O papel do enfermeiro da atençao básica, atuando na promoção e proteção a saúde do idoso

Publicado em: 30/10/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 763 |

REVISÃO DE LITERATURA

 

 

2.1 Definição de idoso

 

As definições de idoso são descritas a partir dos diferentes pontos

de vista, a saber: biológico, demonstrando que o envelhecimento ocorre desde a puberdade ou até mesmo desde a concepção; social referindo ao quadro cultural esocial como influência no processo do envelhecimento; econômico a partir do momento em que o sujeito deixa o mercado de trabalho e, finalmente, funcional,quando o idoso torna-se dependente para cumprir suas necessidades básicas(PASCHOAL , 1999).

A Política Nacional do Idoso afirma que a maioria das doenças

crônicas que acometem o idoso tem na própria idade um fator de risco, porém a presença de uma doença crônica não significa que o idoso não possa gerir sua própria vida. A maioria dos idosos é capaz de decidir sobre seus interesses e se organizar sem nenhuma necessidade de ajuda (BRASIL,2005).

 Quanto às mudanças sociais e econômicas, o aposentado é

entendido como um sujeito que sofre discriminação, levando à inatividade e o

retorno à sua casa, determinando uma troca de papéis na estrutura familiar e social,16 submetendo-o a uma sociedade que prega a eficiência, a produção e a estética como valores essenciais (PASCHOAL, 1999)

O sistema capitalista, que privilegia a produção, tende a

desvalorizar o sujeito quando este pára de produzir. É muitas vezes este sistema que faz persistir valores que desrespeitam o idoso, não levando em consideração tudo o que contribuiu e o que poderá contribuir para a sociedade (NETO,1999).

A política de desenvolvimento nos países industrializadas enfatiza

a atenção materno-infantil. Além disso, a atenção à saúde do idoso deve servista  como uma obrigação da sociedade para aqueles que contribuíram com a formação da população jovem (NETO,1999).

 

 

2.2 Epidemiologia do envelhecimento

 

O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da

expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população - em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões 2,1% (IBGE,2000).

A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos

a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos ( IBGE, 2000).

 

Figura 1. Pirâmide etária ; População de 80anos ou mais de idade por sexo 1980-2050

Fonte: Senso 2000

 

 

De acordo com Vermelho e Monteiro (2002), a transição demográfica está intimamente ligada à transição epidemiológica, ou seja, devido ao aumento da população idosa, ocorre maior índice de morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas e suas seqüelas. Mediante a esse fato, fazem-se necessárias novas formas de construção do conhecimento e sua relação com o mundo do trabalho, de modo a ajustar os profissionais e os serviços de saúde para uma efetiva implementação de políticas públicas adequadas aos idosos.

Segundo Lima-Costa et al (2003), uma das conseqüências   do crescimento da população idosa é o aumento da demanda por serviços de saúde e sociais.  Assim, a inadequação das políticas sociais ganha visibilidade, pois a possibilidade de envelhecimento está extremamente relacionada ao acesso a condições dignas de vida e renda, fator determinante da sua qualidade de vida ao envelhecer.

Todas as alterações decorrentes do processo fisiológico do envelhecimento terão repercussão nos mecanismo homeostático da pessoa idosa em sua resposta orgânica, diminuindo a sua capacidade de reserva, de defesa e de adequação, o que o torna mais vulnerável a quaisquer estímulos. Desta forma as doenças podem ser desencadeadas mais facilmente.  É necessário um atenção especial na prevenção de iatrogenias, assistências relacionadas ao uso de fármacos. Os medicamentos em uso pela pessoa idosa, tanto os prescritos por profissionais de saúde quanto os adquiridos pelo próprio idoso, sem prescrição, devem ser investigados. Solicitando os mesmos que quando for voltar a próxima consulta, traga consigo todos os medicamentos que costuma tomar freqüentemente, desta forma é possível perceber se há automedicação, ou uso de posologia inadequada. Para isso foi instituído  a  Caderneta do Idoso.

