PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM: COMO DAR CONTA?

Publicado em: 03/06/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,758 |

1. INTRODUÇÃO

Os problemas de aprendizagem (PA) são manifestações da criança que se mostra, de certa forma, diferente das demais, pois esta apresenta um comportamento diferenciado dos outros alunos. Ainda hoje, essa diferença é vista negativamente por muitos professores que desconhecem projetos pedagógicos (focados nas habilidades) que facilitem o processo da aprendizagem e minimizem os problemas que se expressam através dos alunos. Ou também porque os professores não compreendem o tema como sendo uma falha no processo ensino-aprendizagem, mas sim como um problema que é gerado na família ou originado de outras fontes.

É comum observar que a escola pode coadjuvar para gerar um PA no aluno, se esta não estiver atenta às especificidades e/ou às necessidades do aluno. Muitas vezes, o aluno ingressa com suas características intrínsecas e extrínsecas, entretanto, a escola não acompanha essas questões e acaba contribuindo para o desenvolvimento dos PAs. Por outro lado, nota-se, entretanto, que a escola acolhe esse aluno, porém, por falta de estrutura ou de manejo, não consegue dar conta dessas questões.

 O objetivo deste artigo é mostrar que o PA deve ser visto como um sintoma que enfatiza, mais que isso, anuncia o aluno problema. E como a educação acontece durante um longo processo do desenvolvimento e aperfeiçoamento de uma função pelo próprio exercício, a sua principal tarefa é ensinar a ver, pois é pelos olhos que os alunos fazem contato com a beleza e o fascínio do mundo.

 Diante deste quadro, a educação deve ser vista sob dois ângulos: a educação das habilidades (disciplinas curriculares) e a educação das sensibilidades (noção de valores do mundo, questão moral e ética). Antes de estudar o conteúdo, que é significativo para seu desenvolvimento acadêmico, é importante desenvolver no aluno o interesse pelo simples ato de aprender. Por isso, sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades não fazem sentido e não conseguem atrair o aluno.

 Neste sentido, este artigo propõe que seja realizada uma reciclagem do profissional da área de educação que trabalha com os alunos, direta ou indiretamente, podendo ser ou não o professor. Uma reciclagem que traga uma visão sobre o que é a prevenção dos problemas de aprendizagem.

2. A ARTE DE APRENDER 

O ser humano aprende o tempo todo. Enquanto espécie, só evolui porque aprende. O cérebro se adapta ao estilo da vida de seu dono através de algumas características, como: elasticidade, reinventando, criando novos neurônios, novas conexões e novas funções (Izquierdo, 2002).

 Já se sabe que a aprendizagem pode levar a alterações estruturais no cérebro, porque, a cada nova experiência do indivíduo, redes de neurônios são reorganizadas em resposta à experiência e como adaptação a estímulos repetidos. Durante a aprendizagem, o cérebro recebe, usa, armazena, repassa e expressa à informação, de forma visual, auditivo-seqüencial, conceptual, através da fala e da atenção – todos juntos ao mesmo tempo. A aprendizagem é um processo que se cumpre no Sistema Nervoso Central – SNC, produzindo modificações que, em muitos casos, podem ser permanentes e se traduzem por uma modificação funcional ou condutal. É uma adaptação do individuo com o seu meio.

 A aprendizagem é muito interessante porque na verdade é como se dá sentido à vida. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos. O individuo precisa estar pronto para o aprender, pois a aprendizagem humana envolve ato ou vontade de aprender, dinamismo e criatividade. Todo o processo é baseado na criatividade. O conteúdo das matérias é explorado para que o aluno aprenda de maneira crítica e criativa. E o foco não é no conteúdo, mas na forma de como se absorve as informações.

 A aprendizagem é um processo de apreensão do conteúdo da experiência humana de forma interativa com o seu meio. Em outras palavras, é fazer um processamento através dos estímulos de entrada sensoriais que darão as operações cognitivas, passando por quatro fases: receptivo, memória/aprendizagem, pensamento e expressão/comunicação. Para, então, ter uma modificação no comportamento e, assim, gerar a aprendizagem.

