AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA: CONVERSANDO SOBRE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

Publicado em: 28/12/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,625 |

AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA: CONVERSANDO SOBRE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

1. INTRODUÇÃO

1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO OBJETO DA AÇÃO EDUCATIVA

A sexualidade é um componente imprescindível para a formação humana, principalmente no que concerne à identidade do indivíduo, sobretudo, as expressões positivas do desenvolvimento sexual contribuem para o bem estar pessoal e da sociedade.

Nesse contexto a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2000) formulou um brilhante conceito sobre a sexualidade:

A sexualidade humana é parte integrante da responsabilidade de cada um. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. É energia que motiva a encontrar o afeto, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas se tocam e são tocadas (BOLETIM, 2000).

Sabemos que toda essa energia é vivida com mais intensidade na adolescência, é nessa fase que o ser humano procura firmar o seu espaço na sociedade, sendo tremendamente influenciado por mudanças fisiológicas, psicológicas e comportamentais, tais fatores somam-se à descobertas sexuais e um turbilhão de informações referente a sexo e relações humanas, muitas delas distorcidas.

A sexualidade humana é uma construção histórica, cultural e social, e se transforma conforme mudam as relações sociais. No entanto, em nossa sociedade, foi histórica e culturalmente limitada em suas possibilidades de vivência, devido a tabus, mitos, preconceitos, interdições e relações de poder. (BRASIL, 2006).

Para adolescentes e jovens, esta dimensão se traduz em um campo de descobertas, experimentações e vivência da liberdade, como também de construção de capacidade para a tomada de decisões, de escolha, de responsabilidades e de afirmação de identidades, tanto pessoais como políticas. A sexualidade se destaca como campo em que a busca por autonomia de projetos e práticas é exercida de forma singular e com urgências próprias da juventude (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA, 2003).

Conforme Picazio (1999) quatro aspectos compõem a sexualidade: o sexo biológico, a identidade sexual, o papel sexual e a orientação ou desejo sexual. No nascimento evidencia-se o sexo biológico com as características genotípicas e fenotípicas do corpo. Seja homem, mulher ou hermafrodita (anomalia genética rara) estão presentes os órgãos genitais de ambos. Geralmente, aos três anos de idade temos a identidade sexual ou identidade de gênero, o senso de ser homem ou mulher. O papel sexual se refere ao comportamento do indivíduo masculino, feminino ou misto. Ao final da adolescência define-se a orientação/desejo sexual que pode ser heterossexual, homossexual ou bissexual.

Dessa forma é imprescindível a compreensão do termo sexualidade no âmbito cultural, sentimental, psicológico, comportamental, biológico e reprodutivo. Identificar e avaliar as variáveis que compõem a formação dos jovens, levando em conta a total isenção de preconceitos dos educadores de saúde.

Um estudo realizado por (Maria C. O. Costa, José F. C. Pinho, Sandro J. Martins) ressalta que a baixa idade da menarca pode levar a um início precoce da atividade sexual, aumentando a probabilidade de contaminação. Já no âmbito psíquico, enfatiza que a adolescência é uma fase de definição da identidade sexual com experimentação e variabilidade de parceiros. O pensamento abstrato ainda incipiente nos adolescentes faz com que se sintam invulneráveis, se expondo a riscos sem prever suas conseqüências.

Em contrapartida, Lins et al., 1988 apud Camargo, 2009; referem que há uma lacuna de informações pela falta da educação sexual nas principais instituições em que os adolescentes convivem; entre elas, destacam-se a escola e a família. A conseqüência disso são os sentimentos de culpa e de medo que atingem essa faixa etária, fazendo com que estes passem a buscar informações em fontes pouco seguras ou incapazes de ajudá-los.

A escola, local propício e adequado para o desenvolvimento de ações educativas, no que concerne a aplicação de projetos sistemáticos que abordam a presente temática de forma continuada, praticamente inexiste. Quanto à família, pouco conversa com os filhos sobre o assunto, este por sua vez é tratado de forma errada ou superficial pela mídia e amigos. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul pelos pesquisadores Ana Cristina Garcia Dias e William B. Gomes, "De acordo com os relatos, as conversas sobre sexualidade entre as jovens e suas famílias poderiam existir ou mesmo não existir. A ausência de conversas estava associada a sentimentos como vergonha de revelar sua intimidade, medo de não ser compreendida ou de interferências em suas vidas. As conversas com as mães foram caracterizadas como unilaterais ou bilaterais. Na primeira, o ponto de vista e os valores da mãe eram dominantes. Na segunda, as considerações, anseios e sentimentos da filha eram ouvidos. O pai não foi visto como alguém disponível para conversar. Com as irmãs, a conversa poderia se complicar devido a brigas e falta de confiança, uma vez que elas poderiam, logo depois, contar tudo para os pais. Quando a conversa era inexistente ou insatisfatória na família as jovens recorriam às amigas e tias, ou se contentavam com o que viam na televisão, liam em revistas ou discutiam na escola.".

