O Irmão Mais Velho Do Filho Pródigo

24/03/2008 • Por • 119,271 Acessos

A famosa parábola do filho pródigo citada em Lucas 15:10 a 32 nos trás diversas mensagens, em especial a que se refere à alegria do Pai quando nos arrependemos e nos entregamos a Ele depois de darmos algumas “cabeçadas” pelo mundo, mas também temos algumas lições importantes inseridas na atitude do irmão mais velho do mesmo. Vejamos:

1) O irmão mais velho estava distante e não sabia o que acontecia na sua própria casa. (“E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.” Lucas 15:25 e 26).
• Quantas vezes nos afastamos da presença de Deus: não oramos mais com afinco e com fervor, não lemos nem meditamos mais na Palavra, nos afastamos da convivência diária com o Senhor e acabamos perdendo a direção que nos ajuda, nos edifica e nos abençoa. Ficamos sem saber o que ocorre dentro da nossa própria casa... Começamos até a chegar mais perto, ver os rumores contrários que se levantam ao redor, mas não compreendemos bem como, quando e muito menos o porquê daquele mal ter se instalado na nossa vida ou na vida de pessoas que estão diariamente ao nosso redor. Quando não vigiamos somos pegos de surpresa por algo que já estava ali há muito tempo. Ficamos boquiabertos com o que ocorreu, não sabemos como se instalou e muito menos como fazer para erradicar o mal que entrou em nossa vida. “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. o poder de Deus” Mateus 22:29. Para cada problema existe uma direção segura e completa nas Escrituras que nos garante a vitória. Precisamos nos aplicar a conhecer o que a Bíblia diz sobre o problema e também receber a direção de Deus para colocar o Seu poder em ação, acabando com o sofrimento que nos assola.

2) O irmão mais velho não queria saber, ao contrário, ficou muito indignado. (“Mas ele se indignou, e não queria entrar.” Lucas 15:28)
• Quantas vezes não demos as costas ao problema, nos irritamos, nos desanimamos, ficamos alheios à questão na esperança de que ela volte de onde veio como que num passe de mágica... Muitas pessoas já nem lutam mais, achando o problema normal, alguns até dizem “minha dor”, “meu diabetes”, “minhas dívidas”, ou seja, esfriaram na fé e perderam totalmente as esperanças de viver livres do que as atormenta. Elas já nem querem mais saber. É uma pena porque Deus nos reserva o melhor desde que assumamos a nossa posição em Cristo, ou seja, querendo receber o bem de Deus e obedecendo à sua direção para que Seu poder opere e nos traga vitória e confiança multiplicadas. “Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra” Isaías 1:19


3) O irmão mais velho questionou a atitude do seu próprio pai (“E saindo o pai, instava com ele.”)
• O desconforto do irmão mais velho para com a situação era tal que ele simplesmente disparou seus motivos impensados contra o próprio pai. Quantas vezes nós também, numa atitude frustrada e impensada ficamos “de mal” de Deus, colocando todos os nossos motivos egoístas e pequenos, como se Ele fosse o causador do nosso entrave. Simplesmente não estamos entendendo nada e queremos achar um culpado para o que está ocorrendo e que este não seja a gente mesmo! Quando nos iramos, nos irritamos, perdemos o senso e o controle ficamos há quilômetros de Deus e, consequentemente, fora da solução dos problemas que nos afligem. “Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.” Tiago 1:19 e 20.

Outro aspecto importante revelado pelo irmão mais velho nesta parte é toda a sua inveja da atitude do pai frente ao seu filho pródigo.
Antiguidade no Evangelho não é sinônimo de preferência de Deus para nos dar as bênçãos que precisamos: Quantas pessoas não estão há anos freqüentando a igreja e simplesmente não crescem. Aí chega um novo convertido e este começa a ser ricamente abençoado.
A diferença certamente está nas atitudes para como o Senhor: o novato erra, mas logo pede perdão a Deus e àqueles a quem ele ofendeu; ele não guarda qualquer rancor no coração, esquecendo rapidamente um ofensa que lhe fizeram; ele rasga o coração diante de Deus, se arrepende dos seus caminhos errados e não tarda em mudar suas atitude; ele não se reveste de preconceitos e aprendeu que amar a Deus é obedecer à Sua Palavra que ele acabou de aprender: Deus se agrada dos sinceros e não dos perfeitos.

Em Nome de Jesus.

Mônica Gouvêa Sgarbi Gazzarrini
E-mail: mogazzar@hotmail.com

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Perfil do Autor

MONICA GAZZARRINI

renascida em Cristo, estudiosa do Evangelho, escritora, administradora de empresas, contabilista, especilista em marketing.