A Síndrome Do Ninho Vazio

Publicado em: 10/08/2008 | Comentário: 12 | Acessos: 5,797

Um dia as mães [ e porque não dizer os pais também] tomam um choque: percebem que seus filhos estão cada vez mais se tornando donos de seu nariz. Para alguns casais, isso é um choque, para outros nem tanto, enfim, cada um percebe a situação de acordo com os valores que trouxeram consigo ao longo da vida.

Especialmente para algumas mães esse momento é muito difícil, porque elas foram educadas para educar; criar filho seria a meta, o objetivo principal da vida. Esse pensamento, ainda está um tanto quanto arraigado em nossa cultura notoriamente cristã e machista. Digo cristã porque a figura da mãe santíssima [ainda] é o ícone de muitas mulheres; o espelho da mãe sofredora, onde todas as mulheres deveriam se espelhar.
Digo que deveriam porque, os tempos mudaram, e muitas mulheres estão literalmente abolindo esse modelo de mãe perfeita da sua vida. Só que quando optam por esse modelo oposto, se deparam com um sentimento de culpa.

Qual seria então a alternativa? Como encontrar o meio termo entre "a mãe castradora" ou a "mãe liberal"?

A resposta não é tão simples e varia muito, como eu disse antes, de mulher para mulher.

Vamos falar primeiro do modelo "castradora", da mãe que foi criada para ser mãe:

Quando os filhos começam a sair sozinhos, trabalhar, ou estudar fora, a sensação que as mães têm é de abandono e ingratidão. Muitas acham que como deram de tudo pros filhos [ e deram mesmo], não se conformam que o filho agora assuma as rédeas da vida; Pra ela é como se ele estivesse literalmente descartando a mãe. Agora ele não pára mais em casa, não telefona, enfim... ele passa a viver apenas o momento dele. E a mãe não se conforma com isso: passa a atacar de forma inconsciente, os amigos e os namorados, na tentativa de sabotar seus relacionamentos e assim ter o filho ou a filha de volta aos seus braços maternos.

Só que os filhos não percebem a coisa dessa maneira. O que pode parecer ingratidão para as mães, para os filhos é algo absolutamente natural. Essa discrepância em perceber as coisas se dá por causa da diferença de idade, e consequentemente de gerações, de hábitos, etc....entre outros motivos particulares de cada um.

Vamos olhar pelo ângulo do filho:
Num determinado momento, ele percebe que já está grande demais para "ficar deitado eternamente em berço esplêndido"; pode parecer cruel, mas ele nota que não terá mãe e pai para sempre. Nesse momento, eles percebem que precisam "dar um jeito na própria vida", e começam a buscar o relacionamento com o mundo.
Claro que nem tudo são flores na vida deles: existem atritos, conflitos, decepções choro e ranger de dentes, mas isso faz parte do crescimento deles. é fundamental para a formação do sujeito que ele passe por esse caminho de pedras.
Dentro desse quadro de conflitos e alegrias, de altos e baixos, é natural que eles se preocupem somente com aquilo que ainda não está ronto e definido e deixe de lado aquilo que está sacramentado; ou seja, estou me referindo ao amor de mãe. Na cabeça deles [muitas vezes] o pensamento que passa é o seguinte:
"Eu sei que sou amado pelos meus pais, mas não sei se sou amado pelo mundo. Preciso lutar para ser aceito na sociedade da mesma forma que sou aceito pelos meus pais. A única maneira de fazer isso é cair no mundo, ir a luta pelo meu espaço". Só que pra fazer isso, ele precisa se desprender da mãe, da mesma forma que para atraversarmos uma ponte, precisamos deixar a outra margem, mas sabemos que a ponte sempre estará lá, não vai se auto-destruir só poruqe fizemos a travessia.

A mãe dominadora é aquela que não deixa de jeito algum, que o filho faça essa travessia. Ela acha que deve conduzir o filho passo a passo nos caminhos da vida. Ela se anula por muito tempo além do necessário, na tentativa de sabotar o contato do filho com o mundo. E sem sucesso. O resultado disso é conehcido por todos: a depressão e a melancolia.

