Osseointegração

19/02/2010 • Por • 3,106 Acessos

É a união estável entre a superfície do osso e o titânio, na qual as células ósseas migram para a superfície do metal. Está descoberta aconteceu nos anos 60 por mero acaso, quando um médico sueco, Per-Ingvar Brånemark, pesquisava a micro circulação sanguínea no osso da pata de um coelho. Para realizar a pesquisa ele introduziu uma câmara de observação revestida de titânio na tíbia do coelho. Quando finalizou a pesquisa e tentou retirar a câmara percebeu que ela estava fixada à pata do coelho e não poderia ser removida. Nascia então o principio da osseointegração.

 

Através da osseointegração podemos fixar cilindros na estrutura óssea para apoiar próteses dentárias que substituirão dentes ausentes.

 

Existem protocolos de espera entre a instalação do implante e a confecção da prótese. Este período é o tempo necessário para que ocorra a osseointegração e deve ser respeitado para obter êxito no tratamento. Preconiza-se na arcada superior o aguardo de seis meses após a instalação do implante para apoiar prótese, já na arcada inferior o tempo de espera é de três meses. Existem alguns casos em que a prótese pode ser instalada sem espera, o que chamamos de carga imediata.

 

Uma vez ocorrida a osseointegração o paciente está apto a ativar o implante utilizando como apoio de prótese.

 

A insatisfação dos pacientes portadores de Próteses Removíveis ou fixas sobre dentes criou o ambiente ideal para a técnica de implantes osseointegrados, onde as próteses ficariam fixas nos implantes, permitindo ao paciente segurança para sorrir e mastigar.

 

A técnica chegou ao Brasil nos anos 80 criando uma verdadeira revolução entre os dentistas. Hoje é totalmente consagrada na odontologia, difundida e acessível aos pacientes.  Não há dúvidas que a melhor opção na atualidade para reabilitar a ausência de um ou mais dentes é o implante, desde que o paciente tenha boa condição de saúde e estrutura óssea suficiente.

Perfil do Autor

Flavio Lugo

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