Virtualização De Desktops

Publicado em: 13/06/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 712

Virtualização de Desktops

 Timóteo dos Santos Oliveira

 Universidade Cândido Rondon (UNIRONDON)

Avenida Beira Rio – Cuiabá – MT – Brasil

{Timoteo} 

 Abstract. The use of methods such as virtualization of desktops has increasingly attracted the attention of companies wishing to expand their range of options for access to its users, spending less and less. Article from The objective is to demonstrate the operation of this facility as a tool for managing and reducing costs of hardware. A partial view of the key methods and concepts will be presented.

 Resumo. A utilização de métodos como a virtualização de desktops tem atraído cada vez mais a atenção das empresas que desejam ampliar o seu leque de opções para acesso de seus usuários, gastando cada vez menos. O objetivo desde artigo é demonstrar o funcionamento deste recurso como ferramenta de gerenciamento e redução de custos de hardware. Uma visão parcial dos principais métodos e conceitos será apresentada.

 1 - Introdução

 Nos últimos anos tem sido cada vez mais freqüente as empresas se preocuparem com o que e como o usuário tem usufruído dos recursos computacionais disponíveis em sua infra-estrutura. Isto tem motivado muitos administradores de redes buscar alternativas de restringir o uso de recursos do computador pessoal que podem desviar a atenção e comprometer o desempenho nas suas devidas funções.

O conceito de máquina virtual não é novo, suas origens remetem ao início da

história dos computadores, no inal dos anos de 1950 e início de 1960. As máquinas virtuais foram originalmente desenvolvidas para centralizar os sistemas de computador utilizados no ambiente VM/370 da IBM. Naquele sistema, cada máquina virtual simula uma réplica física da máquina real e os usuários têm a ilusão de que o sistema está disponível para seu uso exclusivo. A utilização de máquinas virtuais está se tornando uma alternativa para vários sistemas de computação, pelas vantagens em custos e portabilidade, inclusive em sistemas de segurança [MACAGNANI, 2009].

No momento atual da TI, quem acompanha as notícias no mercado, sabe que virtualização é a palavra da vez. Virtualizar virou sinônimo de abstrair e, portanto, praticamente tudo que tem um conceito de abstração leva virtualização em seu nome [SCHAFFER 2008].

 

2 - Motivação

 

Inicialmente serão mostrados os tipos de virtualização e as motivações para o uso de cada conceito de acordo com as características e principais propriedades que definem cada tipo.

Também serão abordados os métodos de implantação, a viabilidade de cada tipo e suas aplicabilidades.

 

3 - Virtualização

 

A virtualização ou utilização de maquinas vituais, mais conhecidas como VM’s (Virtual Machines), nada mais é do que se utilizar os recursos de um único computador, distribuindo ou portabilizando os recursos para outros terminais.

Em vez da utilização de vários equipamentos com seus respectivos sistemas operacionais, utiliza-se somente um computador com máquinas virtuais abrigando os vários serviços e aplicações.

Os primeiros passos na construção de ambientes de máquinas virtuais começaram na década de 1960, quando a IBM desenvolveu o sistema operacional experimental M44/44X. A partir dele, a IBM desenvolveu vários sistemas comerciais suportando virtualização, entre os quais o famoso OS/370. A tendência dominante nos sistemas naquela época era fornecer a cada usuário um ambiente mono-usuário completo, com seu próprio sistema operacional e aplicações, completamente independente e desvinculado dos ambientes dos demais usuários [LAUREANO, 2008].

