RISCO DE QUEDA EM IDOSOS E A INTERVENÇÃO DA ENFERMAGEM

Publicado em: 11/10/2010 | Acessos: 4,490 |

 

  1. CONTEXTO ATUAL

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. No Brasil, em 1940 as pessoas com 60 anos ou mais representavam 5% da população geral, espera-se que em 2025 essa proporção seja de 14%1. Durante a fase de envelhecimento, fatores biológicos, doenças e fatores externos podem influenciar na ocorrência da queda.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10)2, a queda é considerada causa externa. No entanto, Rubenstein & Maclean3 afirmam que as causas que provocam as quedas são múltiplas e podem ser agrupadas em fatores intrínsecos e extrínsecos. Entre os primeiros, encontram-se as alterações fisiológicas pelas quais o idoso passa, condições patológicas e efeitos adversos de medicações; ou uso concomitante de medicamentos, em excessos. Entre os fatores extrínsecos, destacam-se: perigos ambientais, calçados inadequados, entre outros. As quedas entre pessoas idosas constituem importante problema de saúde pública devido à sua alta incidência, às complicações para a saúde e aos altos custos assistenciais3.

Segundo Studensk & Wolter4, queda pode ser definida como um deslocamento não-intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade. Esses eventos estão relacionados com a diminuição da capacidade funcional, por exemplo, para a execução das atividades de vida diária (AVDs), destacando-se a ocorrência de quedas, bastante comum, temida pela maioria das pessoas idosas por suas conseqüências5-6.

Para Cunha & Guimarães7, a queda se dá em decorrência da perda total do equilíbrio postural, podendo estar relacionada à insuficiência súbita dos mecanismos neurais e osteoarticulares envolvidos na manutenção da postura.

Entretanto, Salgado & Guo8-9, entre os diversos fatores de risco para quedas, seguidos ou não de fratura, têm-se apontado o déficit cognitivo e a demência. Várias são as características e deficiências da demência que podem estar relacionadas ao aumento de quedas e fraturas entre idosos. Os déficits cognitivos englobam parte importante dessas características. O comprometimento da atenção e da memória, em especial a memória recente ou de aquisição, pode dificultar, por exemplo, a adaptação do idoso com demência a ambientes novos, Rocha & Cunha7-10. Comprometimento da marcha, desequilíbrio, instabilidade postural e diminuição do tônus muscular são também sintomas da demência que podem acarretar quedas. Idosos com déficits cognitivos podem também apresentar respostas protetoras comprometidas e um julgamento empobrecido da gravidade de seu quadro e de suas perdas, com pouca ou nenhuma consciência do problema. Isto pode levá-los a uma avaliação errônea de suas capacidades e a se engajarem em atividades arriscadas, acarretando acidentes7.

As conseqüências das quedas para os idosos podem ser bastante limitadoras e, em alguns casos até fatais. Os principais problemas decorrentes são fraturas, lesões na cabeça, ferimentos graves, ansiedade, depressão, o chamado "medo de cair" (medo de subseqüentes quedas), que também pode acometer idosos que nunca caíram11.

 

As quedas, além de produzirem importante perda de autonomia e qualidade de vida entre idosos, podem também repercutir entre seus cuidadores, principalmente familiares, que devem se mobilizar em torno de cuidados especiais, adaptando toda sua rotina em função da recuperação ou adaptação do idoso após a queda. Dessa forma o enfermeiro deve atuar de forma preventiva para que essas estatísticas possam ser modificadas, detectar os fatores intrínsecos e extrínsecos, a fim de modificá-los ou adaptá-los, diminuindo assim o grau de susceptibilidade para quedas em idosos.

 

2. METODOLOGIA

 

Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada através de artigos científicos, livros específicos e documentos eletrônicos. Como base de dados, foram utilizados sites de busca como Scielo, Bireme, Lilacs, e Google acadêmico, no idioma português. Foram utilizadas como palavras-chave: queda; assistência de enfermagem; idosos.

