O COMPLEXO DE ÉDIPO E A "SINDROME" DO PAI AUSENTE

Publicado em: 23/10/2008 |Comentário: 12 | Acessos: 205,075 |



COMPLEXO DE  EDIPO E A "SINDROME" DO PAI AUSENTE

Por: João H.  L. Ferreira

Em seus estudos sobre o inconsciente, Freud traça um paralelo entre a estória de Édipo Rei, da antiga grécia, e a formação do psiquê humano; lançando as bases do que viria a ser denominado Complexo de Édipo.
Desde a sua formulação pelo velho Freud, estudisos vem se debruçando sobre o tema, aprofundando as reflexões de mestre.


O complexo de Édipo se desenvolve ao longo da vida do indivíduo.

 

Caracterizado pelo escolha que o indivíduo deve fazer, perante o conflito entre as exigências impostas por forças exógenas (Família, sociedade, religião, leis, etc...), de continência ao prazer individal, e o desejo do indivíduo pelo prazer sem limites; o Édipo mal resolvido pode ser fonte de angustias, neuroses, perversões e outras formas de distúrbios psíquicos e de comportamento.

 

No seu processo de amadurecimento, Paradoxalmente, o indivíduo opta em limitar o seu prazer pela garantia de mantenção do próprio prazer, ou, pelo menos, de parte do prazer que lhe é permitido por essas mesmas forças exógenas (Do convívio social, da aceitação, integração no grupo a que pertence, etc....) passa a ser garantido quando o indivíduo limita-se a obter esse prazer dentro das limitantes que lhe são impostas. Essa submissão é uma das possíveis saídas do Édipo e se dá na infância; sendo chamada de latência.
 
Através da abstinência, ou a da continência dos prazeres (Ou de situações prazerosas), abstendo-se de obter prazer de modos e em condições que não lhe são permitidos, o indivíduo mantém a possibilidade de obter prazeres que não lhe são negados; ou até mesmo oferecidos em contrapartida aqueles que ele se abstem de obter voluntariamente.

 

No modelo de Édipo criado por Freud, a busca do prazer é representada pelo desejo para com a mãe; e a sua negação pelas forças exógenas é representada pela figura paterna; que, detentora do poder, afasta a criança da mãe (Sua fonte de prazer); havendo a disputa entre os dois pelo tempo dispensado pela mesma.

 

Dessa forma, as situações de negação de prazer por forças externas, é remetido à situações vivenciadas na infância de disputa da criança com o pai pelo tempo e atenção que lhe é dada pela mãe.

 

No clássico grego, a saída do Édipo se dá quando o filho (Édipo) mata o próprio pai (Lion) e toma a própria mãe (Jocasta). Esse ato tem como conseqüência o condenar de Édipo a vagar sozinho sem rumo após ele mesmo ter furado os seus próprios olhos em castigo.

 

 Assim, o clássico de Édipo Rei, nos remete ao aviso de que, a procura do prazer sem restrições, sem considerar o outro (Nos tornando cegos para o mundo à nossa volta) nos leva enexoravelmente à solidão pela exclusão do convívio social, o qual deixamos de respeitar na nossa procura por esse mesmo prazer.

 

Creio que a saída saudável para o Édipo é o indivíduo, ao se tornar adulto, entender que as regras (Forças exógenas) não tem carater onipotente; ou seja: As regras são referenciais feitas pelas Homens (Seres humanos ADULTOS) para a manutenção do convívio social e podem (E devem) ser negociadas entre os membros de uma mesma sociedade. Ao tomar o seu lugar na sociedade, como ser humano adulto, a ex-criança, agora adulta, se torna também PAI (Inclusive no sentido biológico), emanador das regras negociadas com seus iguais.

 

Entendido tudo isso, gostaria de analisar uma situação especial de Édipo que é o PAI AUSENTE.

 

Não raro, dentro da nossa sociedade, a figura do PAI AUSENTE se dá ou por separação ou por morte do mesmo. O PAI AUSENTE, depedendo da família, pode se tornar MAIS PRESENTE do que se fisicamente estivesse convivendo com a família em sua normalidade.

 

O que apelidarei aqui de "SINDROME DO PAI AUSENTE" se dá quando, ao sentir-se impotente para a manutenção da disciplina da prole, a mãe evoca a presença de um PAI VIRTUAL, que passa a existir dentro da família. Frases como: SE O SEU PAI ESTIVESSE AQUI... ou O SEU PAI MANDOU..... ou NEM PARECE QUE É FILHO DE FULANO.... e assim por diante incutem na criança um PAI VIRTUAL sempre presente e muito mais "castrador" do que um pai físico, com o qual ele possa se confrontar na procura de seus limites e identidade.