 

 

2.3 Expectativa de vida

 

 

Em uma época na qual a população idosa aumenta em relação à população total e as pessoas passam a viver mais, cresce o interesse em investigar se a totalidade do número adicional de anos acrescido à expectativa de vida é vivida em condições de saúde adequada. O número de anos vividos com ou sem saúde, assim como o tipo de problemas de saúde experimentados por indivíduos idosos, exerce um papel fundamental no uso de serviços de saúde (SILVA, 2005).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados paliativos são uma abordagem que objetiva a melhoria na qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de uma doença que ameaça a vida, através da prevenção e alivio de sofrimento, através da identificação precoce e avaliação impecável, tratamento de dor e outros problemas físicos, psicológicos e espirituais. Sendo assim, a expectativa de vida total é composta pela quantidade de anos vividos, desde o nascimento ou a partir de uma determinada idade, em diferentes estados de saúde, até a morte, sendo que os anos vividos com saúde fornecem a expectativa de vida saudável(BRANDÃO,2009).

 

 

 

2.4 Envelhecimento

 

 

O envelhecimento como um processo irreversível a que todos estamos sujeitos deve ser melhor compreendido principalmente numa época, em que nosso país arca com um crescente número da população de idosos, e que junto a isto possui uma sociedade despreparada praticamente em todas as suas esferas para lidar com esta realidade (RAMOS, 1995).

O processo de envelhecimento provoca no organismomodificações biológicas (morfológicas) como o aparecimento de rugas e cabelos brancos ; fisiológicas, que acarretam alterações das funções orgânicas; e bioquímicas, que aparecem por meio das transformações das reações químicas que se processam no organismo (RODRIGUES et al, 1996).]

Segundo SILVA(2005) as dificuldades na  assistência de Enfermagem no cuidado com o Idoso na  implementação de um plano assistencial foram:

 

Entretanto o serviço de saúde por não esta organizado a pleno, teve dificuldade em responder as demandas dos idoso vinculados ao projeto. Essa dificuldade ficou evidenciada nas necessidades de transporte dos mesmo a Unidade de Saúde, de avaliação por profissional Medico,no domicilio, nutricionista para ajuste de dieta e acompanhamento nutricional e de assistência sociais para as necessidades básicas.

 

As modificações psicológicas ocorrem principalmente quando, ao envelhecer, a pessoa precisa adaptar-se a cada situação nova do seu cotidiano. Dentre essas mudanças, estão as transformações sociais, por conseguinte, a diminuição da produtividade e, principalmente, do poder físico e econômico (SILVA,2005).

 

 

 

Segundo MACHADO (2006), o envelhecimento acarreta mudanças no organismo do indivíduo e, geralmente, traz consigo algumas doenças como: Parkinson, Osteoporose, Hipertensão Arterial, Diabetes, Alzheimer.

 

 

Doença de Parkinson (DP)

 

 

É um dos distúrbios do movimento mais encontrados na população

idosa, representando até 2/3 dos pacientes que visitam os grandes centros de

distúrbios do movimento em todo o mundo.

A prevalência da DP tem sido estimada entre 85 e 187 casos por

100000 pessoas e a incapacidade funcional produzida pela doença é comparável à causada pelos acidentes vasculares.

O diagnóstico desta enfermidade neurodegenerativa é estabelecido

basicamente pelo quadro clínico característico, sem a necessidade de utilização de exames complementares para tal. Os sintomas cardinais da DP são : tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural.

A presença de dois destes sinais acima descritos permite o

diagnóstico de Parkinsonismo, sendo o Parkinsonismo Primário ou Idiopático (DP) a causa mais frequente. Outros autores acrescentam também os sinais como a postura fletida do pescoço, tronco e membros e a presença de bloqueio motor (freezing).

 

 

A Doença de Alzheimer (DA)

 

 

Demência é a síndrome resultante da deterioração da atividade

mental suficientemente intensa para comprometer a capacidade profissional e o relacionamento social do indivíduo.

A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência.

Desde os estágios mais precoces, está relacionada com um declínio progressivo funcional e uma perda gradual da autonomia que ocasionam, nos indivíduos por ela afetados, dependência total para as atividades de vida diária e evolui para a morte.

