Antecedentes Históricos E Perspectivas De Desenvolvimento Sócio-Econômico Do Município De Guaratuba / Pr – Br
1. Introdução
Algumas realidades quanto aos antecedentes e perspectivas do município de Guaratuba são apresentadas de maneira a possibilitar ao leitor deste trabalho o entendimento de questões relevantes no desenvolvimento do litoral paranaense de forma a viabilizar uma leitura das ações governamentais efetuadas ao longo de sua evolução histórica, sob o prisma objetivo da Gestão Urbana, especialmente observando os elementos que influenciam no equilíbrio regional, coletando elementos que contribuam para a construção de indicadores em termos de perspectivas.
2. METODOLOGIA DE PESQUISA
Na primeira fase apresenta-se estudo bibliográfico pela seleção de textos pertinentes ao objeto de pesquisa. Na segunda, embora pouco significativa em termos quantitativos, a amostra permite concluir sobre evidências constatadas em visita ao município de Guaratuba, cujas impressões foram reforçadas pelas opiniões coletadas para fins ilustrativos, utilizando-se pesquisa aleatória com ausência de sujeitos significativos e especialmente observação participante (GIL, 2002).
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Não foi outra a preocupação do autor deste trabalho que não a de traçar um perfil do Município em foco, observando suas relações com os espaços vizinhos, assim como a formação étnica e sociológica das relações dos habitantes de Guaratuba, demonstrando sempre que possível à transparência delas na medida em que compõem o imaginário coletivo numa perspectiva discursiva mais complexa e ampla de suas tradições e valores.
Destaca-se a necessidade da dotação de infraestrutura para que a ação estratégica possa melhorar o estilo de vida dos ocupantes dos espaços físicos do Município de Guaratuba, pela interface de grupos sociais, clivagem social, questões patrimoniais, e competitividade. As perspectivas de desenvolvimento, questões de preservação e conservação, depreciação do patrimônio público cultural, questões orçamentárias, fragilidade sistêmica, políticas públicas e gestão urbana, são alguns dos frágeis aspectos a serem considerados em termos de perspectivas do município em questão.
3.1 Das questões históricas e étnicas da ocupação do litoral paranaense
A presença de índios e europeus no território paranaense acabou por imprimir modificações radicais no “modus vivendi” das muitas comunidades indígenas em nosso estado, especialmente no litoral. Sabe-se que os mesmos se recusavam ao trabalho escravo. Muitos deles eram reunidos em aldeias, pelos padres jesuítas em razão da dominação espanhola, especialmente os Guaranis em outras regiões do Estado. Mas, no litoral foi diferente. Os portugueses enfrentavam os Carijós em duros combates, que eram inclusive canibais. Pouco sobre eles restou no Paraná, porque perderam a maioria das lutas e foram dizimados pelos brancos (Prefeitura Municipal de Curitiba/1994) .
Um segundo aspecto na definição étnica do litoral, ocorre pela presença do negro, visto que o tráfego de escravos nos navios era uma constante. Não são poucos os relatos historiográficos de navios tentando atracar na Baía de Paranaguá, combatidos pela Fortaleza de Nossa Senhora do Rosário, e abordados pela defesa costeira, ou afundados como o Cormorant, navio francês submerso nas proximidades da ilha do Mel, em 19 de janeiro de 1718. O afundamento se deu por um duelo entre outro navio espanhol e como cenário a Ilha da Cotinga, habitat de índios guaranis até os dias de hoje, numa inversão de ocupação entre tribos cuja dominação era dos Carijós. Portanto, a existência de sambaquis - cemitério indígena realizado em amontoados de conchas - se deve ao fato de as populações indígenas terem sido dizimadas através dos anos, sendo a questão dos habitantes indígenas da Ilha da Cotinga de competência do Município de Paranaguá.
Na época do descobrimento, no começo do séc. XVI, os Carijós ocupavam toda a costa sul-brasileira, desde a barra de Cananéia até o Rio Grande do Sul. Segundo Gabriel Soares de Souza, em 1587, estes seres eram gentis e domésticos. Os indígenas eram excelentes pescadores e caçadores, vindo comer ostras, afirmando-se que não foram os precursores dos sambaquis e sim, o grupo étnico “Ge” anterior aos carijós, na ocupação do litoral (BIGARELLA, 1991, p. 37).
Mas pensar que a miscigenação racial era fato isolado e casual não parece ser igualmente hipótese abandonada, dado o caráter nômade do ser humano. O índio do litoral era perseguido pelo usurpador europeu, sendo forçado a fugir da escravidão ou do ímpeto assassino do invasor, que muitas vezes não o considerava como ser humano. Mas, a maior contribuição cultural para o meio ambiente é o legado histórico natural deixado por estes índios, parte dele protegido pelo museu paranaense em Curitiba, sendo os sítios naturais arqueológicos de responsabilidade do Município de Guaratuba, entre eles o da Praia de Alexandra. Sambaquis do litoral paranaense referem-se aos antigos cemitérios indígenas, onde grandes quantidades de conchas eram depositadas, e por debaixo delas, fazia-se o sepultamento dos indígenas.. O Museu Paranaense em Curitiba e o Museu de Paranaguá, guardam grande parte deste precioso acervo cultural e histórico. Um museu local poderia ser um assunto a ser tratado.
