Iniciação Maçonaria

29/03/2010 • Por • 4,603 Acessos

Regularmente, só deve ser iniciado um candidato de cada vez. Se, porem, circunstancias especiais o exigirem, poderão ser iniciados três candidato na mesma sessão.

Neste caso, o V.: M.: providenciará:

a)      Que cada candidato seja introduzido na C. R.: de modo a ficar só, durante o tempo em que faz suas declarações;

b)      que o profano que ceder o lugar para o outro seja conservado em lugar separado, e com as oo.: VV.: ;

c)      que o Exp.: sejam dados tantos ajudantes quantos necessários, para que sua missão seja adequadamente desempenhada;

d)     que as perguntas; durante o cerimonial de iniciação, não sejam feitas aos candidatos em conjunto, mas a cada um, nominalmente;

e)      que todas as viagens sejam feitas pelos profanos em conjunto, mas que um só bata nos AA.: a cada vez.

O tratamento ao candidato será respeitoso, sendo vedadas praticas abusivas e inconvenientes, não condizendo com o alto significado inicia tico, como escola de preparação de homens justos e perfeitos.

 

 

DA PREPARAÇÃO DE UM CANDIDATO Á INICIAÇÃO

 

O profano deve ser conduzido a loj.: pelo Ir.: que apoiou sua petição. Ao chegarem, venda-o cuidadosamente. Na S.: PP.: PP.:, entrega-o ao Ir".: Exp.: que, batendo levemente ao ombro, dirá:´´Eu sou vosso guia, tende confiança em mim e nada receeis".

Depois de fazê-lo dar algumas voltas pelo edifício, sem permitir que qualquer Ir.: fale-lhe ou dele se aproxime e,muito menos, o torne alvo de zombaria, introduzi-lo á na C.:R.:, onde o prepara convenientemente tirando-lhe todos os mmet.: que, colocados numa salva, serão depositados ,logo após a abertura dos trabalhos, na mesa do Tes.:.

O candidato deverá ter o lado esquerdo do peito e a perna direita, até o joelho, nus, substituindo-se-lhe o sapato do pé direito por uma alpargata.

Depois de assim preparado, o Exp.: tira-lhe a venda e diz-lhe: ‘Profano deixo-vos entregue ás vossas reflexões; não estareis só, pois Deus, que tudo vê, será testemunho da sinceridade com que ides responder as nossas perguntas'. Voltando, um pouco depois, entrega-lhe o formulário que contém o questionário e o testamento, dizendo-lhes: Profano, a associação a que desejais pertencer pede que respondais sem restrições ou reservas mentais, as perguntas que vos apresento; de vossas respostas dependerá vossa admissão em seu seio".

As perguntas contidas no questionário devem obter a seguinte formula:

 

Á G.:D.:G.:A.:D.:U.:

Senhor,

Respondeis livremente as seguintes perguntas:

Quais são os vossos deveres para com deus?

Quais são os vossos deveres para com Humanidade?

Quais são os vossos deveres para com Pátria?

Quais são os vossos deveres para com Família?

Quais são os vossos deveres para com próximo?

Quais são os vossos deveres para com convosco?

 

 

Cerimônia de iniciação da Maçonaria

 

V.:M.: (!)      – Ir.: Exp.:, podeis informar-me se a C.: R.: encontra-se algum candidato a iniciação em nossos AAug.: MMist?

Exp.:             - Sim, V.: M.:, o profano F... aguarda na C.:R.:, o momento de ser iniciado

V.:M.:          - Meus Ir.: tendo corrido regularmente o processo preliminar para a admissão do profano F..., é chegado o momento de sua recepção.

Como sabeis, este ato é um dos mais solenes da nossa instituição, pois não devemos esquecer que, com a aceitação de um novo membro nesta loj.: estamos dando a um novo Ir.: á Família Maçônica Universal.Se alguns de vos tem observações contra esta admissão deve declará-las, leal e francamente.

Se houver alguma oposição, esta será discutida e depois posta em votação, decidindo-se por maioria de votos. Se a Loj.: recusar a admissão, ou adiá-la para depois de novas sindicâncias, interromper o ritual neste ponto, cientificando-se o profano de que "AINDA NÃO CHEGOU O DIA DE SUA ADMISSÃO "e, com as mesmas formalidades da entrada será ele retirado do edifício.

V.: M.:         - Os IIr.: que aprovam que se proceda a iniciação do profano F... queiram manifestar-se pelo sinal de costume.

