeiro deve virar uma nação de verdade para querer ou pensar em ter posturas de paises desenvolvidos , ainda nem saimos colonialismo e da escravidao.
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    Gabriel 02/05/2011
    Então klecyo , quando no artigo foi dito sobre pessoas sem educação estão falando de pessoas como você que não tem nenhuma base e nenhum conhecimento sobre o assunto.
    eu sou usuário de canabis e não faço mal à ngm , não roubo pra comprar.
    pra falar a verdade eu trabalho e curso minha faculdade e fumo aos finais de semana.
    Bom, à mais de 10mil anos os humanos fazem uso de maconha e até hoje não foi computada nenhuma morte vindo dessa droga.
    E por isso eu acredito que daria pra se liberar fazendo de uma maneira corréta e Organizada.
    e klecyo só mais uma coisa... cuidado com o que você diz.. pois vc não sabe quem perto de vc faz uso de drogas.... pode escrever se seus pais e irmãos não usam, seus filhos iram usar.
    e torce pra eles não morrerem com droga no cu tmb. flw

    obrigado pela atenção e um grande abraço
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    klecyo 23/12/2010
    legalisa logo essa porra dessas drogas mané só pra esses filhos da puta morrerem de uma vez e deixar de canceira na policia esses fila da puta tem é que morrer mesmo se a policia ñ mata dexe eles merrer com drogas no cú !!!!!!!!!!!!!!!!!!
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    levi 19/12/2010
    Não conheço ninguém que tenha resolvido seu vício com a abstinência como passe de mágica.

    se os usários são dependentes, então vai haver sempre consumidores.

    Deva haver por parte do estado uma política inteligente, nunca a legalização, afinal essa já existe, tanto que não pune o usuário, sim o comerciante do tráfico.


    Que política inteligente seria essa? Simples. O Estado produzir e distribuir via seu agentes públicos aos comprovadamente usuários, isso numa ação terapeutica e conscientizadora.

    Para tanto que sejam os recursos que ora são destinados aos apenados transferidos para unidades de tratamento, relaxando a pena dos apenados que cometeram o crime do tráfico.

    Que seja ampliada a pena de prisão para os traficantes, bem assim processo penal contra os novos usuários, afinal não mais teremos o comércido dentro das escolas e nas vizinhanças, bem como se faça controle policial mais acurados nas festas jovens, onde sempre ocorrem tais transgressões.

    Nunca vi nada ser resolvido com truculência, o próprio Deus não é truculento, permite ao homem que se conscientize, o que não ocorre com a moioria dos usuários de drogas, pois esta se lhes tira a consciência, portanto qualquer valor moral para se afastar por si, sendo poucas os que assim se livram.

    o Estado assim fazendo, eis que disporá de um terreno de paz para aplicar em conjunto com a sociededade médica os meios cabais, ou seja, terapia medicamentosa, como vacina, de aplacar mal que se propagou no século passado e que dizima os jovens, vítimas dos próprios narcotraficantes e de autoridades desprovidas de idéias criativas, sagazes e destemidas.