O espaço escolar, apesar de ter sido indicado como um lugar ideal para se explorar a educação sexual, tema transversal norteado pelos PCNs, não tem desenvolvido a proposta por causa da carência de profissionais capacitados. Tudo isso nos leva a uma reflexão: a educação sexual para adolescentes não deveria acontecer de forma multidisciplinar, uma vez que a ineficiência dela resulta em casos de saúde pública? (Revista Campus, Paripiranga, v.2, n.5, dezembro, 2009.).

Nesse momento é relevante lembrar que as práticas de educação em saúde são de competência da enfermagem. Não obstante, consideramos a parceria entre pais, professores e enfermeiros, este último deverá promover a saúde visando facilitar a evolução de resultados positivos como a capacitação de adolescentes para tomada de decisões de forma esclarecida e responsável.

 

1.2. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DA AÇÃO EDUCATIVA

Atualmente conseguimos perceber claramente os vestígios dos paradigmas preconceituosos formados em outrora. O termo sexualidade ao ser explorado revela outras características que vão além da reprodução humana, uma visão biologicista.

A escola pode ter papel importante sobre o assunto, canalizando essa energia que é vida, para produzir conhecimento, respeito a si mesmo, ao outro e à coletividade. Igualmente, o trabalho de promover a educação sexual também contribui para a prevenção de problemas graves, como o abuso sexual, a gravidez indesejada e a contração de Doença Sexualmente Transmissível (DST).

Entre os anos de 1996 e 2006, a média entre as meninas de adolescentes grávidas entre 15 a 17 anos subiu de 6,9% para 7,6%. O maior aumento desses casos foi verificado na região Nordeste. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE,2007).

Conforme Vitalle e Amancio (2001) a atividade sexual na adolescência, iniciada precocemente, traz conseqüências indesejáveis como o aumento da freqüência de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e a gravidez na adolescência; que tem sérias implicações biológicas, familiares, emocionais e econômicas, além das jurídico-sociais, que atingem o indivíduo isoladamente e a sociedade como um todo, limitando ou mesmo adiando as possibilidades de desenvolvimento e engajamento dessas jovens na sociedade.

Entendemos que a saúde sexual de muitos jovens é comprometida por sua iniciação sexual precoce; motivados por um bombardeio de informações e seduzidos pelo prazer de descobrir novas sensações, surgem os primeiros problemas, os quais são evidenciados por uma postura comportamental de risco. Como resultado notório desta problemática, acompanhamos a evolução dos dados estatísticos da promiscuidade, gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, HIV/AIDS e etc., questões que acabam tornando-se corriqueiras em casa e na escola.

Para Parisotto (2001), em tempos da super informação com baixa qualidade, há um apelo sexual freqüente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes comportam-se como adultos, mas falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o significado real de um envolvimento sexual.

Segundo Guiomarino et al. (2002), a sexualidade é um tema que está presente no cotidiano de grande parte da sociedade. Vemos isso quando esta é utilizada pelos programas de televisão, rádio e pelos filmes como forma de atrair o público, além de ser usada para vender cerveja, carro e até iogurte.

Diante desse contexto, percebemos o quanto esse assunto foi banalizado por uma sociedade capitalista que, em sua maioria, estimula e reduz a sexualidade ao erotismo e genitalismo veiculando informações levianas que prejudicam a formação dos jovens. Uma forma irresponsável de obter e manter lucros.

Vale ressaltar que os pais ou responsáveis pela formação e educação humana pouco conversam com os filhos sobre o assunto. Segundo pesquisa feita pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE e apresentada no 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária em Belo Horizonte no período de 12 a 15 de setembro de 2004, as adolescentes conversam mais sobre sexo com suas amigas, apenas alguns assuntos são tratados com as mães. Elas procuram amigas, na maioria da mesma idade para conversar, tirar suas dúvidas, e até mesmo contar suas experiências sexuais. Verifica-se, portanto que persistem padrões tradicionais em relação aos papéis, lugares e também temáticas que podem ser abordados no grupo familiar. Onde, por sua vez finge-se ou se oculta que a sexualidade não é uma possibilidade real ou mesmo um fato na vida destas. A sexualidade é concebida pelas adolescentes como algo particular a cada pessoa. Fatores como a baixa escolaridade, a vergonha, a religião e o famigerado preconceito comprometem o nível de formação no que tange a sexualidade no período da adolescência.

