A Síndrome Do Ninho Vazio
Um dia as mães [ e porque não dizer os pais também] tomam um choque: percebem que seus filhos estão cada vez mais se tornando donos de seu nariz. Para alguns casais, isso é um choque, para outros nem tanto, enfim, cada um percebe a situação de acordo com os valores que trouxeram consigo ao longo da vida.
Especialmente para algumas mães esse momento é muito difícil, porque elas foram educadas para educar; criar filho seria a meta, o objetivo principal da vida. Esse pensamento, ainda está um tanto quanto arraigado em nossa cultura notoriamente cristã e machista. Digo cristã porque a figura da mãe santíssima [ainda] é o ícone de muitas mulheres; o espelho da mãe sofredora, onde todas as mulheres deveriam se espelhar.
Digo que deveriam porque, os tempos mudaram, e muitas mulheres estão literalmente abolindo esse modelo de mãe perfeita da sua vida. Só que quando optam por esse modelo oposto, se deparam com um sentimento de culpa.
Qual seria então a alternativa? Como encontrar o meio termo entre "a mãe castradora" ou a "mãe liberal"?
A resposta não é tão simples e varia muito, como eu disse antes, de mulher para mulher.
Vamos falar primeiro do modelo "castradora", da mãe que foi criada para ser mãe:
Quando os filhos começam a sair sozinhos, trabalhar, ou estudar fora, a sensação que as mães têm é de abandono e ingratidão. Muitas acham que como deram de tudo pros filhos [ e deram mesmo], não se conformam que o filho agora assuma as rédeas da vida; Pra ela é como se ele estivesse literalmente descartando a mãe. Agora ele não pára mais em casa, não telefona, enfim... ele passa a viver apenas o momento dele. E a mãe não se conforma com isso: passa a atacar de forma inconsciente, os amigos e os namorados, na tentativa de sabotar seus relacionamentos e assim ter o filho ou a filha de volta aos seus braços maternos.
Só que os filhos não percebem a coisa dessa maneira. O que pode parecer ingratidão para as mães, para os filhos é algo absolutamente natural. Essa discrepância em perceber as coisas se dá por causa da diferença de idade, e consequentemente de gerações, de hábitos, etc....entre outros motivos particulares de cada um.
Vamos olhar pelo ângulo do filho:
Num determinado momento, ele percebe que já está grande demais para "ficar deitado eternamente em berço esplêndido"; pode parecer cruel, mas ele nota que não terá mãe e pai para sempre. Nesse momento, eles percebem que precisam "dar um jeito na própria vida", e começam a buscar o relacionamento com o mundo.
Claro que nem tudo são flores na vida deles: existem atritos, conflitos, decepções choro e ranger de dentes, mas isso faz parte do crescimento deles. é fundamental para a formação do sujeito que ele passe por esse caminho de pedras.
Dentro desse quadro de conflitos e alegrias, de altos e baixos, é natural que eles se preocupem somente com aquilo que ainda não está ronto e definido e deixe de lado aquilo que está sacramentado; ou seja, estou me referindo ao amor de mãe. Na cabeça deles [muitas vezes] o pensamento que passa é o seguinte:
"Eu sei que sou amado pelos meus pais, mas não sei se sou amado pelo mundo. Preciso lutar para ser aceito na sociedade da mesma forma que sou aceito pelos meus pais. A única maneira de fazer isso é cair no mundo, ir a luta pelo meu espaço". Só que pra fazer isso, ele precisa se desprender da mãe, da mesma forma que para atraversarmos uma ponte, precisamos deixar a outra margem, mas sabemos que a ponte sempre estará lá, não vai se auto-destruir só poruqe fizemos a travessia.
A mãe dominadora é aquela que não deixa de jeito algum, que o filho faça essa travessia. Ela acha que deve conduzir o filho passo a passo nos caminhos da vida. Ela se anula por muito tempo além do necessário, na tentativa de sabotar o contato do filho com o mundo. E sem sucesso. O resultado disso é conehcido por todos: a depressão e a melancolia.