    É mais que visível que o que se trava com as drogas ilícitas é uma guerra onde governantes e autoridades amodores devam ser desembarcadas, pois só com audácia e medo de não errar que vamos tirar os cidadãos de amañhã das mãos dessas aves de rapinas, sob pena de não termos futuro pela falta de trabalhadores, de contribuintes para o sistema previdenciário, apenas um bando de indolentes, isso se vivo tiverem daqui a vinte anos.
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    Matheus Cunha 09/12/2010
    Que artigo péssimo. A escritora é totalmente conservadora e sustenta seus argumentos em crenças não fundamentadas do senso comum, que, por sinal, são amplamente divulgadas pelos meios de comunicação.
    O que existe aí é, na verdade, um medo da droga. A violência existe com ou sem a droga. O consumo de drogas é fato social e está presente em nossa sociedade desde o seu início. O individuo, em um estado democrático, deveria ter a liberdade para escolher qual tipo de droga ele quer usar. E o uso desse tipo de substancia, que algumas vezes pode causar vício, assim como existe vício em jogo, em compras, em sexo, e em trabalho, deveria ser uma questão de saúde e não de segurança.
    Quem mais lucra com a proibição são os traficantes e os políticos: Os traficantes por serem os únicos que realizam esse comércio; e os políticos, além de outros fatores, por se beneficiarem da visibilidade das ações contra o tráfico, que são muito bem aceitas pela opnião pública, em oposição a medidas de legalização, que criariam bastente polêmica.
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    Diana 07/11/2010
    Eu estava em uma grande indecisão quanto a apoiar ou não a liberação das drogas mas me volto a minha própria realidade e penso nas festas até mesmo de escola onde mesmo sendo seu uso ilegal vejo pessoas usando pelos "cantos" ou até ali mesmo a mostra sem se preocupar que possam estar vendo aquele ato horroroso. Pensei nisso e depois parei pra refletir como eu não gostaria que essas drogas sejam legalizadas e como eu não quero! A única coisa que posso imaginar com isso tudo seria um aumento de violência e a sensação de insegurança que tomaria conta dos não-usuários de ver pessoas ao seu redor usando e perdendo a noção do real, pensando o que essas pessoas que não tem consciência do que fazem podem querer vir a fazer com você.
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    Lucão 02/11/2010
    Eu PESSOALMENTE sou extremamente contra as drogas. Não uso, não recomendo e acho quem usa EXTREMAMENTE burro, porém NO PONTO DE VISTA DE UM GOVERNO eu muito provavelmente tenderia para a liberação delas. Quem usa vai usar sendo legal ou não, então pelo menos acaba o tráfico, diminui a violência, o governo pode fazer melhores campanhas de conscientização e pode-se jogar um imposto altíssimo nisso pra pagar os atendimentos necessários que o SUS fará a essas pessoas depois de um tempo. Uma coisa é você ser a favor do USO e o outro da LEGALIZAÇÃO. É praticamente a diferença entre a pessoa ter direito ao arbítrio ou não. Você dar DIREITO a alguém de fazer algo não quer dizer que você acha q ela DEVA ou que seja melhor ela fazer. Ainda acho que NINGUEM deve usar drogas, porém limitar o arbítrio é uma péssima maneira de lidar com algo. Eu não fumo e não bebo MESMO com essas drogas legalizadas porque eu tenho consciência de que elas fazem mal e não pq me proibiram de fazê-lo.
    Acho uma idéia interessante o país legalizar, porém monopolizar a vendo (só o proprio governo poderia vender) e assim manteriam a droga em uma qualidade menos destrutiva (pessoas fumam esterco junto com maconha e cheiram vidro moido ao invés de cocaina hj em dia) e também TODO o dinheiro q vai para financiar o crime hj em dia, iria para o país, podendo ser investido em educação, saude e conscientização, e acreditem... o dinheiro que viria disso seria equivalente a mais de 100 descobertas no pré-sal e seria renovavel!
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    legalize 31/10/2010
    legalize Ja
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    Med13 13/10/2010
    Se a droga for legalizada no Brasil, aí sim este país estará perdido!!!!
    0
    Luiza 05/10/2010
    Pode-se convir que a droga não é um assunto a qual se fala sem que haja
    muitas discussões e opiniões diferentes a serem consideradas, mas uma coisa é certa, ela
    sendo ou não legalizada seu perigo é inquestionável, assim como as suas consequências e em um país como o Brasil seria muita imprudência caso ocorresse, pois da mesma forma como foi afirmado no texto não há estrutura e nem educação suficiente para a população, em sua maioria, encará-la.
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    Matheus Almeida 20/09/2010
    Dogra, o cacete! Vão caçar uma lavagem de roupa pra vocês, bando de viciados.
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    fernanda 15/09/2010
    materia muito boa....
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    NATALLI 11/09/2010
    eu acho que a droga deveria sim ser legalizada até por que usam por que querem ninguém é obrigado.se a droga fosse legalizada os traficantes não seriam presos e então ninguém iria vingar-se matando policial, e o outro policial pra vingar a morte do parceiro matar outro traficante e assim vai.sem contar que o brasil ganharia muito mais dinheiro com impostos e ai o brasil chegaria mais perto de se tornar um pais de primeiro mundo. mas também legalizar a droga também deveria liberar as bocas ou seja liberar geral assim os traficantes não precisaram assaltar sequestrar matar roubar etc.
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    Danielle 01/09/2010
    Concordo em alguns pontos com o artigo, mas descordo em vários outros.

    Legalizar as drogas para diminuir a violência é uma miragem, pois a violência existe com ou sem as drogas. Alegar que a legalização vai aumentar a violência, pois os traficantes terão que buscar outra "forma de suspento" é um motivo fraco e quase concensual ao tráfico, é como dizer "vamos deixar como está, pois é melhor".

    Sou absolutamente contra as drogas, porém sou completamente a favor da legalização, mas vivemos numa sociedade com falhas na educação e na saúde, com problemas na estruturação familiar e isso, como a autora colocou são pontos importantíssimos para uma legalização consciente (onde o valor do produto seja revertido em tratamento do usuário). Sem uma sociedade preparada, a legalização torna-se apenas um favorecimento a algumas empresas que passarão a lucrar legalmente.

    Uma legalização consciente parte da criação de áreas para os usuários comprarem e usufruirem do produto, o consumo regulado e restrito a tal área, a droga não deve ser banalizada como foi o cigarro e o alcool, podendo ser usados num barzinho ou na mesa da cozinha durante a refeição ou com propagandas que encorajam o uso. Deve haver todo um suporte de apoio a "libertação" do usuário e as únicas propagandas permitidas devem ser desencorajando o uso, com depoimentos e imagens de impacto.

    É o cúmulo ver drogas que tiram vidas, sendo vinculadas a mulheres bonitas e status social.

    Quando nos concientizarmos da nossas faltas, estaremos dandos os primeiros passos rumo a legalização consciente.
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    LEVI 18/08/2010
    hoje se discute a legalizaçao das drogas em face da violência do tráfico.

    Outra coisa que não se quer vê, a droga já é legalizada, afinal o usuário não sofre sanção alguma. O que não é legalizado é o comércio.

    As autoridades mundiais precisam de dispor de uma política urgente para resolver a violência do tráfico, mesmo que retroaja na permissão do uso, no fornecimento gratuito pelo estado aos dependentes, até a humanidade respirtar alividada dessa peste que é a violência, afinal o para a maioria o problema maior não mais é com os viciados, sim conseguir permanecer com vida para cuidar deles, tamanha a barbaridade.

    Devem os estados destinar terras para a plantação, designar servidores para monopolizar a produção, a industrialização e a distribuição.

    Que as familias cadastrem seus dependentes, daí passem a fazer uso consciente, com trabalho de acompanahmento psicológico, que findará o tráfico e o consumo em menos de vinte anos, somando-se a isso trabalhos científicos para encontrar meios médicos à cura.

    Para os estados disporem de recursos, que sejam suspensas as penas dos envolvidos com o tráfico, exceto os que praticaram outros crimes.

    O uso fique permitido somente em unidades especificas para tanto, permanecendo proibida em lugares públicos, festas e demais encontros sociais.
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    patricia 06/08/2010
    issso é muito bom pra fazer trabalho
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