É fundamental que a mãe perceba que, embora os filhos cresçam, o afeto não diminui. Muda-se apenas a forma de demonstrá-lo. Os filhos não deixam de amar os pais quando começam a amar outras pessoas, eles estão apenas passando adiante um sentimento que receberam no berço.

Para as mães que não conseguem se desprender, a sugestão é que procurem outras atividades que lhe deêm prazer, como trabalhos voluntários, ginástica, ioga, dentre outros. É fundamental que ela se perceba VIVA; é fundamental que ela se perceba como uma PESSOA que não precisa manter vínculos de apego para ser uma pessoa inteira. E isso só se consegue com muita força de vontade, e em alguns casos, com a ajuda de um Analista.

O segredo da atividade é que com o tempo [isso não é um passe de mágica], ela vá desenvolvendo interesse em outras coisas, poruqe tudo na vida muda, e nós também mudamos a cada momento; assim sendo, nossos interesses mudam de acordo com o momento, e quando uma pessoa se propõe a fazer algo em favor de si mesma, dificilmente será mal-sucedida.

Pesquisam revelam que:
Para 90% das mães que trabalham, o emprego significa realização pessoal; para 82%, independência; e para 81%, proporciona o contato com pessoas diferentes.

Além disso, para estas mulheres, a estabilidade no trabalho é mais importante que o dinheiro que ganham, pois 55% pretendem seguir carreira e valorizam a atuação profissional. [ fonte: http://www.sinal.org.br/site_rio/noticias_2.asp?id=7854&reformas=]


A Mamãe liberal:

Sim, o oposto também existe, como em tudo na vida, existe a dualidade.
Existem as mães que são absoltamente liberais, que conseguem viver tranquilamente com seus filhos distantes; as que só encontram seus filhos uma vesz por mês, por ano e conseguem se equilibrar com essa situação.
Só que pra algumas delas, o sentimento de culpa é forte, porque, como foi dito antes, a sociedade em que vivemos é castradora e cristã, onde o modelo de mãe perfeita e abnegada impera. Como administrar esse conflito entre o fator cultural e a individualização?

Aqui também a resposta não é fácil, porque pouca gente acredita que isso seja possível; essas pobres mães desprendidas e desapegadas sempre vão ouvir que, ou são desnaturadas, ou estão se defendendo da solidão por trás de um sentimento de desapego fingido.

Mas na prática não é bem assim: elas são desapegadas, porque provavelmente foram criadas num ambiente de desapego e isso deve ser levado em conta. os pais que souberam criar seus filhos com afetividade desapegadas são verdadeiramente sábios, pois assim se poupam de muiats dores futuras, tanto para eles, como para os filhos,que por sua vez, saem para o mundo mais preparados e menos suscetíveis às dores que o mundo fatalmente os trará.

Portanto, neste caso, o X da questão não é forma como o mundo quer que elas sejam, mas sim, a forma como elas receberam essa educação de seus pais. Pra elas é condição sine qua non, que os filhos caminhem com suas próprias pernas, para que elas continuem no seu processo de individuação. Elas não fazem questão de atravessar a ponte com seus filhos, pois enquanto eles atravessam suas pontes, elas continuam atravessando as delas.
Geralmente sentem-se aliviadas e felizes, quando percebem que seus filhos estão convivendo bem em sociedade, namorando, estudando e trabalhando, porque isso significa que sua missão prioritária de mãe foi cumprida com eficiência e honra, afinal é pra isso que criamos filhos: para que sejam cidadãos honrados. Mas algumas sentem culpa perante as mães castradoras que acham que a mulher deve viver em função dos filhos. Como lidar com isso?

Creio que a resposta seja a sua satisfação pessoal. Não é porque a outra sofre que ela deva sofrer também, só pra não deixar de fazer parte do rol das "boas mães". Muitas são vítimas de sentimento de inveja, de ciúme por causa da sua mente aberta. Nesse caso o que se tem a fazer é tocar a vida e não se importar muito com o que as pessoas mal-resolvidas dizem. Isso evita o conflito entre os valores de educação liberal que receberam e repassaram, e os valores castradores que sempre rejeitaram.