 

 

3. DESENVOLVIMENTO

 

Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)12, com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)13 para os países em desenvolvimento. Segundo o IBGE no ano de 2002 o crescimento da população de idosos, em números absolutos e relativos, é um fenômeno mundial e está ocorrendo em um nível sem precedentes. Em 1950, eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo, já em 1998 quase cinco décadas depois, esse contingente alcançava 579 milhões de pessoas; um crescimento de quase oito milhões de pessoas idosas por ano. As projeções indicam que, em 2050, a população idosa será de 1.900 milhões de pessoas14.

Há cerca de 50 anos vêm ocorrendo mudanças na demografia populacional mundial. Especificamente no Brasil, em termos relativos o grupo etário de pessoas com idade de 60 anos ou mais foi o que mais cresceu, principalmente a partir da década de 6012. Estatísticas demonstram o envelhecimento das populações como sendo conseqüência do desenvolvimento econômico e social, aliado à diminuição das taxas de natalidade e fecundidade, o aumento da expectativa de vida e a melhoria nas condições de infra-estrutura básica.

Apesar de o envelhecimento humano ser um processo gradual, irreversível e incontrolável de declínio das funções fisiológicas, ele não resulta necessariamente em incapacidade9, mas à medida que o indivíduo envelhece, as chances de sofrer lesões provocadas por acidentes aumentam6.

 

 

3.1 FATORES MULTICAUSAIS

 

Diante as principais alterações anatômicas e funcionais, Netto15 as relacionam com o processo de envelhecimento ligado à ocorrência de queda são as alterações na composição e forma do corpo, como a diminuição da estatura, a distribuição centrípeta da gordura corporal, a perda de massa muscular, a diminuição da massa óssea e o declínio nas aptidões psicomotoras, que em conjunto, podem provocar a instabilidade postural ou a incapacidade de manutenção do equilíbrio, em situações de sobrecarga funcional.

Para Santos16, a perda da capacidade funcional é um dos principais problemas que afeta o idoso, levando a diminuição de suas habilidades físicas e mentais necessárias, para a realização de suas atividades de vida diária, as quais envolvem atividades de cuidados pessoais, e atividades instrumentais de vida diária, que requerem tarefas mais complexas do cotidiano. As quedas podem afetar a capacidade funcional por estar associada a modificações anatômicas atribuídas ao processo natural de envelhecimento e a diversas patologias17.

Rodrigues18 constata que os fatores responsáveis pelas quedas podem ser classificados como intrínsecos, ou seja, decorrentes das alterações relacionadas ao processo de envelhecimento às doenças e aos efeitos causados pelo uso de fármacos que provocam sonolência, alteram o equilíbrio, a tonicidade muscular e/ou provocam hipotensão e extrínsecos como iluminação inadequada, piso escorregadio, objetos, móveis em locais inapropriados, escadas, banheiros sem devidas adaptações e circunstâncias sociais criando assim um desafio aos idosos.

Entendemos que a segurança dos idosos deve ser motivo de preocupação para a sociedade, pois para essas pessoas, as quedas podem ter repercussões desastrosas, uma vez que idosos com traumas têm perda na sua autonomia e aumento da sua dependência, refletindo em acréscimo de trabalho e estresse para o cuidador e familiares.

Algumas causas patológicas podem levar às quedas entre elas destacam-se as doenças degenerativas das articulações; fraqueza muscular ou déficits sensoriais de um recente ou remoto AVC; hipotrofia muscular, devido à falta de condicionamento físico e dor. As doenças que mais comprometem a capacidade sensória, como o Diabetes Mellitus e outras afecções que causam neuropatias periféricas, acentuam essas perdas. Os problemas nos pés, como joanetes, calos, doenças nas unhas, deformidades nas articulações, que causam dor e alterações no andar, são comuns e podem ser corrigidos, minimizando a instabilidade. Os distúrbios da visão e da audição acabam diminuindo as pistas ambientais e predispõem às quedas19.

 

"necessitamos de estudos que promovam a aceitação de vocabulário comum, a elaboração consensual de um sistema classificatório e de critérios normativos para o estudo das quedas tais como as características da população envolvida, as do evento e suas conseqüências" Carvalhães et al 199820.