 

Dessa forma, o PAI AUSENTE se torna na verdade um PAI UNIPRESENTE; existente em todo o lugar; virtuoso e sem defeitos, incansável e imbatível; que o filho, por nunca poder derrotar ou superar, se rende e se submete. Esse "super pai" acompanha o seu filho por toda a vida; que procurando "agradá-lo", para obter a sua aprovação (Que nunca conseguirá), se torna o exemplo de "bom filho"; sempre obediente às regras, as leis, aos horários; se submetendo à imposição das forças exógenas; gerando o que se pode chamar da "SINDROME DO ETERNO FILHO".

 

A "Sindrome do Eterno Filho", na vida adulta, é reforçada com elogios tais como "Seu pai ficaria orgulhos de você". "Você é um modelo para os seus irmãos e colegas". "Queria ter um filho assim". "Você é o filho que eu nunca tive"; e assim por diante. Além de reforços externos, o indivíduo se vê compelido a continuar como ETERNO FILHO pelas vantagens que isso lhe trás; tais como:
1) Ele não tem que assumir uma posição de adulto; fazendo escolhas (Uma escolha sempre implica em não realizar uma das possibilidades- Aquela preterida- E por isso gera um sentimento de perda).

2) O indivíduo NUNCA É CULPADO; pois se sempre faz o que lhe pedem, ele não pode ser culpado pelas conseqüências do que advém de errado na sua vida. Assim o culpado é SEMPRE O OUTRO.

3) O indivíduo não necessita pensar; somente obedecer. Alguém sempre lhe dirá o que fazer.

4) Sentimento de impotência para resolver os problemas sociais e institucionais (Afinal a sociedade e as instituição são o grande "pai" , e não se deve desafiar o pai).

 

Dessa feita; deve-se lembrar que, nos dias de hoje, o pai está AUSENTE não somente por condições de morte ou separação. Em muitas famílias, hoje temos pais que, mesmo vivos e casados, se encontram ausentes; não participando da vida familiar; repassando esse modelo para os seus filhos. O pai ausente é uma das poucas condições que não permitem a saída completa do Édipo; podendo desencadear esses e outros problemas da "sindrome" acima; fazendo com que a pessoa se torne o "eterno filho"; sem assumir a sua posição de adulto responsável e SUJEITO do próprio DESTINO. É o sentenciar do sujeito á eterna posição de vítima; de objeto e força de manobra das instituições, que em nossa sociedade se encontra tomada por forças inenarrávéis.

Assim, por ser potencialmente benéfico aos sistemas (Que são PAIS SEMPRE PRESENTES), a "sindrome do pai ausente" pode estar sendo introjetada dentro da nossa sociedade por grupos que tem muito a ganhar com isso (Creio que mesmo que inconscientemente, todos nós procuramos aquilo que nos traz prazer e felicidade). Fica aqui um ponto de alerta e reflexão para os psicólogos e pais: Estamos formando uma sociedade de "ETERNOS FILHOS".....

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/psicoterapia-artigos/o-complexo-de-edipo-e-a-sindrome-do-pai-ausente-614413.html

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    complexo de edipo

    ,

    psicologia

    ,

    familia

    Comentar sobre o artigo

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    Durante muito tempo, as Leis eram consideradas como emanadas de Deus. Por isso, muitos conceitos teológicos estão presentes no mundo do Direito. Gostaria de fazer uma correlação do que se entende como pressupostos do pecado e o Direito Penal brasileiro de hoje; que é considerado um dos mais avançados existentes hoje.

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    Muito se tem falado sobre o déficit de Educação no Brasil; tendo o governo prometido investir nessa área para resgatar a dívida social nessa área. Será que realmente o governo ivestirá em Educação; ou será em ENSINO. Existe diferença? Será que o investimento do governo trará bons resultados?

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    Nos ultimos cem anos, o Homem vem expandindo o seu domínio do planeta. Nessa expansão, a cada vez que conquista um novo ambiente encontra novas doenças e barreiras para superar. Existiria um mecanismo na natureza para expanção das espécies destinadas a freiar quando uma delas invadisse outros eco-sistemas que não o seu. Teria o Homem quebrado esse limite? Teria o homem quebrado os limites da biosfera planetária e da seleção natural?

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    Comments on this article

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    Joao H L Ferreira 04/08/2011
    Lucas,

    Ao motar esse texto nunca desejei fazer um tratado de psicoanálise; principalmente por que não sou profissional habilitado na área e o Artigonal não é o veículo mais adequado para tal.

    Não tenho certeza se ele é mal ou bem escrito. O autor não é uma boa pessoa para julgar a própria obra. Procurei fazer um texto leve e que todos pudessem entender.