 

(Artigonal SC #516339)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/psicoterapia-artigos/a-sindrome-do-ninho-vazio-516339.html

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    SONIA DAS GRAÇAS OLIVEIRA SILVA

    A educação das crianças começa no nascimento, isso é fato. E vale também para a educação sexual. Os primeiros e principais responsáveis são os pais. Depois, os pais contam com outros adultos para ajudá-los nesta difícil tarefa de educar, ou seja, os professores.

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    Relato de uma grande traição sofrida por uma mulher que amava e confiava.

    Por: Mari l Relacionamentos l 08/01/2010 l Acessos: 157
    Thiago de Almeida

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    Por: Thiago de Almeida l Psicologia&Auto-Ajuda l 23/01/2009 l Acessos: 1,169 l Comentário: 1
    Thiago de Almeida

    Em muitas pesquisas realizadas, a maioria dos seus participantes revela que a intimidade com outros seres humanos é, isoladamente, o aspecto mais gratificante da vida. E qual é o prognóstico do mecanismo de casamento que a despeito dos seus inúmeros modelos, percursos e de, por vezes, estar desacreditado, freqüentemente esteve relacionado ao amor, ao menos para a sociedade ocidental? Será que o amor e os estados a ele relacionados, como a paixão, por exemplo, sempre foram tão valorizados?

    Por: Thiago de Almeida l Psicologia&Auto-Ajuda > Psicoterapia l 10/06/2008 l Acessos: 2,263
    APARECIDA DE FÁTIMA GARCIA OLIVEIRA

    Questão de gravidez entre nossos adolescentes é um dos assuntos mais reais e menos discutidos em nosssas escolas. Falta de segurança para que possamos auxiliar nossos adolescentes a verem o problema de frente e com seriedade. Ficamos esperando que alguem o faça e a sociedade esperando e cobrando a parte que cabe aos educadores. Precisamos desmistificar o assunto e elencar as influências que sofrem nossos adolescentes, principalmente, fazendo a nossa parte com uma educação séria e esclarecedora.

    Por: APARECIDA DE FÁTIMA GARCIA OLIVEIRA l Educação l 11/05/2009 l Acessos: 3,433 l Comentário: 81
    Oxigenio Records

    Para pais de adolescentes e jovens Escrito por: Judith Kemp | Publicado em 12/02/2009 “Mais do que as palavras, suas atitudes é que nos levarão a confiar-lhes os nossos mais terríveis medos. E mais que as palavras, seus gestos, seu olhar atento, sua confiança em nós e sua disponibilidade é que nos farão sentirmo-nos protegidos e livres das ameaças e chantagens do que quer e de quem quer que seja.” (Tânia Zagury, O adolescente por ele mesmo, Editora Record, p. 211)

    Por: Oxigenio Records l Arte&Entretenimento > Literatura l 13/08/2009 l Acessos: 575 l Comentário: 1

    Este é o primeiro capítulo do meu livro A Semente. Visite meu site www.asemente.prosaeverso.net e no menu link dê uma espiada na sinopse. Obrigado.

    Por: milton rosa junior l Arte&Entretenimento > Literatura l 26/09/2008 l Acessos: 173
    cristiane

    a mulher passou por diversas transformações, buscando igualdade e seu lugar na sociedade, porém, isso teve um preço muito alto, pois ela perdeu sua subjetividade.

    Por: cristiane l Psicologia&Auto-Ajuda > Psicoterapia l 10/03/2010 l Acessos: 51
    João Jarnaldo de Araújo

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    Dra. Lucileide Matos explica como acontece uma terapia.

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    Por: Marie Bize l Psicologia&Auto-Ajuda > Psicoterapia l 12/12/2009 l Acessos: 37
    Salma

    Este artigo refere-se a forma prática como a projeção atu em nossa vida

    Por: Salma l Psicologia&Auto-Ajuda > Psicoterapia l 12/08/2008 l Acessos: 1,289 l Comentário: 1
    Salma

    Como proceder quandos os filhos começam a bater asas?