A incidência e a prevalência das demências aumentam exponencialmente com a idade, dobrando, aproximadamente, a cada 5,1 anos, apartir dos 60 anos de idade. A prevalência das demências aumenta de 1,4% nos indivíduos entre 65 e 69 anos para 20,8% entre 85 e 89anos, chegando a alcançar aproximadamente 38,6% após os 90 anos.

A DA apresenta a mesma tendência de aumento de prevalência e

incidência com o avançar da idade.

É responsável por cerca de 50 a 60% dos casos de demência na

Europa e América do Norte. Os dados apontam que atualmente já existam 24

milhões de pessoas com demência. Estima-se que, por volta do ano 2025, 34 milhões de pessoas terão quadro demência sendo grande proporção delas de Doença de Alzheimer.

O percurso histórico da doença de Alzheimer (DA) é interessante.

Ela teria sido 'descoberta' em 1907 pelo médico austríaco Alois Alzheimer. O grande mérito de Alzheimer, o médico, teria sido demonstrar, pelo estudo do caso de uma paciente de apenas 51 anos de idade, que a DA era uma patologia, e não uma conseqüência da senilidade. Mas teria sido Kraepelin quem cunhou o termo, para homenagear o colega, em 1910. Kraepelin, assim como Alzheimer, utilizava contudo a nova denominação da doença somente para fazer alusão à sua manifestação présenil.

A descoberta de Alzheimer, no entanto, teria permanecido por longos anos sem grande visibilidade, tendo despertado pouco interesse científico ao longo de boa parte do século XX. Acompanhando de certa forma o adormecimento da geriatria, a DA só seria 'redescoberta' no final da década de 1970.

Utilizada como bandeira para a captação de verbas para a gerontologia, especialmente capitaneada pelo National Institute of Aging, nos Estados Unidos, a DA seria transformada em epidemia: a 'praga cinza'. Para o caso da transformação da DA em epidemia é um claro exemplo da utilização dos dados da chamada 'demografia apocalíptica'. Com o crescimento do número de idosos na sociedade, todo idoso foi transformado em vítima em potencial da doença, com o agravante de que pessoas mais jovens também poderiam ser atingidas.

 

 

 Osteoporose

 

 

A osteoporose é um importante problema de saúde em todas as

partes do mundo. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura

Estima-se que a incidência de fraturas irá quadruplicar nos próximos 50 anos em decorrência do aumento da expectativa de vida . No entanto, a osteopenia e a osteoporose deixaram de ser uma preocupação

exclusiva de indivíduos adultos e idosos, uma vez que a densidade mineral óssea dessas faixas etárias depende do pico de massa óssea adquirido até o final da segunda década de vida

O pediatra tem a responsabilidade de garantir as condições

necessárias para que crianças e adolescentes desenvolvam a melhor qualidade possível de massa óssea, evitando fraturas na idade adulta.

A osteoporose é definida pela Organização Mundial de Saúde

como uma doença metabólica óssea sistêmica, caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade do osso e da suscetibilidade a fraturas. Na osteopenia, também ocorre diminuição da massa óssea, porém sem comprometimento da microarquitetura.

 

 

Hipertensão arterial

 

 

As doenças cardiovasculares são a primeira causa de óbitos no país. A  hipertensão arterial atinge cerca de 10% da população adulta, diminuindo a  cardíaca, insuficiência vascular cerebral, coronária e renal.

Um indivíduo é considerado portador de hipertensão arterial quando

a pressão arterial diastólica permanece acima de 90 mm de Hg e a sistólica acima de 160 mm de Hg3.Existem alguns fatores, denominados fatores de risco, que podem influenciar no aparecimento da hipertensão arterial essencial, sendo divididos em dois grupos: CONGÊNITOS: hereditariedade, idade, raça e sexo, ADQUIRIDOS: obesidade, alimentação rica em sal e gorduras, álcool, tabaco, drogas anticoncepcionais, estresse.

Para haver uma correta abordagem junto ao indivíduo portador de

hipertensão arterial, tem-se que considerar, além dos fatores de risco, os seguintes aspectos: situação sócio-econômica; grau de instrução; atividade que executa; sentimentos e conhecimento sobre a doença; crenças de saúde; estilo de vida; experiência anterior com a doença no meio em que vive; percepção da seriedade do problema; complexidade do tratamento; atividades decorrentes do sistema de saúde vigente; efeitos colaterais dos medicamentos; percepção social do problema; relacionamento inadequado com membros da equipe de saúdE.

