Tecnologia Da Informação No Agronegócio: Rompendo Barreiras

Publicado em: 25/05/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 562

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NO AGRONEGÓCIO:

ROMPENDO BARREIRAS

1 – Introdução

Comunicação, integração e interoperabilidade. Estes três conceitos vêm, nos últimos anos, norteando os rumos dos principais avanços na área da tecnologia da informação aplicada aos agronegócios, e tem se tornado assuntos de grande importância para um produtor rural qualquer que deseje se manter – ou se tornar ainda mais – competitivo no mercado agropecuário atual. Pois, se em um primeiro momento, tínhamos um panorama rural formado principalmente por agricultores desinformados – e desinteressados - nos assuntos relativos à tecnologia da informação, que produziam e vendiam tendo em vista apenas o mercado regional ou nacional, atualmente temos um cenário bastante diferente, contando com grandes produtores, que produzem diversas culturas diferentes, muitas vezes em escala industrial e - não raro - donos de várias propriedades, normalmente geograficamente distantes, produzindo e vendendo tanto para o mercado regional e nacional quanto para o mercado internacional. E é neste cenário globalizado que a tecnologia da informação surge como instrumento de apoio para garantir tanto a velocidade com a qual as informações são transmitidas quanto sua confiabilidade, integridade e disponibilidade.

Tendo em vista o mercado agropecuário atual, onde as relações entre demanda e oferta nem sempre são diretamente proporcionais e variações no preço final do produto podem ocorrer a qualquer instante, faz-se mister que os produtores permaneçam sempre informados sobre as variações do mercado, porém, sem nunca perder o controle e a visão geral sobre o seu negócio. Desta forma, é necessário que os mesmos se mantenham em constante comunicação não apenas com o mundo exterior,a fim de coletar informações sobre a atual situação do mercado que irá receber o seu produto, mas também com suas propriedades, a fim de passar instruções em tempo real a seus empregados, obter informações estatísticas, controlar a logística ou mesmo – dependendo das necessidades – saber a localização geográfica exata de um determinado boi reprodutor.

2 – Metodologia

Para a confecção deste artigo, foram tomadas como base as padronizações IEEE 802.11 (Wi-Fi – padrão para transmissão de dados via ondas de rádio) e IEEE 802.16 (Wi-Max - padrão para transmissão de dados via microondas) para o estabelecimento de enlaces de transmissão de dados, bem como materiais relativos à implementação de softwares de apoio à segurança das informações trafegadas no enlace em questão. Os softwares estudados, para a confecção deste artigo em específico, foram o OpenVPN, que utiliza as bibliotecas OpenSSL para implementar túneis criptográficos e o IPTables, capaz de atuar como firewall stateful, sendo capaz de filtrar conexões tanto por endereços IP e MAC quanto por portas de conexão.

Para demonstrar como tais tecnologias podem ser implementadas diretamente de forma a agregar valores ao agronegócio, foram propostos cenários onde a implementação de enlaces de dados utilizando as tecnologias 802.11, 802.16 ou ainda enlaces satelitais poderiam ser utilizados para interligar várias fazendas em um único nó central, aumentando não apenas a agilidade no tráfego de informações críticas mas também agregando serviços que podem ser implementados apenas com a existência de um enlace de dados, tais como SIGs (Sistemas de Informações Gerenciais) e sistemas de VoIP (Voice over IP – Voz sobre IP), que podem vir a impactar diretamente nos ganhos financeiros de uma dada entidade. Neste ponto, é dado um enfoque especial ao aspecto segurança das informações tráfegadas pelo enlace de dados.

Por fim, foram abordadas alguns dos maiores benefícios que a implementação de um sistema de VoIP, seja ele implementado através de um servidor próprio ou de terceiros, bem como de um SIG como ferramenta de apoio à tomada de decisões – desde que devidamente mensurados e implementados – podem trazer para administração e lucratividade dos agronegócios.