 

O idoso muita das vezes passa a maior parte do seu tempo no domicílio. Este ambiente que pode parecer o mais seguro possível, pela familiaridade, pode tornar-se muitas vezes um ambiente de risco. Entre os acidentes domésticos, as quedas se destacam (70%) e no ambiente externo (30%). O indivíduo tem sua prontidão diminuída devido à autoconfiança trazida pelo conhecimento do ambiente em que vive. A atenção também fica reduzida, porque as atividades que desempenha, em seu lar, são costumeiras, desta forma, acidentes que poderiam facilmente ser evitados são causadores da redução da mobilidade ou da capacidade funcional. Muitas situações que eram corriqueiras, em sua juventude, passam a ser perigos iminentes24.

Segundo Coutinho22, para se prevenirem desses acontecimentos, cuidadores e familiares devem se mobilizar em torno de cuidados especiais, adaptando o ambiente em que o idoso vive e tendo o cuidado de observar alguns itens de segurança, como o uso de calçados adequados, tapetes antiderrapantes e disposição da mobília em casa, sensores de presença, itens que possam facilitar o cotidiano deste idoso.

 Paralelamente ao aumento da população idosa, também há um aumento do número de pessoas com demências, cuja prevalência dobra a cada cinco anos após os 60 anos, resultando em aumento exponencial com a idade. Em estudo populacional brasileiro realizado com idosos, a prevalência de demência variou de 1,6%, entre as pessoas com idade de 65 a 69 anos e a 38,9% nas pessoas com mais de 84 anos de idade23.

As alterações neurológicas podem causar a diminuição fisiológica de algumas funções cognitivas, o que pode representar uma ameaça ao bem-estar e a auto-estima do idoso, comprometendo sua capacidade de adaptação às modificações do meio. As funções intelectuais mais atingidas são a memória, o tempo de reação e a percepção, prejudicando sua capacidade de interação, e interferindo na sua capacidade de adaptação24. A importância da função cognitiva, especialmente a atenção, como um fator relevante na manutenção do equilíbrio. Os idosos com risco aumentado de perda de equilíbrio e queda podem não ter condições de alocar recursos cognitivos relacionados à atenção suficientes para o controle postural25.

Nos indivíduos idosos com demência aguda ou crônica, a freqüência de quedas aumenta devido à falta de percepção de perigos ambientais das próprias capacidades do indivíduo. De acordo com estudo realizado por Berlinger & Potter26, idosos com demência, independentemente do tipo ou da severidade, possuem IMC aproximadamente 10% menor que aqueles cognitivamente intactos. Como o baixo IMC foi apontado como fator de risco para fraturas entre idosos, também pode ser um aspecto que contribui para a maior ocorrência desses acidentes entre os com demência.

A demência afeta indiretamente a densidade óssea, que pode decrescer mais rapidamente em sujeitos com essa doença devido ao baixo peso e à desnutrição. Também a absorção de cálcio é menor em mulheres com demência9. Mas talvez o aspecto mais citado em estudos como um dos fatores predisponentes para queda seguida de fratura em idosos com demência seja a deficiência de vitamina D, que está relacionada à redução da exposição ao sol (resultado de uma vida mais sedentária e reclusa) e à desnutrição. Tal deficiência pode alterar a qualidade dos ossos levando a um aumento de sua fragilidade. Pode causar também osteomalacia, hiperparatiroidismo secundário, com mudanças conseqüentes na microarquitetura óssea, e, finalmente, miopatia. Todos esses fatores podem contribuir para o aumento do risco para quedas e fraturas entre idosos com demência9.

 

 

3.2 CONSEQUÊNCIAS

 

Para Simpson27 as quedas constituem a principal conseqüência da Instabilidade Postural, que é considerada uma das grandes síndromes geriátricas, pela grande repercussão negativa que pode gerar na qualidade e expectativa de vida dos idosos. As quedas podem ter sérias conseqüências físicas e psicológicas, incluindo lesões, hospitalizações, perturbação da mobilidade, medo de cair novamente, restrição da atividade, declínio funcional, institucionalização, e até mesmo a morte 28-30.

Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos. Idosos apresentam dez vezes mais hospitalizações e oito vezes mais mortes conseqüentes de quedas, taxa que aumenta em proporção direta com os anos de sobrevida em comparação com crianças. Considerando apenas os problemas do equilíbrio observa-se na população geriátrica um aumento crescente dos distúrbios das funções sensoriais, da integração das informações periféricas centrais, bem como a senescência dos sistemas neuromusculares e da função esquelética31.

Para contrabalançar os efeitos do desequilíbrio, utilizam reações de proteção com pequenos passos, como se andassem em busca do seu centro de gravidade, sem efetivamente conseguir alcançá-lo. O idoso, frente aos obstáculos, não levanta os pés o suficiente durante a marcha, pois há limitação da amplitude de movimentos dos pés e diminuição da força muscular, aumentando a probabilidade de tropeçar e cair.

Envelhecer sem incapacidades, preservando a autonomia é fator para a manutenção da boa qualidade de vida. Autonomia é definida como capacidade de decisão, independência pela capacidade de realizar algo com seus próprios meios. A independência é definida como o estado de quem tem liberdade ou autonomia, de quem se basta e recorre aos seus próprios meios32. A queda, geralmente é responsável pelas perdas da autonomia e da independência do idoso, mesmo que por tempo limitado. Suas conseqüências mais comuns são: as fraturas, a imobilidade, a restrição de atividades, o aumento do risco de institucionalização, o declínio da saúde, prejuízos psicológicos, como o medo de sofrer novas quedas, e, também, o risco de morte, além do aumento dos custos com os cuidados de saúde e prejuízos sociais relacionados à família.

A dependência se traduz por uma ajuda indispensável, para a realização dos atos elementares da vida. É um processo dinâmico cuja evolução pode se modificar, e até ser prevenida ou reduzida, se houver ambiente e assistência adequados. A família e os amigos são as primeiras fontes de cuidados33. O idoso que passa por um evento estressante como a queda, não terá, na maioria das vezes, reserva funcional suficiente, para se adaptar a essa nova condição, tendo, portanto, dificuldade para manter sua homeostase e reagir sem auxílio. O familiar ou cuidador que é, geralmente, quem está a maior parte do tempo com ele, e no local onde a maioria das quedas ocorre, é a pessoa que irá atender ao pedido de ajuda do idoso, dependendo de sua necessidade.  Após a queda, a capacidade funcional do idoso pode estar diminuída, indicando, como conseqüência, um grau de dependência aumentado32-33.

 

3.3 BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA

 

Atualmente, é praticamente consenso entre os profissionais de saúde que o exercício físico é um fator determinante como forma de prevenção em quedas e reabilitação, fortalecendo a aptidão física melhorando sua autonomia34.

Os benefícios proporcionados pela prática de exercícios físicos pelas pessoas idosas pós-quedas, têm sido estudados pela comunidade científica34-35, destacando que atuam na melhora da capacidade funcional, equilíbrio, força, coordenação e velocidade de movimento, contribuindo para uma maior segurança e prevenção de quedas entre as pessoas idosas. O American College of Sports Medicine36 afirma que, atualmente, está comprovado que quanto mais ativa a pessoa idosa, menos limitações físicas ela tem. Análise entre o nível de atividade física (AF) e a incidência de quedas com as condições de saúde dos idosos, constatou-se a importância de manter um alto nível da atividade física a fim de minimizar a incidência de quedas e melhorar a saúde geral. Como a fraqueza muscular, inflexibilidade, sinergia e mecanismos de programação degradados e dificuldades de controle motor contribuem para as quedas, um alto nível de atividade física é uma estratégia eficaz para preveni-las: aumenta a força muscular, a flexibilidade e o controle motor34.

Matsudo34 verificou que dez sessões de atividade física permitiram melhorar o desempenho de idosos em vários testes, de equilíbrio, força e flexibilidade, sugerindo que um programa de prevenção baseado em exercícios regulares pode ser eficiente para os idosos na prevenção de quedas. De acordo com Spirduso35, a atividade física diária e o exercício provavelmente contribuem para a prevenção de quedas, pois as descobertas de todos os estudos com relação ao assunto de exercícios e quedas, quando consideradas em conjunto, sugerem que um programa de exercícios que aumente significativamente a força, mantenha uma composição e peso corporal eficientes para a locomoção e que também melhore o equilíbrio deve diminuir o número de quedas observadas nas pessoas mais idosas.