Pausa para a verificação. Sendo aprovado:

-Ir.: Exp.: ide ao lugar onde se encontra o profano e dizei-lhe que sendo perigosas as provas por que terá de passar, é conveniente que faça seu testamento e, ao mesmo tempo responda as questões que submetemos ao seu espírito, para bem conhecermos seus princípios e avaliarmos o mérito de suas virtudes.

O Exp.: executa a ordem e, depois de recebidos o questionário e o testamento devidamente preenchido e assinado, volta ao T.: trazendo-os em mãos. Entrando sem formalidades, posta-se entre CCol.:

Exp.:     - V.:M.:, o prof.: cumpri suas primeiras obrigação. Eis aqui sua resposta e seu testamento.

V.:M.: - entregai-o ao Ir.: Orad.: para decifrá-lo.

Recebe o documento, o Orad.: lê, em voz alta, o testamento e as respostas.

V.:M.: - Meus IIr.:se estais satisfeitos com as respostas do prof.:, manifestai-vos pelo sinal de aprovação.

Se houver objeção, a Loj.: decidirá por maioria de votos.

V.:M.:  - Ir.: Tes.: estais satisfeito?

Tes.:   - (a ordem)- .....

V.: M.:    - Ir.: Sec.: a G.:L.:P.: enviou o placet de iniciação deste candidato ?

Sec.:     - (a ordem)

V.: M.:    - Ir.:Orad.: daí-me vossa conclusões.

Orad.: (a ordem) –V.:M.:se razoes especial não impuserem o contrario a vossa sabedoria, eu em nome desta Loj.: e de acordo com as leis que regem a nossa Instituição, respeitosamente solicito-vos que se proceda a iniciação do prof.:F...

V.:M.:     - Ir.: Exp.: acercai-vos do prof.: e dizei –lhes que dele esperamos a necessária coragem para sair vitorioso das provas a que vamos submetê-lo. Preparai-o segundo nossos usos e trazei-o a porta do T.: Recolhamo-nos, meus IIr.: ao mais profundo silencio.

O Exp.: vai cumprir a ordem e, trazendo o prof.: a porta do T.: ai bate irregularmente.

G.:T.:      - (desembainhando a espada) – Profanamente batendo batem a porta do T.:, V.: M.:.

V.:M.:     -( com ênfase) – Verificai quem é o temerário que ousa interromper nossa meditação!

O G.:T  diz, entreabre a porta cautelosamente e, colocando a ponta da espada no peito descoberto do Prof.: diz, em voz alta e áspera.

G.:T.:    - (com ênfase) – Quem sois, temerários, que vos arrojais a querer forçar a entrada do T.:?

Exp.:     - (com brandura) – Suspendei vossa espada Ir.: G.:T.: pois ninguém ousaria entrar neste recinto sagrado sem vossa permissão.

Desejo de ver a Luz, este profano vem humildemente pedi-la.

G.:T.:    - Adimira-me muito, meu Ir.: que em vez de virdes meditar conosco nos AAug.: MMst.: que procuramos desvendar, deles vos alheeis, conduzindo a este T.: um curioso, talvez um dissimulado.

Voltando –se para o interior do T.: sem fechar a porta;

È nosso Ir.: Exp.:, que conduz a porta do T.: um prof.: desejoso de ver a Luz.

V.:M.:   - Por que Ir.: Exp.: vieste interromper nossos silencio, conduzindo a nossa loj.:  um prof.: para participar de nosso MMist.: ? Como poderia ele ter concebido tal esperança?

Exp.:     - Por que é livre e de bons costumes.

V.:M.:   - Não é o bastante, meu Ir.:.Sabeis, porventura, os sues merecimentos? Conheceis esse prof.:? Sabeis o seu nome, onde nasceu, sua idade, se crê em Deus, sua profissão, seu estado civil?

Exp.:    - V.: M.: este prof.: chame-se....nasceu em .....no dia .....de....de....Seu estado civil é .....; exerce profissão de ..... e crê em Deus. Ele vem pedir –vos que o inicie em nossos AAug.: MMist.:

V.:M.:    - Meus Ir.: ouvistes o que declarou o Ir.: Exp.: Se concordais com o desejo do candidato, se o julgais digno de receber a revelação de nossos MMist.:, manifestai-vos pelo sinal.

Depois de manifestar favorável:

Ir.: G.:T.:freqüenta-lhe o ingresso.

O prof.: entra conduzido pelo Exp.: que se coloca atrás dele.

