COMO PERCEBE O MUNDO A SUA VOLTA? CUIDADO !!!

Publicado em: 26/09/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 296 |

PERCEBER

 

No processo de percepção da realidade, acrescentamos aos dados fornecidos pelos órgãos dos sentidos, as nossas necessidades, emoções, atitudes e os nossos valores . esses fatores são de extrema relevância, porque exercem forte interferência no processo de percepção da realidade; deixando o indivíduo predisposto a pensar ou agir sobre determinada coisa. Ocorre que a percepção que ele tem, a respeito da realidade exterior, pode nem sempre ser coerente. Essas variáveis podem levar a uma ilusão perceptiva do que é real.

A ilusão perceptiva é provocada, em sua grande maioria por fatores emocionais, como: medo, insegurança, pressão social, ansiedade, ciúme, desejos... essa ilusão, de acordo com a freqüência em que ocorre e com a intensidade com a qual se apresenta pode ser considerada normal. Em casos mais extremos já é diagnosticada como uma patologia.

Torna-se imprescindível que as nossas decisões e estratégias sejam tomadas com base em dados confiáveis e oportunos. Para tanto é importante saber lidar com as próprias emoções para evitar que estas interfiram nas atuações. É preciso ter um olhar para a necessidade de se distanciar da emoção, no momento de tomar determinadas posturas.

Devido a uma ilusão perceptiva podemos fazer uma avaliação inadequada de algum comportamento desenvolvido por alguém. Muitas vezes na nossa vida perdemos amigos ou oportunidades, por fazermos uma leitura inadequada do que realmente ocorreu. Fazemos isso por que somos tomados pelos nossos impulsos que embotam nossa percepção. Mas é possível evitar que isso ocorra, para não cometermos danos irreversíveis.

Separar os fatores emocionais, das situações da realidade externa, não é tarefa fácil, mas é de fundamental importância para que as decisões sejam sensatas, inteligentes e eficazes.


Portanto, é relevante que cada indivíduo procure ver além do que aquilo pode se mostrar. Essa percepção pode ser de extrema relevância num processo de decisão. As experiências podem atuar como facilitadores no processo de percepção. Por exemplo: A sensação visual de um objeto arredondado, vermelho e com parte de seu corpo enegrecido, somente será percebido como uma maçã podre se a pessoa souber, antecipadamente, o que é uma maçã, e, dentro deste conhecimento, souber ainda que maçãs apodrecem e, quando apodrecem, adquirem certas características perfeitamente compatíveis com o estímulo sentido. Essa experiência concreta poderá facilitar a percepção, é necessário ter cuidado para que algo que foi vivenciado e deixou marcas negativas, atuem no sentido de impedir uma percepção eficaz. Por que nem sempre as coisas são iguais, deve se considerar, o tempo, a situação, o momento no qual as pessoas envolvidas se encontravam...

O processo perceptivo, na sua leitura da realidade exterior pode ser coerente ou não; somos responsáveis por tentar fazer uma avaliação eficaz. Para tanto precisamos perceber, avaliar e planejar antes de fazer as execuções.


FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO DE PERCEPÇÃO


SELETIVIDADE: Os nossos órgãos sensoriais, estão durante todo tempo recebendo estímulos do meio externo. A seleção desses estímulos acontece em função dos valores culturais, das experiências, do momento, dos acontecimentos, da idade, dos conhecimentos adquiridos, das necessidades, das atitudes, da estrutura emocional... portanto torna-se possível que uma única coisa seja percebida de várias formas por diferentes pessoas.

EXPERIÊNCIAS: Aquilo que vivemos também pode direcionar a forma como uma pessoa percebe algo que se apresenta na sua vida. É preciso que estejamos atentos para fazermos uma leitura coerente, sem usarmos de preconceitos.

CONDICIONAMENTO: Às vezes estamos condicionados a perceber alguma coisa sempre da mesma forma, e sentimos dificuldade de nos adaptar às mudanças.

FATORES SITUASIONAIS: O que estamos sentindo ou vivendo num determinado momento, como: sede, medo, fome, ansiedade, situação financeira, estado emocional... São fatores que podem ser responsáveis pelo processo perceptivo.