 Um dos conceitos  de virtualização de desktops que são frequentemente empregados nas empresas é aquele que se instala um aplicativo de virtualização no desktop do usuário. Alguns exemplos de aplicativos são: VMware Workstation, Microsoft Virtual PC e Parallels Workstation. Este conceito é comumente utilizado quando um usuário precisa utilizar dois ou mais sistemas operacionais, normalmente para teste de alguma aplicação que está desenvolvendo. Outro conceito que tem sido muito útil para empresas que tem pontos de atendimento remoto, sem link com o data center principal da empresa, e que por estarem isolados, estão fora do controle e das políticas de segurança da empresa. Para estas situações a VMware oferece o VMware ACE, que permite a criação de máquinas virtuais com políticas de segurança, as quais podem ser entregue para estes usuários remotos utilizarem. As políticas de segurança serão mantidas mesmo sem conexão com a rede. Como exemplo de políticas, podemos citar: qual trafego de entrada e saída é permitida naquela máquina virtual, que dispositivos poderão ser utilizados, etc. Também é possível determinar um tempo de vida para a máquina virtual, criptografá-la e protegê-la contra cópia, evitando que a máquina virtual seja clonada. Tem também aquele velho e conhecido tipo, que por ter surgido em outra época, não levou a virtualização em seu nome, mas que pode ser considerado como tal. Estou falando do terminal services, como o Microsoft terminal services e o famoso Citrix Presentation Server (antigo Metaframe e agora Citrix XenApp). Muitas empresas adotaram esta tecnologia e disponibilizaram terminais de servidores para que os usuários utilizassem como seus desktops, com o objetivo de centralizá-los e reduzir os custos de manutenção[SCHAFFER 2008].

 

3.1 – Maquina virtual

 

Uma máquina virtual (Virtual Machine – VM) pode ser definida como “uma duplicata eficiente e isolada de uma máquina real”. A IBM define uma máquina virtual como uma cópia isolada de um sistema físico, e essa cópia está totalmente protegida.

O termo máquina virtual foi descrito na década de 1960 a partir de um termo de sistema operacional: uma abstração de software que enxerga um sistema físico

(máquina real). Com o passar dos anos, o termo englobou um grande número de abstrações como por exemplo, Java Virtual Machine (JVM), que não virtualiza um sistema real [LAUREANO, 2008].

Já uma máquina real é formada por vários componentes físicos que fornecem operações para o sistema operacional e suas aplicações. Iniciando pelo núcleo do sistema real, o processador central (CPU) e o chipset da placa-mãe fornecem um conjunto de instruções e outros elementos fundamentais para o processamento de dados, alocação de memória e processamento de E/S. Olhando mais detalhadamente um sistema físico, temos ainda os dispositivos e os recursos, tais como a memória, o vídeo, o áudio, os discos rígidos, os CD-ROMs e as portas (USB, paralela, serial). Em uma máquina real, a BIOS ou drivers específicos fornecem as operações de baixo nível para que um sistema operacional possa acessar os vários recursos da placa-mãe, memória ou serviços de E/S conforme descrito na Figura 1 [LAUREANO, 2008].

 

 

Figura 1 – Diagrama de uma máquina virtual [LAUREANO, 2008].

 

 

 

4 – Aplicações

 

É preciso entender que a virtualização de desktops segue os mesmos princípios básicos das virtualização de servidores, que permitem executar múltiplos sistemas operacionais em uma única máquina (PC). Mas há diferenças bastante significativas, já que cada usuário conta com seu próprio sistema operacional, como se fizesse uso de uma estação de trabalho convencional. O VDI (Virtual Desktop Infraestructure) evita problemas de migração que às vezes chegam a ser traumatizantes tanto para os usuários como para a própria empresa, permitindo a centralização dentro do data Center incluindo as unidades remotas. Outro ganho relevante é a compatibilidade total das aplicações, proporcionando isolamento total dos ambientes. Trata-se de um recurso bastante interessante para empresas de todos os portes e perfis, já que há soluções adequadas para cada necessidade [FILADOLO, 2008].

Entre as vantagens da aplicação de um sistema de um VDI podemos destacar: Cada usuário terá seu próprio ambiente de trabalho que pode ser customizado com diferentes aplicações sem causar impacto nos demais usuários, Melhor controle sobre as instalações de aplicativos nas estações de trabalho podendo inclusive instalar aplicações individuais, que não poderão ser compartilhadas, Potencial para acessar desktops remotamente com segurança e acesso a periféricos e armazenamento com maior rapidez.

 

5 – Conclusão

 

Portanto entende-se que quem ainda não despertou para o quanto a virtualização transforma o ambiente de negócios é melhor se apressar. 

Muitos gestores de TI estão familiarizados com as vantagens que a virtualização de servidores e desktops oferece e reconhecem a virtualização, inclusive, como uma espécie de precursora da nuvem computacional (cloud computing), em que é possível acessar remotamente pastas, programas, e-mails, e que esta ditando as regras para quem quer se dar bem nessa área. Quem faz parte desse “bum”, que são os avanços nesta área, sabe que há sempre novidades capazes não só de suportar as operações rotineiras, mas de resultar em vantagem competitiva frente à concorrência. No caso da virtualização, os equipamentos físicos passam a se comportar como software, possibilitando relevante corte de custos e redirecionamento de recursos humanos para áreas mais estratégicas da empresa.