Quanto à contribuição dos imigrantes europeus, há evidências de que Guaratuba teria sido povoada em 1656 e a promoção do povoamento efetivo se deu em 1768. Foi elevado à condição de vila em 1771, com o nome de São Luís de Guaratuba. Também a jurisdição de Matinhos passou a Guaratuba até o ano de 1938 e já em 1846 tinha 176 eleitores, sendo 56 da vila e 25 do quarteirão de Caiobá Os colonos europeus se assentaram visando à colonização e exploração de um comércio rudimentar, particularmente os alemães (MAFRA, 1952).
O habitante do litoral paranaense é um misto entre traços culturais étnicos do branco, do índio, e do negro, recebendo a designação de “caboclo”. Adaptaram-se à região, retirando da natureza os elementos necessários para suprir sua existência. Os caboclos cultivavam a seu modo os hábitos sociais, especialmente pela solidariedade que sentiam uns pelos outros. Eram sociáveis, gostavam de visitar parentes, reuniam-se motivados pelos casamentos, batizados e falecimentos. Costumavam tomar café e cachaça durante a noite e gostavam de bailes animados por violeiros. A formação do caboclo litorâneo parece ter sido pouco significativa e meramente acidental, tendo sido a participação indígena bem mais importante na questão étnica (LANGOWISKI, 1973).
Há referência de negros vindos para as moendas de cana, existentes nas reentrâncias da Baía de Guaratuba (FERNANDES, 1947). Sua moradia de modo geral era feita de palmeira de morro “guaricana”, variando ao Indaiá guaricana. O pilão era um instrumento indispensável para a cozinha do caboclo. Várias foram às práticas agrícolas no litoral, desde a cana de açúcar, os cafés, abacaxi, mamoeiro, goiabeira, mandioca, abacateiro, entre outras. Mas o palmito era igualmente de muito interesse, sendo a cultura do arroz bastante particular (BIGARELLLA, 1991, p. 44 e sgts).
As questões sócio-econômicas foram sendo resolvidas na medida em que o homem do litoral começa a conquistar meios de fixar-se na terra e tirar dela o seu sustento. Não são poucos os registros de moinhos para a produção da farinha de mandioca, que acabou por ficar famosa no Estado. Nos idos da década de 1930, as embarcações até então movidas à vela, passam a incorporar o “motor de dois tempos”. Já na década de 1940, observa-se a presença do automóvel no litoral. Observa-se que remanesce o sentimento de pertencimento pela conservação da cultura local, chamada de “sabença popular”. Assim, a sabedoria do povo (sabença popular) inclui conhecimento sobre o clima, doenças, cultivo da terra, sobre o mar, pesca, vida familiar e outros aspectos passados de geração para geração (BIGARELLLA, 1991, p.60 -71).
O povo tem suas crendices muito peculiares, tais como bruxas, caninanas (cobras que sugavam o leite das mães), lobisomem, mau olhado, benzimentos, além é claro de manifestações religiosas sendo a festa do Divino Espírito Santo, originada no final do século XIII, no ambiente palaciano em Portugal uma das mais relevantes tradições. Em Guaratuba, se realiza no último sábado e domingo de julho. Segundo ZILLI (1976) muitas famílias vinham antigamente de canoa à Vila, procedentes de lugares distantes do interior da Baía de Guaratuba trazendo alguns produtos típicos para efetuar trocas, principalmente foguetes e pinga (apud BIGARELLA, 1991).
Os moradores de Guaratuba faziam incursões para arrecadar dinheiro, com duas bandeiras, uma branca (representando a Santíssima Trindade) rumando para sul e outra vermelha (Divino Espírito Santo) para o norte, sustentadas em mastros de quase dois metros de comprimento, com flores de papel branca e vermelha em cada uma delas, com fitas pendentes e acima do buquê, encontrava-se a imagem de uma pomba de madeira ou metal, prateada ou dourada, sendo o mestre do folião o encarregado da bandeira. O grupo passava por vários lugares saindo de Guaratuba. A receita era então dividida entre os foliões, a igreja e também parte dela destinada a realização da festa. A Reiada desaparecida nos dias atuais que significava a festa aos Reis magos ocorrendo logo no início de Janeiro, entre os dias dois e cinco, adentrando a casa das pessoas entoando cantigas e ao fim recebendo ofertas tais como melancias e galinhas, (apud BIGARELLA, 1991, p.81).