A comunicação, instrumento básico na relação enfermeiro-paciente,

merece destaque neste processo para que seja efetiva, pois, embora vários autores considerem a sua importância na prática profissional, a mesma tem sido vista como um canal pouco explorado e ineficiente

Existem alguns fatores que são considerados como barreiras no

processo de comunicação. São eles: limitação do emissor ou receptor quando há problemas relacionados com a audição, visão, não havendo compreensão da mensagem ou estímulo emitido

Pode ocorrer devido a problemas de natureza orgânica, memória,

atenção ou raciocínio; pressuposição da compreensão quando a pessoa que orienta crê que a mensagem foi entendida e não fornece mais explicações sobre o assunto abordado; imposição de esquema de valores as crenças e os valores do cliente devem ser respeitados; ausência de significação comum o cliente não entende a linguagem do transmissor; influência de mecanismos inconscientes quando o cliente nega sua doença, julgando-se sadio.

Uma das etapas do tratamento da hipertensão arterial é o chamado

tratamento não-farmacológico, que consiste de medidas terapêuticas nas quais os indivíduos são orientados sobre a doença, o tratamento e a mudança em seu estilo de vida, para que a pressão arterial possa ser controlada. Nessa fase, a motivação do indivíduo, para que participe do tratamento de forma efetiva, é fundamental.

Somente medidas de orientação não bastam para que os sujeitos

mudem seu comportamento. São necessários métodos que contemplem as

necessidades de conhecer, para que os clientes incorporem às suas vidas atitudes que contribuam com o controle da doença.

As medidas educacionais devem ser contínuas, e os indivíduos

devem ser vistos como únicos, com seus problemas, sua história de vida, para que as causas de não-adesão ao tratamento sejam atingidas. Os métodos de ensino-aprendizagem são: instrução individualideal para o levantamento dos dados do cliente, treino de habilidades, sendo mais utilizada na fase inicial, onde há a intensificação do autocuidado, e também onde se constrói a motivação e se faz o "feedback" daquilo que já foi orientado; ensino em grupooportunidade de aprendizagem através da experiência de vários indivíduos, facilitando também a atuação do educador, no sentido de atingir um número maior de clientes para assuntos comuns aos mesmos.

 

 

 Diabetes mellitus

 

 

O diabetes mellitus é um grupo de distúrbios heterogêneos

caracterizado por níveis elevados de glicose no sangue ou hiperglicemia. Pode ser do tipo I, ou insulino-dependente, que acomete cerca de 5% a 10% das pessoas com diabetes e caracteriza-se por início súbito, geralmente antes dos 30 anos de idade. O diabetes mellitus tipo II, ou insulino-independente, acomete de 90% a 95% das pessoas com diabetes e ocorre mais freqüentemente em pessoas com mais de 30anos de idade.

No grupo em estudo, 12,1% das mulheres apresentam hipertensão

arterial e diabetes. A hipertensão arterial e o diabetes mellitus constituem os

principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares' e são agravos de saúde pública dos quais até 80% dos casos podem ser tratados na atenção básica.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a população de portadores

de diabetes mellitus estimada no Brasil é de cinco milhões. A doença atinge todas as faixas etárias, independente de raça, sexo ou condições socioeconômicas, e já representa a quarta principal causa básica de morte. Na população adulta, sua prevalência é de 7,6% (Brasil, 2001).

 

 

2.5 Definição de geriatria e gerontologia

 

 

Dentro desse novo contexto surgiu a figura do geriatra, um médico com especialização para prevenir e tratar das doenças e incapacidades na chamada terceira idade. Além da geriatria existe também a gerontologia, que são  especializações diferentes entre si, esta ultima estuda o processo de envelhecimento em si mesmo, enquanto a geriatria previne e trata as doenças próprias desse envelhecimento (MACHADO, 2006)

O geriatra tem formação diferenciada nos vários países, mas em geral são comuns o estudo da medicina interna e da medicina da família, para depois fazer a especialização especifica no trato e prevenção das doenças próprias do idoso e outras que possam ocorrer, como a doença do Parkinson ou Alzheimer (MENDES, 2009 ).