Fecha a porta, o G.:T.: encosta a ponta da espada em seu peito.

V.:M.:     - vedes alguma coisa, senhor F...?

Prof.:   -.....

V.:M.:   - Sentis alguma impressão no peito?

Prof.:    -......

V.:M.:   - A arma, cuja ponta simboliza o remorso que, ferido vosso coração, há de perseguir-vos se fordes traidor a associação a que desejai pertencer.Serve, também, para adverti-vos de que deveis mostrar –vos acessível as verdades que sentem e que não se exprimem.O estado de cegueira em que se encontrais é o símbolo das trevas que cercam o mortal que ainda não recebeu a Luz que o guiará na estrada da virtude.

Pausa

Que quereis, senhor? Por que vindes perturbar nossas cogitações?

Prof.: ......

O G.:T.: retira a espada.

V.:M.:   - E esse desejo é filho de vosso coração?

È por vossa vontade sem constrangimento algum, que vindes pedir admissão entre nós?

Prof.:....

V.:M.:  - Refleti bem no que pedis! A Maç.: não é uma sociedade de auxilio mútuos. Ela tem responsabilidades e deveres para com a Sociedade, a Pátria e a Humanidade. Preocupada com o progresso e adstrita aos princípios de uma severa moral, assiste-lhe o direito de exigir de seus aptos o cumprimento de sérios deveres, além de enormes sacrifícios. Todos aqueles que não cumprir os deveres de Mac.:, em qualquer oportunidade, nos o consideramos traidor é Mac.:.

Pausa.

Já passastes pela primeira prova , a da terra , pois é o que representa o compartimento em que estivestes encerrado e onde fizestes vossas ultimas disposições.Resta-vos, porém, outras provas, para as quais é necessário toda a vossa coragem.

Consiste em vos submeter a elas? Tendes a firmeza precisa para afrontar os perigos a que vai ser exposta vossa coragem?

Prof.: ......

V.:M.:    -Ainda uma vez, refleti, senhor. Se vos tornardes Maç.:, encontrareis em nossos símbolos a realidade do dever.Não deveis combater somente vossas paixões e trabalhar para vosso aperfeiçoamento, mas tereis, ainda, de combater outros inimigos da Humanidade, como sejam, os hipócritas que a enganam, e os pérfidos que as desfraldam; os ambiciosos que a usurpam, e os corruptos e sem princípios, que abusam da confiança dos povos.A estes não se combate sem perigo.Senti-vos com energia, coragem e dedicação para combater o obscuraismo, a perfídia e o erro?

Prof.:......

V.:M.:  - Pois que é essa resolução, não respondo pelo que vos possa suceder.

Pausa.

-Ir.: Ter.:, levai esse prof.: fora do T.: e conduzi-o por esses caminhos escabrosos, por onde passam os temerários que aspiram conhecer nossos arcanos.

O Exp.: toma o Prof.: pelo braço esquerdo e leva –o para fora do T.:.Depois de fazê-lo dar algumas voltas, condu-lo novamente a porta do T.:, onde o arroja de pequena altura, amparando-o convenientemente.Para este fim, convém ter preparado um pequeno plano inclinado, de 40cm a 60cm de altura, colocado a porta do T.: e pelo qual subirá o prof.:, de maneira que, ao chegar a sua extremidade, caia dentro do T.:, onde devem estar dois IIr.: para ampará-lo, a fim de não se magoar.

Finda esta prova:

Exp.:   - V.:M.:, o prof.: deu provas de resignação e coragem.

V.:M.:   -Senhor, é somente através dos perigos e das dificuldades que se pode alcançar a iniciação.

Pausa.

Embora a Maç:, não seja uma  religião e proclame a liberdade de consciência, tem, contudo, uma crença: admite a existência de um Principio Criador, ao qual denomina GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO. È por isso que nenhuma Maç.: se empenha em qualquer empresa sem primeiro invocar o auxilio do Grande Arquiteto do Universo.

Pausa.

-Ir.: Exp.: conduzi o prof.: para junto do A.: do Ir.: 2 Vig.: e fazei-o ajoelhasse.

Depois de executar a ordem :

Prof.:, tomais parte na oração que em vosso favor, vamos dirigir ao Senhor dos Mundos e Autor de todas as coisas.

(!) Á ordem meus IIr.:.

O V.:M.: descobre-se. ( Pois ate então ele usa uma espécie de chapéu preto que cobre todo o seu rosto).

