Fatalidade No Espiritismo

10/02/2010 • Por • 781 Acessos

FATALIDADE NO ESPIRITISMO

Muitas pessoas acreditam que o que ocorre em nossa vida é sorte ou azar, não sabem estas pessoas que tudo obedece ao determinismo proposto antes do renascimento. Deus nos deu o livre arbítrio e por isto todo o que nos acontece é devido a nossa própria escolha. O chamado destino existe, mas as coisas vão acontecer de acordo com o nosso livre arbítrio. Vejamos o que diz o livro dos espíritos:

            Questão 851 – Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra, quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, em que se torna o livre arbítrio?

            A fatalidade não existe senão pela escolha que fez o espírito, em se encarnando, de suportar tal ou tal prova. Escolhendo ele se faz uma espécie de destino que é a conseqüência mesma da posição em que ele se encontra. Eu falo das provas físicas, porque para que é prova moral e tentações, o Espírito conservando o seu livre-arbítrio sobre o bem e sobre o mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Um bom espírito vendo-o fraquejar, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar sua vontade. Um espírito mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e  assustá-lo; mas a vontade do espírito encarnado não fica menos livre de todos os entraves.

            Questão 852 – Há pessoas que uma fatalidade parece perseguir independentemente de sua maneira de agir; a infelicidade não está em seu destino?

            Provavelmente sejam provas que elas devem suportar e que escolher. Mas, ainda uma vez, levais à conta do destino que não é, o mais frequentemente, senão a conseqüência de vossa própria falta. Nos males que te afligem, esforça-te para que a tua consciência seja pura, e tu serás consolado em parte.

            Questão 853 – Certas pessoas não escapam de um perigo mortal senão para cair num outro: parece que elas não poderiam escapar à morte. Não há nisso fatalidade?

            Nada há de fatal no verdadeiro sentido da palavra, senão o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, vós não podeis dele se livrar.

            Questão 854 – Da infalibilidade da hora da morte, segue-se que as precauções que se toma para evitar são inúteis?

            Não, porque as preocupações que tomais vos são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça; elas são um dos meios para que a morte não ocorra.

            Questão 855 – Qual o objetivo da providência ao fazer-nos correr perigos que não devem ser conseqüência?

            Quando tua vida é posta em perigo, é uma advertência que tu mesmo desejaste a fim de te desviar do mal e te tornares melhor. Quando escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, sonhas, mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons espíritos, em te tornares melhor. O mau espírito sobrevindo pensa que escaparás igualmente de outros perigos e deixas de novo tuas paixões se desencadearem. Pelos perigos que correis, Deus vos lembra vossas fraquezas e a fragilidade de vossa existência. Se examinarmos a causa e a natureza do perigo, ver-se-á que, o mais frequentemente, as conseqüências foram a punição de uma falta cometida ou de um dever negligenciado. Deus vos adverte, assim para vos recolher em vós mesmos e vos corrigir.

            Exemplos práticos:

01.Não é fatalidade pessoas atingidas por balas perdidas. Provavelmente elas cometeram assassinatos em vidas passadas e vieram resgatar o seu débito nesta vida desta forma.

02.Um médico brigou com uma pessoa que não se sentindo conformada com a briga, foi em casa pegou uma arma e veio esperar o médico no hospital. Este médico mais um outro estavam fazendo uma cirurgia. A pessoa armada olhou pela janela, fez mira no médico brigão e apertou o gatilho quando o outro médico surgiu na frente e recebeu a bala na cabeça. Teve morte instantânea. Ele nada tinha a ver com a briga. Não foi fatalidade, foi o planejamento que ele fizera na espiritualidade.

03.Dois jovens foram pescar. Um tinha 18 e outro 14. Andando no brejo, o de 14 anos foi picado por uma cascavel. O de 18 anos pegou o amigo e levou-o a um hospital. Enquanto o jovem estava sendo atendido, o outro ficou esperando sentado em um sofá. Quando foram chamá-lo, ele estava morto e o picado pela cobra saiu andando normalmente. Cumpria-se o planejamento deles.

            Muitas pessoas seriamente endividadas fazem projetos de se tornarem médiuns e ajudar os irmãos necessitados, muitos dos quais ele mesmo prejudicou, mas na terra acabam fugindo das obrigações. Acontece que seu próprio espírito colocou algumas fatalidades para que ele abrisse os olhos e se voltasse a Deus. Entre estas fatalidades pode ocorrer até a retirada da vida carnal.

            Ex: Márcio, extremamente endividado, fez compromissos de se tornar médium e ajudar a todas as suas vítimas. Na terra fez um brilhante curso de Direito e se tornou Juiz. Ficou riquíssimo e orgulhoso. Teve um tumor no cérebro que o deixou paralítico e mudo. Então ele é levado a um centro espírita onde se melhorou e agora traduz para o público mudo (através de sinais) as palavras dos palestrantes espíritas.

            É por isto que no Espiritismo se ouve muito: ou vem por amor ou pela dor. Os dorminhocos geralmente só vem para o Espiritismo depois de muito sofrimento.