Gastronomia E Turismo Cultural - Um Estudo De Caso

Publicado em: 02/06/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 6,121 |

 

 

GASTRONOMIA E TURISMO CULTURAL

 

 

                                                                                              Autora: Carmen Lorenci                                 

 

PROBLEMA:

 

            O presente trabalho visa um estudo de caso para levantar a história de um prato típico de Santa Maria/RS , o Galeto na sua fonte de origem, que já atravessou fronteiras e a sua importância gastronômica para a formatação de um  produto de turismo cultural. 

 

            De acordo com ( Da Matta, p. 55)

 

                                   “O alimento é algo universal e geral. Algo que diz respeito a todos os seres humanos: amigos ou inimigos, gente de perto ou de longe, da rua ou de casa, do céu ou da terra. Mas comida  é algo que define um domínio ou põe as coisas em foco............comida se refere a algo costumeiro e sadio, alguma coisa que ajuda a estabelecer uma identidade, definindo , por isso mesmo, um grupo,classe ou pessoa”. 

            É nesse contexto que merece destaque a importância de um estudo sobre o Galeto como um elemento  da cozinha tradicional de Santa Maria, sob um novo olhar, voltado para um valor turístico agregado ao valor econômico que já lhe é inerente. Diante do exposto, o presente estudo pretende levantar as questões relacionadas a gastronomia e turismo cultural, sua importância para um cidade como Santa Maria, no que tange ao consumo do galeto o qual é servido em restaurantes e também faz parte de eventos gastronômicos da cidade como a Festa das Etnias e do Jantar Gastronômico do dia Mundial do Turismo e está sendo incluído na Rota Gastronômica Santa Maria / Silveira Martins.

 

OBJETIVO GERAL

         

            Promover a visibilidade deste prato da culinária local de valor agregado ao turismo cultural e apresentar algumas proposições acerca do desenvolvimento deste atrativo como produto turístico simbolizado na forma identitária de um saber fazer específico da comunidade local.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

     

      -  valorizar a cozinha regional e suas especificidades

      - sensibilizar a comunidade local para a importância do galeto como símbolo gastronômico da cidade de Santa Maria.

      -  promover uma imagem cultural e identitária de um saber fazer local.

      -  indicar ações de marketing turístico para o produto como divulgação em roteiros turísticos. 

 

 

 

 

METODOLOGIA 

 

            Já nas fontes primárias, será feito trabalho de campo, questionários obtendo questões que envolvam o hábito de consumo por alguns usuários locais, medindo a demanda diária de um estabelecimento estudado,  e qual sua visão sobre a atratividade do galeto para turismo gastronômico/cultural

            Posteriormente, com as  informações recolhidas serão elaboradas propostas que visem a valorização da questão gastronômica  onde se possa direcionar para melhor aproveitamento da questão sócio- econômica e cultural  que o galeto representa como prato de uma culinária local.  

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

            Para entendermos a nossa gastronomia brasileira precisamos viajar pela história do descobrimento do Brasil dentro da perspectiva de sua evolução histórica , de uma abordagem cultural e turística.

            Numa narrativa bem estruturada de (LEAL, em História da Gastronomia ),o Brasil colonial era precisamente, 

  1.                        “Um lugar ainda habitado pelos indígenas cujos hábitos alimentares resumia-se ao consumo de frutas silvestres e peixe, ainda alimentos assados, tostados ou cozido e desconheciam a fritura. Fabricavam bebidas a partir da  fermentação de frutas e raízes, sendo  a farinha de    mandioca o alimento que acompanhava todas as refeições. Somente a partir da colonização portuguesa, no início do Séc. XVI,  surge a cozinha brasileira, unida pela  miscegenação do índio com o negro e o português, formando o povo brasileiro”.

            Comenta ainda a autora que , 

                                   “o elemento negro vindo nos navios da África, comia  a farinha de mandioca que herdaram dos índios e aprenderam a elaborar um pirão para acompanhar carnes e peixes. Fabricavam também o angu e o fubá  partir do milho”.