    Independente de qualquer coisa, o texto tem os seguintes méritos:

    - Foi lido por mais de 40 MIL pessoas.
    - Foi reproduzido em vários lugares; tais como blogs de educadores e páginas de PSICANALISTAS e PSICOLOGOS.
    - Foi utilizado em um trabalho de pós graduação e outro de mestrado.

    No tocante ao INCONSCIENTE, realmente confesso que NÃO O ENTENDO; porém isso não é exclusividade minha; pois creio que nem os PSICANLISTAS entendem o INCONSCIENTE; pois, se assim fosse, não existiriam tantas CORRENTES tão DÍSPARES no tocante à PSICOLOGIA e à própria PSICANÁLISE. Lembro que, até a alguns anos atrás, Freud era tido como CHARLATÃO; o que por sí só já revela a polêmica sobre o tema.

    No tocante ao Édipo, já troquei escritos com psicólogos e psicoanalistas; onde entendi que existe uma tendência de RELEITURA sobre o tema; bem como dos escritos de Freud. Nesse caso, se os mesmos tem essa "licença" (De ler de novo e dar uma nova interpretação dos escritos de Freud); creio que isso pode se extender a todos nós, meros mortais, não formados nas Universidades do Psique. Por isso considero o texto um produto da releitura que faço do Mestre. Se ela é ADEQUADA ou não, não entrarei no mérito.