Oliveira37, cita que são cinco os fatores para o idoso ter saúde: vida independente, casa, ocupação, afeição e comunicação e que a prática regular de atividade física minimiza os declínios da capacidade funcional, que é necessária para que o idoso tenha uma vida independente e, conseqüentemente, uma melhor condição de saúde.

Entendemos, que a prática de atividade física regular é uma forma de prevenir quedas em pessoas idosas, e que idosos sedentários possuem menor mobilidade e maior propensão a quedas quando comparados a idosos que praticam atividade física regularmente.

Uma das grandes dificuldades que envolvem a assistência adequada ao idoso é a substimação das alterações apresentadas por eles. Nesse sentido, a importância do acompanhamento e controle das doenças, a adaptação ambiental, a realização de exercícios físicos para fortalecer os músculos, o equilíbrio e a mobilidade e a correção de problemas visuais, possíveis na maioria dos casos38.

 

3.4  ATUAÇÃO ENFERMAGEM/PROFISSIONAIS DE SAÚDE

            Visto que a promoção da qualidade de vida das pessoas idosas é uma necessidade urgente e representa grande desafio na formulação e implementação de políticas de saúde para a sociedade de modo geral. Neste sentido a avaliação funcional do idoso faz parte do cuidado de enfermagem, com atenção na pessoa e nos recursos de apoio que ela pode contar. Sendo assim podemos considerar que o enfermeiro deve assistir ao idoso de maneira individualizada, levando em consideração as suas limitações físicas, psíquicas e ambientais.

Para Smelter & Bare e Campedelli39-40, a atuação do enfermeiro e/ou da enfermeira junto ao idoso deve estar centrada na educação para a saúde, no "cuidar" tendo como base o conhecimento do processo de senescência e senilidade e no retorno da capacidade funcional para a realização das suas atividades, com objetivo de atender às suas necessidades básicas e alcançar sua independência e felicidade.

Segundo Diogo41, tal colocação embasa a assistência de enfermagem na situação de saúde e de doença, assim como direciona as ações de enfermagem num processo de reabilitação que vise o auto cuidado. Neste processo, o enfermeiro e demais profissionais envolvidos, devem atuar junto ao idoso e seus familiares, apoiando suas decisões, ajudando-os a aceitar as alterações na imagem corporal quando existentes, num processo educativo e congruente às necessidades individuais.

 

"a qualidade de vida ganha um sentido mais amplo e necessário, criando-se a necessidade de um olhar mais crítico e intervenções de a respeito das alterações do envelhecimento e de suas conseqüências, a fim de proporcionar ao idoso um maior bem estar e maior capacidade funcional. A atuação do enfermeiro junto ao idoso deve estar centrada, tendo como base, o conhecimento da capacidade e seus limites". Santos & Andrade42

 

Para Nakamura43, um dos papéis da enfermagem é atuar como agente que promove mudança na percepção sobre a velhice, junto à equipe multidisciplinar e à comunidade, além da sua participação nos problemas de ordem social. Dentro dessa atuação, a enfermagem age de forma holística, sistematizada e com foco na principal vertente relacionada à saúde: a prevenção de quedas e a educação em saúde.

A avaliação funcional do idoso faz parte do cuidado de enfermagem, com ênfase na pessoa e nos sistemas de apoio que ela pode contar. Assim consideramos que o enfermeiro, inserido numa equipe multidisciplinar, deve assistir ao idoso de maneira individualizada, levando em consideração as suas limitações físicas, psíquicas e ambientais. O profissional de saúde, ao visitar este ambiente pode, com o idoso/familiar, fazer uma avaliação do ambiente e identificar aspectos que podem ser modificados no ato e outros que necessitarão de tempo para serem alterados e, às vezes, investimentos econômicos, mas é imprescindível que os idosos sejam orientados e alertados sobre o risco de quedas. Conforme Smelter & Bare39, a assistência sistematizada de enfermagem nos permite identificar os problemas dos idosos de maneira individualizada, planejar, executar e avaliar o atendimento a cada situação. Para tanto, direcionando a assistência para nível ambulatorial, a consulta de enfermagem é uma atividade que atende a estas questões aqui colocadas, por meio da qual o enfermeiro assume a responsabilidade quanto à ação de enfermagem a ser determinada frente aos problemas detectados e estabelece sua intervenção, com enfoque nas AVD durante o processo de reabilitação.