3 – Transmissão de dados, Integração e Interoperabilidade aplicados ao agronegócio

A tarefa de coordenação de vários pontos geográficos distintos ao mesmo tempo pode vir a se tornar extremamente trabalhosa e dispendiosa, dependendo de quantas propriedades se possui sob a coordenação de uma única entidade e da forma pela qual esta administração é realizada. Em um contexto simplista, uma linha telefônica poderia ser o suficiente para passar ordens para o responsável local, porém, outras atividades como reunir dados estatísticos em tempo real ou monitorar a temperatura exata da estufa onde se encontram as mudas a serem plantadas se tornam praticamente impossíveis. E estas dificuldades tendem a aumentar de acordo com o número de propriedades sob a coordenação de uma única entidade e o número de informações manipuladas em um determinado intervalo de tempo.

Neste contexto, podemos elencar a tecnologia da informação como uma ferramenta necessária à eficácia do processo, podendo atuar não apenas nos níveis elementares do tratamento da informação, mas também no processo de integração destes vários pontos geográficos de maneira a torná-los membros de uma única entidade, e não várias sub-entidades separadas entre si. Desta forma, podemos interligar todas estas unidades geográficamente distintas em um único nó central, tornando-o responsável pela coordenação de todas as demais partes. Com isso, não apenas aumentamos a eficiência e velocidade do tratamento das informações como um todo como também reduzimos os custos para obtenção, manipulação e manutenção das mesmas.

Com o rápido avanço das tecnologias de transmissão de dados através de ondas de rádio, microondas ou mesmo através da utilização de satélites, tornaram-se não apenas possíveis como também extremamente viáveis estes tipos de enlaces de dados. Equipamentos que utilizam tecnologias que seguem o padrão IEEE 802.11 (Wi-Fi – transmissão de dados através de ondas de rádio) e IEEE 802.16 (Wi-Max – transmissão de dados através de microondas) podem, atualmente, ser encontrados em qualquer loja de equipamentos especializada ou comprados através da internet. Da mesma forma, operadoras que fornecem links satelitais podem ser contratadas em praticamente qualquer ponto do país. E, embora ainda seja necessária uma equipe técnica qualificada para montar os equipamentos e viabilizar o projeto – em especial devido às peculiaridades e limitações de cada uma das supracitadas tecnologias – o custo para a implementação dos mesmos é consideravelmente menor do que a alguns anos, e comparativamente menor – a longo prazo – do que os valores que seriam gastos com a simples utilização de linhas telefônicas convencionais ou viagens aos locais, podendo, ainda, viabilizar a implementação de sistemas de automação que, de outra forma, não poderiam sem implantados.

A figura 1, abaixo, ilustra uma topologia ponto-multiponto utilizando enlaces sem-fio que se utilizem dos padrões IEEE 802.11 ou IEEE 802.16:

Figura 1: Topologia de rede sem fio Ponto-multiponto

É importante salientar que, quando trafegamos dados sensíveis por um enlace de dados qualquer, uma das maiores preocupações que devemos ter é com a segurança dos dados trafegados, em especial com sua confidencialidade. E um dos aspectos que mais causam dúvidas na implementação de enlaces de dados que se valem dos padrões IEEE 802.11 e IEEE 802.16 é exatamente a segurança.

Embora a segurança implementada em tais tecnologias ainda não seja totalmente inviolável, devido à própria natureza do meio no qual as informações são trafegadas, ela pode, sem dúvida alguma, ser levada a algum ponto bem próximo disso, desde que devidamente planejada e implementada. Alguns pontos comuns quando da implementação de um enlace de dados que se utilize de tais tecnologias de transmissão de dados são:

  • criação de VPNs (Virtual Private Network – Rede Virtual Privada), a fim de criptografar todos os dados trafegados pelo enlace;

  • implementação de firewalls nos dois lados do enlace, atuantes pelo menos nas camadas 1, 2 e 3 do modelo OSI (física, enlace e rede, respectivamente), a fim de filtrar a entrada de pacotes não-autorizados pelo endereço MAC e pelo endereço IP, bem como pela porta de conexão;

  • Por fim, uma outra medida de segurança simples – porém, bastante negligenciada – seria trocar, tão logo quanto possível, o par login / senha dos rádios envolvidos no enlace bem como o SSID padrão (no caso específico de enlaces sob o padrão IEEE 802.11).