Na tentativa de amenizar o problema, percebemos a grande importância da realização da pesquisa, é necessário introduzir esse tema no cotidiano de um jovem. Certamente a sala de aula, um lugar onde o homem em processo educacional passa boa parte de sua vida, é um cenário relevante para a construção do conhecimento sexual. Esse conhecimento não é um produto científico pronto que se possa passar adiante, ele é construído em coletividade através da troca de saberes práticos e teóricos.

Vale salientar que a orientação sexual na escola está sugerida nos novos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) elaborados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), dando autonomia aos próprios estabelecimentos de ensino para decidirem a forma de abordarem esta temática.

A educação sexual pode ajudar os adolescentes a tomarem decisões mais adequadas. Alguns estudos demonstram que a educação sexual e o aconselhamento sobre a sexualidade estão associados a uma maior utilização de contraceptivos e preservativos, menor número de parceiros, início mais tardio da vida sexual, menor probabilidade de gravidez precoce, maior conhecimento sobre fertilidade e prevenção de DST. (BENTO, José; GONÇALVES, Maria Cristina; PRIZMIC, Poliani. Sexualidade – Autoconhecimento e qualidade de vida).

Para Jardim et al. 2006, apesar da educação sexual ser uma estratégia de prevenção dos problemas relacionados ao desenvolvimento da sexualidade na adolescência, a escola não dispõe de docentes previamente capacitados para a função.

A adolescência é considerada um fenômeno específico do desenvolvimento humano. É um período confuso e de contradições onde o adolescente vive novas experiências, reformula seus pensamentos, sentimentos e expectativas e transforma gradativamente a sua auto-estima infantil.

A Disciplina de Educação em Saúde do Curso de Enfermagem das Faculdades INTA, entre seus objetivos, exige a realização de ações de promoção de saúde nas escolas públicas. Com o intuito de desenvolver nos estudantes habilidades relacionadas à promoção de saúde em grupos comunitários.

Por conseguinte, e, por tudo que foi exposto, enfatizamos que a adolescência é uma fase da vida de intensas transformações em que a falta de informações ou ainda a aquisição e formulação de informações equivocadas pertinentes à sexualidade, resultam em um desenvolvimento pessoal retardado que inevitavelmente provocam desordens sociais e psicológicas. Assim, pretende-se com o presente trabalho intervir com atividades específicas que fomentem a reflexão sobre o conhecimento adquirido e a tomada de decisões de forma responsável.

O nosso foco será a saúde sexual de adolescentes. Assim, escolhemos alunos do 9°ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro Ramos, localizada na Rua José Júlio. A escolha deste grupo se justifica pela vulnerabilidade dos jovens a situações como a freqüente exposição de informações imprecisas sobre a temática em questão.

2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO GERAL

Promover ações de educação sexual voltadas para adolescentes do 9° ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro Ramos na cidade de Sobral – CE.

 

2.2. OBJETIVO ESPECÍFICO

  • Identificar o nível de conhecimento que os participantes têm sobre sexualidade.
  • Introduzir atividades educativas, favorecendo uma reflexão crítica acerca da tomada de decisões sobre o comportamento sexual durante a fase da adolescência.
  • Discutir medidas de prevenção para redução de abuso sexual, gravidez precoce e das Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST's.

 

3. CAMINHO METODOLOGICO

3.1. TIPO DE ESTUDO E ABORDAGEM

Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, onde a abordagem está fundamentada na pesquisa-ação, consoante às ideias de Michel Thiollent, em que os facilitadores interagem de forma participativa em todas as etapas da pesquisa. Esta investigação favorece os processos de busca científica e está associada à capacidade de aprendizagem. Com efeito, o pesquisador, com o saber formal, interage com os participantes que detêm o saber informal, possibilitando um ato coletivo de aprendizagem.( THIOLLENT, 1988),

Com base no seu objetivo geral, esta pesquisa foi classificada como pesquisa-ação, a qual, segundo Thiollent (1988), é definida como tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.

Segundo Carvalho (2004), ser dono do próprio destino é um processo, e uma condição, que demanda a aquisição de competências tais como o desenvolvimento da auto-estima e da confidência pessoal; a capacidade de analisar criticamente o meio social e político e o desenvolvimento de recursos individuais e coletivos para a ação social e política.