Um ambiente propício e satisfatório para o idoso é aquele que oferece segurança, é funcional, proporciona estímulo e controle pessoal, facilita a interação social, favorece a adaptação às mudanças e é familiar para o idoso40.

O papel do enfermeiro reflete diretamente no cuidado, propiciando oportunidades, direcionando, além de intervir para que o idoso receba informações corretas e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, articulando, desta forma, o saber popular com o saber científico. Compreende-se que a mudança de hábitos e atitudes dos indivíduos é um processo que recebe interferência de vivências prévias e de fatores culturais. Portanto, para que a ação educativa seja resolutiva, é necessário discutir os conhecimentos por meio de um mecanismo de comunicação que facilite a compreensão e estimule sua prática e que torne o idoso e sua família participantes ativos do processo de promoção de sua saúde.

4. CONCLUSÃO

 

As quedas constituem um importante agravo na saúde dos idosos, podendo ocasionar conseqüências irreversíveis e até morte entre essa população. Por isso, tornam-se necessárias medidas de intervenção por parte dos profissionais de saúde, visando à mudança de atitudes e a redução de danos ocasionados pelas quedas. Considerando a importância da adaptação ambiental, para a prevenção de quedas, não apenas no que diz respeito à remoção de riscos, como também no uso de técnicas que incentivem a prática do autocuidado, além da prática de atividade física para idosos também se fazem necessários: elaboração de políticas públicas voltadas a diminuir o número de quedas, como melhorar e adaptar a infra-estrutura de locais públicos e privados; maior incentivo para a prática de exercícios físicos; prevenção nutricional e médica, entre outras. Neste sentido acreditamos na necessidade da adoção de medidas individuais e coletivas para promover as condições de saúde dos mesmos. No que se refere à prevenção de quedas em idosos e a adoção de ação educativa como estratégia.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/saude-artigos/risco-de-queda-em-idosos-e-a-intervencao-da-enfermagem-3450156.html

    Palavras-chave do artigo:

    queda assistencia de enfermagem idosos

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    Realizou-se uma pesquisa buscando identificar a ocorrência do desenvolvimento de atividades em Educação Continuada, direcionada aos técnicos de enfermagem que atuam em Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPI's, para assistência nos casos de emergência com idosos. Verificou-se que a educação continuada não está sendo desenvolvida de forma adequada nas ILPI's pesquisadas. Conclui-se que deve ser revisto a implantação da educação continuada de forma satisfatória nessas instituições.

    Por: Verônical Saúde e Bem Estarl 01/03/2011 lAcessos: 534

    O processo de envelhecimento compreende alterações fisiológicas, que contribuem para o aumento da fragilidade dos idosos, aumentando a probabilidade do evento queda nos mesmos. O envelhecimento fisiológico compreende uma série de alterações nas funções orgânicas e mentais. As informações dos sistemas visual, vestibular e proprioceptivo, são fatores importantes destacados na literatura para promover o controle postural, que devido às alterações fisiológicas da senescência pode ficar diminuído ...

    Por: Brunal Saúde e Bem Estar> Medicinal 21/07/2011 lAcessos: 1,396

    Trata-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem quantitativa, cujo objetivo geral foi investigar a Atenção Medicamentosa aos Idosos pelos profissionais Odontólogos (as), Médicos (as) e Enfermeiros (as) das Equipes Saúde da Família da Área Urbana do Município de Porto Velho-RO. A coleta de dados se deu através de questionários com perguntas fechadas e abertas a uma população de 48 profissionais das Equipe de Saúde da Família.

