Dízimo Não É Caridade, É Mandamento De Deus

Publicado em: 22/04/2008 | Comentário: 7 | Acessos: 3,557

Certamente o dízimo é um dos mais controversos temas. Parece que o ditado do mundo cabe bem aqui: “mexeu no bolso a conversa muda...”

Todas as pessoas que pautam a sua vida na Bíblia, independentemente de sua religião, obedecem a Deus e, portanto, seguem os mandamentos contidos na Palavra de Deus: Não foi o padre, o pastor ou o líder religioso quem inventou o dízimo: ele é estatuto do próprio Deus para o seu povo.

No Antigo Testamento temos em Malaquias 3 versículos de 8 a 11 “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Muitos caem num engano bastante comum de que o dízimo é apenas mandamento do Velho Testamento, mas, ao observarmos atentamente veremos que o dízimo é mandamento de Deus no Velho Testamento e ele continua sendo mandamento de Deus no Novo Testamento, acrescido do entendimento e do amor no ato de dizimar.

O Senhor Jesus mesmo o disse: “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.” Lucas 11:42; “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” Mateus 23:23

Outros enganos bastante comuns quanto ao dízimo:
1) O dízimo não é substituível pelo seu tempo de trabalho dedicado para a obra de Deus.
2) Ele corresponde a 10% do bruto de tudo o que você recebe, tudo o que passa pelas suas mãos.
3) Ele não é a sobra, ele é a primeira parte a ser retirada e entregue onde você é alimentado com a Palavra de Deus.

Desobedecer ao mandamento de Deus é certamente ficar sem cobertura espiritual de Deus, ou seja, é ficar à mercê do espírito devorador, aquele que faz com que o seu rico dinheirinho suma, vaze pelos seus dedos sem você saber para onde foi. O dinheiro começa a não render, as portas de ganhos vão ficando estreitas, quando parece que vai sobrar um dinheiro o carro quebra, um eletrodoméstico precisa ir para a assistência técnica, alguém vem com uma urgência financeira para ser ajudado, enfim, surgem “inesperados” que levam bem mais do que o valor do seu dízimo.

Além disso, ao entregar o dízimo Deus nos promete que nos abre portas e nos abençoa por estarmos nos preocupando em suprir as necessidades de Sua obra. É o único trecho da Bíblia onde Deus pede para que o coloquemos à prova quanto ao suprimento e abastança que Ele nos concede.

Entregar o seu dízimo, como o próprio Senhor Jesus o diz, é, além de um mandamento, um ato de amor para suprir a obra de Deus.

Pode parecer algo duro, prepotente e desagradável falar sobre o assunto, mas como cristã me vejo na obrigação de alertar, falar e ensinar o que a Palavra de Deus diz, senti necessidade de escrever sobre este tema porque ele foi assunto na casa dos meus pais neste final de semana.

Em especial eu dedico este breve artigo à minha mãe, com muito carinho: “Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo.” 1 Timóteo 5:8

Em Nome de Jesus.

Mônica Gouvêa Sgarbi Gazzarrini
E-mail: mogazzar@gmail.com ou mogazzar@hotmail.com

Visite artigos sobre a caminhada com Deus em: http://bencaossemlimites.blogspot.com/

"Jesus Cristo é o Senhor"

(Artigonal SC #393273)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/religiao-artigos/dizimo-nao-e-caridade-e-mandamento-de-deus-393273.html

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    estudo biblico

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    dízimo

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    prosperidade

    Isaque Roberto

    Como prosperar? O que lhe impede de ser abençoado financeiramente? Nesta artigo veremos os 10 inimigos que nos impedem de prosperar.

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    MONICA GAZZARRINI

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    Por: Silvia Leticia Carrijo l Religião & Esoterismo > Religião l 20/03/2010 l Acessos: 2
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    Muitos já ouviram falar que a verdade liberta, porque as pessoas têm tanto medo da verdade, da visibilidade sincera em seus relacionamentos, trabalhos e cotidiano?

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    O que se diz sobre e e em relação a Ele é comentado de forma crua, sem crenças prévias.

    Por: Luiz Otavio D. Pinheiro l Religião & Esoterismo > Religião l 18/03/2010 l Acessos: 5
    Marcos Paterra

    Tem gente que acha que quem iniciou o movimento espírita, foi J. Herculano Pires; Bem ele realmente foi atuante e muito fez por nosso movimento, mas... Com certeza poucos sabem que o movimento nasceu efetivamente em 1950, quando foi criado o conselho nacional federativo da FEB.