Outros festejos eram comuns, atraindo a atenção dos moradores, tais como a Dança de São Gonçalo, movendo muitas pessoas para um local, normalmente a casa de algum dos moradores, onde se realizavam rezas e a dança. Do lado de fora se servia café com misturas e às vezes “mesadas de anjos” para crianças menores de sete anos, com biscoitos e capilé (RODERJAN, 1981).
As principais atividades artísticas e culturais desenvolvidas pelo homem do litoral podem ser encontradas na cestaria, no fandango, o pau-de-fita e o boi de mamão. Estas tradições iniciaram-se principalmente pela procura do litoral como área de banho, destacadamente os paulistas e europeus. Neste sentido, os caboclos eram simples na questão dos adornos nos utensílios, mesmo na cestaria, ao contrário do índio que em tudo incorporava personalidade. A vida do caboclo era destinada à pesca, à agricultura de subsistência e a um artesanato muito simples, dispondo dos elementos naturais, confeccionando ainda gamelas, pilões, panelas, colheres de pau, mesas, bancos e muitos modelos de peneiras, cujo tamanho variava de acordo com a finalidade. Os balaios eram feitos de trançados rudimentares, feitos de taquara, cipó, embaiu e timbopeba, servindo para armazenar alimentos, transportar peixes, além de vassouras e canoas feitas num único tronco (monóxilas). Quanto à dança, destaca-se o fandango porque era notadamente um dos ritmos mais aristocráticos da Europa desde o séc XVIII e depois na América. Era a dança dos festejos no Paço de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e festanças palacianas. O fandango iniciava-se com a “Chamarrita de Louvação” na qual os violeiros agradeciam os organizadores da festa e depois passavam a comentar os problemas regionais do passado e do momento. Ela teve origem açoriana lá conhecida como limpa banco, porque ninguém parava sentado nele por muito tempo (BIGARELLA, 1991, 85-86).
3.2 Do histórico de serviços urbanos (transporte e comunicações)
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Apesar das marés, o caminho mais usado foi sempre à praia, constando-se o transporte de pequenos caminhões conhecidos como “diligências” e os automóveis dos banhistas. Foi pedido ao General Lima, a concessão para realizar o projeto de colocação de bondes, unindo Guaratuba a Paranaguá, mas foi apenas um projeto proposto por Joaquim Cândido Rocha e Adriano Ribeiro em 1891. Novas medidas são apontadas. A estrada do Morro do Ai-Jesus que foi proposta apresentada pelo Governo Estadual em 1916, para melhorar as condições da estrada “carroçável” que, de primeira cidade, demandava as colônias Maria Luiza, Alexandra e Pereira, até o porto de Parati e depois Porto Barreiro, na Baía de Guaratuba. E daí, seguindo de canoa até a vila homônima. A estrada ficou conhecida como a Estrada do Alboit, seu construtor. De 5 em 5 dias, partiam diligências para Paranaguá com acentuado gradiente da estrada na travessia da serra da Prata. Foi no governo de Caetano Munhoz da Rocha e pelos engenheiros Eugênio Virmond, Osvaldo Lacerda e Rafael Assunção que as coisas realmente aconteceram. Sabe-se modernamente que a ligação terrestre direta se faz atualmente pela Estrada modernamente conhecida como PR - 407 no ano de 1926. Esta abertura possibilitou o acesso a Guaratuba que foi um posterior balneário de interesse aos de Caiobá, Matinhos e Praia de Leste, provocando com isso a paralisação do Porto Barreiro. Já a estrada do Mar, foi concluída em 1926 sem a ponte sobre o rio Guraguaçu que se fez apenas em 1928 e neste período se presenciou a destruição dos inúmeros Sambaquis existentes, construídos por homens pré-históricos. A comitiva do governo de estado, em ocasião da visita do ilustre naturista Saint Hilaire, feita 93 anos antes, seguiu o mesmo percurso visitando Guaratuba e Caiobá. Porém nada aconteceu. A pavimentação da estrada foi feita pela destruição do Sambaqui de Matinhos constituindo perda irreparável do patrimônio histórico protegida por legislação somente muitos anos depois pela ação destrutiva dos sambaquis. Na administração do Prefeito Mafra (1924-1928) foi construída pela prefeitura de Guaratuba a estrada de Caiobá a Prainha, bem como a ponte sobre o rio Matinho.
Mais tarde uma estrada ligando Caiobá a Matinhos foi construída com três pontes. A travessia da baia de Guaratuba na década de 1930 a 1950 era feita em canoas ou pequenas lanchas pertencentes ao migrante europeu Emílio Krüger, estabelecido inicialmente na Colônia Limeira, no outro lado da Serra do Prata. Logo, da colônia Limeira até Guaratuba, levava apenas 15 minutos (BIGARELLA, 1991, p. 95).