 Neste sentido, o ambiente é elemento fundamental para o processo da aprendizagem. Um ambiente empobrecido leva o individuo a desenvolver menos o seu cérebro, tendo como conseqüência uma limitação na aprendizagem. Antigamente, a escola só se preocupava com a formação punitiva, exigia que o aluno se enquadrasse num determinado modelo e, quando ele não conseguia, era punido e cobrado de forma autoritária e às vezes cruel. Hoje, já se sabe que a liberdade e a criatividade são fatores chaves, determinantes na formação do indivíduo e do futuro profissional.

 As escolas que hoje se preocupam com o desenvolvimento do aluno são norteadas na liberdade e na criatividade humana. Seu projeto pedagógico apresenta um conteúdo das matérias para que o aluno aprenda com autonomia e criatividade. E o foco não é no conteúdo, mas na forma do aprendiz absorver as informações. Nos dias atuais, o mais importante é desenvolver a auto-estima, a autoconfiança junto com a curiosidade e o interesse em descobrir as informações, ou seja, aprender a aprender.

3. PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM – PAs

 Mannoni (1999) afirma que o sujeito fala através do sintoma, com sinais de código pouco ou nada comunicáveis e esse código nunca é escolhido por acaso, apresentando sempre sentido e/ou sentidos. Assim, pode-se concluir que o problema de aprendizagem deve ser considerado como um sintoma, um sinal de descompensação. Existem muitos e são variados, como: orgânico, cognitivo, emocional, social e pedagógico. Desta forma, cada caso deve ser bem estudado e incluir na avaliação a família e escola. Eles podem ser causados por um ou mais desses aspectos, afinal o indivíduo é subjetivo e as diversas implicações do mundo externo atingem sua essência. 

 Muito se fala acerca desse e de outros problemas, mas, quanto às soluções, as que são usualmente aplicadas deixam muito a desejar. Os problemas de aprendizagem podem ser reparados quando se sabe o que fazer para melhorá-los.

 Este artigo abordará como os problemas de aprendizagem surgem devidos aos fatores ambientais que estão presentes na atmosfera escolar e ausentes nos outros lugares. Visto que, quando isso acontece, o problema possivelmente está presente no ambiente de aprendizado e não em algum distúrbio neurológico.

 O meio ambiente material do indivíduo está relacionado com as possibilidades reais que o meio lhe fornece, com a quantidade, com a qualidade, com a freqüência e com a abundância dos estímulos que constituem seu campo de aprendizagem habitual. Muitas vezes, a própria escola, com todas as suas fontes de tensão e ansiedade, desencadeia ou pode estar agravando as dificuldades na aprendizagem. Sobretudo porque é muito comum encontrar alunos com problemas de aprendizagem administrando um comportamento inadequado, como por exemplo, "ir mal" na escola, passando uma imagem negativa para que as pessoas achem que são "maus" e "estúpidos".

 Os problemas de aprendizagem são reações compreensíveis dos alunos neurologicamente normais, mas que são obrigados a adequar-se às condições adversas da sala de aula, dificultando a aprendizagem ou tornando-a confusa. Isso interfere na estrutura cognitiva e na imagem corporal, transformando os sintomas produzidos por um problema instalado durante o seu desenvolvimento em diferentes níveis de desorganização. Por isso, a maneira da escola ensinar, seu modo de explicar e a sua linguagem podem ser os verdadeiros responsáveis pelo insucesso do aluno em sala de aula.

 É comum encontrar, no quotidiano escolar, muitas crianças sensíveis e emocionalmente retraídas que passam a apresentar problemas de aprendizagem depois de submetidas a alguma situação constrangedora não percebida pelos demais: professores, orientadores, coordenadores, funcionários (aqueles que integram a equipe escolar) e demais colegas de classe. Neste contexto, é necessário dar mais atenção aos sintomas e às verdadeiras causas antes de rotular os alunos. Por outro lado, algumas escolas podem ou não ser adequadas a certas crianças. Tudo faz parte de um quebra-cabeça no qual se deve tentar encaixar a melhor proposta pedagógica à realidade de cada aluno, com flexibilidade de pensamento sobre o desenvolvimento humano.