    Por: Marcos Paterra l Religião & Esoterismo > Religião l 13/03/2010 l Acessos: 11
    Antonio Paiva Rodrigues

    Os católicos quando se reportam a sua religião, no que tange as decisões de sua crença citam os Cocílios, que também são nominados de ecumênicos. Na gramática os Concílios nada mais são do que um substantivo comum.

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Religião & Esoterismo > Religião l 07/03/2010 l Acessos: 42
    João Vitor Mariano

    "Economia e Vida" foi o tema escolhido pelo CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs para a Campanha da Fraternidade 2010. Esta será uma Campanha da Fraternidade ecumênica e terá como objetivo unir as Igrejas Cristãs e os homens de boa vontade para, juntos, trabalharem por economia a serviço da vida.

    Por: João Vitor Mariano l Religião & Esoterismo > Religião l 05/03/2010 l Acessos: 15
    João Vitor Mariano

    Jesus certamente não veio ao mundo para fundar uma igreja como muitos acreditam. Se esse fosse seu objetivo, teria logo construído um templo para nele reunir seus seguidores e fazer suas pregações. Basta abrir os evangelhos para ver Jesus pregando à beira do lago, nos montes, nas ruas, nos templos e sinagogas de seu tempo. Para Jesus o alvo era o coração do homem. Onde houvesse um grupo de pessoas reunidas lá estava Jesus pregando.

    Por: João Vitor Mariano l Religião & Esoterismo > Religião l 05/03/2010 l Acessos: 9
    MONICA GAZZARRINI

    Sua bênção acontece AGORA!

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 27/03/2009 l Acessos: 780 l Comentário: 1
    MONICA GAZZARRINI

    O que faz uma pessoa prudente? Constrói a sua vida colocando a Palavra de Deus em prática, de acordo com o que dizem as Sagradas Escrituras.

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 26/03/2009 l Acessos: 789
    MONICA GAZZARRINI

    Como agiríamos se tivessemos o próprio Criador nos perguntando agora: "Pede o que queres que eu te dê."

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 25/03/2009 l Acessos: 801 l Comentário: 2
    MONICA GAZZARRINI

    Qual foi o pedido que o homem segundo o coração de Deus fez?

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 25/03/2009 l Acessos: 4,560 l Comentário: 5
    MONICA GAZZARRINI

    Estamos acostumados a ir aos cultos e pedir a Deus uma infinidade de bênçãos, mas pode nos estar escapando aquela que gera todos os demais frutos da parte do Senhor em nossa jornada: a paz.

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 24/03/2009 l Acessos: 358
    MONICA GAZZARRINI

    Busque compreender o seu papel e o propósito divino em sua vida.

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 21/03/2009 l Acessos: 872
    MONICA GAZZARRINI

    Se você se mantiver firme na liberdade em Cristo hoje mesmo os anjos de Deus virão servi-lo, Em Nome de Jesus.

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 08/03/2009 l Acessos: 397 l Comentário: 1
    MONICA GAZZARRINI

    Até quando tomaremos atitudes por nossa própria conta, mas sem a orientação divina?

    Por: MONICA GAZZARRINI l Religião & Esoterismo > Evangelho l 05/03/2009 l Acessos: 276

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    Comments on this article

