•PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA)
•PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA)
•Psicanalista e Diretora de Assessoria Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental.
•Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e Hotelaria, MBA em Gestão de Pessoas e Especialista em Informática Gerencial.
•Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer e na Universidade da Terceira Idade.
•Professora da FGV do Rio de Janeiro e de mais 03 universidades.
•Empresária no ramo moveleiro
•Responsável e Membro do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar.
•Coordenadora do grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA.
•Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas Familiares.
•Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial.
•Membro do Conselho Editorial e responsável pela Revista Empresa Familiar.
•Autora do livro O Perfil do Empreendedor e co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira.
•Vários artigos publicados na área de Administração e Psicanálise em revistas especializadas.
Mas como se muda uma postura mental? O que é uma postura mental?
Postura mental é o seu posicionamento em termos de pensamentos conscientes, decisões, conclusões, julgamentos, opiniões, idéias, preconceitos, princípios, valores, enfim, o que passa pela sua cabeça quando você toma decisões, mesmo que sejam simples decisões sobre o que pensar sobre determinado assunto, qual lado do muro você prefere ficar ou se prefere ficar em cima dele. Este posicionamento afetará o que você faz, ou seja, sua atitude.
A forma como pensamos determina como agimos e reagimos ao que ocorre em nossas vidas. Se nossa atitude, que é o reflexo de nossa postura mental, não estiver alinhada com a realidade da vida, assim como a nossa própria, os passos necessários para uma vida bem sucedida em qualquer área da vida não podem ser sustentados, ou nós acabaremos numa jornada sem fim para curar nossas dores emocionais.
A postura mental é constituída por três elementos: o conhecimento que você tem de você mesmo, o valor que você dá a si mesmo e os conceitos ou paradigmas que você tem com relação à vida e ao mundo à sua volta.
A auto-estima é o resultado do auto-conhecimento e dos paradigmas que foram criados ao longo de sua vida através de suas experiências.
Ninguém vê a vida como ela realmente é, isto é fato. O problema é que todos nós acreditamos que o que vemos é a realidade, quando na verdade estamos enxergando uma representação, um mapa construído pelas lentes que usamos para olhar o mundo e nossas experiências.
Destes mapas nascem nossos paradigmas. Quanto mais deformadas as nossas lentes, mais distantes da realidade estarão os nossos mapas, resultando em constantes frustrações e decepções, já que o mundo não reage às nossas ações e estímulos da forma como esperamos. O que nós esperamos está diretamente relacionado à forma como interpretamos a realidade. Se a interpretamos de forma demasiadamente errônea, vamos nos decepcionar constantemente com os resultados obtidos, já que muitas coisas não acontecerão da forma como desejamos ou esperamos.
Vejo o tempo todo gente tentando trabalhar em questões como administração do tempo, persistência, disciplina, motivação, sem sucesso, quando na verdade o problema real está lá na base. Seus conceitos de como a vida e o mundo funcionam estão altamente equivocados, por isso nada dá certo, suas ações acabam sempre saindo pela culatra, os resultados não são aqueles planejados ou nem chegam a ser obtidos.
Um exemplo clássico é a crença de que o sucesso profissional só é alcançado mediante trabalho duro. Se trabalhar arduamente levasse ao sucesso, operários da construção civil, diaristas, e trabalhadores que suam até a última gota de sangue no dia-a-dia encontrariam o sucesso profissional em algum ponto da caminhada, mas... evidentemente não é isso o que ocorre.
Vemos muitos empresários e profissionais liberais trabalharem até o esgotamento físico e psicológico, comprometendo seus relacionamos, sua saúde mental e física, na esperança de que o sucesso venha como recompensa de todo o esforço. Quando isto não ocorre, uma confusão se instala, aquela sensação de “como assim, não estou entendendo”, como se o sucesso fosse obrigatório para quem trabalha duro – todo sacrifício deve ser recompensado. Um paradigma equivocado alimentado por muitos.
Assim como o mito do trabalho duro, muitas outras crenças equivocadas estão infiltradas em nossa cultura e são encaradas como verdade absoluta ou como “o jeito que as coisas são ou funcionam”. Para mudar a postura mental é necessário em primeiro lugar perceber e admitir que o que pensamos que sabemos não é necessariamente verdade ou a melhor forma de ver o mundo ou a vida. Abertura é o
primeiro passo. Informação é o segundo.
Alguns paradigmas são alterados devido a experiências de vida que nos forçam a ver o mundo de outra forma, mas não podemos ficar parados esperando até que a vida nos mostre uma melhor forma de enxergá-la. O modo proativo de mudar paradigmas é ir atrás de informação.
Não temos como saber se nossa forma de ver o mundo está equivocada se não nos deparamos com outras interpretações ou pontos de vista ou se os afastamos com preconceitos e rejeição.
Paradigmas equivocados são encontrados em todas as áreas da vida, mas os mais sérios são aqueles que dizem respeito a nós mesmos e afetam nossa auto-estima. Nossos paradigmas sobre nós mesmos são formados através de nossas experiências e também do feedback que o mundo exterior nos fornece sobre “o que os outros acham de nós”. Isto não é uma questão de “se importar” ou não com o que os outros pensam, já que as percepções externas sobre a nossa pessoa começaram a formar nosso caráter e personalidade já na primeira infância.
O que nos tornamos acaba sendo um reflexo do que “dá certo” em termos de proteção do ego e obtenção dos nossos desejos e necessidades. Ao crescermos e nos tornarmos conscientes de nossa própria realidade, cabe a nossa própria iniciativa mudar o que não foi construído adequadamente em nossa fase de crescimento.
O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora: o que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas. (Oscar Wilde)


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