    Por: Salma l Psicologia&Auto-Ajuda > Psicoterapia l 10/08/2008 l Acessos: 5,797 l Comentário: 10
    Salma

    Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la. (Cícero)

    Por: Salma l Psicologia&Auto-Ajuda l 28/02/2008 l Acessos: 710

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    Comments on this article

    1
    1. Ivy March 09, 2009
    Interessante... fui criada por uma mãe absolutamente liberal, que trabalhou a vida toda, que sempre foi independente e eu me tornei, apesar disso uma mãe "quase" dominadora, quase porque não sou dominadora, mas abri mão da minha vida profissional para literalmente "criar" meus dois filhos. Hoje tenho 46 anos e meu filho mais velho, que está com 19 anos acabou de sair de casa para fazer faculdade e eu estou passando pela "síndrome do ninho vazio" sim, apesar de ainda ter o caçula que está com 14 anos e ainda "precisa" de mim... estou pensando seriamente no que vou fazer para preencher este "vazio" e esta tristeza que tomaram conta de mim e de minha casa... estou me sentindo perdida e espero que esta sensação passe logo, realmente. Sempre fui muito ativa, pratico esportes, e nunca me deixei abater por nada, pensei que não iria passar por isso!
    -1
    2. CARMEN April 29, 2009
    Leia com atenção esse artigo, é muito legal. Bjssssssssss.
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    3. Cristina May 26, 2009
    Fui criada somente pela minha mãe.Não tive avós, nem pai e nem irmãos. As pessoas devem ver de uma forma triste e penosa. Mas a minha mãe soube me criar, olha que muito bem. Me deu educação, estudo, amor, me ensinou andar com as minha próprias pernas. Cai e levantei váris vezes, nunca passou a mão na minha cabeça. Sempre me monstrou uma figura determinada e guerreira. Cresci e continuo lutando. Hoje casada com uma filha de um ano, continuo lutando. Hoje sem a minha mãe (falecida), procuro seguir adiante e passar o mesmo ensinamento para minha filha. Tudo neste vida é passageiro, não adiante aquelas mães super protetoras, defensoras dos filhos errados, passando a maozinha na cabeça toda hora. O filho não evolui em todos os sentindos. A natureza é sabia, o processo é simples. Hoje eu como mãe quero que a minha filha aprenda com suas próprias pernas, aprenda bater as suas asas. Se tiver errada, tem que ser orientada para não seguir aquele caminho. Ter o diálogo e sempre ser observador. Saber dosar as situações consegui vencer todos os obstáculos. Acho que a mãe liberal, não significa a mãe relaxada, mas a mãe atenta as coisas, mas de uma maneira que ela deixe o seu filho andar, cair e levantar sozinho. Amadurecendo. Lembre-se filho é do mundo, ele fica até um certo tempo com agente, mas crescem. Aconteceu isso com gente. É o processo da nossa vida.
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    4. mary terezinha ebony May 28, 2009
    Evidentemente a grande maioria ds mães dedicadas, acabam por esquecer de si mesmas por décadas e depois, ao se verem sózinhas, com os filhos tentando cuidar de suas vidas, encontram um enorme buraco em suas vidas já que nunca buscam desenvolver sua auto-estima com base em si mesmas muitas vezes porque não se reconhecem como pessoas independentes. Elas buscam no outro ( filho) motivação para viver. Não conseguem estar solitárias sem sentir o abandono da parte que lhes falta e que preencheria suas vidas se se deixassem dominar e viver ao lado delas ,os filhos. É triste mas, não há o que um filho possa fazer além de estar perto sempre que possivel sem deixar jamais de lado sua própria vida.
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    5. luziane June 02, 2009
    sempre adorei ser mãe sempre cuidei muito bem de meus filhos e preparei eles pro mundo,agora q meu filho de 18 anos saiu de casa pra estudar fora,eu me sinto vazia triste e sem vontade de nada,faço esportes,tenho uma vida agitada,mas to muito infeliz,n tenho vontade de nada ,agora brigo c meu marido por qq coisa e n gosto de minha casa ,me sinto culpada ainda pelo vazio e por me sentir assim uma vez q tenho outro filho de 16 anos em casa ainda,o q faço,help
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    6. Felipe August 25, 2009
    Acredito que a maioria dos comentários a respeito de suas respectivas vidas tenham sido feito por mulheres e mães, por isso me interessei em me pronunciar, já que sou a outra parte de uma história parecida para todos.