    -2
    1. rosana April 17, 2009
    Acho engraçado isso, se Deus promete abrir as janelas do céu e deramar bençãos sem medidas, repreender o devorador porque se sou uma dizimista fiel e minha vida financeira é uma desgraça total, a ponto de separar primeiramente o dizimo e muitas das vezes ficar sequer sem um centavo atés mesmo pra dar oferta na casa de Deus????? O que está errado, com certeza Deus não erra certo????? e eu também PRIMEIRAMENTE SEPARO O MEU DÍZIMO DO VALOR BURTO DA MUNHA RENDA, e ainda passo por privações??????? Faço então um desafio a Deus, se o que está escrito em Malaquias 3/8 a 10 quero uma prova da sua veracidade, pois vejo diariamnete pessoas que trabalham comigo, serem abençoadas financeiramente, são prosperas e nem sequer perdem seu tempo pra buscar a Deus e sempre tem o que querem.
    Sabe as vezes passo vontade de comer as coisas, isso pra mim é INJUSTIÇA, onde está Deus, se ele existe de verdade como acredito que existe porque tenho que passar por humilhações e privações. É rídiculo eu passar vontade de COMER ALGO, comer porque Deus promete encher os nosso celeiros e transbordar os nosso lagares ou não???????
    Cade Meu Deus, espero ainda hoje uma resposta de Deus sobre a syua fidelidade, porque a sua palavra não pode voltar vazia.
    0
    2. netilson April 29, 2009
    o seu comentário é exelente,porem se podes me ajudar neste assunto,pois estou fazendo uma apostila sobre este asunto(dizimo) Qual a origem do dizimo? A quem abrão pagava os seus dizimos antes de se encontrar com o Rei de salém? De quem ele herdou a prática de dizimar? Jacó prometeu dar o dizimo de tudo o que Deus lhe abençoa-se,a quem ele dizimou? estou aguardando sua resposta se possivel me ajude ,obrigado.
    0
    3. Luiz September 23, 2009
    em mateus 23,23 jesus falava para alguem que vivia debaixo da lei, não foi para a igreja, esta só foi instituida depois da sua morte. além do mais pra ser dizimista fiel teriamos que viajar pra jerusalem todos os anos porque segundo deuteronomio 22/12 em diante somente lá é o lugar de entregar os dizimos, qualquer outro esinamento é falso.
    0
    4. Luiz September 23, 2009
    Desculpe mas ameaçar um cristão com a passagem de malaquias chamando-o de ladrão, é um completo desconhecimento das escrituras, ou é uma tremenda falcatrua como a dos macedos davida, malaquias fala para israelitas que viviam debaixo da lei não para a igreja e jesus em mateus 23:23 falou tambem para alguem que vivia debaixo da lei que não podia ser anulada antes que fosse cumprida. Depois da sua morte a lei foi cumprida e substituida pela graça, por causa de pensamentos como o seu a igreja tá cheia de gente se condenando por não ter consiguido ser dizimista, achando que vai ser amaldiçoado, e outros que pagaram [dizimo] quando passam aperto querem encostar Deus na parede como se ele fosse um caloteiro. leia deuteronomio 14:22-29, 26:12-19, 2cronia6:6 e leia o livro de malaquias todo, não espere homens como edir macedo te ensinar isso porque eles não vam querer matar as suas galinhas dos ovos de Ouro. São mercenário.
    0
    5. chaplin October 21, 2009
    Para maior entendimento; A BÍBLIA NÃO DIZ QUE O CRISTÃO É OBRIGADO A "PAGAR" O DÍZIMO

    Será que o dízimo é neotestamentário? O dízimo obrigatório condiz com os cristãos que estão hoje na GRAÇA de Deus, livres do jugo da Lei?

    A resposta inicial é a seguinte: Nenhum texto do Novo Testamento contém algum mandamento que nos ordena a pagar dízimos nas igrejas. As falsas interpretações de textos destinados aos que viviam ou vivem sob a Lei é altamente interessante para aqueles que têm interesse nos dízimos: os líderes eclesiásticos que enfatizam este aspecto para enriquecerem às custas desta falsa doutrina.

    Temos que nos conscientizar que estamos vivendo hoje debaixo da Graça. Aqueles que intimidam os crentes para darem o dizimo obrigatório usam a sobejo Malaquias 3:8-11: "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança. Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos".

    Este texto é terrível. Mete medo realmente. Chama os não dizimistas de ladrões, promete maldições, fala do devorador e manda o povo fazer prova de Deus. Esta linguagem é flagrantemente do Velho Testamento e da Lei. É a mesma linguagem do apedrejamento dos adúlteros e dos rebeldes.

    No Novo Testamento a linguagem muda completamente e os adúlteros e rebeldes arrependidos em lugar de serem apedrejados são perdoados e passam a viver em novidade de vida.

    Os que utilizam o argumento do dízimo obrigatório de Malaquias 3 parece que jamais leram o Novo Testamento que nos mostra claramente que o devorador foi vencido em nossa vida, independente de dízimos. Veja o que nos mostra o Novo Testamento:

    1) Já estamos abençoados - Efésios 1:3 - "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo".

    2) O devorador já foi derrotado - Hebreus 2:14 - "Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo".