É fundamental que a mãe perceba que, embora os filhos cresçam, o afeto não diminui. Muda-se apenas a forma de demonstrá-lo. Os filhos não deixam de amar os pais quando começam a amar outras pessoas, eles estão apenas passando adiante um sentimento que receberam no berço.
Para as mães que não conseguem se desprender, a sugestão é que procurem outras atividades que lhe deêm prazer, como trabalhos voluntários, ginástica, ioga, dentre outros. É fundamental que ela se perceba VIVA; é fundamental que ela se perceba como uma PESSOA que não precisa manter vínculos de apego para ser uma pessoa inteira. E isso só se consegue com muita força de vontade, e em alguns casos, com a ajuda de um Analista.
O segredo da atividade é que com o tempo [isso não é um passe de mágica], ela vá desenvolvendo interesse em outras coisas, poruqe tudo na vida muda, e nós também mudamos a cada momento; assim sendo, nossos interesses mudam de acordo com o momento, e quando uma pessoa se propõe a fazer algo em favor de si mesma, dificilmente será mal-sucedida.
Pesquisam revelam que:
Para 90% das mães que trabalham, o emprego significa realização pessoal; para 82%, independência; e para 81%, proporciona o contato com pessoas diferentes.
Além disso, para estas mulheres, a estabilidade no trabalho é mais importante que o dinheiro que ganham, pois 55% pretendem seguir carreira e valorizam a atuação profissional. [ fonte: http://www.sinal.org.br/site_rio/noticias_2.asp?id=7854&reformas=]
A Mamãe liberal:
Sim, o oposto também existe, como em tudo na vida, existe a dualidade.
Existem as mães que são absoltamente liberais, que conseguem viver tranquilamente com seus filhos distantes; as que só encontram seus filhos uma vesz por mês, por ano e conseguem se equilibrar com essa situação.
Só que pra algumas delas, o sentimento de culpa é forte, porque, como foi dito antes, a sociedade em que vivemos é castradora e cristã, onde o modelo de mãe perfeita e abnegada impera. Como administrar esse conflito entre o fator cultural e a individualização?
Aqui também a resposta não é fácil, porque pouca gente acredita que isso seja possível; essas pobres mães desprendidas e desapegadas sempre vão ouvir que, ou são desnaturadas, ou estão se defendendo da solidão por trás de um sentimento de desapego fingido.
Mas na prática não é bem assim: elas são desapegadas, porque provavelmente foram criadas num ambiente de desapego e isso deve ser levado em conta. os pais que souberam criar seus filhos com afetividade desapegadas são verdadeiramente sábios, pois assim se poupam de muiats dores futuras, tanto para eles, como para os filhos,que por sua vez, saem para o mundo mais preparados e menos suscetíveis às dores que o mundo fatalmente os trará.
Portanto, neste caso, o X da questão não é forma como o mundo quer que elas sejam, mas sim, a forma como elas receberam essa educação de seus pais. Pra elas é condição sine qua non, que os filhos caminhem com suas próprias pernas, para que elas continuem no seu processo de individuação. Elas não fazem questão de atravessar a ponte com seus filhos, pois enquanto eles atravessam suas pontes, elas continuam atravessando as delas.
Geralmente sentem-se aliviadas e felizes, quando percebem que seus filhos estão convivendo bem em sociedade, namorando, estudando e trabalhando, porque isso significa que sua missão prioritária de mãe foi cumprida com eficiência e honra, afinal é pra isso que criamos filhos: para que sejam cidadãos honrados. Mas algumas sentem culpa perante as mães castradoras que acham que a mulher deve viver em função dos filhos. Como lidar com isso?
Creio que a resposta seja a sua satisfação pessoal. Não é porque a outra sofre que ela deva sofrer também, só pra não deixar de fazer parte do rol das "boas mães". Muitas são vítimas de sentimento de inveja, de ciúme por causa da sua mente aberta. Nesse caso o que se tem a fazer é tocar a vida e não se importar muito com o que as pessoas mal-resolvidas dizem. Isso evita o conflito entre os valores de educação liberal que receberam e repassaram, e os valores castradores que sempre rejeitaram.
