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Mestra E... Maestrina!



MESTRA E... MAESTRINA!

Está ficando comum o desinteresse que se tem pelos companheiros de jornada na escalada íngreme da existência humana.
De uns anos para cá, o mercantilismo selvagem praticamente dilacerou o nosso entendimento humano, pelo desmerecimento das causas verdadeiramente nobres.
Longe, ficou o companheirismo desinteressado, o elogio franco, a convivência pacífica e a união de todos para um fim meritório. Só se vê disputas renhidas para alcançar um patamar mais alto em qualquer função humana, esquecendo-se que, ás vezes, se chega mais alto contornando os obstáculos e subindo aos poucos sem pisotear os demais.
Quase não ouvimos mais pessoas elogiarem os méritos dos outros, o mais comum é “fotografar” e revelar os seus defeitos!
A luta pela sobrevivência, praticada numa regência de atropelamento das iniciativas voluntárias dos infantes, transformará o planeta numa colossal piscina de amargor e desilusões onde, todos querendo derrotar todos, não haverá vencedores e, sim, coniventes e... Vencidos!
A missão da MESTRA é uma baliza que norteará o futuro de nossas crianças, mormente o “primário”, que é a base de todo o saber, se Ela atuar como maestrina a dirigir uma orquestra de alunos heterogêneos, porém, com a curiosidade á flor da pele, na certa, saberá ir aplainando as vicissitudes de cada um os colocando em escala ascendente ao diploma final, com... Méritos!
Para assim proceder, tem que dar mais um pouco do seu tempo a tentar ajudar suas crianças nos seus problemas extra-aulas, onde irá localizar a razão de uns estarem aprendendo mais rápido do que outra missão essa um pouquinho mais difícil do que ministrar aulas já programadas.
Terá, também, que resvalar pelos meandros da metodologia de ensino, praticando o seu diapasão particular em favor das crianças problemáticas que, tenha em sua sala de aula, no sentindo de convergir-lhas em direção par e passo com os alunos mais adiantados e comportados. Para essa função, não determinado pelos superiores, a professora, numa regência quase divinal, escamoteará minutos de cada período de aulas os transformando numa espécie de seminário de corrigendas, fazendo de sua sala de aulas uma espécie de salão orquestral, onde todos serão músicos e, ao mesmo tempo, regentes.
A aula/aprendizado contínua, em tempo escasso, com os alunos debatendo entre eles os eventos que os estejam complicando, ocasião em que à mestra deverá ficar observando e anotando as falhas e acertos. Após o final dessa intercalação, conseguido qual um conta-gotas diário, a mestra terá assimilado as deficiências e virtudes esplanadas e, na próxima aula, poderá imiscuir o que apreendeu, com a intenção somente de ensinar a forma de nivelamento entre seus alunos.
Nunca deverá agir de forma hilariante com os “probleminhas” das crianças, em razão dos mesmos, para elas, constarem como gigantescos, nem fazer excesso de elogios ou reprimendas, em razão dos primeiros estarem sujeitos a causarem invejas e, os segundos, discriminações nas mentes infantis discentes.
No final do ano letivo, a mestra terá o prêmio de foro íntimo, reconhecido ou, não, pelos demais, porém, sendo alicerce para o homem ilibado de amanhã. Isso não é uma utopia e poderá ser praticado desde que haja vontade consciente para tal, também, não é uma intromissão da minha parte nos eventos escolares, sendo, tão somente, o meu inefável desejo de ajudar com letras o que não posso dizer com palavras.
Em uma sala de aulas, tenho dois tesouros ali sendo instruídos e burilados, trata-se de minha neta SABRINA e o meu neto DANIEL, doces netinhos dos meus “sonhos reais” de felicidade.
De uma coisa tenho a convicção, eles estão em boas mãos como discentes das grandes docentes, às quais, cumprimento agradecido e respeitosamente com este humilde TEXTO e o POEMA abaixo, extraído da minha mente pouco brilhante que, de “banco escolar”, só tem o curso primário ilustrado pelo “Supletivo” e, pela maturidade de longos anos na “estrada da vida”.

Perscrutei meu pensamento
À procura de um alimento
Pra minha alma navegar,
Num recanto emaranhado
Encontrei num divagar...
Um retrato do meu passado!

As quimeras entrelaçadas
Faziam dum nicho moradia,
Em públeo anuviamentos,
Minha mente as revolvia
Pra liquefazer pensamentos
Na canaleta da sabedoria

Vi um retrato sem negativo
Com um formato sugestivo
Vindo do meandro virtual,
Nele, uma mestra interferiu.
Separando o “bem” do “mal”
E, toda a imagem... Fluiu!

O passado só nos engrandece
Sendo um modelo que aparece
Para corrigir às nossas falhas,
Do contrário, ele é um arremedo,
Pousada das nossas migalhas,
Resto do que não aprendemos cedo.

Os meus netos, Sabrina e Daniel.
Doçura e encanto de crianças,
Estão na escola... Estudando!
Lá, é apenas uma esperança,
Aos poucos, tudo assimilando...
Sob a batuta de mestres com laurel!

 

Sebastião Antônio Baracho

Coronel Fabriciano (MG.).
Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31) 3846-6195

Sou natural de Diamantina-MG,Tenho 71 anos (Idoso e, não velho)Resido no Vale do Aço-Mg. Casado com Terezinha Sott Baracho, tenho dois casais de filhos e quatro netos. Sou Empírico. Escrevi 19 livros volumosos e, infelismente,Inéditos! Por não poder pagar parcerias. Escrevo de 03 a 04 textos e Poesias por semana.

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