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Mês De Maio.. Por: Alexsandro Rosa Soares
O mês de maio é de muitas comemorações para o povo itaperunense. Primeiro porque é o mês do aniversário da cidade, quando sempre esperamos que toda a população, sem exceção, obtenha um novo olhar sobre nosso município, tão promissor e ao mesmo tempo tão depredado em alguns âmbitos. Em segundo porque é aniversário de dois anos da Revista Estilo Off que trouxe para Itaperuna a verdadeira forma de se fazer jornalismo com classe, sem ostentação inútil e com muita cultura para os desprovidos da mesma, estávamos precisando disso, pois éramos carentes de um veículo de comunicação que tivesse realmente conteúdo. E por fim, comemora-se o dia das mães, momento totalmente sentimental, confundido com consumismo, mas que pode proporcionar grandes transformações comportamentais. Diante de tantas comemorações, surge uma vertente de como é engraçado que num dado momento da vida distanciamo-nos do mundo exterior em que vivemos e nos transportamos para um mundo reflexivo e ideal, um momento de isolamento psíquico. Digo isso, porque outro dia estava caminhando em direção ao meu trabalho observando sempre as mesmas coisas: muita gente caminhando pelo calçadão, outras paradas á espera do “coletivo”, outras andando às pressas com destino ao trabalho, alguns tristes, outros alegres, alguns chegando da bebedeira, outros jogados ao relento pela desigualdade sócio-econômica, faces felizes, tristes, cabisbaixas, enfim um emaranhado de flashs que nos revela o quanto encantadora é a natureza divina, produtora de toda essa variedade de individualidade. Devo dizer que fiquei preocupado com a grande quantidade de pessoas e comecei a refletir sobre o que cada um poderia estar pensando, sentindo, a história de cada indivíduo e suas angústias. Mas dentre essas tantas coisas, uma me chamou muita atenção. Uma mãe com seu filho, que provavelmente tinha uns seis anos, caminhando a passos ágeis; pareciam estar atrasados para algo, seja para o trabalho da mãe, seja para a escola do garoto, mas o que chamou mesmo atenção foi o diálogo entre os dois: O menino todo angelical, com aquela voz que enche nossos ouvidos de emoção e alegria, vira-se para sua mãe e deixa ecoar de sua boca, uma palavrinha apenas: - “Mãe!” E a mãe docemente e com a delicadeza que só uma mãe tem, responde: - “Oi, meu filho!” E o diálogo prosseguiu. Infelizmente não tive tempo de continuar ouvindo o diálogo poético entre mãe e filho, mas só isto bastou para o meu dia tornar-se ainda mais reflexivo, sobre o poder do vocativo “Mãe!”, no sentido sentimental que gira em torno deste sintagma. Mais ainda fez-me refletir sobre a verdadeira influência da família na reconstrução da sociedade. Seja a família como for! Parecia até um conto de fadas, eu ouvindo aquilo! Quem diria que um mundo cheio de violências, brigas, guerras, desencontros e de busca excessiva e ambiciosa pelo poder, poderia ser abafado por essas simples frases. De repente, num lapso de felicidade momentânea me tele-transportei para um mundo mais humano, onde as pessoas só estão preocupadas pelo que as outras são e não com o que têm. (Será utopia?) Na doce palavra de um garoto está a esperança de que podemos ser melhores, a cada dia, a cada momento. Estamos sempre procurando felicidade nos outros não nos importando sobre quem somos, o que somos e nem se preocupando em buscar a resposta para a pergunta que não cala: para quê estamos neste mundo? Somos felizes baseados no que os outros pensam de nós, independente da nossa individualidade, do que somos realmente e independente da nossa felicidade. Deixai vir a mim os pequeninos! Agora se sabe o porquê de algumas pessoas terem a vontade de nunca crescerem, de serem sempre crianças e terem a humildade e sensibilidade das mesmas. Os seres humanos estão destruindo sua capacidade de se interiorizar, e isso é uma preocupação, pois se o mundo nos abandona, a solidão é suportável; mas se nós mesmos nos abandonamos, é insuportável. Quando ouvimos da boca de uma singela criança a palavra “Mãe”, nos enche de esperança de que este mundo de rebeliões, de tiroteios, de polícia matando, de governante corrupto, de guerras, conflitos e desrespeito, de Isabelas morrendo, João Hélios sendo esquartejados, bebês sendo jogados em ribeirões, ainda pode ser um mundo melhor, onde as pessoas se (re)construam enquanto crianças sinceras e humanas, onde todos viverão não de forma igualitária, pois somos indivíduos, mas pelo menos de forma respeitadora das diferenças. Dá-nos a esperança de que no país alegre do carnaval, do futebol Penta campeão, de uma poesia reflexiva, de gente humilde, de mulherões, de uma Copacabana cheia de graça, do povo que sorri e se alegra mesmo que sobrevivendo, seja realmente o Brasil de todos, pela gente brasileira, sem distinção. Que não nos acostumemos a ouvir no noticiário que morre em algum lugar deste país mais uma criança, e que os suspeitos sejam seus próprios pais. Não nos acostumemos a observar as situações de conflitos entre as pessoas e depois de certo tempo esqueçamos o ocorrido. Que não nos acostumemos a ver as pessoas querendo linchar outras, como se com outra morte resolver-se-ia o problema maior, que está dentro de cada um. Que a nossa memória esteja ativa, firme e que não nos acostumemos à passividade. Enfim, que neste mês de maio tenhamos mais um motivo para comemoração; vamos festejar a VIDA!
por Alexsandro Soares Graduado em Letras, Colaborador da Revista Estilo Off e Colunista do Jornal Macaé News
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Tags do Artigo: Mae, Aniversario, Maio Fonte Artigos Gratuitos Online - Artigonal.com Perfil o autor:Alexsandro Rosa Soares nasceu em Natividade interior do estado do Rio de Janeiro, é Pós-graduando em Alfabetização e letramento, Graduado em Letras, pelas Faculdades Integradas Padre Humberto, Graduado em Licenciatura Plena em Ensino Fundamental de 1ª à 4ª Séries, pelo Instituto Superior de Educação de Itaperuna, autor de diversos artigos relativos à Educação, atualmente é Sub Secretário das Faculdades Integradas Padre Humberto em Itaperuna interior do Rio de Janeiro e Editor Geral do site Noticia G,Colunista do Jornal Macaé News,(www.macaenews.com.br) e Colaborador da Revista Estilo Off
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