    3) O devorador (o maligno) não pode nos tocar, em nosso bens, nem em nossa casa - Isto é doutrina falsa neopentecostal. Os pentecostais verdadeiros não ensinam esta doutrina. Vemos a evidência desta verdade em I João 5:18: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca".

    4) Já não há condenação - Romanos 8:1 - "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus".

    5) Já não há acusação - Romanos 8:33 - "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus"?

    6) Já não há mais maldição - Gálatas 3:13 - "Cristo nos resgatou da maldição da Lei".

    7) Já não há mais dívida - Colossenses 2:14 - "...e havendo riscado o escrito de dívida".

    8) Já não há juízo - João 5:24 - "Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entra em juízo".

    9) Já não há sacrifício, porque o verdadeiro sacrifício já foi realizado - Hebreus 10:14 - "Porque com um único sacrifício nos aperfeiçoou para sempre".

    10) Temos um fiador para com qualquer dívida ainda existente - Hebreus 7:22 - "De tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador".

    11) Temos um mediador - Hebreus 9:15 - "E por isso é mediador de um novo pacto".

    12) E se qualquer dúvida ainda existir, temos um advogado - I João 2:1 - "Temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo".

    13) Não precisamos mais fazer prova de Deus - I Coríntios 10:9 - E não ponhamos o Senhor à prova como alguns deles o fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes.

    Um dos textos mais usados pelos interessados em dízimos é Mateus 23:23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas".

    Ao utilizarem este texto os cultores dos dízimos estão colocando em pé de igualdade os eleitos de Deus, nascidos de novo, lavados e remidos pelo sangue de Cristo, com os escribas e fariseus hipócritas! Não é uma aberração?

    Quando Jesus disse que eles deveriam fazer estas coisas, estava simplesmente enfatizando o seguinte: vocês, escribas e fariseus hipócritas, que vos gloriais na Lei, cumpram a Lei de vocês, mas não se esqueçam que para Deus o mais importante não é isto, mas é a justiça, a misericórdia e a fé.

    Este texto de modo algum pressupõe que os crentes tem que cumprir os mesmos ditames da Lei que os escribas e fariseus ainda estavam cumprindo e ainda cumprem até os dias de hoje. Outro texto muito usado é Hebreus 7:1-8 - "Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou, a quem também Abraão separou o dízimo de tudo (sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão; mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente recebem dízimos homens que morrem; ali, porém, os recebe aquele de quem se testifica que vive".

    Este texto mostra claramente que Abraão, antes da Lei deu dízimos para Jesus. O argumento é que nós, sendo filhos de Abraão, que é o pai da fé e que deu dízimos antes da Lei ser instituída, também devemos dar dízimos a Jesus, como Abraão o fez.

    Abraão também teve mais de uma mulher ao mesmo tempo e mentiu. O cristão jamais pensaria em fazer tais coisas. Naquele tempo os dízimos eram dados pela população aos soberanos. Ele deu dízimos mostrando sua condição de vassalo diante do Soberano Supremo.

    Se o dízimo fosse uma instituição cristã, haveria referências a ele em todo o Novo Testamento.

    Mas, como é a verdadeira maneira de um cristão contribuir?

    Antes de qualquer coisa, segundo o que o Novo Testamento classifica como a verdadeira religião, eis o principal destino das contribuições de um cristão: Tiago 1:27 - "A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo".

    Depois, ajudando não a presidentes de igrejas para suas viagens nacionais e internacionais e suas hospedagens luxuosas, mas ajudando aqueles que vivem ensinando a Palavra, conforme I Timóteo 5:17: "Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (ou remuneração), especialmente os que labutam na pregação e no ensino" e Gálatas 6:6: "E o que está sendo instruído na palavra, faça participante em todas as boas coisas aquele que o instrui". Outra tradução diz: "reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui".

    Resumindo, quais as principais finalidades das contribuições dos cristãos? Ajudar aos órfãos e viúvas e aos que ensinam a Bíblia com propriedade.

    Como foi que o apóstolo Paulo mandou contribuir: "Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder (não 10%), conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por carta aprovardes para levar a vossa dádiva a Jerusalém". - I Coríntios 16:1-3.

    Veja que não ficaria na igreja local para pagamento de algum chefe, mas seria para os cristãos necessitados. O problema hoje é que se necessita de muito dinheiro para fazer templos luxuosos, o que não é bíblico. Mostraremos isto em outro artigo que fala sobre os templos.