3.3 Das transformações ocorridas em função do progresso
Observou-se nos idos da década de 1940 a grande importância do papel da chamada “lotação” no transporte coletivo, especialmente entre a capital e os balneários, representando um passo inicial para implantação posterior das primeiras linhas regulares de ônibus entre Curitiba e as praias. Na crise de combustível, observou-se o uso de gasolina e as lotações funcionavam a gasogênio. Foi apenas nos idos de 1945 que o serviço conhecido como “diligência” teria sido substituído por pequenos ônibus, que saindo de Curitiba, iam a Matinhos e Caiobá, e mais tarde até o Porto de Passagem. Era conhecida como Viação Paranaense dos Irmãos Polidoro. A presença de ranchos era notória e em volta deles abstraia-se a concepção de antropia, com o plantio de inúmeras frutas e também animais domésticos. Os caboclos, apesar de pobres conseguiam se alto sustentar, mas reconheciam suas limitações quanto à assistência médica, dependendo de curandeiros locais e de remédios caseiros, eficazes muitas vezes, mas que certas ocasiões não resolviam o problema. Havia caminhos de acesso nos morros, conhecidos como “picadas” por onde os turistas passeavam além de palmiteiros e caçadores. Havia pontos de visitação como a Serraria do Hermógenes na Pedra Branca ou as visitas que se faziam às pessoas. Foi instalado por volta de 1908, durante a Administração do Comandante Henrique Boiteux, na Baía de Guaratuba, um pequeno farol na Ponta de Caiobá do Morro do Boi (Ilha do Farol). A Barra da Baía de Guaratuba permite a passagem de navios de 3.5 à 5m de calabro, conforme as marés. Em 1875, com auxílio da navegação, havia a instalação de uma linha telegráfica entre Guaratuba e Paranaguá. Há notícias de estes cabos terem se rompido em função de um acidente ocorrido com o Iate Glória em 23 de julho de 1875. Solicitou-se a colocação de um cabo submarino na Praia de Caieira e a Passagem na Prainha do Mendanha. Lembre-se igualmente do progresso na questão das residências com a fundação de uma Olaria instalada em Caiobá, mas que outrora servira para a dos Portugueses, que forneciam tijolos para que a construção da Igreja de Guaratuba em 1771 se tornasse uma realidade (BIGARELLA, 1991, p. 100-103).
3.4 A formação dos Balneários.
Em 1536, o litoral paranaense era parte das capitanias hereditárias, quais sejam São Vicente na Região da Bertioga e a Barra de Paranaguá, assim como as Terras de Sant’Ana. Em 1540, o marco da colonização portuguesa se dá em São Vicente e Cananéia (FUKUSHIMA, 1988, p. 03 e sgts.).
Pela descoberta do ouro em Paranaguá durante o séc. XVII e a criação da Vila de Paranaguá, as atenções se dividem entre esta cidade e a capital, Curitiba. Justifica-se então as forças religiosas, com a expressividade da Irmandade da Igreja de Guaratuba que possuía uma vasta extensão de terras até os morros de Cabaraquara. O nome do município em questão “Guaratuba” significa "muitos guarás". Esse nome foi concebido pelos nativos que habitavam essa região de mangues na época do descobrimento do Brasil pelos portugueses. Guará é o nome de uma ave de plumagem vermelha que existia em abundância nesta área e que mesmo protegidos pelas autoridades e que foram extintos. Tuba significa quantidade excessiva na linguagem indígena. Muitos de seus lugares provocam realmente encantamento. Não é incomum ver as gaivotas sobrevoando o mar, ou mesmo bem próximas das regiões de antropia. Há uma imensa possibilidade de se realizar passeios pelas Ilhas. A Praia das Conchas onde está o Farol, construído por ordem do Imperador D. Pedro II, a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres construída em 1769, também na Ilha do Mel, são apenas alguns dos cartões de visita que se pode conferir, via marítima, pelo pagamento de embarcações que possibilitam o acesso a estes locais místicos e de singela beleza natural.(FERNANDES, 1997, p.30 e sgts.).
Historicamente, foi na verdade em Caiobá para onde as atenções se voltaram. Ela era na verdade um Distrito do Município de Guaratuba até então. Em 1933 se discutiram questões relacionadas com a melhoria da qualidade de vida na Junta Comercial do Paraná, e algumas decisões foram tomadas, como por exemplo, a melhoria das instalações de água e luz nesta região.
3.5 Toponímia e características específicas
O Município de Guaratuba tem 1316,5 Km2 de área. A população de Guaratuba é de 31635 habitantes. Sendo 15578 habitantes do sexo masculino e 16057 habitantes do sexo feminino (IBGE). O clima de Guaratuba é Tropical super úmido, sem estação seca definida e isento de geadas. A média de temperatura dos meses mais quentes é superior a 30°, e nos meses mais frios, superior a 15°.