Tomando como referência Paulo Freire e demais estudiosos que seguiram sua linha de raciocínio, percebemos o quanto é importante, principalmente para o adolescente, o desenvolvimento do seu pensamento crítico e correto sobre os vários temas que envolvem nossa sociedade, dentre eles sexualidade, para isso, é preciso que ações educativas sejam trabalhadas visando à ampliação deste conhecimento, dando a esses jovens poder, "empowerment", para analisarem e decidirem sobre sua identidade sexual.

3.2. CENÁRIO DA AÇÃO EDUCATIVA

O local escolhido para a realização do estudo foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro Ramos, localizada à Rua José Júlio S/N, Centro, no município de Sobral-CE, contendo 719 estudantes que residem no mesmo bairro e em bairros adjacentes como D.José, Tamarino e Pe. Palhano. A escolha dessa instituição como local de estudo justifica-se pela sua localização, a qual se torna viável para os estudantes de enfermagem, devido à proximidade em relação as suas residências.

A escola possui uma sala com recurso áudio/visual que é utilizada como um pequeno auditório e oito salas de aulas. A maior quantidade de turmas é formada pelas séries do Ensino Médio, no entanto, existem três turmas do 9° ano do Ensino Fundamental II distribuídas nos turnos matutino, vespertino e noturno. A turma disponível para a realização da ação educativa é o 9° ano B do turno vespertino.

Segundo o diretor da escola, Eder Paulus Morais Guerra, o tema de educação sexual é desenvolvido pelos professores de Biologia e, revelou que atualmente não existe nenhum projeto do gênero.

A população desse estudo será composta por adolescentes dos sexos masculino e feminino, com idade entre 14 e 17 anos, em número de quarenta (40), os quais são integrantes do 9°ano B, do turno da tarde. A maioria reside no bairro do Centro e vive com os pais. A escolha deste grupo justifica-se pela presença de uma gama de interrogações surgidas neste período da vida que podem refletir diretamente na formação da identidade sexual desses jovens.


3.3. ASPECTOS ÉTICOS

Após uma conversa onde se explicou os objetivos do projeto para o Prof. Jocel Furtado, coordenador da escola João Ribeiro Ramos,  encaminhou-se ao diretor da escola Eder Paulus Morais Guerra  um ofício expedido pela Coordenação de Enfermagem do INTA pedindo autorização para a realização da ação de educação em saúde

Conforme a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, a qual trata sobre pesquisas realizadas com seres humanos, o consentimento será oficializado com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual assegura aos pais e/ou ao responsável legal pelo aluno menor de idade que será mantido o sigilo e a identidade do mesmo, tratando-o com dignidade, respeitando sua autonomia e defendendo sua vulnerabilidade (BRASIL, 1996).

 

3.4. INSERÇÃO DA PESQUISA NO CAMPO DE ESTUDO

Com o objetivo de conhecer o contexto em que os adolescentes estavam inseridos, de conhecer os medos, anseios e dúvidas que o grupo tinha sobre o tema e de criar um espaço de debate e reflexão com estes jovens sobre questões referentes à sexualidade e saúde, iniciou-se em abril de 2010 os primeiros contatos com a direção da escola, essa fase inicial chamamos de fase exploratória, onde se aplicou, em parceria com a professora de Língua Portuguesa, uma redação intitulada Sexualidade o que sei e o que não sei. Na intenção de, a partir desta, construir uma visão geral sobre o problema e estruturar os principais temas a serem abordados durante a fase de ação, etapa posterior à fase exploratória.

Os encontros com os alunos ocorreram em maio de 2010. Todos estes encontros, tanto da fase exploratória como da fase de ação, foram registrados no plano de ação do projeto.

Coleta de dados

Para este estudo, especificamente, foi realizada uma (01) roda de conversa, uma (01) palestra, uma (01) oficina e uma (01) peça teatral, tendo cada uma, a duração aproximada de duas horas. Tais eventos foram assim intitulados, respectivamente:

1-     Sexualidade: um tabu contemporâneo

2-     O desafio dos adolescentes numa fase de transformação

3-     A valorização pessoal e a necessidade do auto-cuidado para uma vida saudável

4-     Peça teatral propondo um estudo de caso (ver anexo) que fomente a tomada de decisões, de escolhas, de responsabilidades e de afirmação de identidade, tanto pessoal como políticas.

