Provas Da Existência De Jesus

30/06/2009 • Por • 17,289 Acessos

                     PROVAS DA EXISTÊNCIA DE JESUS

      Parece inacreditável que após 2000 anos ainda há pessoas que não acreditam que Jesus existiu realmente. “Fantasia” - dizem uns, “lendas” afirmam outros, “coisas de quem não tem o que fazer” e assim sucessivamente.

      Os historiadores não deram muita ênfase a Jesus em sua verdadeira época. Por quê? Simplesmente porque ele era uma pessoa simples, do povo, nunca fora a uma escola, não tinha posses, era muito pobre, filho de carpinteiro, não tinha um “alto status”, não tinha pais importantes da “alta sociedade”. Os historiadores de nossa época dão alguma atenção a este tipo de gente? Claro que não. Os daquela época também. Foi por este motivo que só bem mais tarde os historiadores perceberam a sua negligência. Jesus passara quase  que despercebido e hoje há muitas buscas a respeito das coisas que dizem respeito a Jesus.

      Mas há muita prova documental a respeito de Jesus. Infelizmente a maioria destas provas estão no Vaticano que mantém as portas fechadas para o povo. Algumas, porém estão no domínio público. Uma destas provas são os textos Bíblicos, principalmente dos quatro evangelistas. Através deles temos belíssimos ensinamentos deixados por Jesus. Entre estes textos temos o Sermão da montanha e as diversas parábolas. Mas para quem foi dirigido o sermão da montanha? Vejamos alguns exemplos:

      “Bem aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino de Deus”

      “Bem aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos!

      “Bem aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis

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      “Mas ai de vós que sois ricos, porque tendes vossa consolação”.

      “Ai de vós que estais fartos, porque vireis a fome!”

      “Ai de vós que agora rides, porque gemereis e chorareis”

      Entre as parábolas temos a “do filho pródigo”, “do jovem rico”, “das minas”, “dos vinhateiros”, “do juíz iníquo” e assim por diante. Vimos então que Jesus estava preocupado com o povo pobre, os sofridos, os famintos, os peregrinos. Por outro lado ele usava as parábolas para exemplificar e explicar da melhor maneira possível os caminhos da espiritualidade. A linguagem nem sempre era acessível a todos uma vez que o povo da época era bastante rude ainda. Mas ele disse que um dia viria o Consolador e explicaria da melhor maneira possível de modo que seus ensinamentos ficariam mais claros.

      Muitos textos da Bíblia estão em linguagem figurada e precisam-se decodificar os textos para a verdadeira compreensão. Alguns textos também contém erros, o que já foi debatido por muitos e muitos especialistas no assunto. Isto porque a Bíblia foi escrita por homens e inspirados por Deus. Alguns erros contidos na Bíblia deve-se a imperfeição dos homens e não de Deus.

      Por alguns destes motivos muitos não acreditam no nascimento de Jesus e acreditam que sejam invenção dos crentes, dos religiosos. Como não temos acesso aos documentos do Vaticano, temos outras provas documentais a respeito do nascimento de Jesus. Estes documentos são do domínio público.

      O mais famoso destes documentos é a carta que o Senador Públio Lentulus enviou ao imperador César falando sobre Jesus. É uma carta bastante comovente e  que  nos  traz uma luz de como era o Cristo da época. Vejamos na íntegra esta carta:

                                RETRATO DE JESUS

      “Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus,  que  pelo  povo  é  inculcado  o  profeta  da

verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, Criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

      Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

      A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.

      Diz-se que ninguém nunca o viu rir, mas, ante, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na Palestina, contenta muito, mas o faz raramente e, quando ele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais visto uma mulher bela, porém se a Majestade tua, o César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei em mandá-lo o mais depressa possível.

      De letras, faz-se admirar de toda cidade de Jerusalém, ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

      Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram jamais tais conselhos de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como divino e muitos me querelam, afirmando que é contra lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

      Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele o têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à Tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

      Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo...

                                       Públio Lentulos  - Presidente da Judéia. Lindizione sétima, luna seconda”.

(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de Jesus, foi mandada de Jerusalém ao Imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)

      Este documento por si só prova a existência de Jesus e de suas virtudes porque o senador Públio não iria perder tempo com qualquer mendigo, muito menos o imperador César que tinha interesses bem diferentes. É também a narrativa que mais se aproxima das fotos de Jesus que conhecemos, tanto é que dizem os entendidos que foi a partir desta carta que se desenhou um rosto para Jesus, embora não possamos afirmar com certeza que estas fotos são de Jesus já que elas apareceram bem depois dele. Mas o importante é o que Cristo foi e não a sua aparência.

      Lentulus fala das grandes virtudes de Jesus, que jamais o viram sorrindo, porém muitos o viram chorando. Chorando por quê? Provavelmente pelas mazelas do mundo, pela cabeça dura do povo.

      Outro documento importante que temos é o processo de condenação de Jesus à morte. Vejamos:

                                A SENTENÇA DE CRISTO

      Cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha.

      No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro da Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente na Baixa Galiléia, HERODES ANTIPAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do Templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME E SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente - EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arquiresidência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus chamado pela plebe - CRISTO NAZARENO - e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica - contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI de ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores , e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta  sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra  o  Imperador  Romano.  Testemunhas  da  nossa  sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAIM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BAN BASU, LARÉ PETUCULANI. Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LUCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO.

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      Este documento é importantíssimo. Afinal, quem é que vai condenar uma pessoa que não existe? Portanto ele prova a existência de Jesus.

      Jesus existiu realmente e os seus ensinamentos são insuperáveis. Nós, os espíritas, não temos nenhuma dúvida sobre o mais brilhante espírito que veio em nosso orbe e nos esforçamos para seguir seu maior mandamento: “ Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

      O Sudário poderia ser uma prova da existência de Jesus Cristo, mas há muita controvérsia a respeito desse manto pelo que deixamos de considerá-lo como uma prova cabal.

      Mas um fato chamou a atenção da imprensa ultimamente. Trata-se de uma inscrição encontrada em um ossuário descoberto recentemente em Israel. Parece ser a peça arqueológica mais antiga encontrada que diz respeito a Jesus.

      A inscrição aparece  na  língua  Aramaica,  a  língua  que  Jesus falava. O ossuário estava vazio com os seguintes dizeres em Aramaico: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. O objeto data de 63 d. C.

      Era comum os judeus da época 20 a . C. a 70 d. C. usarem os ossuários para colocar seus despojos finais. A inscrição também diz respeito a José pai de Tiago que também é pai de Jesus.

      Tiago é considerado irmão de Jesus no Novo Testamento e líder da igreja em o Livro dos Atos e nas cartas de Paulo.

      No século primeiro o historiador judeu Josephus escreveu que “o irmão de Jesus” de nome Tiago, foi apedrejado até a morte.  Portanto trata-se do mesmo Tiago.

      Aqui também temos um fato interessante: que Jesus tinha outros irmãos e não era filho único como afirmam os teólogos.

      O importante é que temos prova da existência de Jesus, o mais perfeito espírito que apareceu na face da terra.  Seus ensinamentos são a mola propulsora que direcionam  o povo sofrido que caminha sobre este orbe.  E é pelo caminho indicado por ele que nós palmilhando seguindo sempre seus passos, pois foi Ele mesmo quem disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

 

 

Perfil do Autor

Henrique Pompilio de Araújo