Estilo De Liderança Feminino: Ser Diferente Não É Ser Deficiente

26/10/2009 • Por • 1,088 Acessos

As empresas tendem a preferir o estilo de liderança de comando e controle onde procuram encontrar soluções rápidas para os problemas, que são características masculinas. Enquanto as mulheres possuem em sua maioria, um estilo de liderança mais interativo que enfatiza a formação de consenso, bem-estar com a ambiguidade e a partilha de poder e informações. Diante deste fato, as mulheres não são vistas como possíveis líderes, por apresentarem características diferentes daquelas que são consideradas as melhores, condicionando-as muitas vezes a ocupar cargos inferiores, mesmo que tenham condições e até mesmo mais capacitação para ocupar cargos mais elevados.

Ser diferente daquilo que se está habituado pode ser configurado como deficiência. Isto está presente não só no ambiente organizacional, mas também na sociedade. Não são apenas as mulheres que sofrem com a discriminação e marginalização, ainda que sutis, mas todas as classes que são consideradas minoria: índios, negros, homossexuais, deficientes e todos aqueles que são diferentes seja na aparência, no comportamento ou na forma de pensar. Só porque alguém não é como desejamos, não podemos tratá-lo como um ser de outro planeta ou de forma preconceituosa. Se numa empresa todos os funcionários são do sexo masculino e de cor branca e são contratados dois funcionários, sendo um homem de cor negra e uma mulher para ocupar determinados cargos, os demais funcionários poderão referir-se aos companheiros recém-contratados como: “o funcionário negro” ou “a funcionária mulher”, por exemplo. Conviver com aquilo que não se está habituado pode gerar conflitos e causar marginalização do “ser diferente”. É preciso criar uma mentalidade de que todos são iguais independente da forma que se apresentem e que estes podem trazer contribuições importantes para o meio em que se inserem.

No Brasil as mulheres são maioria na população e estão cada vez mais presentes em ambientes que antes eram exclusivos dos homens. Mas ainda há uma forte resistência das empresas em geral de confiar cargos de chefia às mulheres pelo fato de serem diferentes na forma de liderança. As mulheres sofrem desvalorização pessoal quando ingressa no mercado de trabalho de diferentes formas. Ela deve ter muito cuidado ao vestir-se para não ser taxada de “sexy”, “pouco profissional” ou “muito masculina”. E também a desvalorização no nível organizacional quando a diferença é visto como deficiência e a mulher assume tarefas e posições secundárias. Um exemplo clássico é o das grandes organizações onde uma mulher raramente alcança o cargo de vice-presidente e quando conseguem, acabam assumindo papel de apoio sem muita autoridade para tomar decisões importantes. Quando uma mulher ocupa posição de executiva de alto nível, por exemplo, quase sempre ela é a única entre muitos homens assumindo assim, a responsabilidade de representar as demais mulheres sendo a “executiva símbolo” da organização.

Perfil do Autor

Janire Mello

Graduanda em Administração de Empresas, Possui experiência atuando principalmente nas seguintes áreas: administração, comércio exterior e...