 

4. RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA

A escola, localizada no bairro do Centro, apresenta uma estrutura que propicia ações de educação que promovam a saúde; não só pelo espaço físico, mas, principalmente, pela boa aceitação da proposta pela direção e professores da escola, os quais entendem que a parceria com equipes multidisciplinares é indispensável à formação construtivista e à implementação da proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs.

O espaço reservado para a execução da proposta de educação em Saúde Sexual e Reprodutiva foi uma sala e o pátio da escola, ambos com recursos áudio visuais e humanos, colaboradores como alunos, professores, coordenadores e outros profissionais que trabalham na escola.

O primeiro momento foi imprescindível para organização da sala de forma que favorecesse a realização de dinâmicas propostas pela equipe de acadêmicos de enfermagem. As cadeiras foram dispostas em meia lua e com espaço suficiente entre uma cadeira e outra para que os membros da equipe pudessem circular.

A pesquisa foi realizada com uma amostra de 28 alunos entre 14 e 18 anos de idade. Deste total, 16 adolescentes do sexo feminino e 12 adolescentes do sexo masculino.

Sexualidade, o que sei e o que não sei

Um dos instrumentos utilizados para identificar o nível do conhecimento dos alunos sobre sexualidade foi a redação. Após a leitura dos textos elaborados pelos alunos do 9° ano B do turno vespertino, recolhido no dia 30 de abril de 2010, foi possível perceber a presença de algumas lacunas, fundamentais para a construção do conhecimento sobre sexualidade, tais aspectos serão enfatizados a seguir, tendo como instrumento de debate questionamentos feitos pelos próprios adolescentes. Por conseguinte, serão abordados os questionamentos mais relevantes, assim considerados, por estarem presente na maioria dos textos que serviram de subsídio para a elaboração do projeto e da construção da roda de conversa.

Reprodução

Foi percebida a grande necessidade de megulhar mais a fundo no tema, através das redações, evidenciou-se o pouco conhecimento dos alunos nesse campo.

 

"Como é que eu sei que já sou moça, como é a fecundação?"

"Eu queria sabe por que nós garotas começamos a menstruar e quando?"

"Como ocorre a fecundação?"

"Como saber se já sou rapaz?"

 

Segundo Brito (2008), a visão biologicista é insuficiente para o amadurecimento do indivíduo nesta etapa do crescimento, e ensaios científicos demonstram que os jovens não possuem informações suficientes para assegurar comportamentos sexuais livres de risco.

Constatamos que os alunos possuem uma informação insipiente sobre reprodução humana. Portanto, além dos pais, cabe a escola procurar desenvolver atividades voltadas para o aluno e para a sociedade visando à promoção da saúde, fazendo com que assim, estes futuros adultos sintam o prazer de serem livres e busquem sempre, meios que visem a melhoria de sua qualidade de vida.

Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST's

Percebemos que muitos adolescentes ainda não têm dissernimento sobre o que fazer para se proteger e combater o risco eminente das DST's.

 

"Quando o homem esta fazendo sexo com a mulher tei que ter camizinha para não pega doença..."

"Quais as doenças mais graves do DST?"

"Se a mulher estiver com HIV, o homem pega a doença ou não?"

Brêtas (2009) enfatiza a dificuldade que a grande maioria dos adolescentes tem em relação ao conhecimento das formas de contágio das DST, embora demonstrem que a AIDS é mais conhecida. Esse fato se deve, especialmente, à informação sobre prevenção da AIDS pela mídia, o que mostra que o investimento em informação nesse veículo de comunicação de massa é um dos caminhos para a prevenção que pode gerar mudanças no comportamento dos indivíduos.

É notório que, mesmo havendo grandes campanhas de promoção e prevenção da saúde contra as DST's/AIDS, ainda é muito grande o vazio existente entre ações educativas de saúde, que visem a ampliação do conhecimento desses jovens em relação ao controle e prevenção de DST's e, a escola.

 

Gravidez e uso de métodos contraceptivos

Evidenciamos diversas dúvidas sobre a relação sexual, gravidez, métodos contraceptivos e, sobretudo, se anticoncepcionais são prejudiciais a saúde.

"O que é a gravidez precoce? é verdade que o anticoncepicional engorda?"

"Os anticoncepcionais trazem algum benefício fora não poder engravidar?"

"Quando o homem usá a camisinha e a camisinha furar quando solta a permatozoide a mulher fica grávida?"

"Quando a jovem que é virgem transar com o cara sem camisinha a primeira vez ela engravida?"

