Sexo Na Espiritualidade

26/07/2009 • Por • 4,603 Acessos

SEXO NA ESPIRITUALIDADE

          Se pudéssemos ver os espíritos que se encontram nos prostíbulos, veríamos verdadeiros monstros. Os espíritos viciados em sexo se tornam mais feios que os viciados em drogas ou cigarros. Muitos espíritos viciados em sexo moram nos prostíbulos, nos motéis, nas zonas de meretrício. Ali eles aguardam a chegada dos encarnados para juntos praticarem suas orgias sexuais.

      Na obra “Esculpindo o próprio Destino” estas cenas são descritas com mais perfeição. Citaremos um pequeno trecho:”Aquelas bruxas já não eram mais repugnantes. Ao contrário, a distorção de suas   percepções   o   fazia   identificá-las   como   exuberantes representantes do sexo oposto, provocadoras e instigadoras de sua volúpia.

        Oliveira, então, entregou-se às antigas aventuras, as mesmas que vivera na Terra na companhia de jovens de carne e osso, cuja estética física era linda e extremamente agradável, mas que, em suas almas, os mesmos germens de desequilíbrio as tornavam muito semelhantes às entidades que ali estavam.”

        Neste livro percebemos todos os tipos de anomalias sexuais que são praticadas no umbral. Os espíritos saem verdadeiramente esgotados, sem forças e sem ânimo para nada. As entidades parecem bonitas para elas, mas qualquer vidente teria imagens tenebrosas, pois são espíritos muito inferiorizados, muito animalizados. A questão sexual aí é apenas como orgia sexual, sem uma finalidade digna.

      O livro “Nosso Lar” de André Luiz mostra o caso de Tobias que estava no outro mundo com suas duas mulheres. No plano terreno ele era casado com Hilda. Tiveram dois filhos e sua esposa veio a falecer. Tobias sofreu muito e resolveu desposar Luciana. Houve muita revolta por parte de Hilda a qual foi aconselhada por sua avó. Hilda concordou. Mais tarde retornam Tobias e Luciana e passaram a conviver juntos na mesma casa. Segundo Tobias “reconhecemos que entre o irracional e o homem há enorme série gradativa de posições. Assim, também, entre nós outros, o caminho até o anjo representa imensa distância a  percorrer. Ora, como podemos aspirar à companhia de seres angélicos, se ainda não somos nem mesmo fraternos uns com os outros? Claro que existem caminheiros de ânimo forte, que se revelam superiores a todos os obstáculos da senda, por supremo esforço da vontade; mas a maioria não prescinde de pontes ou do socorro de guardiães caridosos. Em vista dessa verdade, os casos dessa natureza são resolvidos  nos alicerces da fraternidade legítima, reconhecendo-se o verdadeiro casamento é das almas e essa união ninguém poderá quebrantar.  Informa a esposa Hilda que ela se casou na terra com Tobias devido   afinidades   espirituais. Eram portanto duas almas que se amavam verdadeiramente no matrimônio.

      André Luiz sentindo maiores necessidades de explicações procurou a senhora Laura que procurou satisfazer o nosso irmão. Ela disse para ele que: “ precisamos compreender o espírito de seqüência que rege os quadros evolutivos da vida. Se atravessamos longa escala de animalidade, é justo que essa animalidade não desapareça de um dia para outro. Empregamos muitos séculos para emergir das camadas inferiores. O sexo participa do patrimônio de faculdades divinas, que demoramos a compreender.”

      Allan Kardec em  “O livro dos Espíritos” pergunta: Questão n. 200 - “Os Espíritos têm sexos”? Não como entendeis pois, os sexos dependem do organismo. Entre eles há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos.”  Há portanto uma afinidade muito grande entre os espíritos. O espírito, logo que desencarna mantém o seu perispírito  com a última roupagem na terra. Se ele foi homem - continua no mundo espiritual como  homem, se foi mulher - continua como mulher. Só os espíritos muito evoluídos pode assumir outras roupagens anterior ou formar uma nova. É assim que vemos em nossos centros as comunicações de um espírito masculino ou feminino. É também uma maneira deles se mostrarem  conhecidos aos encarnados.

