A mulher e o feminino em conflito

Publicado em: 16/07/2010 |Comentário: 3 | Acessos: 312 |

A mulher e o feminino em conflito

 

Ele abrir a porta do carro;

Ele pagar a conta do restaurante;

O homem se levantar para que a mulher se sente;

O homem permitir que a mulher saia na frente em casos de perigo ou salvamento ;

O homem andar pelo lado de fora da calçada (p/ proteger a mulher);

Ter um dia especial para comemorar nada e ganhar presente;

Ser cuidada e protegida;

Poder cuidar de si (massagem, manicure, cabeleireiro);

Ganhar um mimo (flores, bombons, mensagens) só por agrado;

Ver o primeiro dente de seu filho despontando;

Educar, participando integralmente, dos momentos de crescimento dos filhos;

Constituir família e não só juntar pessoas numa mesma casa;

Ser mãe e não só ter filhos;

Poder cuidar de sua própria casa;

Ter tempo para si, para sua casa, para seus filhos, para o marido;

Não precisar se preocupar com as contas;

Não precisar se preocupar com quem vai ficar com os filhos ou em qual escola poderão ficar;

Poder fazer o desmame tranquilamente;

Qual mulher não gostaria que lhe acontecesse pelo menos cinco das situações acima? Mas será que estamos caminhando para o que realmente desejamos? Qual será nossa relação com o feminino?

Presas, e de certa forma cegas, aos nossos próprios conflitos, aos nossos devaneios, às nossas indefinições, nos dirigimos a uma pseudo-liberdade, que nos constitui somente quando exteriorizamos nossas conquistas, mas, ao mesmo tempo, denota um vazio, onde a busca por objetos e emoções não preenchem de dinheiro nossos bolsos, nem de amor nossos corações.

Se antes, as mulheres se sentiam oprimidas porque cuidavam da casa e dos filhos, não tinham uma carreira, não ganhavam seu próprio dinheiro, não tinham voz ativa na sociedade e acreditavam que nesta posição eram vítimas dos desmandos dos homens, hoje, têm o direito de se sentirem mais mulher, mais valorizadas socialmente, pois podem sair pela manhã e trabalhar o dia inteiro (como os homens) e ainda lutar por reconhecimento profissional, mesmo porque não se sentem iguais aos homens, mas podem se dedicar ao trabalho, tanto quanto eles.

Hoje, podemos chegar em casa, depois de trânsito e/ou condução lotada, depois de exigências e preocupações no trabalho, e ainda sermos dona de casa, verificando as roupas, os alimentos, os filhos – que estavam sob cuidados de outra pessoa, que nós pagamos; hoje, podemos nos preocupar com as contas da casa, com a falta de dinheiro, com ter que acordar cedo no dia seguinte; mais ainda, podemos assumir o antigo papel materno de rever as lições, levar filhos ao médico, ir a reuniões escolares. Ah! dar um beijo de boa noite.

Somos fortes, muito mais fortes que os homens. Temos cólicas menstruais, temos filhos por parto normal ou cesariana, passamos todo anos por exames ginecológicos – coisas que nenhum homem agüentaria, pois não suportam nem um resfriado.

Somos livres para nos protegermos, pois estamos tão expostas quantos os homens; livres para sermos violadas e massacradas, tão agressivamente quanto os homens numa guerra; livres para sofrermos de patologias, antes consideradas masculinas; livres para não constituirmos famílias, pois nenhum homem está a nossa altura; livres para deixarmos que outros cuidem e eduquem nossos filhos, pois não temos tempo pra fazê-lo; livres para não sermos cuidadas, pois isto demonstraria nossa inferioridade; livres para nos sentirmos mais importantes, pois trabalhamos 10, 12 horas por dia, nos sustentamos e temos um dia só nosso (dia internacional da mulher) - e ainda queremos presente, esquecendo que é uma data de luta e não de comemoração; livres para não sermos bajuladas, mimadas, protegidas, porque isto é coisa de mulher submissa;

Homens? Para quê? Eles não ajudam mesmo! E, como .emos, as mulheres se consideram autosuficientes. Os homens ficam confusos, pois esta escolha de mudança de atitudes e comportamentos foi da mulher. Será que podemos exigir que eles abram a porta do carro ou que paguem a conta do restaurante, quando durante tanto tempo lutamos para ter o direito de ter nosso próprio dinheiro e sermos ‘independente'? Reivindicamos que o homem se transforme de acordo com nossa conveniência, pois na igualdade das relações sociais, queremos que o homem divida conosco as tarefas domésticas. Para algumas mulheres é ofensa um homem não querer dividir a conta. Pois a igualdade deve estar em todos os âmbitos, mas estas são raríssimas. 