    Por: Josué da Silva Sicsúl Saúde e Bem Estarl 10/12/2008 lAcessos: 891 lComentário: 1

    O crescimento da população idosa brasileira, trouxe consigo as doenças crônico-degenerativas, entre elas estão às doenças de Alzheimer e Parkinson, as mais causantes de dependência,necessitando Assim de um cuidador.O trabalho teve como objetivo de descrever a importância do enfermeiro educador junto á esses cuidadores. Assim verificou-se que a participação do enfermeiro no processo educativo é fundamental para saúde de ambos. Trata-se de uma pesquisa realizada por meio de revisão de literatura.

    Por: Alexandra Martinsl Saúde e Bem Estarl 10/05/2011 lAcessos: 1,521
    Gilcenira Ataliba Esteves

    O sucesso da evolução da medicina está contribuindo, diretamente, com a diminuição da mortalidade no mundo e, como conseqüência, surge uma nova população que, até algumas décadas atrás, não era significativa, o Idoso, e com ele algumas doenças características da idade. Este artigo tem como objetivo chamar atenção das pessoas para a doença de Alzheimer suas características, evolução e tratamento para que possam lidar, com o portador da doença, com segurança, afeto tratando-o com dignidade e respe

    Por: Gilcenira Ataliba Estevesl Saúde e Bem Estar> Medicinal 09/11/2009 lAcessos: 2,375

    o estudo verificou como se dá o apoio do profissional de Psicologia na instituição pública a ser analisada. Como objetivo de destacar como o processo de envelhecimento é visto pela sociedade; buscando também investigar se o idoso é excluído ou não da sociedade; analisando a atuação do psicólogo na inserção do idoso na sociedade; investigando o que leva os idosos a procurarem as instituições de serviço ao idoso; e conhecendo os serviços oferecidos em tais instituições.

    Por: Albertol Psicologia&Auto-Ajudal 30/11/2012 lAcessos: 55

    As doenças circulatórias são um grande problema de saúde pública no Brasil. Atualmente, calcula-se que a hipertensão arterial atinge mais de 10% da população e que existem cerca de 10 milhões de pessoas com diabetes. Desse total, 50% desconhecem sua condição e acabam descobrindo a doença em estágios avançados, o que dificulta o tratamento. A definição epidemiológica de hipertensão, também conhecida como pressão alta, é o nível de pressão acima do normal, 120x790mmHg.

    Por: Bárbara Alves Ruela de Azevedol Saúde e Bem Estar> Medicina Alternatival 23/10/2010 lAcessos: 3,062
    Claudia Forlin

    Esta pesquisa bibliográfica visa informar sobre a evolução do Mal de Alzheimer e os cuidados necessários com seus portadores, cujo número vem aumentando significativamente. A gravidade da doença gera importante custo social e estende seus danos principalmente à família e aos cuidadores do portador, por isso procurou-se enfocar a qualidade de vida do cuidador do paciente com Doença de Alzheimer e de seus familiares.

    Por: Claudia Forlinl Saúde e Bem Estar> Medicinal 06/04/2010 lAcessos: 6,335 lComentário: 1

    RESUMO: Este estudo tem sua importância na crescente discussão sobre o aumento da utilização da Terceirização de mão-de-obra nos mais variados ramos de atuação organizacional, no enfraquecimento dos sindicatos, na crescente precarização do trabalho no Brasil, na responsabilidade social intrínseca a normas reguladoras vigentes que preconizam o Trabalho decente.

    Por: João Carlos Peixel Notícias & Sociedade> Polítical 02/08/2011 lAcessos: 759
    LzRicco Comunicacao

    O verão está chegando e a preocupação com corpo desponta junto. Depois de meses cobrindo as formas com bastante roupa para se proteger do frio, chega o momento de por tudo à mostra. E é aí que a maioria das pessoas começa aquela correria para deixar a silhueta mais afinada apelando principalmente por dietas milagrosas que contribuem para perda rápida de peso.