O fato de a virtualização separar os componentes - e favorecer a mobilidade das tecnologias entre plataformas inseridas na mesma infraestrurura - permite que se faça mais por menos. É o objetivo de quase toda empresa hoje em dia. Já as vantagens da virtualização dos desktops são ainda mais claras, à medida que os equipamentos constituem o mais alto investimento do ambiente de TI. 

 

Referências

 

[SCHAFFER 2008] – Schaffer, Guilherme (2008) “Virtualização de desktops: o que é e porque virtualizar.” <http://www.baguete.com.br/blogs/post.php?id=4,149> Acesso em ( Maio 2009).

 

[LAUREANO, 2008] – Laureano, Marcos, Aurélio, Pchek (2008) “Virtualização: Conceitos e Aplicações em Segurança.” <http://www.mlaureano.org/virtualizacao> Acesso em (Maio 2009).

 

[MACAGNANI, 2009] – Macagnani, Bruno (2009) “Virtualização de Desktops, uma solução econômica?” <http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Virtualizacao-de-desktops-uma-solucao-economica?pagina=4 > Acesso em (Maio 2009).

 

[FILADOLO, 2008] – Filadolo, Adriano (2008) “10 Vantagens da Virtualização de Desktops.” <http://imasters.uol.com.br/artigo/10888/tecnologia/10_vantagens_da_virtualizacao_de_desktops> Acesso em (Maio 2009).

 

[SENA, 2009] – Sena, Ezequias (2009) “Virtualização transforma ambiente de negócios e amplia vantagens competitiva.” <http://imasters.uol.com.br/artigo/12770/tendencias/virtualizacao_transforma_ambiente_de_negocios_e_amplia_vantagens_competitivas/ > Acesso em (Maio 2009).

 

(Artigonal SC #970033)

Avalie este artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    RSS
    Imprimir
    Email
    Re-Publicar

    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/tec-de-informacao-artigos/virtualizacao-de-desktops-970033.html

    Palavras-chave do artigo:

    redes

    ,

    virtualização

    Marcelo A. Bombarda

    A Virtualização é uma forma de criar sistemas menos complexos que fazem a divisão dos subconjuntos de sistemas em dispositivos mais gerenciáveis. Além disso, essa medida pode dar mais segurança ao sistema, à rede e aos aplicativos, pois isola subsistemas potencialmente vulneráveis de sistemas subjacentes e de outras plataformas virtuais.

    Por: Marcelo A. Bombarda l Informática > Tec. de Informação l 25/08/2008 l Acessos: 817

    Benefícios da virtualização às empresas

    Por: Press Página Projetos de Comunicação l Negócios & Admin. > Negócios Online l 27/05/2008 l Acessos: 395

    Vantagens de terceirizar data center, benefícios como economia de espaço entre outras

    Por: Press Página Projetos de Comunicação l Informática > Tec. de Informação l 28/03/2008 l Acessos: 355
    Ricardo Ferreira

    Para os usuários Linux, especificamente o uso do vmware 2, é um artigo interessante, pois quantos já não devem ter pensando como acessar uma máquina externamente usando NAT, sem utilizar ip válido. Então esse artigo irá ajudar nesse aspecto

    Por: Ricardo Ferreira l Informática l 16/05/2009 l Acessos: 747
    Joice Santos Lima

    O presente trabalho avalia a ocorrência das funções da linguagem nas cibercomunidades dos orkuts. Nos últimos anos a internet revolucionou os hábitos sociais e culturais, alterou profundamente a relação do homem moderno com o conhecimento e sua visão de mundo. Criado em 2004, o Orkut atraiu a atenção de milhares de pessoas do mundo todo. Nasceu como um site simplificado de relacionamento, onde cada usuário adiciona informações pessoais, fotos, mensagens.

    Por: Joice Santos Lima l Educação l 21/02/2010 l Acessos: 78

    Especialista em TI dá algumas dicas de como fazer a empresa crescer sem aumentar muitos seus custos

    Por: Press Página Projetos de Comunicação l Negócios & Admin. > Gestão l 10/03/2008 l Acessos: 230

    O artigo fala sobre como a tecnologia pode automatizar o ensino, abordando fatores positivos e negativos desta transição. E a importância de uma metodologia á ser criada durante este processo tanto pelos implementadores como para os usuários.