    Tenho 20 anos e penso que minha mãe esteja passando pela crise do ninho vazio. Ela sempre foi muito protetora e se dependesse dela, faria de tudo para que eu não sofresse. A primeiro momento isso soa formidável, porém não é assim que vemos com o decorrer dos anos. "Protegendo" o filho dessa maneira, ela passa a exercer muito mais do que seu papel de mãe educadora. Ela não permite que seu filho aperfeiçoe-se perante à sociedade. Como poderá o filho tomar seu leite com nescau quando crescer, se sua mãe sempre se adianta, deixando-o prontinho, quando pequenino? Ele perdeu parte do processo, tendo conhecimento só do final. Assim, quando se deparar com o chocolate em pó, a colher e o leite, estando sozinho, não saberá o que fazer com tais ítens, comprovando-se a inviabilidade da "proteção".

    Ao ler o texto à cima, pude verificar a grande semelhança entre os exemplos dados com o de minha mãe. Igualmente como menciona o texto, eu me vi de forma estranha quando, já bem grande, ficava dependendo do aval dos pais para tudo e não proporcionava nada de novo. Acredito ser algo da natureza. Talvez por observar o mundo à volta e ver que as coisas não precisavam mais me serem apresentadas através de minha mãe, e pai também. Eu vi que poderia chegar direto, sem intermediários, à fonte do conhecimento.

    Começei a trabalhar e entrei na faculdade ao mesmo tempo. Passei repentinamente a ficar o dia inteiro fora de casa. Saio de manhã, volto para o almoço, retorno para a rua e só volto depois das 22h. Engatei um relacionamento e passei, vagarosamente, a dedicar minhas horas de lazer que, antes eram para a família, à minha namorada. Sem dúvida, isso explodiu como uma bomba!