Eis-nos, ó ! G.:A.:D.:U.:, em que reconhecemos o Infinito Poder e a Infinita Misericórdia, humilde e reverente aos Teus pés.Contem nossos corações nos limites da retidão e dirige nossos passos pela estrada da virtude.Dá-nos que, por nossas obras, nos aproximemos de Ti, que és Uno e subsistes por Ti mesmo e a quem os seres devem a existência .Tudo sabes e tudo dominas. Digna-te ó ! G.:A.:D.:U.:, a proteger os OObr.: da Paz, que a Virtude e guia-nos para que, sempre, Tua proteção e ampara-o com Teu braço onipotente em todos os perigos por que vai passar.

Todos -   assim seja!

V.:M.:   -Senhor, nos extremos lances da vossa vida, em quem depositais confiança?

Prof.:    - .......

V.:M.:   - Porque confiais em Deus, levantai vos e segui vosso guia a passo seguro e nada receeis.

O V.:M.: cobre-se.O exp.: conduz o prof.: para entre CCol.: Profundo Silêncio.

V.:M.:   -(!) Sinal que batem o martelo.

1 Vig.:   -(!)

2 Vig.:   -(!)

 Todos sentam-se, exceto o prof.: e seu guia.

V.:M.:  - Senhor F (fala o nome do iniciado), antes que esta Assembléia consinta em admitir-vos ás provas, devo sondar vosso coração, esperando que respondais com sinceridade e franqueza, pois vossas respostas não nos ofenderão.Que idéias, que pensamentos vos ocorreram, quando estáveis no lugar sombrio de meditação, onde vos pediram que escrevêsseis vossas última vontade? 

Prof.: ......

V.:M.:  - Em parte já vos déssemos com que fim fostes submetido á primeira prova – a da Terra.Os antigos diziam que havi quatro elementos, a Terra, a Água, o Ar e o Fogo.Vós estáveis no escuridão e no silêncio, como um encarcerado numa masmorra e cercado de emblemas da mortalidade e de pensamentos e ela alusivos, principalmente para compelir-vos a refletir séria e profundamente, antes de realizardes um ato tão importante como o da iniciação em nossos MMist.:.

A caverna onde estivestes, como tudo o que nos cerca, é simbólica.Os emblemas que ali existem vos levaram, certamente a refletir sobre a instabilidade da vida humana, lição trivial, sempre ensinada e sempre desprezada.

Se desejais tornar-vos verdadeiro Mac.:, deveis primeiro, extinguir vossas paixões, os vícios e os preconceitos humanos que ainda possuirdes, para viverdes com virtude, honra e sabedoria.Credes em um Princípio Criador ?

Prof.:.....

- Essa crença, que enobrece vosso coração, não é exclusivo patrimônio do filósofo e do Maç.:. Desde que o selvagem compreendeu que não podia existir por si mesmo, que alguém deveria ter criado a majestosa natureza que o cerca, foi levado, instintivamente, a admirar este Criador Incriado, a quem rende tosco mas sincero culto, como Ente Supremo e Grande Arquiteto dos mundos.

Prof.: -......

V.:M.:  - É uma disposição da alma que nos induz á pratica do Bem.

Pausa

V.:M.:  -Que pensais de ser o vicío ?

Prof.: -.....

V.:M.:  - É tudo que avita o homem. È o hábito desgraçado que nos arrasta para o mal.Para impormos freio saluta a essa impetuosa propensão, para elevar-nos acima dos vis interesses que atormentam vulgo profano e acalmarmos o ardor de nossas paixões, é que nos reunimos neste T.:.Aqui trabalhamos para adptar nosso espírito ás grandes afeições e só concebemos idéias sólidas de virtude, porque somente regulando nossos costumes pelo eternos princípios de moral é que poderemos dar a nossa alma este equilíbrio de força e sensibilidade que isso, deveis refletir bem, antes de vos fazerdes Maç.: , pois se fordes admitido entre nós, a ele tereis de vos sujeitar com satisfação.

Pausa

-Preferis seguir o caminho da Virtude ou do Vicio? O da Maç.: ou do mundo prof.:?

Prof.:-.......

V.:M.:  -Senhor, toda associação tem leis particulares e todo associado, deveres a cumprir. Como não seja justo sejeitar-vos a obrigações que não conheceis, ouvi a natureza desses deveres que terá que cumprir, se persistir em partilhar dos bens de nossa Ordem.

Orad.:  -