A PERCEPÇÃO DO OUTRO



Na maioria das vezes, percebemos o outro, de acordo com o que temos, com o que somos ou com o que queremos. O preconceito pode nos levar a fazer um julgamento inadequado a respeito de uma pessoa. O nosso estado emocional também pode contribuir de forma significativa, para traçarmos o perfil de alguém.
Pode ocorrer ainda, de conhecermos uma pessoa em certa situação que lhe é adversa, e daí concluirmos que ela é daquela maneira que se apresentou naquele momento. É como se confirmássemos o dizer popular: a primeira impressão é a que fica. Esse julgamento prévio pode nos impedir de conhecer ‘realmente' essa pessoa.

PERCEBEMOS O OUTRO A PARTIR DAS NOSSAS DIFICULDADES, HABILIDADES, DÚVIDAS, ANSIEDADES, FRUSTRAÇÕES, MEDOS... POIS ELE É O NOSSO ESPELHO. É NO OUTRO QUE NOS PERCEBEMOS.




Jemima Morais Veras

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/psicoterapia-artigos/como-percebe-o-mundo-a-sua-volta-cuidado-3342719.html

    Palavras-chave do artigo:

    psicologia

    ,

    percepcao

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    No dia 26 de agosto de 2010, foi aprovada a lei (12.318) que combate a ALIENAÇÃO PARENTAL. O termo foi sugerido, em 1985, pelo psiquiatra infantil, Richard Gardner. Quando uma criança, por influência de um dos genitores constrói uma má imagem do outro genitor.

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    É um termo de origem inglesa usado para classificar atitudes agressivas repetitivas e dirigidas a uma pessoa ou a grupo de pessoas, que não tem como se defender. Essas agressões podem ser físicas ou psicológicas.

    Por: Jemima Morais Verasl Educação> Educação Infantill 07/09/2010 lAcessos: 734 lComentário: 1
    Jemima Morais Veras

    As brincadeiras de antigamente viabilizavam momentos significativos de trocas afetivas. As crianças ficavam muito tempo juntas e juntas aprenderam a olhar nos olhos, a contar com um amigo, a fazer comparações e escolhas, a abraçar, a dividir seus medos e angústias, a se desentender e depois fazer as pazes, a respeitar, a ouvir e aceitar o outro, a expressar seus sentimentos... Aprenderam que podiam ser felizes!!!

    Por: Jemima Morais Verasl Lar e Famílial 09/07/2010 lAcessos: 13,632 lComentário: 7
    Jemima Morais Veras

    O bebê logo cedo passa a aprender através da própria emoção. Quando se irrita e depois se acalma, está entrando em contato com sentimentos opostos. Quando o bebê tem adultos, emocionalmente disponíveis a lhe atender, isso favorece um desenvolvimento emocional satisfatório. Quando ele está irritado, gritando, chorando... e a mãe consegue se mostrar tranqüila e acalmá-lo, ele começa a compreender que é possível sair de um estado de agitação para um estado de calmaria.

    Por: Jemima Morais Verasl Educação> Educação Infantill 05/07/2010 lAcessos: 731
    Jemima Morais Veras

    Sublinho a necessidade de que as babás e pais tenham um olhar para a saúde emocional das crianças. É preciso que ocorra um trabalho preventivo, que priorize um investimento na formação de indivíduos mais autênticos, mais seguros, mais solidários, mais emocionalmente inteligentes, com uma autonomia moral e uma auto-estima bem construídas...

    Por: Jemima Morais Verasl Educação> Educação Infantill 05/07/2010 lAcessos: 369
    Jemima Morais Veras

    Os acidentes domésticos são bastante comuns. Mas eles podem e devem ser evitados. Para isso se faz necessário que se tenha atenção e precaução. É importante que os pais conheçam todo ambiente da casa, para que tomem os seus cuidados. Existem riscos em todas as faixas etárias e os pais precisam acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos para a partir daí agirem de forma preventiva.

    Por: Jemima Morais Verasl Lar e Família> Bebêsl 05/07/2010 lAcessos: 1,333
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