Profissionais da engenharia, arquitetura e construção do terceiro milênio

30/12/2011 • Por • 4,603 Acessos

Apesar  de  estarmos  vivendo  o  3º  milênio,  encontramos  ainda  uma  parcela  de  profissionais  do  vasto  universo  tecnológico  e  construtivo  não  alinhada  com  os  ditames  que  o  advento  do  ano  2000  passou a  exigir  inexoravelmente. Muito  mais  do  que  em  tempos  recentemente  passados,  a  cada  dia  torna-se  preponderante o  fornecimento  de  serviços  com  "eficiência  e  resultados",  currículos  "recheados"  de  evidências  em  ações  por  qualificação   profissional,  procedimentos  ilibados  "ao  vestir  a  camisa  da  empresa",  etc.

Ainda  temos  em  evidência  engenheiros,  arquitetos,  tecnólogos  e  técnicos  que  possuem  significativo  portfólio  constituído  por    prestação  de  serviços  ou  vínculos  empregatícios nas  últimas  décadas,  entretanto,  não  se  adequaram  ao  que o  panorama  atual  exige   "para  o  hoje"  e  projeta  "para  o  amanhã".

Há  profissionais,  inclusive  em  cargos  de  chefia  que  ainda  carregam  "ranços" empregados  nas  referidas  décadas  passadas,  como  por  exemplo  conceitos  tais  como  "manda quem pode, obedece quem tem juízo",  "você  não  é  pago  para  pensar",  etc.  São  aqueles  profissionais  que  quando  tudo  dá  certo,  procuram  evidenciar  para  si  os  louros  do  sucesso;  quando  tudo  dá  errado,  procuram  atribuir  o  fracasso  aos  seus  subordinados.  Esse  pormenor  é  de  extrema  importância  para  que  a  alta  direção  da  empresa  esteja  atenta,  pois  hoje  não  se  concebe  atitudes  dessa  natureza,  podem  ser  extremamente  comprometedoras  para  a  organização.  Há  milhares  de  contenciosos  trabalhistas  em  razão  de  "pressões"  de  chefias  mal  preparadas.  E...  normalmente  aos  reclamantes  são  dadas  sentenças  favoráveis.

Em  resumo,  a  "menina  dos  olhos"  em  termos  de  colaboração  profissional  que  toda  empresa  quer  e  precisa  ter,  é  o  profissional  com  as  principais  características  listadas  abaixo:

a)   Que  esteja  preparado  para  assimilar  e  se  adequar  a  novas  tecnologias,  perceber no  novo  um  desafio,  e  não  uma  ameaça;

b)   Qualificar-se  sempre, sempre e sempre,  e  não  ficar  esperando  que  a  empresa  o  convoque  para  especialização  ou  qualificação  por  ela  oferecidos;

c)   Ser  um  exímio  administrador  de  seu  tempo,  no  desempenho  de  funções  com  eficácia,  e  não  tentar  "abraçar  tudo  de  uma  só  vez"  para  denotar  eficiência  ilusória;

d)   Ser  menos  burocrático,  menos  teórico,  menos conjecturista...;  ser  mais  executivo,  mais  prático,  mais  competente...

e)   Ser  um profissional  polivalente,  com  aptidões  multidisciplinares,   sendo  para  a  empresa  uma  verdadeira  "microempresa";

f)    Ter  capacidade  de  compreensão  do  relacionamento  pessoal  na  empresa,  primando  pela  simpatia  e  principalmente  empatia  no  ambiente  de  trabalho,  colaborando  para  reações  e  "feedback"  favoráveis;

g)   Ter  capacidade  de  redação  nas  necessidades  pertinentes,  não  cometendo  erros  grosseiros  de  português  em  atas,  relatórios  técnicos,  memoriais  descritivos,  propostas  técnicas   e  afins,  especializando-se  ou  ainda  lendo  bons  livros  técnicos  ou  de  literatura;

h)   Provocar  a  melhoria  contínua  na  força  de trabalho  conjunto  ou    em  equipe,  primando pela  manutenção  da  sinergia  no  relacionamento  profissional.

Alguém  já  disse  nesta  nova  era  de  resultados:  "A  empresa  observa   o  colaborador  não  adequado  às  necessidades  atuais,  esperando  sua  iniciativa.  Caso  não  se  note  evidências  de  adequação,  substitui-se  o  colaborador"

Perfil do Autor

José Luiz Mendes Gomes

Profissional  atuante  por  mais  de  30  anos  nas  áreas  de  engenharia,  arquitetura  e  construção,  em  atividades ...