      Ainda na obra “Nosso Lar” há uma passagem interessante a respeito de noivados e casamentos.  Em dado momento Lísias diz a André Luiz: “Finalmente, vai você conhecer minha noiva, a que tenho falado muitas vezes a seu respeito”. André Luiz fica intrigado com isto e pergunta se lá também existem tais coisas.  Como não, diz Lísias: “Vive o amor sublime no corpo mortal, ou na alma eterna? Lá, no círculo terrestre, meu caro, o amor é uma espécie de ouro abafado nas pedras brutas.  A passagem mais bonita é a que ele diz em seguida: “O noivado é muito mais belo na espiritualidade. Não existem véus de ilusão a obscurecer-nos o olhar. Somos o que somos. Lascínia e eu já fracassamos muitas vezes nas experiências materiais. Devo confessar que quase todos os desastres do pretérito tiveram origem na minha imprevidência e absoluta falta de autodomínio. A liberdade que as leis sociais do planeta conferem ao sexo masculino, ainda não foi devidamente compreendida por nós outros. Raramente algum de nós a utiliza no mundo em serviço de espiritualização. Amiúde, convertemo-la em resvaladouro para a animalidade. As mulheres, ao contrário, têm tido, até agora, a seu favor, as disciplinas mais rigorosas. Na existência passageira, sofrem-nos a tirania e suportam o peso das nossas imposições: aqui, porém, verificamos o reajustamento dos valores. Só é verdadeiramente livre quem aprende a obedecer. Parece paradoxo e, todavia, é a expressão da verdade. Em seguida continua: (...) Lascínia e eu fundaremos aqui, dentro em breve, nossa casinha de felicidade, crendo que voltaremos à Terra precisamente daqui a uns trinta anos.

      Muitos casais fazem este pacto na espiritualidade.  Os planos são elaborados lá e aqui na terra são postos em prática. Acontece que a falta de religiosidade, a incompreensão, a vaidade, o orgulho, a ignorância faz com que muitos assumem planos diferentes, ficando adiado os planos elaborados anteriormente.

      A pessoa que também casa e descasa a todo e qualquer momento vai trazer graves conseqüências para o futuro. Ninguém veio à terra para se casar com um e com outro. Há pessoas que já se casaram com 20 pessoas diferentes. Num país onde reina monogamia, isto é inaceitável. Esta pessoa não está nenhum pouco preparada para assumir um casamento e acha que isto é um verdadeiro passatempo. Não se pode brincar com coisas sérias, aliás seríssimas.

      Pelo que vemos o casamento no mundo espiritual não é para se pôr em prática a parte sexual, que nem existe mais nos espíritos superiores. Os dois se juntam para melhor elaborar a pauta de trabalho que vai executar no plano terrestre. É como se fosse um encontro de trabalho entre dois executivos: vamos conviver juntos para fazermos isto e isto e  mais  aquilo,  para  sanar  nossas  dívidas, angariar alguns pontos mais a nosso favor, sermos pais de fulano, fulana, sicrano, etc, e tal.

      Encontramos um bom texto explicativo sobre sexo no mundo dos espíritos na revista Cristã de espiritismo.

      “Próximo à crosta terrestre está localizado o Umbral que abriga os Espíritos com o teor vibratório muito baixo. Devido à sua condição de pouca evolução moral, no umbrífero eles mantêm relações sexuais com outros seres, em clima de vampirização. Por outro lado, há uma situação preocupante com os encarnados que têm o pensamento fixo em sexo. O que pode criar uma ligação entre os desencarnados que estão nesta sintonia.