    Por: Rafael Junqueira l Educação > Educação Online l 01/07/2008 l Acessos: 1,085

    Saiba para que servem as principais peças do computador e aprenda como montar a sua própria máquina.

    Por: Rafael Coutinho l Informática > Tec. de Informação l 05/03/2010 l Acessos: 25

    Assistência Técnica para Servidor de Empresa em Curitiba

    Por: Might l Informática > Tec. de Informação l 27/02/2010 l Acessos: 10

    Neste artigo você aprenderá a configuração o protocolo de roteamento RIP v2 nos roteadores CISCO, de forma prática e eficaz.

    Por: yros pereira aguiar batista l Informática > Tec. de Informação l 17/02/2010 l Acessos: 90
    MARIO FERNANDES

    “Em 2010, empresas de outsourcing terão 1,7 milhão de postos de trabalho no mundo" Crescimento do setor de 2003 a 2005 foi de quase 300%. Expectativa é que o mercado terá mais de três milhões de empregos no mundo na área de outsourcing em 2015. Empresas de outsourcing – especializadas na oferta de terceirização de serviços para áreas de empresas não voltadas ao negócio central delas — estão em crescimento em todo o mundo. Isso pode ser comprovado pelos dados divulgados ...

    Por: MARIO FERNANDES l Informática > Tec. de Informação l 01/02/2010 l Acessos: 45

    Automação comercial é o uso de computadores ou outros dispositivos (como ECF, POS, PDV ou PC's) para facilitar o processo de automatização de processos. Automação é a total integração entre o homem e a máquina, reduzindo-se mão-de-obra e despesas. Tarefas passíveis de erros, como: cálculo e digitação de preços, quantidades, ou mesmo o preenchimento de um cheque, na automação são feitas por computador com total eficiência e segurança. Aplicada nas mais variadas áreas do comércio.

    Por: AutomaBrasil l Informática > Tec. de Informação l 23/01/2010 l Acessos: 60
    Jose Carlos Lazzeri

    Embrulhada no jogo de mercado a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) perdeu sua identidade e necessita reorientar-se para poder inovar. De repente tudo virou SOA, mas pouco restou da verdadeira orientação para serviços.

    Por: Jose Carlos Lazzeri l Informática > Tec. de Informação l 21/01/2010 l Acessos: 31

    O curso de C++ para Linux na Agit Informática é composto de aulas sobre: Bancos de dados, Client/Server, TCP/IP, Aplicações para a Internet, Threads, Compartilhamento de Memória entre Aplicações, Bibliotecas de Ligação Dinâmica e Interface Gráfica e etc.

    Por: Basilio Miranda l Informática > Tec. de Informação l 18/01/2010 l Acessos: 38

    Artigo de como configurar o protocolo de roteamento RIP em um roteador Cisco.

    Por: Marcos l Informática > Tec. de Informação l 15/11/2009 l Acessos: 349
    Timóteo dos Santos Oliveira

    A utilização de métodos como a virtualização de desktops tem atraído cada vez mais a atenção das empresas que desejam ampliar o seu leque de opções para acesso de seus usuários, gastando cada vez menos. O objetivo desde artigo é demonstrar o funcionamento deste recurso como ferramenta de gerenciamento e redução de custos de hardware. Uma visão parcial dos principais métodos e conceitos será apresentada.

    Por: Timóteo dos Santos Oliveira l Informática > Tec. de Informação l 13/06/2009 l Acessos: 712
    Timóteo dos Santos Oliveira

    A gerencia de redes tem impulsionado e conduzido cada vez mais as empresas que desejam controlar o seu parque tecnológico ou qualquer objeto que possa ser monitorado numa estrutura de recursos de rede. O objetivo deste artigo é demonstrar a funcionalidade e a necessidade de se adotar esse tipo de ferramenta essencial para garantir um elevado grau de qualidade e segurança nos serviços oferecidos.

    Por: Timóteo dos Santos Oliveira l Informática > Tec. de Informação l 13/06/2009 l Acessos: 1,445

    Adicionar novo comentário

     
    * Campos obrigatoriós
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Todas as Categorias