Quanto à posição geográfica de Guaratuba é a seguinte: Altitude - 6 metros; Latitude - 25° 52’; Longitude - 48° 34‘ Quanto às atividades econômicas percebe-se que a agricultura, a pesca, e o turismo constituem as atividades econômicas fundamentais do Município. Guaratuba possui terras férteis onde são cultivados o milho, mandioca, cana-de-açúcar, arroz, laranja, gengibre e banana, que hoje faz parte da maior plantação do Município, além de outros produtos de importância econômica.
A pecuária destaca-se com um considerável rebanho de búfalos. A pesca também tem grande destaque na economia do Município, sendo uma das suas principais fontes de riqueza, sendo feita ainda de modo artesanal. A tecnologia já está presente em 80% dessa atividade operando com uma indústria pesqueira. Existe ainda em Guaratuba duas indústrias de palmito que são marcas no Brasil e no exterior. O turismo também constitui ótima fonte de receita para o Município. Turistas de todo o Brasil e do mundo visitam anualmente seus 22km de praias (Guaratuba, 2007).
3.6 População local versus população itinerante
Existem alguns aspectos negativos a serem considerados neste sentido, qual seja o despertar do interesse turístico e a falta de planejamento estratégico para que o impacto ambiental produzido na região não seja tão marcadamente sentido, especialmente pela população que permanece no local. Esta é a lição de Clovis Ultramari, quando discute sustentabilidade urbana. Para ele, o entendimento da questão ambiental nas cidades, em nível de prática da gestão urbana, deve ser discutido na questão da possibilidade ou não de existir sustentabilidade ambiental nesses espaços. Sua posição é bem clara: (...) mais importante é o direito à vida urbana, com a apropriação, pelos habitantes, de todos os recursos que a cidade oferece (ULTRAMARI, 2003, p.16). Em 2007 muitos proprietários de quiosques próximos da praia de Guaratuba foram retirados com tratores, por estarem segundo os gestores municipais em desacordo com as normas de fiscalização e licenças especiais para exploração de atividades econômicas.
3.7 Das medidas necessárias
Percebe-se notadamente a questão da exigibilidade do cumprimento das leis como motivo primordial no desmazelo das autoridades locais em relação a alguns aspectos urbanos bastante notórios. O Plano Diretor em fase de projeto e discussão representa uma vívida intenção em compreender a complexidade dos liames sociais, econômicos, jurídicos e políticos emergentes, que envolvem o Município em questão(Trata-se de uma proposta do plano diretor).
3.8 Aspectos relevantes sobre a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba.
A APA de Guaratuba foi criada por força do Decreto Estadual no 1234/92, impondo limitações a esta área. Segundo dados obtidos junto a revisão bibliográfica, 92% da área original da Mata Atlântica foi devastada e especialmente no Paraná onde 95% da área de cobertura vegetal igualmente (ANIBELLI, 2003, p. 51).
A Constituição Federal de 1988 assegura em seu artigo 186 que toda propriedade, quer seja rural ou urbana, deve cumprir sua função social. A autora colocada em tela, defende a ocupação do solo, mas sobretudo o respeito à condição humana do homem local. Ao que parece, a população do litoral adentra numa fase de convicção de que as mudanças só podem se efetuar de fora para dentro. Ou seja, a expectativa da chegada do turista para que na temporada possa reverter o quadro de duras provas econômicas e sociais. Enquanto isso, o comprometimento ambiental ocorre, nos mais diversos sentidos, visto que é da terra, que advém o seu sustento, e do mar seu alimento principal. Há muitos anos atrás, quando em visita a Ilha do Mel, se viu a fabricação artesanal de canoas. Também da mata, se retira recursos para a fabricação dos barcos, além da residência, utensílios domésticos e mobiliário. Esta relação de dependência torna transparente a dependência do homem nativo, na busca de elementos naturais, para compor e preencher o vazio de suas necessidades, na medida em que estes recursos naturais podem lhe ser vitais, na definição da qualidade de vida, gradativamente menos rural, e gradativamente mais urbana.
Quanto a sustentabilidade regional vale lembrar os ensinamentos de Henri Acselrad, (ACSELRAD, 2001, p. 173):
Frente a um conjunto articulado de aparentes virtudes, máculas - nem sempre refletidas, - podem vir a comprometer os modelos: o paraíso utópico da cidade virtual pode revelar-se uma máscara para a especulação e para os grandes empreendimentos, o estimulado civismo urbano pode encobrir o desprezo pela participação efetiva do cidadão, a retórica do multiculturalismo tende a transformar o outro em simples imagem vazia de conteúdo, e a da cidade sustentável pode ser reduzida a ultima versão de um modelo político exportável.