Por outro lado, há mulheres que consideram total falta de cavalheirismo quando um homem não paga um jantar. Mas temos que ser justos, portanto, onde há cavalheiro deve haver dama. Será que a mulher atual tem atitudes e comportamentos de uma dama?

Contradições da mulher: dividir as tarefas domésticas, mas não dividir a conta do restaurante; ser considerada forte (como o homem) para assumir posições no trabalho, mas ser considerada frágil e delicada ao ser tratada pelos homens; ter filhos, mas não ter tempo para ser mãe; acreditar-se autosuficiente, mas chorar escondida o amor que não existe; desdenhar a fraqueza dos homens, mas suspirar solitária por um pouco de carinho; permanecer firme diante das dificuldades da vida, mas buscar colo e proteção de um homem; mostrar a racionalidade suficiente para organizar-se individualmente, mas querer ser amada, desejada e acarinhada pelo seu excesso de sensibilidade.

Ter filhos passou a ser necessidade social ou demonstração de feminilidade. Para existir enquanto mulher na sociedade é preciso ter filho. Sem preocupação com o ser e sua subjetividade futura. Nascem crianças, cujas mães conhecerão em algumas poucas horas do dia (2 ou 3 horas). Uma posição egoísta, que denota o não saber da mulher sobre seu lugar, seu desejo e sua vontade. 

Ao assumir a igualdade de direitos e deveres com os homens, deixam para trás a condição de feminino, pois desconhecem seu significado ou porque esta figura desapareceu ou se perdeu das identificações da mulher. Ninguém mais assume o papel antes definido feminino ou da mulher na constituição social, que se inicia com a constituição familiar. Família esta que, hoje, desagrega, pois cada ente vive sua posição em separado, levando consigo seus afazeres e suas vontades.

A mulher se deslocou de uma posição fundamental, que é de estruturação familiar, pois não se sentia útil, nem feliz. A mulher se viu impossibilitada de definir sua importância na constituição familiar e, consequentemente, na constituição social, na transmissão cultural, acreditando que vivia sob o julgo do homem. Entendeu que a sua posição, de base, era inferior a do homem, acreditou estar submissa a ele e não percebeu que seu lugar era o mais importante. E até hoje vemos o quanto uma família se estrutura, se consolida pela força da mulher. Não é suma responsabilidade, tampouco, culpabilidade, mas a possibilidade de sustentação que o constructo feminino pode oferecer. 

As mulheres confundiram o direito de respeito com a descaracterização do papel feminino. O que nos concedeu uma grande confusão com relação aos papéis masculinos e femininos na sociedade atual. Se, culturalmente, existe uma negação na diferenciação de papéis, subjetivamente, há uma falta de sentido e de significação para a mulher. Contudo, há um permanente resgate, atribuído àquelas que resistem e insistem no feminino anteriormente identificado e que talvez, um dia, possa responder o que quer a mulher.

Elizandra Souza

Psicanalista

Diretora da Comissão de Ética do SINPESP

Professora de cursos de Formação em Psicanálise

www.elizandrasouza.com.br    

Avaliar artigo
5
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/psicoterapia-artigos/a-mulher-e-o-feminino-em-conflito-2842352.html

    Palavras-chave do artigo:

    mulher

    ,

    feminino

    ,

    psicanalise

    Comentar sobre o artigo

    Como a mulher foi revestida pelo arquétipo histórico e qual a relação de poder que a sociedade exerce sobre ela.

    Por: Max Francis F. Cancilieril Literatura> Ficçãol 25/07/2010 lAcessos: 129

    Tendo em vista a complexa sociedade em que vivemos torna-se necessário buscar compreender o masoquismo feminino no cenário psíquico, isto é, apreender sobre a psicossexualidade ligada a esta temática entre as mulheres. A referida pesquisa teórica, de caráter qualitativo, visa abordar a forma como o masoquismo feminino é tratado em nosso meio social.

    Por: Mitiel Relacionamentos> Sexualidadel 06/05/2013 lAcessos: 66
    cristiane

    a mulher passou por diversas transformações, buscando igualdade e seu lugar na sociedade, porém, isso teve um preço muito alto, pois ela perdeu sua subjetividade.

    Por: cristianel Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 10/03/2010 lAcessos: 673 lComentário: 5
    Tatiana Santos

    O presente artigo pretende, para além de rever alguns dos estudos relativos ao realizador David Lynch e sua obra, fazer uma ponte psicanalítica entre a desorganização no espectador, a necessidade de interpretação e a função Alfa de Bion. Assim, tentar-se-á perceber teoricamente se o que desorganza o espectador que assiste a Lynch é a incapacidade de interpretar e atribuir sentido aos elementos Beta que emergem nas obras.