    "Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais". - Romanos 15:26,27.

    Mostrarei, a seguir, vários textos que falam sobre a verdadeira índole de um diácono ou de um presbítero, ou bispo (pastor) do Novo Testamento.

    I Timóteo 6:10,11:"Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão".

    I Timóteo 3: 8: "Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância".

    Tito 1:7-11: "Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, temperante; retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes. Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância".

    Veja que os principais insubordinados que viviam a ensinar coisas erradas por torpe ganância (ou para ganhar dinheiro), era os da circuncisão, ou seja os judeus que tinham se "convertido", mas ainda estavam com toda aquela idéia de dízimo para os levitas.

    Sejamos muito claros. Vou escrever com letras bem grandes para que você entenda que não somos judaizantes: NÃO EXISTEM LEVITAS NO NOVO TESTAMENTO! Esta dispensação já passou. Estamos na Graça.

    Veja o que diz Hebreus 13:5: "Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei".

    Veja o que diz I Pedro 5:1-3: "Aos anciãos (ou presbíteros, ou pastores), pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho".

    Quando um pastor presidente de uma grande igreja viaja para a Europa e Israel, com o pretexto de visitar os lugares onde Jesus pregou, junto com 18 pessoas de sua família, com tudo pago com dízimos e ofertas de viúvas e lavadeiras, além, é claro, dos dízimos dos magnatas da sua igreja que gostam de contribuir para serem vistos, iguais aqueles fariseus que Jesus mostrou no templo, por acaso ele não está enquadrado no que diz Isaías 10:2: "para privarem da justiça os necessitados, e arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos"! e no que diz Mateus 32:14: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação".

    Quer ver um texto em que os dízimos são mais castigos do que bênçãos? Leia I Samuel 8:11-17: "E disse: Este será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre vós: tomará os vossos filhos, e os porá sobre os seus carros, e para serem seus cavaleiros, e para correrem adiante dos seus carros; e os porá por chefes de mil e chefes de cinqüenta, para lavrarem os seus campos, fazerem as suas colheitas e fabricarem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas terras, das vossas vinhas e dos vossos olivais, e o dará aos seus servos. Tomará e dízimo das vossas sementes e das vossas vinhas, para dar aos seus oficiais e aos seus servos. Também os vossos servos e as vossas servas, e os vossos melhores mancebos, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho. Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos".

    Assim agiam os reis daquele tempo e assim agem os dominadores dos rebanhos hoje.

    Não escrevi tudo isto porque não gosto de contribuir, nem porque tenho algo contra algum guardião de templos. Escrevi, porque creio que é a verdade. Escrevi porque vejo muita distorção nos sistemas de contribuições que existem hoje. Escrevi porque vejo pessoas ganhando salário mínimo e dando 10% desse minguado salário porque estão "fazendo prova de Deus".

    Não precisamos mais fazer prova de Deus. Ele já nos abençoou com toda sorte de bênçãos, já destruiu o devorador, já pagou nossa dívida, já nos libertou da opressão da Lei. Somos livres para contribuir com aquilo que o Senhor colocar em nossa coração e conforme a nossa prosperidade, principalmente para ajudar aos necessitados e para ajudar aqueles que vivem ensinando a Palavra, não para aqueles que vivem utilizando o dinheiro dos fiéis para seu luxo.

    O dízimo só surgiu entre os cristãos no século VI d.C. No Ocidente, a partir da Idade Média, o direito eclesiástico ocupou-se fartamente dos dízimos, tema de vários concílios regionais ou ecumênicos da Igreja Católica Romana. Entre os cristãos ortodoxos, no entanto, a prática não prosperou.

    Entre os judeus, o costume de pagar dízimos se manteve, apesar das invasões estrangeiras. Depois de esmagada a última revolta contra o domínio romano, a Palestina foi esvaziada de sua população e o judaísmo se espalhou pelo mundo. Posteriormente, o dízimo passou a ser cobrado em dinheiro e perdeu o caráter de contribuição decimal. Foi substituído por um conjunto de doações, em princípio voluntárias, com fins de culto, previdência social e beneficência.