    Passei a ser abordado de uma maneira agressiva, que denomino como "inquisição". Por considerá-la uma mãe dominadora, não suporta quando tomo uma atitude sem consultá-la. Coincidente e inconscientemete, já sabotou um relacionamento anterior e tornou a tentá-lo, apontando os defeitos e julgando o que ela(namorada) poderia fazer melhor para mim. Talvez essa reação seja singular, não coincidindo com o de outras mães. No entanto, fico ansioso para ouvir o que as senhoras e senhoritas têm para completar e dizer sobre meu texto.
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    7. Jane Maria Ribas August 27, 2009
    Meu filho acaba de se casar,ele tem 32 anos.Tenho mais duas filhas uma de 27 e outra de 22.Estou feliz pela realização dele, mas confesso apesar de trabalhar e ter meu tempo bem preenchido,estou sentindo um vazio e confesso um sentimento de perda me bateu no coração.Nossa rotina diária mudou e talvez isso demore a se encaixar novamente.Será a síndrome do ninho vazio.Somos mto amigos e percebo que meu marido tb anda triste.Será o tempo o melhor remédio para td se acalmar.Obrigada e um gde abraço, Jane Maria
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    8. Celia September 29, 2009
    Sempre incentivei meus filhos a trilharem seu próprio caminho e sei que não os criei para mim e sim para o mundo. Meu filho se mudou de casa para morar com a namorada a apenas alguns dias. Foi tudo muito rápido e nem tive tempo de processar o que está acontecendo, mas tenho sentido uma tristeza e um buraco imenso dentro de mim, como se tivessem arrancado parte do meu corpo. Nunca fui hiperprotetora e sempre fui consciente de que a qualquer dia os filhos batem asas mesmo, mas o fato é que apesar de ser realista nesse tocante, estou sofrendo muito e sozinha, pois não quero que meu marido e minha filha percebam. A maneira como denominam esse sentimento pouco importa pra mim nesse momento, só quero que o tempo passe rápido pois acho que só ele vai me fazer acostumar com a ausência de meu filho. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo e para aquelas mães que sentem ou sentiram essa tristeza eu sou solidária.
    0
    9. Celia September 29, 2009
    Sempre incentivei meus filhos a trilharem seu próprio caminho e sei que não os criei para mim e sim para o mundo. Meu filho se mudou de casa para morar com a namorada a apenas alguns dias. Foi tudo muito rápido e nem tive tempo de processar o que está acontecendo, mas tenho sentido uma tristeza e um buraco imenso dentro de mim, como se tivessem arrancado parte do meu corpo. Nunca fui hiperprotetora e sempre fui consciente de que a qualquer dia os filhos batem asas mesmo, mas o fato é que apesar de ser realista nesse tocante, estou sofrendo muito e sozinha, pois não quero que meu marido e minha filha percebam. A maneira como denominam esse sentimento pouco importa pra mim nesse momento, só quero que o tempo passe rápido pois acho que só ele vai me fazer acostumar com a ausência de meu filho. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo e para aquelas mães que sentem ou sentiram essa tristeza eu me solidarizo e digo que não é nada fácil.
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    10. Isa November 17, 2009
    Célia, estou sentindo exatamento o que vc está sentindo, Senpre fui uma mãe trabalhadora
    tinha horários a cumprir, sempre colocando trabalhar 1/2 horário para dar tempo de criar meus filhos. Meu filho ainda não saiu de casa, sei que falta pouco, e minha filha está fazendofaculdade em outra cidade. me sinto sozinha. e ainda mais, trabalho em casa desenhando... Meu marido fala que sou uma previlegiada por trabalhar em casa. ele que não sabe o ão mportante é sair de casa para trabalhar. entre aqui procurando casais par fazer amizades e encontro pessoas com poblemas iguais a min.
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    11. gislene araujo February 01, 2010
    ACHEI QUE ESSE ARTIGO TEM TUDO HAVER COM MINHA VIDA!NESSE MOMENTO MINHA MAE ESTA PASSANDO PELO PROCESSO DE NAO ACEITACAO DA LIBERDADE DE CADA UM DE SEUS QUATRO FILHOS,NAO ACEITA NOSSOS AMIGOS E RELACIONAMENTOS MALTRATA A TODOS E BRIGA MUITO DENTRO DE CASA QUANDO FALAMOS QUE IREMOS VIAJAR,SAIR OU QUALQUER OUTRA COISA QUE ELA NAO ESTEJA INCLUIDA(SINDROME DO NINHO VAZIO).ACHEI O ARTIGO INTERESSANTISSIMO.
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    12. Jane February 02, 2010
    Salma, esse negócio de taxar não está com nada, as mães são simplesmente mães, e sofrem com a saída dos filhos de casa simplesmente porque os ama. Claro que o tempo vai ensinando a aceitar melhor, a entender que a criança cresceu, se tornou independente. Minha filha saiu de casa para fazer faculdade fora, eu estou estudando, já estudava antes, trabalho, divido meu tempo com marido, outros dois filhos e amigas, já estava acostumada com as viagens de minha filha baladeira, seus passeios etc, mas dizer que não dói? Isso não existe, claro que quero que a Bruna alce voo e cresça como mulher linda e independente, mas quando entro em seu quarto vazio, em seu armário ficou apenas o básico, tudo que ela gosta ela levou, repito, dói, e eu sei que criei meus filhos para serem independentes, mas a ligação de mãe e filhos vai além desses tabus da sociedade. Você pode ser uma mulher totalmente independente e liberal que vai doer do mesmo jeito, querida o parto dói, e essa partida do filho da convivencia diária também vai doer. Te pergunto: Você é mãe de filho que já saiu de casa? Porque você pode estudar e escrever á vontade e tentar dar nome ao que uma mãe sente, mas saber mesmo só quem já viveu ou vive essa situação.
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