Posto isso, verifica-se a necessidade de formar profissionais qualificados para atender a crescente população de idosos de forma global e individualizada, considerando todos os aspectos do envelhecimento. Conhecer a visão dos discentes sobre a temática proposta, bem como a contribuição do  estudo da gerontologia para o desenvolvimento da prática profissional contribuirá para a discussão e reflexão nos currículos das Escolas de Enfermagem, visando adequar o perfil profissional às necessidades sociais. Dessa forma, será possível formar recursos humanos cada vez mais interessados, críticos e qualificados para o cuidado dos idosos ( MENDES, 2009 ).

 

 

2.6 Atuação do enfermeiro em geriatria

 

 

A enfermagem, inicialmente era praticada por freiras que prestavam

assistência por caridade aos doentes e miseráveis nas santas casas, portanto, os cuidados prestados aos pacientes eram de cunho religioso, não tendo assim

nenhum embasamento científico, mas apenas empírico. A assistência era realizada sem o uso de uma metodologia de trabalho para orientar suas ações, conforme as necessidades surgiam às decisões eram tomadas (MACHADO, 2006)

A enfermagem ao longo do tempo vem se desenvolvendo, tornando

uma profissão honrada, digna, técnica e científica, e para isto, passando por várias fases desde os tempos das civilizações mais antigas, onde as pessoas que prestavam cuidados aos doentes o faziam apenas por caridade (MACHADO, 2006).

A enfermagem hoje é uma área que está voltada também para bases cientificas, fato que Florence já fazia em seus cuidados como higienização, isolamento, na época. Porém, desde o início, algumas dificuldades foram encontradas como o desconhecimento dos sintomas, das necessidades básicas alteradas e da nomenclatura destas necessidades, dentre outros motivos. O processo de enfermagem por ter origem nas práticas de atenção ao doente, possui fases interdependentes e complementares e quando realizadas concomitantemente resultam em intervenções satisfatórias para paciente (FOSCHIERA e VIERA, 2004).

Os profissionais da saúde, em especial os enfermeiros, devem abordar o idoso considerando todas as especificidades decorrentes do

envelhecimento.É preciso que os profissionais estejam devidamente preparados para prestar cuidados ao idoso, pois esta faixa etária apresenta uma instalação muito rápida dos processos patológicos, podendo facilmente muda-lo de independente para dependente ( SILVA,2001).

Porém, os profissionais da saúde geralmente não visualizam o idoso como um indivíduo que apresenta necessidades diferentes dos demais adultos e, conseqüentemente, os estudantes não são estimulados a aplicar conhecimento e conceitos específicos relacionados à gerontologia em sua dinâmica assistencial (BRASIL, 2005)

Torna-se necessário, então, que se desenvolvam atividades acadêmicas que não apenas informem a respeito do envelhecimento, mas que formem profissionais que respeitem os limites e as peculiaridades decorrentes do envelhecimento, tornando-os capazes de reconhecer as modificações físicas, emocionais e sociais do idoso. Assim, o enfermeiro pode atuar de forma a melhorar a qualidade de vida no envelhecimento. O papel do enfermeiro em relação ao idoso é abrangente, englobando a educação em saúde, a gerência de recursos humanos e de materiais e a realização da assistência qualificada (FOSCHIERA e VIERA, 2004).

Posto isso, verifica-se a necessidade de formar profissionais qualificados para atender a crescente população de idosos de forma global e individualizada, considerando todos os aspectos do envelhecimento.Conhecer a visão dos discentes sobre a temática proposta, bem como a contribuição do estudo da gerontologia para o desenvolvimento da prática profissional contribuirá para a discussão e reflexão nos currículos das Escolas de Enfermagem, visando adequar o perfil profissional às necessidades sociais. Dessa forma, será possível formar recursos humanos cada vez mais interessados, críticos e qualificados para o cuidado dos idosos(MACHADO, 2006).

