Transtorno Bipolar

17/06/2008 • Por • 44,156 Acessos

 TRANSTORNO BIPOLAR

O transtorno bipolar é uma doença psicossomática que pode se apresentar de diversas maneiras. O bipolar na sua sinonímia natural refere-se às coisas, aos objetos que têm dois pólos, aquilo que se passa nas duas regiões polares, ou é relativo ou pertencente a elas. Diz-se, também do fuso que, durante a cariocinese, apresenta dois pólos. Que tem ou que requer o uso de um bipolo. Na eletrônica diz-se de dispositivo cuja operação depende essencialmente de elétrons e buracos como portadores de carga. Na outra variante o transtorno está diretamente ligado à esquizofrenia, transtorno de personalidade, toc (transtorno Obssessivo-compulsivo) hipomania, depressão e a já tão conhecida síndrome do pânico. Esses transtornos causam sofrimentos danosos aos portadores e se faz necessária uma avaliação médica e um tratamento rigoroso. Cariocinese o mesmo que mitose que na citologia vem ser o processo mediante o qual o material genético é duplicado com precisão, gerando dois novos conjuntos de cromossomos iguais ao original; cariocinese. Existe ainda a mitose anastral e citológica que é a mitose sem ásteres nem centríolos e que ocorre nas células vegetais.

O conjunto de microtúbulos que convergem radialmente em direção a um centríolo, chama-se ásteres. A psicose - maníaco – depressiva é o transtorno bipolar do humor caracterizado pela hipomania, a ciclotimia e o transtorno misto do humor. Quando se fala em cura torna-se difícil afirmar, mas existe controle. Os fatores biológicos ligados à genética, problemas psicológicos, genéticos e sociais contribuem para exacerbação da doença. Não podemos deixar de observar se esses transtornos têm algo em comum com a tendência familiar à doença, os fatores biológicos são relativos à neurotransmissores da síndrome. O estresse social e psicológico pode manter ou desencadear a doença. Por isso, devemos ter uma vida tranqüila evitando se possível às preocupações e o desprendimento total das energias para que não tenhamos que amargar um estresse emocional muito assoberbado e uma psicose sem tamanho.

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante. A depressão do transtorno bipolar é igual à depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

ODr. Rodrigo Marot médico psiquiatra trata a fobia social, a depressão o pânico, o toc e a ansiedade. O Dr. Rodrigo Marot afirma que como característica desta síndrome - o início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade. Como toda doença o transtorno bipolar não fugiria a regra e teria sem dúvidas seus tipos característicos com suas nuanças e procedimentos.

O psiquiatra médico especialista para lidar e tratar essa síndrome é demais importante para o doente e seus familiares. Uma boa conversa, a maneira certa de agir e cuidar do doente são providências que só o profissional pode repassar. Se aceita a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e existem deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas.

O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão. Mesmo com essas observâncias de grande valia para doentes, familiares e estudiosos no assunto o Dr. Rodrigo Marot diz que outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares que iremos apenas enunciar seus nomes específicos na medicina. A fase maníaca, a fase depressiva, sintomas maníacos, nesses estados o doente alterna momentos de alegria ou irritação agressiva. No outro tipo as idéias fluem com dificuldades, a capacidade física é comprometida, e falta de prazer para tudo. É bom lembrar que os que convivem com pessoas maníacas que elas mal conseguem acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos.

Em alguns momentos ela se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Como vemos é um dilema interminável para famílias que tem em seu seio pessoas com essa síndrome, é preciso bastante calma, saber lidar com o doente e leva-la constantemente ao médico psiquiatra para uma avaliação rigorosa, visto que o doente será tratado a base de medicamentos e estes não podem ficar ao alcance das crianças. Esses pacientes são normalmente tratados com lítio conforme expressam os especialistas, mas é preciso muito cuidado, pois o estado obsessivo pode ser o primeiro caminho para o suicídio.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-A AOUVIR E ALOMERCE

Perfil do Autor

Antonio Paiva Rodrigues

MEMBRO DA ACI-A AOUVIR E ALOMERCE-JORNALISTA-RADIALISTA E MEMBRO DA AOUVIR