Durante o sono, é comum os encarnados se desprenderem do corpo físico e irem para o Mundo Espiritual encontrarem-se com Espíritos afins, desencarnados ou encarnados, em lugares onde podem harmonizar suas mentes. No entanto, alguns encarnados vão à procura de sexo em esferas de mais baixa vibração. Isto acontece por meio de uma simples mentalização de encarnado para encarnado ou de encarnado para desencarnado, capaz de estabelecer uma faixa vibratória que os conduzirá para estes locais. Quando se trata de uma mentalização de desencarnado para encarnado, ela ocorre se estiverem na mesma faixa vibratória porque a pessoa mantendo uma conduta moral, cristã e mentalização elevada, onde prevalece o trabalho caridoso, essas entidades não conseguirão vampirizar o encarnado.

Esses Espíritos se encontram no Vale do Sexo do Mundo Espiritual ou em lugares do Mundo Material onde a prática da prostituição é intensa ou de vibração negativa. Nesse vale, o encarnado é diferenciado pelo desencarnado pelo cordão fluídico que o liga ao corpo físico. Quando a pessoa desperta de seu sono, não lembra dos acontecimentos, mas sua mente guarda o registro de uma sensação indefinido. Algo idêntico acontece com indivíduos que têm uma vida dupla, isto é, uma conduta 
social durante o dia, mas à noite para saciar os seus desejos carnais, freqüentam locais cuja energia é a mesma do vale do sexo.

Mesmo numa relação conjugal, em que deve haver uma cumplicidade que inclui o sexo, além do apoio mútuo, se uma das partes sentir-se rejeitada ou mal amada, acabará procurando satisfação em esferas mais baixas, que podem estar no campo material ou espiritual. Portanto o sexo deve ser visto como uma obra de Deus, e nós devemos saber utilizar essas energias como um bem divino e não como um desejo animalesco que nunca está satisfeito, à procura de novos encontros tanto em um Mundo quanto no outro. Ele é uma força poderosa que existe no organismo espiritual que, se liberada indiscriminadamente, pode levar o ser humano à desilusão, à loucura, provocando graves enfermidades.

O Espírito iluminado de Emmanuel, no livro Vida e Sexo, psicografado por Chico Xavier, escreve a seguinte mensagem: “A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do Universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se reveste”.

André Luiz em Ação e Reação, também psicografado por Chico Xavier, escreve com sabedoria: “Examinando como força atuante da vida, à face da criação incessante, o sexo, a rigor, palpitará em tudo, desde a comunhão dos princípios subatômicos à atração dos astros porque, então, expressará força de amor, gerada pelo amor infinito de Deus”.

As mensagens acima revelam quanto o sexo é importante para nossas vidas e evolução espiritual. Trata-se de uma energia que dosada e centralizada, deve ser canalizada para uma vida em comunhão com o bem e psiquicamente tranqüila.

Pesquisa realizada pela Unesco e divulgada pela revista Veja, indica que os jovens, atualmente, começam a ter uma vida sexual precoce: as meninas aos 15 anos e os meninos 14. Outro dado relevante é que
normalmente a primeira relação não foi com o namorado e sim com um “ficante”, ou seja, um desconhecido, praticamente. No que se refere à gravidez, um levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo revela que nascem cerca de um milhão de bebês, por ano, de mães solteiras entre 15 e 19 anos. E que de cada 100 adolescentes que engravidam sem um planejamento, 25 já têm pelo menos um filho.

Os números colocados acima são de vital importância porque nos dão uma visão da vida sexual dos jovens no planeta. “Sabemos da importância dessa relação, daí a nossa preocupação de não vermos o ato sexual como uma necessidade carnal e sim como algo sublime que nos proporciona o amor sincero, a família, o prazer de viver, de sentir-se bem, de evoluir.”

Obs: Partes deste texto foi retirado do original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 20, ano 2003.

Perfil do Autor

Henrique Pompilio de Araújo