Os problemas de aprendizagem indicam um movimento em que os alunos podem apresentar dificuldades em algumas disciplinas ou em algum momento da vida, além dos problemas psicológicos, como a falta de motivação e a baixa auto-estima. Um dos maiores danos que se pode causar a um aluno é levá-lo a perder a confiança na própria capacidade de pensar (Marques, 2009).

 A auto-estima é uma sensibilidade que também é desenvolvida na escola, não só no ambiente familiar. Segundo Antunes (2003), a auto-estima está muito além de querer bem a si mesmo, é ter uma visão concreta e realista das limitações e das potencialidades que cercam um indivíduo. Quanto mais o indivíduo se conhece, maior é a possibilidade de adquirir a auto-estima. A auto-estima tem a necessidade de um ambiente socializante para ser desenvolvida. Paralelamente, tem no autoconhecimento a fonte para seu aprimoramento (Marques, 2009).  

4. O ALUNO VISTO COMO UM PROBLEMA

O aluno que é visto como um problema passa por muitas aprovações dentro da escola quando a mesma não tem uma visão humanista. Por ele não conseguir apresentar o mesmo padrão de comportamento, não consegue acompanhar o ritmo do grupo, na totalidade e passa a despertar nas pessoas um olhar diferenciado sobre ele, começando a ser rotulado por se apresentar da maneira que realmente é.

Weiss (2003) afirma que há casos em que o desinteresse é visto como um problema apenas dos alunos. Estes devem ser encaminhados para diagnóstico psicopedagógico por ‘não terem o menor interesse nas aulas' e ‘não estudarem em casa', o que diminui sua produção.

 No mundo acadêmico não existe, ainda, um olhar da subjetividade do indivíduo. O que se prega é uma visão generalizada, em que todos precisam estar dentro de um modelo de comportamento. Quando o aluno não tem essa igualdade é visto como um problema.

 O professor é o primeiro a despertar quando o aluno não está apresentando os padrões de comportamento esperado ou desejado. Ele encaminha o aluno para o setor de psicopedagogia, que, por sua vez, procura desenvolver um trabalho mais subjetivo junto à família, com orientações aos pais e, caso seja necessário, o encaminha para um especialista (fonoaudiólogo, psiquiatra, neurologista, psicólogo e outros). O diagnóstico é apresentado tanto para a família quanto para a escola, que descobrem que o aluno desencadeou um transtorno de aprendizagem. Assim, se iniciam os diversos tratamentos necessários para ajudá-lo na evolução do seu desenvolvimento de forma mais saudável.

 Com o resultado do encaminhamento ao especialista, a escola se perde por não saber o que fazer com o laudo que tanto solicitou. O grupo pedagógico não consegue sair do olhar já construído sobre o aluno, não ultrapassa os velhos paradigmas e, com isso, reforça o olhar negativo sobre o aluno, ou seja, o problema persiste.

 Para que o corpo docente mude seus paradigmas, é preciso que se busquem novos conhecimentos para lidar melhor com os problemas de aprendizagem existentes dentro da escola. Um novo olhar chega quando os profissionais se disponibilizam um pouco do seu tempo para entender como funciona seu aluno.

 No meio de tantas mudanças, a escola permanece uma estrutura estável na comunidade, mantendo grandes importâncias no desenvolvimento social e educacional do aluno. E com isso, se mostra mais forte para intervenção por ter profunda influência nos alunos, na família e na comunidade. Assim como, corresponde a uma rede de proteção para as crianças. Portanto, uma escola que funciona bem já fortifica uma qualidade mental.

 Por outro lado, a escola também pode trazer impactos negativos como estresses devido aos exames, à baixa auto-estima, no caso de fracasso, à depressão, nos casos de bullying, e outros (Marques, 2009). Para minimizar os problemas, a escola pode e deve desenvolver um papel relevante, trabalhando também com programas de níveis de prevenção.

 De uma maneira geral, para ser um profissional em excelência, é necessário ser feliz naquilo que se desenvolve. O professor tem o poder de agir de forma libertadora ou de forma traumatizante e aprisionadora. A educação consiste na busca de desafios, que devem ser aceitos com seriedade sim, mas com toda felicidade possível. Não se podem julgar os alunos estereotipando-os como se fossem mercadorias a serem rotuladas. É muito importante que o professor desperte e perceba que essa essência demanda convívio e tempo.

Para isso, o professor tem que se entusiasmar, pois um profissional entusiasmado e feliz constrói indivíduos também felizes e motivados. Não se pode cobrar do aluno aquilo que não se é. O educador tem que ser educado. Daí, surgem perguntas que não devem calar: Pelo o quê os professores têm acordado todos os dias? Quais são as reais motivações que os têm levado às salas de aula?

 5. RECICLAGEM DO PROFESSOR

 Atualmente é necessário que as escolas encontrem o caminho para a diversidade, possibilitando o envolvimento dos alunos no mundo das diferenças e preparando-os para serem legítimos cidadãos. Visto que, na sala de aula, há alunos de diversas culturas, o que requer do professor um olhar diversificado para seu planejamento, bem como para o currículo escolar que, por sua vez, merece adaptações aos conteúdos e às atividades desenvolvidas em sala de aula.

 Outro ponto a ser considerado é a importância de se pesquisar a história dos alunos, para que o conteúdo a ser estudado esteja de acordo com seus interesses e com a realidade. A fim de que o trabalho desenvolvido nas escolas possa atender a todo tipo de diferença, já que elas são inúmeras: na aparência, na sexualidade, nas deficiências, nas culturas e nas etnias.

O professor não pode pensar que a inclusão é exclusividade de deficientes e que, para esta acontecer, basta adaptar o espaço físico e ter profissionais qualificados. Isso é preciso, mas não é o suficiente, porque uma escola com olhar voltado para a inclusão jamais pensará somente no deficiente, mas também em todo tipo de diferença que existe e surge a cada dia. Além de oferecer espaço físico adequado, a escola deve preparar as novas gerações para essa educação, voltada para a diversidade, rompendo as barreiras negativas.

 Diante disso, faz-se necessário que a formação docente esteja envolvida nesse contexto, buscando prevenir e diminuir as dificuldades no processo de ensinar e aprender. Perrenoud (2002) menciona que esse é o caminho para a profissionalização, uma vez que permite o desenvolvimento da capacidade reflexiva desses profissionais. E, através dessa reflexão, se encontrarão meios para atuar, sem uma receita pronta, com a realidade do aluno.

 As mudanças no contexto escolar e social requerem profissionais atualizados e competentes, que estejam preparados para atuar em diferentes problemas dentro de sala de aula. Com uma sólida formação, eles são capazes de incluir esses alunos no processo educativo de forma diversificada, observando a necessidade individual e construindo uma prática crítica-reflexiva e consciente das necessidades e desafios educacionais.          

 É importante que a escola trabalhe sempre no coletivo, com uma equipe transdisciplinar, o que implica em ir além das disciplinas aplicadas, cruzando suas fronteiras e aplicando conhecimentos de múltiplas disciplinas em todos os momentos e situações em que sua aplicação seja adequada. Segundo Morin (2000), a nova proposta da educação é ousada, visto que ela é utilizada para uma transformação e não uma separação. Ela unifica tudo que envolve o indivíduo, com a preocupação de ligar as formas de conhecimento e valorizar a diversidade (que é um processo natural da vida), e conduz ao caminho de um novo olhar. Por sua vez, cada olhar contribui para elaboração de estudos.

 No geral, o que se observa ainda é um trabalho multidisciplinar, no qual não há uma integração entre as disciplinas e os especialistas, embora exista uma equipe pedagógica formada. É notável que, em pleno século XXI, o trabalho multidisciplinar já não gera grandes efeitos na busca da resolução de problemas na educação.

 Por outro lado, diante da impossibilidade de se realizar as atividades educativas seguindo a abordagem transdisciplinar, a interdisciplinaridade constitui um ambiente propício, pois estabelece relações entre as disciplinas de diferentes áreas, fortalecendo o conhecimento.