A discussão apontada acima remete ao convite ofertado ao curioso virtual, pelo paraíso prometido nestes lugares, propiciando a intercomunicabilidade entre o local e o global e a forma pela qual as relações sócio-econômicas vão pontuar redes de relacionamento de trocas que alteram sobremaneira o perfil das comunidades localmente constituídas. Também a formação de cooperativas é recomendada com a advertência de que nenhuma delas conseguirá por si só, profundas transformações sociais e reformas no sistema econômico e na ordem social em vigor assim como a criação de complexos cooperativos ou de cooperativas multifuncionais, de maneira que venham a complementar a ação das cooperativas de trabalho( PINHO, 1988, p. 29).
Observou-se na prática, o enfraquecimento das associações, especialmente a de pescadores. A fragilidade das mesmas acaba por imprimir um traço de vulnerabilidade na questão da capacidade de emprego e prestação de serviços, afora a serventia de zelar pelo patrimônio dos veranistas em épocas de baixa estação e de ausência dos mesmos.
3.9 Traçando um perfil do Município de Guaratuba por investigação aproximativa
Tanto os conceitos de conservação como preservação se aplicam ao caso de Guaratuba. A primeira como o conjunto de medidas de caráter operacional - intervenções periódicas para conter deteriorações em seu início e a segunda como ação que visa garantir a integridade e a perenidade de algo (FERREIRA, 1999).
Com base nestes itens observados, confirma-se a necessidade de elaborar indicadores coerentes com realidades configuradas, na perspectiva de promoção do desenvolvimento sustentável. O conceito de qualidade de vida reúne elementos sociais, econômicos, físicos, políticos e culturais, universalmente aceitos, que possam contribuir para o bem estar da população. Para tanto, seleciona-se três categorias de sujeitos significativos como amostra aleatória, quais sejam, os moradores, os veranistas e os visitantes, aplicando como instrumento de avaliação, questionários elaborados para cada um dos diferentes entrevistados (BABBIE, 1999).
As principais conclusões sobre este estudo são apresentadas de forma discursiva, no intuito de apenas pontuar a atualidade dos contrapontos culturais, econômicos e sociais existentes entre os sujeitos significativos eleitos no contexto do município. A sistematização dos dados faz parte dos estudos desenvolvidos na disciplina de Ecologia e Espaço Urbano a nível de mestrado em Gestão Urbana da PUCPR/BR em 2004. O objetivo para este artigo é apenas tecer comentários ilustrativos, excluindo a apresentação formal de tabelas e gráficos desta apreciação, disponíveis no entanto, nos registros pessoais do autor.
A qualidade de vida urbana do município de Guaratuba depende sim, de condições pessoais de adaptação dos visitantes e moradores, pelo exercício da cidadania, da disponibilidade de orçamento, da vigilância sanitária, da preservação do patrimônio natural ali disponível e também de educação ambiental. Inverter a situação de calamidade quanto ao registros clandestinos de terrenos urbanos parece uma missão forte que o Plano Diretor tenta nortear. Não há solução sem busca de respostas. e isto poderia ser feito, viabilizando alguns projetos contemplados pelo Plano Diretor e projetando perspectivas coerentes com seu extrato histórico.
Valendo-se dos indicadores apontados por DOWBOR (2003), como relevantes para pesquisas, sondaram-se aspectos gerais; (educação, emprego, energia, meio ambiente, saúde, desenvolvimento humano, renda, infra-estrutura, segurança pública, segurança estadual, lazer e habitação , pedindo-se aos entrevistados que pontuassem numa escala de 0,0 a 10 a qualidade dos mesmos em suas vidas. Procedeu-se da mesma forma, para os serviços urbanos (sanitarismo, lixo, iluminação pública, iluminação particular, telefone, ruas, calçadas, e segurança pública). Por fim, aos serviços sociais institucionalizados oferecidos (igreja, prefeitura, universidades e organizações sociais).
Observou-se entre moradores, visitantes e proprietários (nesta ordem), um grau de satisfação para os aspectos gerais igual a 5,5. O segundo ponto, ou seja, serviços urbanos, com um grau de satisfação igual a 5,0. E o terceiro, qual seja, a participação das instituições pelos serviços sociais ofertados igual a 4,5. Logo as expectativas em relação a otimização do grau de satisfação da sociedade civil demonstra a fragilidade dos itens observados numa média geral entre os três tipos de entrevistados que revela um total de 50% em termos de resposta afirmativa aos mesmos. Isto permite concluir que o desenvolvimento está presente e que a gestão urbana pode ser melhorada a partir do convencimento de suas limitações e envolvimento dos governos municipal e estadual assim como o apoio da comunidade local e da sociedade civil que para lá se desloca como veranistas ou turistas.
4. CONCLUSÃO
Observa-se com clareza, que o litoral paranaense é um local de transição quanto ao desenvolvimento urbano, onde o tempo e a gestão adequada poderão promover a integração regional mais correspondente aos interesses comunitários locais e dos muitos turistas que se dirigem ao litoral, especialmente Guaratuba, através de ação estratégica e planejamento municipal (PEM), bem como a promoção de pesquisa aplicada pelo levantamento de dados estatísticos atualizados sobre muitas das condições sócio-econômicas da população do litoral que não parecem absolutamente transparentes, no sentido de construir indicadores confiáveis e conseqüente processamento de diligências coerentes e adequadas à realidade configurada. A tentativa de se estruturar e compor uma realidade documental daquilo que se contempla ao visitar o litoral paranaense, é de todas as iniciativas a mais louvável. Tão bem configurada está a realidade de Pontal do Paraná, pelo plano diretor do município virtualmente, que deixar Guaratuba mais uma vez, longe da possibilidade de auto conhecimento, por intermédio dos múltiplos recursos tecnológicos, seria novamente negar a ela, a condição de ser mais que mero cenário de eventos turísticos e esportivos, perdendo o vínculo histórico e cultural, perdendo as tradições locais enquanto vocação.
Em relação ao desenvolvimento sócio-econômico do litoral de outros estados brasileiros, o paranaense carece de melhorias e investimentos básicos e fundamentais para a questão sustentável dos recursos naturais que dispõem e especialmente de apoio às comunidades locais para que possam manter a dignidade de suas vidas quando as estações de pico se findam. Isto implica em gerar uma cultura local auto-sustentável o que já se vislumbra, com a criação de um centro universitário federal, conhecido como Universidade Federal do Litoral, em que expectativas se projetam para a formação e capacitação profissional de qualidade no sentido de melhor atender as demandas locais, em diversos aspectos, entre eles, o turismo, os serviços especializados e o comércio de modo geral.
Referências:
ACSELRAD, A duração das cidades. DP&A editora, RJ-RJ 2001.
BABBIE, Earl. Métodos de pesquisa de Survey. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1999.
BIGARELLA, J.J. Matinho: Homem e Terra Reminiscências. Prefeitura Municipal de Matinhos - PR, 1991.
DOWBOR, Ladislau Informação para a cidadania e desenvolvimento sustentável, 8 de abril de 2003. PUCPR/PPGTU/2004.
FERNANDES, Carlos Renato. PARANÁ, Hamburg, Gráfica e Editora, Curitiba-Pr, 1997.
FUKUSHIMA, Masanori. Eleitores e migrações internas no Brasil. Curitiba-Pr, 1988.
GARCIAS, Carlos Mello. Indicadores de qualidade ambiental urbana, Revista Locus no. 03, p.138-149, 1999.
GIL, Antonio Carlos, Como elaborar projetos de pesquisa. Atlas, São Paulo- SP, 2002.
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LIMA, Renato Eugênio, Meio ambiente e desenvolvimento no litoral do Paraná. DIAGNÓSTICO, Editora da UFPR, Curitiba, 1988
MAFRA, Joaquim da Silva, História do Município de Guaratuba. 1952.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. LIÇÕES CURITIBANAS. Curitiba-Pr, 1994.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. LIÇÕES CURITIBANAS. Curitiba-Pr, 1994, p. 208.
PROPOSTA DE PLANO DIRETOR. Disponível em: <(http://www.pr.gov.br/meioambiente/colit/pdf/proposta_planodir.pdf) > Acesso em: 21/12/2007.
(Artigonal SC #1115058)
Palavras-chave do artigo:
desenvolvimento; gestão; qualidade de vida; planejamento; litoral do paraná
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Os objetivos básicos deste trabalho de pesquisa seriam inferir métodos utilizados na contemporaneidade, na determinação de índices e indicadores valendo-se da exposição de aspectos psicossociais sobre o Município de Pinhais, quanto ao “modus vivendi” da população local e espaço urbano. Desta forma, a construção de indicadores poderia ser viabilizada a partir da coleta de dados e conseqüente análise na perspectiva objetiva deste método, visto que há abundância de informações pela aproximação in
Fazer uma viajem é relaxante não concorda? Uma viagem, seja ela curta, de apenas um final de semana, ou longa, passando uma semana ou ate mesmo um mês inteiro em algum paraíso tropical, nos proporciona, por alguns dias, o esquecimento dos nossos problemas.
Estamos nos aproximando a passos largos para mais uma data bem especial do nosso calendário. Passado o carnaval, agora as expectativas estão voltadas para o momento tão esperado principalmente pelas crianças.
A cidade de Recife em Pernambuco possui muita tradição, história e lugares bonitos. Um povo alegre, guerreiro e cativante se encontra lá sempre de braços abertos para receber a visita de turistas de todos os cantos do mundo. Mas nem tudo é de total paz, pois na hora do futebol a cidade se divide em três.
Conjecturas escritas por quem , hoje, já fez de 20 cruzeiros marítimos. Texto feito quando o autor contava apenas com uns poucos cruzeiros realizados. Suas considerações são válidas e pertinentes até hoje.
Está de mudança? Vai Viajar? pense só no que precisa levar para garantir uma viagem maravilhosa e inesquecível aos lugares que sempre sonhou. Leia mais
A cidade de Fortaleza, capital cearense, esconde muitas histórias e curiosidades que até mesmo boa parte da população local desconhece.
Neste artigo nós revelamos alguns dos principais segredos para você que deseja alugar ou locar uma casa de excursão para curtir suas férias de verão, ou férias de escola ou simplesmente para passar um final de semana prolongado com as pessoas que você ama, sem levar golpes. Nós reunimos dicas importantissimas e macetes básicos que farão com que você desarme os golpistas que tentam a cada ano ludibriar os turistas, causando prejuizos tanto para você turista como para o dono do imovel e o corretor
A criação de pacotes alternativos pode diminuir o custo das viagens permitindo a um número maior de pessoas viajar
O presente trabalho de pesquisa tem por objetivo principal demonstrar que a linguagem afeta sobre maneira a qualidade do processo decisório, considerando as circunstâncias temporais, análise ambiental, relacionamento inter-pessoal e aspectos políticos inerentes ao contexto em que são tomadas. O processo decisório envolve cognição, e a linguagem é especializada para cada campo de conhecimento, como na Administração e Direito aqui apresentada. Correlações sob diferentes aspectos foram coletadas no desenvolvimento teórico da pesquisa, assim como buscou-se informações num bairro curitibano, conhecido como Cabral. Dez empresas em que se consultou empregadores e empregados sobre problemas relacionados com o uso da linguagem.
O presente trabalho tem como objetivo, rever as referências teóricas sobre o tema “emancipação” associadas à análise das políticas públicas educacionais adotadas pelo Governo Brasileiro, focando Curitiba-Pr, considerando a desigualdade e a diferença social da clientela das escolas públicas estaduais e federais, diante das demandas sociais e de mercado de trabalho, numa perspectiva de emancipação e esforços públicos.
Este artigo tem como objetivo geral o reconhecimento da forma como as políticas públicas culturais (ações, programas e projetos culturais) do governo municipal de Curitiba, entre 1970 e 2004, contemplaram a pluralidade étnica da cidade, sob responsabilidade da Fundação Cultural de Curitiba. No contexto urbano da cidade de Curitiba, observa-se a inserção das diversas etnias e multiculturalismo visto que a população curitibana apresenta interfaces étnico-culturais e que as políticas pública
Os objetivos básicos deste trabalho de pesquisa seriam inferir métodos utilizados na contemporaneidade, na determinação de índices e indicadores valendo-se da exposição de aspectos psicossociais sobre o Município de Pinhais, quanto ao “modus vivendi” da população local e espaço urbano. Desta forma, a construção de indicadores poderia ser viabilizada a partir da coleta de dados e conseqüente análise na perspectiva objetiva deste método, visto que há abundância de informações pela aproximação in
O objetivo principal deste trabalho é demonstrar como a vida social do Município de Guaratuba apresenta-se vulnerável em inúmeros aspectos, influenciando sobremaneira. a qualidade de vida urbana, pela demonstração prática de investigação aleatória e de sujeitos significativos no sentido de configurar as realidades bem como sensibilidade do investigador, enquanto mestrando na área de gestão urbana, pela percepção de realidades configuradas, na forma como a qualidade ambiental é afetada.
Observa-se com relação ao local escolhido para estudo de caso, a necessidade de esclarecer pontos norteadores de pesquisa, os projetos pioneiros e os de continuidade, na tentativa de avaliar a situação em que vivem muitas famílias inseridas no contexto urbano da cidade, na Regional Pinheirinho, especialmente neste recorte urbano, que é a inserção do Ribeirão do Padilhas na Região do Xapinhal. Observa-se sim a clivagem de classes, que atinge vários dos segmentos da sociedade brasileira, fragmen
O objetivo principal deste trabalho é confrontar relevantes posicionamentos de diferentes autores quanto aos modernos parques tecnológicos, inseridos em contextos urbanos atraindo um número crescente de investidores estrangeiros, que direta ou indiretamente interferem na leitura do espaço urbano, redimensionando-o e imprimindo nele, influências culturais, com vinculações paisagísticas, e étnicas, aos vários contextos da cidade, valendo-se de estratégias de políticas públicas, bem como transf
Observa-se que os espaços públicos, tais como praças, monumentos, parques, bosques, instituições e até mesmo bairros inteiros, notadamente centralizados, teatralizam diversas culturas e constituem marcos das conquistas urbanas em termos de (re)vitalização da cidade de Curitiba, atualmente conhecida como Capital Americana da Cultura (2004). A discussão centraliza a teatralização dos espaços que homenageiam etnias e a identidade da cidade, como estratégia de marketing, via políticas públicas urbanas e culturais.