(Artigonal SC #516339)
A educação das crianças começa no nascimento, isso é fato. E vale também para a educação sexual. Os primeiros e principais responsáveis são os pais. Depois, os pais contam com outros adultos para ajudá-los nesta difícil tarefa de educar, ou seja, os professores.
Relato de uma grande traição sofrida por uma mulher que amava e confiava.
Embora a violência seja enquadrada como física (e nesse caso incluímos também a violência sexual) e/ou verbal, podemos dizer que ela opera também no espaço do implícito, do não-dito, da negligência e da omissão e que, ficam melhor evidenciados quando tratamos, por exemplo, de pessoas deficientes. Para este segmento da população mecanismos violentos tais como: a segregação e o preconceito, a exclusão social, a estigmatização, a omissão e a negligência podem ser ainda mais prejudiciais.
Em muitas pesquisas realizadas, a maioria dos seus participantes revela que a intimidade com outros seres humanos é, isoladamente, o aspecto mais gratificante da vida. E qual é o prognóstico do mecanismo de casamento que a despeito dos seus inúmeros modelos, percursos e de, por vezes, estar desacreditado, freqüentemente esteve relacionado ao amor, ao menos para a sociedade ocidental? Será que o amor e os estados a ele relacionados, como a paixão, por exemplo, sempre foram tão valorizados?
Questão de gravidez entre nossos adolescentes é um dos assuntos mais reais e menos discutidos em nosssas escolas. Falta de segurança para que possamos auxiliar nossos adolescentes a verem o problema de frente e com seriedade. Ficamos esperando que alguem o faça e a sociedade esperando e cobrando a parte que cabe aos educadores. Precisamos desmistificar o assunto e elencar as influências que sofrem nossos adolescentes, principalmente, fazendo a nossa parte com uma educação séria e esclarecedora.
Para pais de adolescentes e jovens Escrito por: Judith Kemp | Publicado em 12/02/2009 “Mais do que as palavras, suas atitudes é que nos levarão a confiar-lhes os nossos mais terríveis medos. E mais que as palavras, seus gestos, seu olhar atento, sua confiança em nós e sua disponibilidade é que nos farão sentirmo-nos protegidos e livres das ameaças e chantagens do que quer e de quem quer que seja.” (Tânia Zagury, O adolescente por ele mesmo, Editora Record, p. 211)
Este é o primeiro capítulo do meu livro A Semente. Visite meu site www.asemente.prosaeverso.net e no menu link dê uma espiada na sinopse. Obrigado.
a mulher passou por diversas transformações, buscando igualdade e seu lugar na sociedade, porém, isso teve um preço muito alto, pois ela perdeu sua subjetividade.
A máxima de Sócrates, implantada à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia, nos traz hoje à luz da necessidade de maior interiorização, quando pleiteamos encontrarmos saídas e promovermos a equânime transformação em nossas vidas, em nosso destino, da forma como dizia Jung: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda”.
Dra. Lucileide Matos explica como acontece uma terapia.
Confesso que alguns comportamentos na blogosfera são muito estranhos: são pessoas que procuram fazer “barulho” com suas atitudes, alguns por imaturidade, por inveja e desejo incontrolável de destruir a imagem, a honra e credibilidade de certas pessoas que se destacam neste meio. Já escrevi alguma coisa a respeito, quando os “kibadores” e os “trolls” forçaram Juliana Sardinha a dar umas “férias” para seu metablog Dicas Blogger.
Definir o amor é algo muito difícil quando não se tem conhecimento do que sente. Mensurar um sentimento então é algo impossível.
Transferência e interpretação são dois conceitos elaborados a partir da experiência clínica da psicanálise. É Freud que deve inicialmente construí-los depois de suas primeiras experiências e estudos sobre a histeria.
Este artigo se propóe a informar sobre a terapia, o que ela é, o que pode proporcionar.
David Goldberg, psiquiatra famoso por ajudar a elaborar um dos grandes livros de diagnóstico de psiquiatria e psicologia, no último congresso de psiquiatria em São Paulo conscientizou a todos sobre exagero de diagnósticos e uso de medicamentos.
Este artigo refere-se a forma prática como a projeção atu em nossa vida
Como proceder quandos os filhos começam a bater asas?
Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la. (Cícero)