    Por: Tatiana Santosl Arte& Entretenimento> Cinema e TVl 17/09/2011 lAcessos: 185
    Daniela Quinhões

    Este artigo traz a relação da mulher contemporânea com as simbologias religiosas antigas, a persona da bruxa e os efeitos dessa relação sobre a mulher. Na sociedade atual, a mulher, na busca de seus valores é regida por diversos papeis sociais tais como mãe, filha, esposa e profissional. Observam-se na natureza feminina, aspectos profundos da alma que são colocados à sombra. Para Jung, o uso das máscaras, através de experiências transpessoais, contribui com o processo de individuação.

    Por: Daniela Quinhõesl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 18/07/2014 lAcessos: 38
    mauro rosso

    pelo 8 de março, pelo mês de março; por todos os dias e meses: Apesar das (para alguns, incontornáveis) dificuldades para uma definição precisa, entendo existir uma ‘linguagem literária feminina' com elementos, valores e vetores próprios, nitidamente percebidos na prosa ficcional, na poesia e no teatro, e que só fazem acrescentar e enriquecer a Literatura (e a Cultura, em geral) – linguagem marcada pela subjetividade, por uma escrita mais sensorial e sensível, mais poética, lírica , uma escrit

    Por: mauro rossol Literatural 08/03/2011 lAcessos: 268
    Elizandra Souza

    Para a psicanálise existe relações mais profundas e particulares entre o momento da menstruação e as elaborações psíquicas femininas, tanto quanto é feito a relação entre sintomas e psiquismo, ou seja os conflitos inerentes da mulher e suas relações com o mundo e consigo mesma.

    Por: Elizandra Souzal Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 22/06/2010 lAcessos: 385 lComentário: 3

    A partir daí, muitos moralistas falam do sentido "natural" da sexualidade, esquecendo que, na evolução animal, a lei mais A filiação assenta na realidade fisiológica da sexualidade. por em relevo a versatilidade do comportamento sexual dos antropóides. existência da regra, elevada à categoria de lei. No homem, a satisfação da necessidade e evanescencia do objeto são assim retardadas. O desejo animal é destruidor, mas o animal continua prisioneiro da relação desejo-objeto, da coisicidade. Uma análise mais geral do desejo conduz-no ao mundo humano do trabalho. também do desejo, na medida em que este é, no fundo, negação: limite interior a agressividade do desejo. Na base da sexualidade de humana, encontramos a oposição desejo-lei.

    Por: Wagner Paulonl Lar e Família> Casamentol 30/05/2008 lAcessos: 1,170
    Robson de Jesus Costa

    Esta obra é resultado da análise feita pelo autor de violência sexual envolvendo principalmente crianças e adolescentes nos últimos anos. A obra analisada está dividido em dez capítulos, onde o autor tenta demonstrar a construção social e de gênero da violência sexual e a aplicação e proteção que os juízes prestam aos casos de estupro no âmbito do poder judiciário. Para isso o autor faz uma análise da violência sexual num âmbito de construção social de gênero e quanto ao envolvimento de mulhere

    Por: Robson de Jesus Costal Direitol 10/12/2009 lAcessos: 242

    O presente artigo se refere a uma pesquisa bibliográfica e de campo realizada com dependentes químicos que residem em uma casa de recuperação nomeada ASCORE (Associação Comunitária Recompensa), cuja modalidade é acolhedora. O objetivo da pesquisa foi observar como as ações da mesma, como arteterapia, laborterapia, atividades lúdicas e dinâmicas, contribuem para a autoestima do dependente químico.

    Por: Flávia Oliveira Reisl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 26/09/2014
    Bruno Moraes

    A ansiedade é um comportamento caracterizado por um estado mental de apreensão ou medo devido à antecipação de uma situação desagradável ou ameaçadora. O foco dessa ameaça antecipada pode ser interna ou externa. Este comportamento é uma reação à crença na falta de habilidade em se lidar com determinado evento.

    Por: Bruno Moraesl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 18/09/2014 lAcessos: 15
    Bruno Moraes

    Existem momentos na vida em que nos deparamos com situações as quais não temos, ou perdemos a habilidade de lidar de forma adequada com eventos do cotidiano. Seja na infância, adolescência, fase adulta ou mesmo na melhor idade, sempre temos questões a solucionar, e muitas vezes nos encontramos perdidos quanto a qual o melhor caminho a se tomar.

    Por: Bruno Moraesl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 18/09/2014

    A proposição aqui é tratar a passagem do ser humano da natureza para a cultura e suas influências na formação do ser e da sociedade. Essa formação social e do sujeito se dão em um fluxo de mão dupla, ou seja, o homem transforma a cultura que por sua vez transforma o homem. Conforme o pensamento de Levi-Strauss a lei do incesto é o ponto, o elemento chave que tira o homem da natureza, essa consanguínea e a o introduz na cultura, aliança.