Destacou-se aqui a distorção que eles têm sobre o uso de métodos contraceptivos, em especial, sobre o uso de preservativo e, por esse motivo, tornam-se mais vulneráveis à gravidez indesejada e à contração de doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, é na educação que se identifica um caminho para a prevenção de tais ocorrências.

Conforme o parecer do Ministério da Saúde (2000), o estado de vulnerabilidade dos adolescentes envolve comportamentos sexuais e muitas outras dimensões.

A vulnerabilidade é aqui entendida como o "conjunto de fatores de natureza biológica, epidemiológica, social e cultural cuja interação amplia ou reduz o risco ou a proteção de uma pessoa ou população frente a uma determinada doença, condição ou dano. A falta de acesso ou ações e serviços de saúde e educação é considerado um fator "programático" de ampliação da vulnerabilidade" (MS/CN-DST/AIDS). A vulnerabilidade pode agregar diversas dimensões: a individual, que se relaciona aos comportamentos adotados pelo indivíduo e que pode favorecer oportunidade de se infectar, como por exemplo o não uso do preservativo; a social, que implica questões econômicas e sociais que influenciam o aumento da violência sexual, prostituição e tráfico de drogas; a institucional, que se relaciona à ausência de políticas públicas que tenham por objetivo controle da epidemia em populações e/ou localidades. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000, p.6).

Consideramos que o comportamento do adolescente implica em resultados estatísticos que comprometem a boa qualidade de vida no que tange à sexualidade. Segundo Abramovay (2004), a cada 15 minutos uma brasileira entre 10 e 14 anos dá à luz, totalizando 700 mil meninas tendo filhos anualmente em um país onde 2/3 de adolescentes pertencem às classes baixas.

Com relação à ocorrência de AIDS entre adolescentes os números também são preocupantes. Em 2003, segundo dados da Coordenação Nacional de DST/AIDS, foi diagnosticado um total de 9.762 novos casos de AIDS, sendo 7,2% deles entre jovens homens de 13 a 24 anos de idade e 11,3% entre jovens mulheres na mesma faixa etária. Estes dados apontam a maior prevalência de AIDS entre jovens e adolescentes do sexo feminino, indicando a "feminização" da epidemia e uma maior vulnerabilidade deste grupo à infecção.

Execução da pesquisa-ação

No dia 19 de maio de 2010, tivemos o terceiro encontro com os alunos que teve a duração de 4h. A execução da proposta educativa foi dividida em três momentos: o primeiro buscou contemplar a importância dos relacionamentos na construção da identidade do indivíduo, do auto cuidado e da boa auto-estima; o segundo trouxe temáticas propostas pelos alunos como sensações e transformações físicas na adolescência; e o terceiro foi uma discussão sobre a importância da reflexão para a tomada de decisões concernentes à sexualidade.

O primeiro momento foi marcado pela apresentação dos palestrantes e um convite para que os alunos ficassem à vontade para interagir a cada temática discutida. Subsequentemente, discutiu-se a importância do diálogo com a família sobre o assunto sexualidade, a influência de amigos e ídolos na formação comportamental do adolescente. Nesse momento, procuramos colocar situações vivenciadas pelos adolescentes de uma forma bem humorada, fazendo comparações com atitudes que possibilitam um diálogo saudável e atitudes que prejudicam a existência de um bom diálogo entre pais e filhos, e, principalmente, comportamentos que resultam em problemas que interferem em um desenvolvimento físico e psíquico saudável.

Consideramos que o diálogo e a observação do comportamento de adolescentes são imprescindíveis à percepção de influências e atividades que expõem ao risco. Para tanto devemos dispor de empatia e muita sensibilidade, fomentando, a partir de um diálogo saudável, a reflexão que conduta tomar diante de situações de risco.

A expressão comportamento de risco pode ser definida como participação em atividades que possam comprometer a saúde física e mental do adolescente. Muitas dessas condutas podem iniciar apenas pelo caráter exploratório do jovem, assim como pela influência do meio (grupo de iguais, família); entretanto, caso não sejam precocemente identificadas, podem levar à consolidação destas atitudes com significativas conseqüências nos níveis individual, familiar e social. (FEIJÓ, Ricardo Becker e OLIVEIRA, Ércio Amaro de., 2001, p 125)

Após uma conversa sobre comportamento adolescente responsável, aplicamos a dinâmica Anúncio. O propósito desta dinâmica foi identificar a existência de diálogo entre pais e filhos e captar o comportamento do adolescente no que pertine a relevância física e sentimental tão inerente à sexualidade.

