A Importância do estágio extracurricular na formação profissional e no ingresso no mundo do trabalho

13/06/2013 • Por • 4,603 Acessos

Margareth Bertoli Grassani

A recente transformação nas políticas de contratação no âmbito do trabalho tornou mais difícil e competitivo o ingresso de estudantes e egressos de cursos de graduação no mercado de trabalho.

Percebe-se um movimento nas Instituições empregadoras no sentido de aumentar as exigências de escolaridade dos candidatos, assim como, imporem novas habilidades e qualificações para preencherem as vagas existentes. Essas novas necessidades impostas pelo mercado geram incertezas e ansiedades na busca pelo estágio extracurricular e pelo primeiro emprego, tão importantes para a trajetória profissional de nossos alunos e egressos.

A questão do estágio é discutida por Kuenzer (1993) abordando a formação profissional e analisando a relação entre o trabalho e o conhecimento.

Para essa autora, o estágio é o momento primordial do fazer, no qual o aluno terá o privilégio de experimentar a prática, e de aproveitar os conceitos aprendidos na teoria, que até então não sabia o que fazer com eles.

Assim, não se pode deixar de analisar a relação teoria e prática, que fundamenta a aprendizagem realizada no estágio, e as implicações dessa relação na formação oferecida pelas disciplinas ministradas em sala de aula, posteriormente refletindo à aplicação no âmbito do estágio.

 É importante derivar também para considerações sob os aspectos legais que norteiam esse tipo de estágio, pois apesar de ter legislação própria, essa não é observada por algumas entidades concedentes de estágios extracurriculares. Nesse entendimento de que o estágio é a aproximação e a reflexão da realidade do trabalho, é fundamental que a Instituição de Ensino se posicione com responsabilidade frente à colocação desses alunos no estágio e zele pela legalidade desse estágio.

Outro desafio dos núcleos de empregabilidade das instituições superiores de ensino  e que demanda especial atenção é a inserção dos recém graduados no mercado, a dificuldade ocorre, principalmente, pela falta de experiência, habilidades e competências profissionais específicas para o cargo, requisitos estes, exigidos pela maioria das instituições tomadoras de mão de obra.

Esses desafios enfrentados por esses egressos, na busca de uma colocação profissional, podem gerar um estado de angustia e ansiedade segundo VALORE; SELIG (2010) "Estes jovens depositam em si próprios a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso no mercado o que, por um lado pode ocasionar sofrimento psíquico e, por outro,incentivo a pró-atividade"

A obtenção de um estágio e/ou emprego além de aumentar a renda individual e familiar, a sustentabilidade financeira, proporciona uma autoimagem positiva. Essa conquista no mundo do trabalho aumenta sua segurança pessoal e o seu bem-estar e consequentemente a produtividade na sua vida pessoal e profissional.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FRIGOTTO, G (ORG.) Educação e crise no trabalho: Perspectivas de final de século. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

GASPARIN,J.L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:Autores Associados, 2003.

GRASSANI,M.B. As implicações do estágio na aprendizagem escolar do aluno do curso técnico em enfermagem.Curitiba:UTP,2008.

GÍLIO, I. Trabalho e educação: Formação profissional e mercado de trabalho São Paulo: Nobel, 2000

KUENZER, A et al. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. A Política de Estágios na UFPR.Curitiba:UFPR/PROGRAD,1993. (Texto).

VALORE,L.A. ;SELIG,G.A.Estudos e pesquisas em  psicología, UERJ,RJ,ANO 10, Nº2.P.390-404,2010.

Perfil do Autor

Margareth Bertoli Grassani

Margareth Bertoli Grassani é natural de Curitiba, estado do Paraná onde graduou-se em Psicologia em 1983 pela Pontifícia Universidade do...