    Por: Samuel Gouveperl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 17/09/2014
    José Eduardo Geremias

    Existem várias semelhanças entre as história e as lendas, porém, alguns elementos caracterizam as lendas com algo misterioso. Algumas pessoas também assemelham-se a esta construção vivencial, compartilhando esta experiência com outras pessoas.

    Por: José Eduardo Geremiasl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 13/09/2014
    José Eduardo Geremias

    A relação que estabelecemos com um livro pode ir além de uma simples leitura. É possível produzir sensações extremamente prazerosa, criando uma atmosfera favorável para a manifestação de diversos sentimentos. A partir de um vínculo edificante, desenvolve-se um verdadeiro laço afetuoso entre livro e leitor.

    Por: José Eduardo Geremiasl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 30/08/2014

    "Todo amor é recíproco, mesmo quando não é correspondido." – Lacan O que Lacan queria dizer com essa aparente, ou clara redundância?

    Por: Samuel Gouveperl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 27/08/2014

    A posição do psicanalista diante do processo analítico deve ser o de não saber. Somos completamente ignorantes considerando a subjetividade e complexidade de cada sujeito, sendo assim, só temos a "aprender".

    Por: Samuel Gouveperl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 23/08/2014
    Elizandra Souza

    A ciclovia é o maior engodo de todos os tempos em relação ao transporte público, pois desresponsabiliza o governo de sua obrigação em oferecer transporte decente. É sabido que pouquíssimos bairros na capital de SP teriam condições de terem ciclovias, não só pela falta de planejamento urbano - aparentemente nunca pensado, mas principalmente pela irregularidade do terreno paulista.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 10/09/2014
    Elizandra Souza

    O mundo contemporâneo foi construído pelas discussões sobre as minorias e suas necessidades de inserção na sociedade. Todo o discurso de abertura social e cultural para melhor conhecer e compreender o outro, diferente, gerou grandes desenvolvimentos na comunicação e na interação entre as sociedades.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 24/10/2013 lAcessos: 35
    Elizandra Souza

    Guerras, lutas, mortes, bombas, ataques eram e continuam sendo os termos e ações que consolidam a irracionalidade de determinados grupos políticos e religiosos que se enfrentam por não aceitarem suas diferenças.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 01/04/2013 lAcessos: 35
    Elizandra Souza

    O tempo passa e a adolescência continua concentrando suas forças nas dúvidas sobre quem ser, o que fazer, como viver.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 08/02/2013 lAcessos: 41
    Elizandra Souza

    Jerusalém é realmente uma cidade que nos põe a refletir, mas o sentido desta reflexão é sempre algo extremamente subjetivo. Na minha visão, a importância de Jerusalém, para além do sagrado, está na questão do poder. A Terra Santa é a representação do que o poder, ou a crença nele, faz com uma pessoa, um povo, uma cidade ou uma cultura. O poder que influencia tanto aquele que acredita que o tem como aquele que sofre sua força.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 08/02/2013 lAcessos: 39
    Elizandra Souza

    Antigamente, as escolhas, os comportamentos, os conceitos eram bem mais definidos e menos flexíveis. Hoje, com o advento da tecnologia e da comunicação, que avassalam na pós-modernidade, todos os conceitos, comportamentos etc são mais instáveis, volúveis, ou seja, a transformação é constante. Algo que é hoje, amanhã pode já não ser.

    Por: Elizandra Souzal Negócios> Gestãol 21/09/2012 lAcessos: 92
    Elizandra Souza

    Ainda que não consigamos entender a complexidade dos atos criminosos e violentos, aceitar a simples justificativa patológica do distúrbio mental ou psicológico já não é possível, pois cada vez mais, nos são revelados casos escabrosos realizados por sujeitos comuns. Sim, eles têm vida ‘normal'! Trabalham, estudam, casam-se, têm filhos, e mesmo assim, podem cometer crimes altamente perversos e bárbaros.

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 09/06/2012 lAcessos: 125
    Elizandra Souza

    O movimento de apoio ao uso das bicicletas na cidade de São Paulo é mais uma forma de desvio da responsabilidade pública em oferecer um transporte público decente. Como uma cidade com tantos veículos se torna refém das bicicletas?

    Por: Elizandra Souzal Notícias & Sociedade> Cotidianol 16/05/2012 lAcessos: 63

    Comments on this article

    0
    Giovana 23/07/2010
    Trabalho fora e tenho filhos, realmente às vezes é torturante sair de casa. Queria que tivesse uma fórmula mágica para isto. Eles ficam com a avó, minha sogra, que cuida muito bem deles, mas mesmo assim não sou eu que está lá. Meus filhos me ligam durante o dia só para falar oi. Eles tem 3 e 5 anos.
    0
    Marcio Gomes 22/07/2010
    Ah! Mulheres, vocês são incríveis!!!
    0
    Mara 22/07/2010
    Parece que realmente estamos confusas com nossos papéis. Gostei muito do artigo.
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast