Hackers X bancos: os usuários representam ponta mais fraca dessa equação

11/08/2012 • Por • 76 Acessos

Dois dos softwares mais difundidos e mais perigosos para roubo de dinheiro de contas bancárias online foram aperfeiçoados e agora podem fazer transferências automáticas de fundos, sem que um hacker os comande diretamente, informaram pesquisadores.

As mais recentes variantes dos difundidos programas SpyEye e Zeus já foram usadas para roubar até 13 mil euros por transação de uma única conta, e estão começando a ser utilizadas mais amplamente, de acordo com pesquisadores da Trend Micro, uma companhia japonesa de segurança na computação que tem diversos bancos entre seus clientes.

Tom Kellerman, vice-presidente da Trend Micro, disse à Reuters que os pesquisadores de sua companhia já identificaram ataques com as novas versões dos programas contra uma dúzia de instituições financeiras na Alemanha, Itália e Reino Unido. Isso é preocupante porque os bancos europeus em geral contam com tecnologias de defesa superiores às dos bancos dos Estados Unidos, e Kellerman declarou ser "inevitável" que as novas variantes cruzem o Atlântico.

Os novos softwares têm o potencial de causar uma dramática escalada nos montantes roubados de contas, e na corrida armamentista iniciada há anos entre os bancos e quadrilhas de crime computadorizado muitas vezes sediadas na Europa Oriental. "Isso tem imensas implicações", especialmente à medida que mais norte-americanos começarem a usar serviços bancários em seus celulares, disse Kellerman. "Essas ferramentas de ataque prenunciam uma nova era de assalto a bancos".


Ainda que criados e controlados por grupos diferentes, o SpyEye e o Zeus podem ser instalados em computadores que visitam sites fraudulentos ou páginas legítimas infectadas por hackers. Os dois são vendidos na florescente economia hacker, e podem ser adaptados ou melhorados com módulos adicionais, como as modificações recentemente descobertas.

Os programas já usam uma técnica chamada "web injection" para gerar novos campos de preenchimento quando a vítima se conecta ao site de certos bancos ou outros serviços relevantes. Em lugar de solicitar o número de conta e senha, por exemplo, o site atacado passa a solicitar essas informações e mais o número do cartão bancário. Os dados digitados são encaminhados ao hacker que pode usá-los para transferir dinheiro à conta de um cúmplice.

As transferências podem ser demoradas e o hacker precisa calcular quanto pode ser enviado sem despertar suspeita. Transferências múltiplas e de menor valor são preferíveis, mas requerem mais tempo. O novo software permite que o criminoso roube enquanto dorme, e pode aumentar significativamente o número de contas invadidas e a velocidade dos roubos.

Perfil do Autor

Pablo Gonzalez

Pablo Gonzalez tenho 32 anos, Trabalho como Desenvolvedor java para empresa Voran Tecnologia, Analytics Suport para o provedor de acesso UOL...