    Por fim, coloco a todos a possibilidade de contato via página pessoal: www.jhlf.net; onde existe e-mail e telefone para contato. A página ainda está em construção e espero que seja de proveito para quem a visite.
    3
    Lucas 02/08/2011
    Além do texto não ter critério algum no que concerne aos conceitos próprios à psicanálise, sua elaboração e desenvolvimento, é tremendamente mal escrito. Não é um texto psicanalítico, sob viés algum. O autor não compreendeu minimamente de que se trata o Édipo, muito menos o inconsciente.
    3
    Keyti 25/04/2011
    Sou Keyti tenho 22 anos, e uma preocupação, tenho medo de ser perseguida ou ter algum complexo, não sei exatamente se de Édipo, mas pode ser algo parecido.
    não sei se meu caso é homossexualismo, não sinto desejo por minha mãe, mas por ela ter sido ausente e eu ter sido criada com outra pessoa que não me deu o carinho que eu precisava, eu sempre me apeguei muito quando criança em mulheres mais velhas, bastava eu ver a forma que elas tratavam suas famílias para que eu pudesse me apaixonar de uma forma inexplicável, sentia ciúmes das filhas dessas pessoas e de todos que pudessem tirar a atenção q era dada a mim, e depois de adulta fui demonstrando esses interesses de outra forma, ou talvez assumindo o meu comportamento, fui casada com um homem durante 3 anos,16 à 19 e entramos em crise nos separamos, depois tentamos mais uma vez e não deu certo por que nesse momento eu acabara de conhecer uma mulher de 36 anos pela internet q estava próxima de mim tinha 4 filhos e era casada, mas, era bissexual, me apaixonei por ela, ela se separou e ficamos juntas por 2 anos eu fui completamente apaixonada louca, eu matava e morria por ela, e ela por mim, mas justamente por esse sentimento ter sido tão louco, provocava muitas brigas e isso desgastou a relação, perdi o interesse sexual nela e nos separamos, ficamos 1 mês separadas e engravidei do meu ex marido aquele que fiquei por 3 anos, voltei para ela grávida de 1 mês, e novamente tentamos e ficamos por mais 1 ano e pouco, mas acredito que fiquei por estabilidade, pelo fato de estar grávida e não ter um apoio de família que me ajudasse, quando meu filho fez 4 meses de nascido, eu já não agüentava tanto sofrimento com a vida que estava vivendo pelas brigas, então novamente me sentir atraída por uma outra mulher, mas essa não tem nem filhos, ela é lésbica e nunca teve relações com um homem, ela me ajuda muito eu gosto muito dela, mas antes de mim ela teve um casamento de dez anos com uma outra mulher de 39 anos, na qual ela diz que amou, e que já deu pra mim perceber que foi o único amor dela, e esse detalhe me causa um comportamento muito estranho, é como se eu tivesse um recalque ou Talvez tenha, eu inveja misturado com ciúmes e ao mesmo tempo gostaria de estar perto da ex dela, é como se eu a admirasse ela e ate mesmo sentisse vontade de estar com ela, eu tenho sonhos eróticos com ela, gosto e ouvir a minha parceira falar dela, como tenho um filho de um ano e meio e estou desempregada acredito que quando eu começar a trabalhar isso suma da minha mente, já quis ate me aproximar dela, ser amiga dela só pra ficar a admirando e saber o que nela fez com q a minha parceira a admirasse tanto, e não sei realmente o que é isso só sei que isso me faz chorar por que eu não queria que minha parceira tivesse tido alguém tão especial que ela admira em todos os sentidos. Eu gostaria de ajuda esses sentimentos ou sei lá o que quer que sejam estão me causando sérios problemas, eu gostaria que isso desaparecesse pra sempre da minha mente, mas quanto mais eu quero distancia mais eu sofro com isso.
    AJUDA
    0
    cassia 24/03/2011
    Gaby me identifiquei com seu comentario / o que fazer / ?
    vc já marcou a data do casamento?
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    Gaby Silva 28/12/2010
    Nossa, vi meu noivo neste comentarios a cima..rsrs
    Ele tem uma forte relação com a mãe que me asusta, chega ser absurda...Um homem com 35 anos, mora com a mãe por ter perdido o pai.
    Hoje faz o papel do pai que ja se foi por forças maiores, sempre o bom filho se privando de sua felicidade para fazer a da mãe.
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    Vânia 22/07/2010
    Olá. Minha prima perdeu o marido faz 3 anos, e agora seu filho mais velho, 15 anos, nao quer que ela namore. Ele diz que ele é o namorado dela, que a mãe tem que namorar ele. Isso é preocupante porque ele tem tido atitudes agressivas com os irmãos, com os avós que ficam com eles ao longo do dia, pois a mãe trabalha fora, e para piorar, a mãe o levou ao Neurologista, o qual constatou através de exames uma disrritimia mental. Como ajudar minha prima??
    10
    Pedro 09/07/2010
    Como psicanalista não podia deixar passar despercebido o ato falho do título: "... (sin dor me) do pai ausente".
    Precisa comentar?
    8
    Joao H L Ferreira 06/04/2010
    Para conversar com o autor, por favor visitar www.jhlf.net
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    artur 05/04/2010
    Tenho vivido diversos problemas e me acovardei para enfrnta-los. Tenho 21 anos, ou seja, estou em uma situação de vulnerabilidade e fragilidade, pois nao tenho vida social, vivo trancado no meu quarto. Já fui ao psicologo, ao psiquiatra, já usei remedios, porém nada mudou. Achei inclusive que meus problemas poderiam estar ligados ao campo espiritual, visitei centro espirita mesmo sendo catolico. Bem, nao sei mais o que fazer, so eu sei o que eu tenho passado. O complexo de édipo talvez seja 5% de meus problemas. Minha vida está uma bagunça. Enfim, éuma historia muito longa. Vivemos num mundo cruel, a familia é nossa unica segurança... Mas e quando esta segurança está ameaçada? E quando nós passamos a ser nossos proprios obstaculos, como se nao bastasse os que temos externos?? É DIFICIL! AJUDEM-ME!!
    2
    claudia 18/02/2010
    boa noite! gostaria de saber mais sobre esta sindrome tenho um filho com 17 anos e ele vem mostrando comportamentos inadequados acho que ele não esta me vendo como mãe isto me preocupa como devo agir? sinto vergonha em falar com ele sobre este assunto, espero uma resposta por e-mail desde já agradeço.
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    leonardo campos 03/08/2009
    Gostei muito de sua análise final. Realmente existem grupos interessados em que sejamos sujeitos eternamente obedientes e nada questionadores.
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    Lay 13/06/2009
    A criança sempre se apega aquele que supre suas principais necessidades. Na ordem das necessidades humanas, um bebê terá maior necessidades de suprimentos fisicos que não pode adquirir sozinho(alimento, por exemplo). Durante seu desenvolvimento,sua autonomia sobre determinadas situações aperecem, e a criança, ainda que continue desejando suprimentos fisicos, canaliza seus interesses para outras necessidades, que lhe serão mais importantes. Ela agora passa a desejar mais manifestações de amor e aceitação do que ter sua fome saciada. Dai que, um menino, sendo cuidado exclusivamente pelo pai, devotará todo o seu amor a ele. Ou mesmo sendo cuidado pela mãe e pelo pai, sua devoção será maior, primeiramente, por aquele ( e geralmente é a mãe) que lhe suprir sua necessidade primária em todas as fases da infancia. Observa-se, entretanto que muitas crianças (de ambos os sexos), havendo-lhes passado a primeira infancia, canalizaram sua preferência afetiva para outra pessoa (tio, avó, avô, etc.) que não a mãe ou o pai, porque esta agora se tornou a fonte de suas necessidades primárias.
    Em suma: o ser humano amará mais aquele que lhe devotar mais amor.
    Como relacionar este fato com o complexo de edipo?
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