Note que, apesar de envolver um conhecimento técnico de nível no mínimo intermediário, os equipamentos utilizados para realmente implementar uma solução como a supracitada não são, de forma alguma, exorbitantes. À parte da infra-estrutura física própria do enlace (rádios, torres, antenas, etc.) todos os supracitados serviços podem ser implementados por um único appliance de rede específico ou ainda, caso se possua mão de obra qualificada para tanto, por um computador de média performance que atue como gateway da rede, valendo-se, para tanto, de softwares de código-fonte aberto. Bons exemplos para a implementação dos mesmos são o OpenVPN, solução de código-fonte aberto para implementação de VPNs, que utiliza as bibliotecas OpenSSL para criptografia dos dados e o IPTables, solução de código-fonte aberto de firewall stateful, podendo, inclusive, implementar serviços como TOS (Type of Service) e limitação da largura de banda utilizada por cada cliente. É válido também ressaltar que, por se tratarem de softwares de código-fonte aberto, os mesmos não possuem nenhum tipo de custo para ser implementados a não ser o próprio equipamento no qual serão instalados.

Observamos então que, em um enlace de dados que utilize equipamentos que respeitem os padrões IEEE 802.11 ou IEEE 802.16, temos uma infraestrutura ponto-a-ponto ou ponto-multiponto pertencente e operacionalizada por uma única entidade, de forma que, na maior parte das vezes, apenas as extremidades do enlace são capazes de transmitir e receber dados pelo mesmo. Neste cenário, normalmente o tráfego de dados se dá por um meio que, embora ainda inseguro devido à própria natureza de transmissão dos dados, é exclusivo dos proprietários do enlace, ou seja, a menos que haja uma tentativa maliciosa de se interceptar algum dado passante, o mesmo possui sua confidencialidade teoricamente garantida.

Em um outro cenário, porém, quando se utiliza um meio de transmissão compartilhado ou operacionalizado por terceiros, como no caso dos enlaces satelitais, onde os dados devem ser trafegados por um meio inseguro, sujeito a interceptações em vários pontos do caminho e sem nenhuma garantia real de confidencialidade além daquelas fornecidas pela operadora no momento da assinatura do contrato, torna-se extremamente importante as medidas de suporte à confidencialidade das informações trafegadas, em especial a criptografia. O estabelecimento de uma VPN antes da transmissão dos dados se faz uma necessidade mais do que uma medida de apoio, uma vez que, após o túnel criptográfico estabelecido, as informações poderão ser trafegadas com uma maior segurança.

Podemos perceber claramente, tomando como referência a figura 2, abaixo, que nesta topologia, o meio de transmissão de dados é compartilhado entre os vários clientes da operadora satelital em questão. No cenário proposto pela ilustração, temos a Sede Central X, responsável pelas fazendas 1 e 2 e a Sede Central Y, responsável pelas fazendas A e B bem como a operadora satelital compartilhando o mesmo meio de transmissão.

Embora de nenhuma forma as supracitadas sedes ou a operadora estejam relacionadas, sendo, portanto, entidades completamente distintas entre si, todos os dados trafegados por cada uma delas podem ser recebidos por cada um dos pontos que se utilize do meio compartilhado em questão. Isto se deve especialmente ao fato de o satélite agir como um

simples repetidor dos dados recebidos, não realizando, portanto, nenhuma filtragem relativa aos receptores dos dados que estão sendo transmitidos.

