A Importância do estágio extracurricular na formação profissional e no ingresso no mundo do trabalho

13/06/2013 • Por • 139 Acessos

Margareth Bertoli Grassani

A recente transformação nas políticas de contratação no âmbito do trabalho tornou mais difícil e competitivo o ingresso de estudantes e egressos de cursos de graduação no mercado de trabalho.

Percebe-se um movimento nas Instituições empregadoras no sentido de aumentar as exigências de escolaridade dos candidatos, assim como, imporem novas habilidades e qualificações para preencherem as vagas existentes. Essas novas necessidades impostas pelo mercado geram incertezas e ansiedades na busca pelo estágio extracurricular e pelo primeiro emprego, tão importantes para a trajetória profissional de nossos alunos e egressos.

A questão do estágio é discutida por Kuenzer (1993) abordando a formação profissional e analisando a relação entre o trabalho e o conhecimento.

Para essa autora, o estágio é o momento primordial do fazer, no qual o aluno terá o privilégio de experimentar a prática, e de aproveitar os conceitos aprendidos na teoria, que até então não sabia o que fazer com eles.

Assim, não se pode deixar de analisar a relação teoria e prática, que fundamenta a aprendizagem realizada no estágio, e as implicações dessa relação na formação oferecida pelas disciplinas ministradas em sala de aula, posteriormente refletindo à aplicação no âmbito do estágio.

 É importante derivar também para considerações sob os aspectos legais que norteiam esse tipo de estágio, pois apesar de ter legislação própria, essa não é observada por algumas entidades concedentes de estágios extracurriculares. Nesse entendimento de que o estágio é a aproximação e a reflexão da realidade do trabalho, é fundamental que a Instituição de Ensino se posicione com responsabilidade frente à colocação desses alunos no estágio e zele pela legalidade desse estágio.

Outro desafio dos núcleos de empregabilidade das instituições superiores de ensino  e que demanda especial atenção é a inserção dos recém graduados no mercado, a dificuldade ocorre, principalmente, pela falta de experiência, habilidades e competências profissionais específicas para o cargo, requisitos estes, exigidos pela maioria das instituições tomadoras de mão de obra.

Esses desafios enfrentados por esses egressos, na busca de uma colocação profissional, podem gerar um estado de angustia e ansiedade segundo VALORE; SELIG (2010) "Estes jovens depositam em si próprios a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso no mercado o que, por um lado pode ocasionar sofrimento psíquico e, por outro,incentivo a pró-atividade"

A obtenção de um estágio e/ou emprego além de aumentar a renda individual e familiar, a sustentabilidade financeira, proporciona uma autoimagem positiva. Essa conquista no mundo do trabalho aumenta sua segurança pessoal e o seu bem-estar e consequentemente a produtividade na sua vida pessoal e profissional.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FRIGOTTO, G (ORG.) Educação e crise no trabalho: Perspectivas de final de século. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

GASPARIN,J.L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:Autores Associados, 2003.

GRASSANI,M.B. As implicações do estágio na aprendizagem escolar do aluno do curso técnico em enfermagem.Curitiba:UTP,2008.

GÍLIO, I. Trabalho e educação: Formação profissional e mercado de trabalho São Paulo: Nobel, 2000

KUENZER, A et al. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. A Política de Estágios na UFPR.Curitiba:UFPR/PROGRAD,1993. (Texto).

VALORE,L.A. ;SELIG,G.A.Estudos e pesquisas em  psicología, UERJ,RJ,ANO 10, Nº2.P.390-404,2010.

Perfil do Autor

Margareth Bertoli Grassani

Margareth Bertoli Grassani é natural de Curitiba, estado do Paraná onde graduou-se em Psicologia em 1983 pela Pontifícia Universidade do Paraná. Em 1985 pós-graduou-se em Administração de Recursos Humanos pela Faculdade de Administração e Economia do Paraná, em 1993 em Administração e Planejamento em Recursos Humanos pela Universidade Federal do Paraná. Iniciou seus estudos sobre educação ao pós-graduar-se em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade de Estudos Sociais do Paraná no ano de 1999. Concluiu em 2004 o Mestrado em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná,. Autora do livro As implicações do estágio na aprendizagem escolar do aluno do curso Técnico em Enfermagem.  Iniciou sua carreira profissional como consultora na área de Recursos Humanos desenvolvendo  vários projetos na área de Cargos e Salários, Treinamento e Recrutamento de Pessoal em empresas nacionais e multinacionais. Em 1988 foi contratada pelo Hospital Pequeno Príncipe para exercer o cargo de Gerente de Recursos Humanos onde estruturou os setores de Captação de Funcionários, Capacitação de Pessoal, Cargos e Salários e Setor Pessoal. Em 1996 procurando sanar as dificuldades em se encontrar profissionais habilitados no mercado de trabalho para exercer a profissão da enfermagem participou da organização e fundação do Centro de Educação Profissional Pequeno Príncipe, Escola técnica para formação de auxiliares e técnicos de enfermagem, onde foi Diretora e Professora de Psicologia e Ética Profissional desta escola desde sua fundação até 2004.  Atualmente  exerce a função de Gerente de Empregabilidade das Faculdades Pequeno Príncipe, além de ministrar palestras e aulas na área de Recursos Humanos em cursos de  Graduação, Pós-Graduação e Congressos. E mail:margareth.grassani@fpp.edu.br            mbgrassani@hotmail.com