    Por: LzRicco Comunicacaol Saúde e Bem Estarl 31/10/2014

    Há alguns anos atrás, novos avós não imaginariam um mundo como o de hoje. Objetos que antes eram feitos quase que exclusivamente de madeira, como móveis, hoje podem ser encontrados também em polipropileno. Muitas peças de acabamento dos automóveis, que antes eram produzidas em aço, hoje foram substituídas pelo polipropileno. Até aqueles antigos telefones de gancho feitos em madeira – adivinhe? São fabricados em polipropileno. Mas afinal, que diacho é isso??

    Por: 3xcelerl Saúde e Bem Estarl 29/10/2014

    Um problema que atinge ou irá atingir 65% dos homens e 40% das mulheres. Para os homens é uma assunto incomodo mas sociavelmente aceite. Para as mulheres é um problema duro de lidar. Existem muitas mais mulheres no mundo que sofrem de calvície que possa imaginar. Não é só um problema de homens. Mas existe uma solução, e não uma solução temporária, mas uma solução definitiva e natural, o transplante capilar pelo método FUE.

    Por: Maria Mirandal Saúde e Bem Estarl 27/10/2014

    Sem dúvidas a obesidade tem sido um fator preocupante na saúde da população moderna. Nos últimos anos observamos um aumento significativo no índice de pessoas acima do peso ou mesmo obesas, tanto nos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. Além dos problemas para saúde o excesso de peso acarreta efeitos socioeconômicos substanciais.

    Por: josi feitosal Saúde e Bem Estarl 25/10/2014

    O objetivo da fisioterapia na saúde da mulher é atender a mulher em sua integridade, em todas as fases da sua vida, respeitando as necessidades e características individuais. Atua em vários aspectos da função e do movimento humano, que sofrem mudanças e alterações durante suas fases de vida, desde a adolescência até a fase adulta, passando pela fase reprodutiva, período gestacional, climatério, menopausa e terceira idade.

    Por: josi feitosal Saúde e Bem Estarl 25/10/2014

    Este artigo demonstra como um cuidador ou quem convive com uma pessoa que tem Alzheimer deve se comportar, mostra o que deve e o que não deve fazer para manter uma boa convivência e boa qualidade de vida.

    Por: josi feitosal Saúde e Bem Estarl 25/10/2014

    Cada vez mais nos deparamos com a situação de não encontrar ninguém nos lares durante o dia todo. Trabalho, curso, escola, faculdade, entre outras coisas, compõem uma grade maluca que tem hora certa para começar, mas sem previsão para terminar. E em meio a essa loucura, fica difícil seguir os horários comuns de alimentação em que estamos acostumados. Dependendo da rotina, fica até difícil de separar um tempo do seu dia para fazer isso.

    Por: 3xcelerl Saúde e Bem Estarl 24/10/2014

    É muito bom poder sentar para almoçar e encontrar um pedaço de bife acompanhado de algumas batatas fritas, prontos para serem devorados. Mas muita gente não tem ideia de todo o processo que a carne passa até chegar a sua casa. Pensando até pelo lado higiênico, chega até ser um pouco perigoso o consumo de alguns alimentos, não somente carnívoros, sem que estejam devidamente saudáveis e conservados para seu consumo.

    Por: 3xcelerl Saúde e Bem Estarl 24/10/2014

    A doença vascular periférica, associada a pequeno trauma, pode resultar em dor e úlcera puramente isquêmica; entretanto, em pacientes com isquemia e neuropatia os sintomas podem estar ausentes apesar da isquemia severa, e algumas lesões servem de porta de entrada para infecções, o que pode agravar ainda mais a situação do portador de DM

    Por: Valeria Infantini dos Santosl Saúde e Bem Estarl 11/10/2010 lAcessos: 2,220

    Esta é uma reflexão sobre cuidado materno no alojamento conjunto, baseada nos conceitos de Preocupação Materna Primária, Cuidado Materno e Ambiente. O alojamento conjunto é idealizado como um local propício ao estabelecimento, entre a mãe e a criança, de uma aproximação que favoreça o cuidado materno.

    Por: Valeria Infantini dos Santosl Saúde e Bem Estarl 11/10/2010 lAcessos: 4,254
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