Figura 2: Topologia de rede satelital compartilhada

Desta forma, quando da implementação de um enlace de dados satelital, é extremamente importante que se leve em consideração fatores como a confiabilidade da operadora responsável pelo enlace de dados – uma vez que há a necessidade que se confie na integridade da empresa - e a implementação de medidas de suporte de segurança para os dados trafegados, como a criptografia e a implementação de firewalls em ambos os lados do enlace.

Uma vez implementada, a interligação de pontos geograficamente distantes com enlaces de dados possibilita a implementação de sistemas próprios para a automação de processos que antes ocupavam boa parte da mão de obra útil da fazenda. Processos tais como contabilizar dados coletados em um certo intervalo de tempo para gerar relatórios a partir dos mesmos e envia-los para a entidade coordenadora podem ser automatizados com a implementação de sistemas próprios para isso, liberando, desta forma, a mão de obra útil anteriormente alocada nestas tarefas para ser alocada em outros setores, aumentando, desta forma a produtividade como um todo.

A automação de tais tarefas, relacionadas ao tratamento da informação em todos os pontos de seu ciclo de vida útil relacionados à esfera operacional (coleta e inserção dos dados), pode ser realizada através da utilização de um SIG (Sistema de Informações Gerenciais). A implementação de um SIG não apenas pode ocasionar a automação de todo o processo de coleta e inserção de dados brutos – desde que devidamente sincronizado com os demais sistemas existentes na fazenda – com também pode garantir um ambiente confiável e acessível para o gerenciamento, manipulação, manutenção e apresentação dos dados coletados. A utilização de um SIG como ferramenta de apoio possibilita, ainda, uma maior interação em tempo real entre todas as unidades sob coordenação de uma única entidade central, bem como favorece a troca de dados entre as mesmas. Desta forma, pode-se ter uma administração centralizada dos dados, de maneira a aumentar a eficiência na manipulação e facilitar rotinas de manutenção dos mesmos (backups, replicações e etc).

Uma outra vantagem claramente perceptível quando da implementação de um Sistema de Informações Gerenciais é a abstração dos dados brutos fornecida pelo mesmo, de maneira a proporcionar uma interface amigável para a camada tática, facilitando a manipulação dos mesmos por pessoas que, embora sejam as responsáveis pelas decisões que nortearão os rumos do negócio, não possuem conhecimento o técnico específico necessário para interpretar os dados em sua forma bruta.

Desta forma, tendo em vista as inúmeras variáveis envolvidas, tanto no âmbito corporativo quanto no âmbito agropecuário, especialmente quando se coordena vários pontos geográficamente distintos, com aspectos culturais, sociais e econômicos contrastantes, um SIG torna-se uma importante ferramenta de apoio ao processo de tomada de decisões relacionadas ao agronegócio, não apenas por prover um gerenciamento centralizado (proporcionando uma maior confiabilidade, integridade e disponibilidade dos dados gerenciados) mas também por prover um alto nível de abstração dos dados puros, fornecendo uma interface amigável e intuitiva para sua manipulação, de forma a aumentar a eficiência do processo como um todo. Outros aspectos importantes da implementação de um SIG como ferramenta de apoio ao processo de decisão no agronegócio são a velocidade na obtenção das informações (em especial em cenários onde o SIG encontra-se perfeitamente integrado aos demais sistemas de apoio existentes nas fazendas coordenadas) e também o fornecimento de relatórios históricos, que acabam por construir uma base de conhecimento cada vez mais consistente para auxiliar na tomada de decisões futuras.

Uma outra vantagem fornecida pela interligação das fazendas sob um ponto coordenador central é a possibilidade da implementação de sistemas de VoIP (Voice over IP – Voz sobre IP). O conceito de VoIP consiste, basicamente, na transmissão de voz através de datagramas IP, que podem ser transmitidos e comutados através de uma LAN, MAN ou WAN qualquer, inclusive a própria Internet.