    Nos primórdios do cristianismo não havia dízimo, mas doações voluntárias com fins caritativos denominadas oblações. No século VI, com o desmoronamento do sistema de cobrança de impostos do Império Romano do Ocidente, a igreja católica transformou as oblações em dízimos. Eles, entretanto, passaram a ser utilizados também pelos senhores feudais e nobres, que atuavam muitas vezes como intermediários na cobrança.

    A redução de arrecadação foi compensada pela igreja católica com os chamados direitos de pé-de-altar, taxas cobradas por batismos, casamentos, serviços fúnebres e comunhão pascal. Tais práticas promoveram a secularização dos dízimos, que foram desviados de sua finalidade original. A igreja concedeu a alguns soberanos o direito de cobrança de parte dos dízimos, a partir do século XII. No século XVIII, com a revolução francesa, esse imposto foi progressivamente abolido.

    Nos países europeus onde ocorrera a Reforma protestante, o dízimo continuou a ser cobrado pelas novas igrejas oficiais. Em certos países, católicos ou protestantes, era cobrado também dos dissidentes. Com a abolição do dízimo na França e a partir daí, progressivamente, nos demais países europeus, o Estado achou outras formas de compensação às igrejas.

    No Brasil colonial, os dízimos pertenciam à Ordem de Cristo, a quem a Santa Sé os concedera implicitamente, ao conferir-lhe jurisdição sobre as terras conquistadas e a conquistar nas regiões ultramarinas, de acordo com bulas papais do século XV. Inicialmente, o dinheiro arrecadado mal cobria os gastos do clero, mas, com o impulso do açúcar no século XVI, o dízimo tornou-se uma das maiores fontes de arrecadação da colônia. Também aqui o dízimo era secularizado e a coroa portuguesa repassava para a igreja apenas uma parte dos bens recolhidos. O dízimo eclesiástico não se confunde com a dízima, imposto civil também de um em dez, cobrado no Brasil imperial.

    Os dízimos continuaram a ser cobrados durante o primeiro reinado, mas, no decorrer do século XIX, foram sendo progressivamente substituídos por impostos civis. Em 1890, com a separação da igreja e do estado, extinguiram-se em definitivo no Brasil. Os direitos de pé-de-altar permaneceram e as oblações tornaram-se generalizadas. Posteriormente, a Igreja Católica procurou substituir as coletas por doações mensais voluntárias, sem caráter decimal.

    Entre os evangélicos, contudo, essa prática continua até os dias de hoje.
    O Dr. Paulo de Aragão Lins, ThD, PhD, DD é ministro evangélico, missionário, escritor, poeta, jornalista, dramaturgo, tradutor e professor. É Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia, Doutor em Teologia,Doutor em Filosofia da Religião, Psicanalista e Psicopedagogo. É Doutor em Divindade, Doutor “Honoris Causa”, comendador e cavaleiro, títulos concedidos por algumas importantes entidades teológicas, e filosóficas e por várias sociedades heráldicas e condecorativas.
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    6. Paulo October 25, 2009
    Será que se eu dêr o dizimo,e mesmo dando o dizimo eu estiver mal com o meu irmão na fé o devorador não entrarár na minha vida, só poe que eu sou dizimista fiel?
    R° Não. Se eu estiver mau com o meu irmão, mesmo eu sendo dizimista, eu não consegurei impedir o devorador de entra na minha vida. E o caso do dizimo ser mandamento, é uma grande mentira... e uma jogada de martine. Dizimo é um ato de fé, e não de obrigação, para os fies. Abraão deu a decima parte a melquisedeque por livre e espontanea vontade, e não por que foi mandado fazer aquilo... É importante que seja falado a verdade sobre a palavra de Deus!
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    7. pedro January 03, 2010
    Jesus veio ao mundo e pagou todas nossas dividas,e acabou com o dizimo, damos hoje ofertas para compra de novos terrenos, novas construções, manutenção das igrejas e fundo de atendimento aos nessessitados, mas muitas igrejas seus donos e pastores vivem da la de suas ovelhas, mostram o caminho para o ceu mas colocam varios pedagios, vivem inrrequecidos pelo dinheiro das pessoas simples, mas tudo isso tera um fim, e ao fim vamos ver quem erdara o ceu, com Deus não se brinca peça a Deus que ilumine sua vida ate mesmo atravez de um sonho para que sua alma tenha salvação, e um dia voce e sua familia encontre o unico caminho que condus ao ceu,Deus te abençoe
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