Os enfermeiros são profissionais de saúde com um papel prioritário no apoio aos idosos, patológicos ou não, independentes ou não, com autonomia ou não. São profissionais determinantes, principalmente no processo de reabilitação fazendo com que a assistência seja sistematizada permitindo assim que se identifiquem os problemas dos idosos de maneira individualizada, colocando seus conhecimentos teóricos-prático no controle do processo do envelhecimento, e sempre mantendo sua formação em continuidade para os estudos clínicos preventivos, curativos e paliativos a essa população (FOSCHIERA e VIERA, 2004).

A enfermeira também tem como papel avaliar cuidados da assistência, dar acessoria, planejar e coordenar serviços prestados pela enfermagem, orientações e avaliações das ações relacionadas á saúde dos idosos, comandar no tratamento de feridas, úlceras de pressão, planejando ações deproteção ao surgimento de úlceras de pressão e complicações das doenças do idoso, estimulando deambulação precoce, e gerenciando procedimentos em saúde, deve saber investigar e identificar os casos em prioridade, abordar corretamente o idoso, agir coordenadamente com outros profissionais, traçar intervenções eficazes para cada caso(FOSCHIERA e VIERA, 2004).

A enfermagem gerontológica possibilita o desenvolvimento qualificado da atenção à saúde do idoso. Dessa forma, observa-se que a enfermagem, parte integrante da equipe de saúde, deve habilitar-se para poder atuar de forma mais adequada e especializada na assistência ao idoso. Para isso, é preciso que o discente de enfermagem tenha a oportunidade de repensar possíveis atitudes desfavoráveis em relação ao idoso, assim como perceber que esta etapa da vida corresponde a um período de desenvolvimento e de bem estar apesar de poderem estar presentes limitações inerentes à idade (MACHADO, 2006).

 

 

3. Metodologia

 

3.1 Tipo de Estudo

 

O presente estudo foi do tipo revisão bibliográfica. Pesquisa bibliográfica de caráter descritivo. Segundo Prestes (2003), pesquisa bibliografica é aquela que tenta resolver um problema ou ainda adquirir conhecimentos e  a partir de informaçoes advinhas do material gráfico informatizado, já existentes num determinado banco de dados.

 

 

3.2 Local de estudo

 

Foi realizada uma revisão de literatura, tendo como base pesquisa nposites de busca, e no acervo bibliográfico da faculdade Santa Emilia de Rodat.

 

3.3 Coleta de dados

 

A coleta de dados ocorreu no período de fevereiro a maio de 2009.1, para o desenvolvimento do trabalho em questão, foram observadas as fases da pesquisa: livros, artigos, monografias de conclusão de curso, consultas na internet, com a revisão do conteúdo para concretização do estudo.

 

 

4.Conclusão

 

Pode-se verificar que consideram o envelhecimento um processo multidimensional e afirmam que o estudo do envelhecimento é uma das principais ferramentas para a formação de profissionais e, especialmente cidadãos, compromissados com o envelhecimento que possam ser educadores e transformadores da realidade social do idoso.

Os profissionais da área da saúde vão adotar este novo conceito, após terem treinamento, conhecimento, incentivo a geriatria e observar a figura  humana do idoso sob a ótica de uma contextualização que contemple sua diversidade e individualidade, também quando estiver em uma situação eventual de hospitalização

Unidades Básicas de Saúde (PSF) são as áreas de atuação para o Enfermeiro na área de geriatria. Sendo assim os profissionais de enfermagem processam o cuidado dos pacientes idosos hospitalizados a partir da forma como o fenômeno se apresenta em sua vida social.  Com isso é necessário uma organização e planejamento da equipe para alcançar estes propósitos, com acompanhamento do NASF- Núcleo de Apoio Psicossocial, e uma equipe multiprofissional qualificada.

Na atenção básica espera-se oferecer a pessoa idosa e a sua rede de suporte social, incluindo familiares e cuidadores, uma  e apoio domiciliar, atenção humanizada com orientação, acompanhamento com respeito as culturas locais.

 

 

5.Referências Bibliográficas

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    envelhecimento

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    Por: Aldina Maria Fernandesl Saúde e Bem Estarl 24/10/2011 lAcessos: 3,878
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