Tais sistemas podem ser facilmente implementados, tanto através de softwares de terceiros, como o conhecido Skype, que disponibilizam o serviço gratuitamente para ligações peer-to-peer (ponto-a-ponto) ou que cobram valores bem abaixo daqueles praticados pelas operadoras de telefonia fixa quanto pela implementação de servidores próprios, capazes tanto de rotear pacotes dentro do próprio escopo de rede da empresa quanto para a RTPC (Rede de Telefonia Pública Comutada).

Mais uma vez, é importante ressaltar que tais servidores podem ser implementados através de softwares de código-fonte aberto, como o já consagrado Asterisk, utilizado por várias operadoras de VoIP em âmbito mundial. Por ter o código-fonte aberto, a implementação do Asterisk não implica em nenhum custo extra à entidade que o utiliza a não ser a própria infra-estrutura que o mesmo exige para seu funcionamento (servidor, feixe E1, etc).

A implementação de um sistema de VoIP, conquanto não seja uma operação extremamente simples ou totalmente isenta de custos, pode se mostrar extremamente benéfica, em especial a longo prazo, uma vez que serão drásticamente reduzidas as contas telefônicas. Pois, uma vez que tenhamos um sistema de VoIP devidamente implementado e funcional, é possível que se comute ligações entre quaisquer dois pontos distintos dentro do escopo total da rede sem custo algum, independente da distância entre estes dois pontos ou do tempo de utilização do sistema. Ainda, no caso de ligações para locais que se encontrem fora do escopo da rede considerada, pode-se realizá-las com um custo extremamente reduzido ou, em alguns casos (em especial no caso de ligações internacionais) as mesmas podem ser realizadas até mesmo de maneira gratuita, como as realizadas pelo Gizmo Project.

4 – Conclusão

Percebemos então que a tecnologia da informação, quando devidamente aplicada, pode atuar não apenas como uma ferramenta facilitadora de processos já realizados de outras maneiras, mas também como viabilizadora para novos processos a serem implementados, podendo, desta forma, aumentar a lucratividade de uma forma geral para a entidade que dela se utiliza. Desta forma, podemos definir a tecnologia da informação como um fator que, embora não seja ainda decisivo para o sucesso ou fracasso de determinada entidade atuante no agronegócio, certamente é um fator diferencial, capaz de fornecer uma grande vantagem competitiva em todos os níveis da esfera corporativa (operacional, gerencial e tático), seja através da facilitação da comunicação e da troca de informações, do gerenciamento dos dados ou mesmo da própria automação de tarefas que antes seriam realizadas pela mão de obra útil empregada.

E, embora a segurança fornecida nativamente pelas tecnologias de transmissão de dados através de ondas de rádio ou microondas não seja ainda 100% confiável – em especial com relação à confidencialidade dos dados trafegados - a implementação de sistemas de suporte à segurança das informações trafegadas, tais como o estabelecimento de túneis criptográficos através de VPNs e implementação de firewalls em ambas as pontas do enlace, são perfeitamente capazes de configurar um ambiente suficientemente seguro e confiável para o tráfego de informações sensíveis através do enlace de dados estabelecido.

Temos, portanto, um cenário onde a tecnologia da informação existe como um fator que, embora não seja essencial, certamente pode fornecer um grande diferencial a favor das entidades que se valem da mesma. E, com a crescente e constante evolução das tecnologias de transmissão de dados a longa distância através de redes sem-fio, a implementação de tais tecnologias, mesmo em locais remotos, vem se tornando cada vez mais uma realidade e uma possibilidade a ser considerada por aqueles que desejam, cada vez mais, se manter competitivos dentro do âmbito dos agronegócios.

*Originalmente apresentado em evento organizado pela UNIR (Universidade de Rondonópolis) em 2007

(Artigonal SC #936118)

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