 Por isso, a proposta é pensar e sugerir táticas assimiladas com a prática da experiência institucional. Como já dito, não existe uma fórmula a ser seguida, entretanto, é sabido que determinados caminhos levam a resultados mais positivos que outros. Como por exemplo:

  • Não tirar o aluno do problema – o aluno deve estar inserido na resolução dos problemas em que ele se encontra, fazendo parte da solução. Não se deve esconder dele o que se passa (nem a escola nem a família), pois isso significa excluí-lo do seu contexto. O aluno consciente poderá desenvolver habilidades quanto à tomada de decisões e minimizar as frustrações pessoais em relação a sua vida;

  • Chamar o aluno para sua realidade – o aluno deve estar ciente de suas limitações e deve conhecer as conseqüências geradas por elas. Assim, ele compreenderá as razões que comprometem seu rendimento, reconhecendo que algo não vai bem com ele. Esse processo cognitivo faz com que o aluno perceba que ele precisa de ajuda, através da auto-reflexão, provocando, de fato, uma mudança no seu comportamento;

  • Manutenção da auto-estima – uma vez que o aluno aceita ser ajudado, deve-se estar junto com ele e com sua família. De forma alguma, o aluno deve caminhar sozinho nesse processo evolutivo. Ele ainda está desenvolvendo sua maturidade física e psíquica. E o mais importante, a manutenção deve ser constante por meio de reforços positivos;

  • A escola não deve se retirar do problema – a escola deve assumir sua participação no erro, facilitando o processo de aprendizagem e reconhecendo que sua equipe pode interferir de forma negativa (mesmo que inconscientemente) no processo ensino-aprendizagem. É comum que eventos diários resultem da condição dos professores, que estão sufocados com a carga de trabalho mais pesada; 

  • Fortalecer o elo escola-família – é muito importante atingir essa estrutura, visto que, ao acolher o aluno, a escola deve oferecer cuidados relacionados com a família. A família deve ser vista como parte das resoluções dos problemas que o aluno vivencia e não como um dos problemas. 

6. CONCLUSÕES

 A partir dessas discussões realizadas, os problemas experienciados pelas crianças são, na maioria das vezes, vivenciados como situação de fracasso, pois, por não conseguirem obter êxito nas emendas escolares, acabam por se sentirem incapazes, gerando sentimentos de frustração e comportamentos inadaptados, entre outros. Em última instância, o fracasso decorrente de situações específicas pode se traduzir num fracasso geral, culminando com o próprio abandono da escola.

 Quando o problema é do aluno, o professor deve tratar a questão como se fosse com ele, ou seja, para se cobrar respeito, dedicação, ética, atitude e desenvoltura do aluno, é necessário que o professor aja da mesma forma.

 Para tanto, faz-se necessário compreender e vivenciar a inclusão, adequando-a à prática pedagógica, bem como aos conteúdos, às atividades de ensino e aprendizagem, aos recursos materiais e às avaliações, pois uma escola aberta à diferença é aquela que flexibiliza seu currículo em prol do educando. 

 É importante mencionar que os problemas da aprendizagem em geral requerem severa atenção dos profissionais da educação junto a profissionais da saúde metal. Visto que esses problemas podem ter origem ambiental ou orgânica e cabe à equipe pedagógica percebê-los para encaminhar seu aluno ao atendimento especializado o mais cedo possível, pois, o quanto antes forem identificados, maiores serão as chances de progresso.

 Por fim, vale destacar que muitas das questões que foram discutidas continuam abertas a novas pesquisas e estudos que visem a transformar o ensino, porque, através da propagação desses dados, novos olhares frente aos problemas de aprendizagem irão surgir na busca pela resignificação da educação e pela transformação do ensino voltado à diversidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 ANTUNES, C. (2003) Auto-estima na educação. Entrevista. Editora Ciranda Cultural/Atta Mídia e Educação. Série Encontros, VHS.

IZQUIERDO, I. (2002) Memória. Porto Alegre, Artmed Editora.

MANNONI, M. (1999) A criança, sua doença e os outros. São Paulo, Editora Via Lettera.

MARQUES, A. C. (2009) A auto-estima da criança na fase de aprendizado da leitura e escrita. Rio de Janeiro.

MORIN, E. (2000) Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ª edição. São Paulo, Cortez.

PERRENOUD, P. (2002) A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e razão pedagógicas. Porto Alegre, Artmed Editora.

WEISS, M. L. L. (2003) Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar.  Rio de Janeiro, DP&A.

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/psicoterapia-artigos/problemas-de-aprendizagem-como-dar-conta-2537246.html

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