No que tange a sexualidade, na tabela 2, os resultados pertinentes a existência de diálogo mostram que 64,3% dos participantes conversam com a família. Não obstante, a minoria relata que os entraves do diálogo acontecem por causa de questões distintas que tornam qualquer assunto relacionado à temática abordada um tabu.

Para alguns adolescentes, falar sobre sexualidade com os pais é algo que fere os princípios religiosos e, portanto, deve ser evitado; outros sentem vergonha de conversar com os pais e por este motivo o diálogo inexiste; e dois adolescentes até gostariam de conversar com os pais sobre o assunto, mas para os pais mais tradicionais o assunto é imoral e deve ser evitado.

"Não existe diálogo, pois não temos tempo de falar sobre isso. Falamos mais sobre as coisas de Deus" (Menina evangélica, 14 anos).

"Não tem conversa, tenho vergonha de falar sobre sexo com a minha família" (Menina de 14 anos).

"Devido a minha mãe e o meu pai serem mais velhos do que eu, quando eu toco no assunto minha mãe diz que é imoralidade" (Menino de 14 anos).

O anúncio correspondeu à exigência do seguinte enunciado: "É importante encontrarmos alguém especial que nos aceite exatamente como somos. Então vamos lá, saiba que a propaganda é a alma dos bons negócios. Agora que já sabe, faça um anúncio que contenha o que você acredita ter de melhor para oferecer para o seu ou a sua futura amada". A amostra de dados desta dinâmica possibilitou identificar aspectos subjetivos do comportamento sexual, onde prevaleceram os sentimentos junto à expectativa de encontrar um parceiro. No entanto houve duas amostras que ressaltaram a valorização do físico e da liberdade experimentar novas sensações.

 

"Oi, sou um tipo de pessoa que acompanha quem ama nas horas fáceis e difíceis, sou aquela garota que todos queriam ter, pois sou bonita fisicamente e também interiormente. E quando amo de verdade cuido muito bem" (Menina, 14 anos).

"Sou um cara carinhoso... gosto de dá atenção e a que eu dou mais é minha gatinha, dou presente e escrevo verso pra ela" (Menino, 14 anos).

"Olá, quando namoro encaro outros gatos que passam perto da gente e o meu cara também" (Menina, 17 anos).

"Sou belo... gosto de zuar, sair, gosto de dormir fora e tudo que se pode fazer enquanto se é vivo" (Menino, 15 anos).

Durante o evento procuramos mesclar dinâmicas com palestras sobre educação sexual, as quais trouxeram temas como as mudanças do corpo durante a adolescência, cuidados de higiene corporal, gravidez na adolescência, métodos contraceptivos e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Outra dinâmica aplicada durante a palestra sobre gravidez na adolescência foi a dinâmica Representando a Gestação. Todos os adolescentes receberam um balão e a facilitadora pedia que os participantes enchessem o balão com um, dois, três... nove sopros. A Cada três sopros se explicava as mudanças fisiológicas que ocorrem com a mãe e o bebê durante toda a gravidez. Subseqüentemente, foram feitas perguntas aos adolescentes sobre a gravidez não planejada.

Uma da perguntas inquiridas aos participantes foi sobre a atitude tomada após a confirmação de um resultado positivo para gravidez, a maioria não soube responder.

Quando perguntamos o que fariam no 1º, 2,º e 3º trimestre de gestação e que providências tomariam, as respostas eram praticamente unânimes: as adolescentes contariam e pediriam o auxílio dos seus pais e exigiriam pensão para os seus filhos; já os adolescentes, negariam a paternidade. Todos revelaram estar conscientes das dificuldades que enfrentariam e o quanto isso prejudicaria os planos de vida deles.

Vale salientar que durante as explicações sobre os cuidados de higiene corporal e sobre a prevenção de DST, a qual contou com a demostração do uso de preservativo, alguns participantes ficaram constrangidos e outros demostraram bastante descontração. Contudo o tema mais delicado foi sobre masturbação, a maioria das adolescentes deste estudo revelaram que a prática da masturbação não é normal e que o ato é pecaminoso.

Por fim, houve a dramatização da Estória de Camila. A apresentação foi dividida em três momentos, a cada momento fomentávamos a participação e reflexão dos alunos que davam sugestões e faziam críticas relacionadas às atitudes de Camila e de seus pais. Encerramos o evento com a entrega de certificados e um gostoso lanche para os participantes.

5. ANÁLISE E DISCUSSÃO DA AÇÃO EDUCATIVA

A ação educativa sobre saúde sexual e reprodutiva foi norteada pelos questionamentos adolescentes, os quais consideramos cruciais para a formação construtivista dos jovens, e, sobretudo, pelos conhecimentos de Paulo Freire, onde o educador interage com o educando, gerando um aprendizado mútuo. Dessa forma, construímos o corpo e o foco do nosso projeto, criando e ampliando um leque de atividades que foram aplicadas no evento, proporcionando assim, um momento agradável e que ao mesmo tempo trouxe à tona uma discussão sadia e educativa sobre assuntos inerente à sexualidade.

A partir da análise dos resultados apresentados e das leituras dos estudos referenciados, parece claro que o comportamento adolescente pertinente à sexualidade sofre influência da desinformação dos assuntos que interferem no processo de formação da identidade, não apenas pelo escasso diálogo com a família sobre a iniciação sexual, mas também pela motivação das escolhas do momento adequado da primeira relação sexual. Contudo, a escola manifesta bastante interesse em oferecer aos jovens uma maior qualidade na oferta de educação sexual, dispondo do espaço e da pareceria com outros colaboradores, neste caso, os acadêmicos do curso de Enfermagem.

A prática educativa a partir dos interesses e necessidades percebidos pelos estudantes, os quais foram evidenciados na redação, não significou abrir mão de sugerir algum tema ou atividade, no entanto, a proposta sugerida foi incorporada como atividade por ser priorizada pelo grupo como um todo. Desta forma, educandos e educadores são sujeitos do processo educativo, que já se inicia com a definição do conteúdo a ser desenvolvido.

Isso pressupõe um planejamento flexível, não definido apenas pela equipe do projeto. Não obstante, planejar as atividades educativas não é uma tarefa fácil, pois implica em que todos os integrantes da equipe estejam em total concordância com os interesses adolescentes, renunciar os próprios interesses para suprir as necessidades expressadas pelos jovens.

Assim, as estratégias aplicadas – dramatização com estudo de caso, dinâmicas e, em especial, a roda de conversa – tiveram por objetivo nos afastar da ação educativa que se reduz as palestras tradicionais. Ainda que bem intencionadas, acabam dispersando a atenção do público alvo. Por conseguinte, a comunicação acontecer de modo informal, já que pode haver melhor apreensão da atividade, da informação e maior possibilidade de participação do momento educativo.

Dessa forma, o maior desafio é o preparo dos acadêmicos enquanto educadores de saúde. Prepararmo-nos para a diversidade dos modos de viver a sexualidade na adolescência bem como para o impacto que determinados assuntos causam em alguns adolescentes como, por exemplo, os que vivenciam uma doutrina religiosa.

Portanto, salientamos que fizeram parte das dificuldades enfrentadas pelo grupo a abordagem do tema masturbação, falar do assunto buscando sobremaneira evitar o constrangimento dos participantes através de explicações fisiológicas e comparações com processos de sensações prazerosas como comer, ouvir música, dormir e, principalmente, tocar o corpo e descobrir que isso lhes dá prazer.

Parece-nos que o diálogo, o ouvir o outro, partir dos saberes e práticas do outro, são elementos fundamentais em qualquer processo educativo e de produção de conhecimentos, sendo também, princípios muito próximos à formação que visa à troca de saberes e o respeito às diferenças individuais. Sempre buscando a promoção de um conhecimento construtivista que fomente uma melhor qualidade de vida no que concerne à sexualidade humana.

 

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta teórico-metodológica que orienta a prática educativa descrita neste trabalho pressupõe a necessidade de uma reorientação permanente da ação o que implica em um processo de planejamento dinâmico. Ou seja, o planejamento da ação educativa em saúde na escola, mediado pelo acadêmico de enfermagem, deve ser sistematicamente avaliado e reorientado a partir da observação da realidade, dos interesses e necessidades identificados.

Por fim, se há relação de confiança e diálogo entre os sujeitos, há a aceitação da proposta de caráter educativo, porém continuado, mesmo que essa proposta não implique em um atendimento imediato aos problemas de saúde da população envolvida. O convívio e o respeito às diferenças torna-se algumas vezes um fator tão ou mais importante do que as informações técnicas no desenvolvimento das ações educativas junto aos adolescentes e outros grupos sociais, tal exercício é indispensável à formação dos graduandos de Enfermagem.

 

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/saude-artigos/acao-de-educacao-em-saude-na-escola-conversando-sobre-saude-sexual-e-reprodutiva-3931009.html

    Palavras-chave do artigo:

    enfermagem

    ,

    sexualidade

    ,

    educacao em saude

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