            Segundo (Leal, p.71) 

                                   “os portugueses trouxeram em suas bagagens, os primeiros bois, vacas, ovelhas, cabras, porcos, galinhas, patos que criavam nos quintais de suas casas ou fazendas. Plantaram variedades de frutas, legumes, cereais, temperos e trouxeram as festas de Carnaval, Quaresma, Ciclo junino e Natal com suas danças, músicas e comidas típicas. Outro hábito de nosso colonizador era o de  consumir galinhas que era reservada para domingos e festas e também apreciavam a canja que as mulheres comiam no resguardo do pós- parto. Assim, as  canções de comer e beber  eram populares sendo que a maioria vinda de Portugal, como a do frango:

                                               “ estes franguinhos assados

                                               foram bem recheadinhos

                                               são presentes para os noivos

                                               que fizeram os padrinhos....” 

 

            A autora completa dizendo que

                                   “a partir do séc. XIX  outros  costumes alimentares trazidos da Europa, principalmente da França e Inglaterra,  foram sendo incorporados ao comportamento e hábitos do brasileiro. Com a lavoura cafeeira em evidência a partir de 1850, outros colonizadores vieram somar a cultura do país,como os espanhóis, alemães, açorianos, suíços e italianos”.

           

  1.             Viajando ainda pela história fazendo um paralelo da influência portuguesa,  veremos que os imigrantes açorianos que emigraram para o Brasil entre o séc. XVII e XIX ,vieram ocupar áreas da Colônia do Sacramento e Laguna e influenciaram na formação do povo gaúcho, mais precisamente na região litorânea de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A coroa portuguesa resolve enviar imigrantes em meados do séc. XVII por dois motivos: primeiramente para aliviar a pressão populacional das Ilhas do Arquipélago de Açores (Portugal) cujo aumento demográfico estava restringindo a área para cultivo, em especial do trigo, ocasionando miséria e fome na população de ilhéus;   outro motivo, para garantir ao sul do Brasil um povoamento mais denso do que o sistema de sesmaria e,dessa forma,desenvolver a agricultura, povoando e defendendo áreas do sul praticamente despovoadas.
  2. Foram grandes agricultores cultivando lavouras, pomares, vinhedos, erva-mate e mais tarde transformaram-se nos fazendeiros sem deixar de ser agricultor e no século seguinte eram pecuarista,contribuindo para o desenvolvimento das Charqueadas nos arredores de Pelotas.

            O estado tem importantes cidades  que ostentam o legado açoriano tanto na arquitetura, dança, música e culinária,  como Taquari, esta que foi sede do núcleo pioneiro da imigração projetado para receber os imigrantes da Ilha de Açores que ali instalados desenvolveram cultura do trigo e pomares de laranjas.  Ainda  a capital Porto Alegre,  Rio Grande, Triunfo, Viamão, Santo Antonio da Patrulha, Rio Pardo, Pelotas, Piratini, Mostardas, São José do Norte, completam as cidades de colonização açoriana no RS.

            A tardia colonização do RS a partir do Séc. XVIII, tornou peculiar sua cozinha regional porque só a partir da vinda dos açorianos, a região tornou-se agro-pastoril o que influencia mais tarde nos hábitos alimentares diversificados mas tendo como base  o uso da carne fresca e do charque.

            Para (DE LAYTANO,em seu livro Cozinha Gaúcha)

                         “o folclore da cozinha gaúcha ficou em três fases distintas: uma realmente típica e histórica, outra que advém dos imigrantes alemães e italianos, mas dentro de um traço genuinamente brasileiro, como influências indígenas e africanas”.

            Desse modo, a cozinha gaúcha, também  tem suas regionalidades que estão relacionadas à presença das mais diversas etnias que formaram o estado.

 

            Em seu livro, LAYTANO,  fala  de um mapa culinário ou de uma geografia culinária do RS, onde acontece uma diversidade de  pratos utilizando elementos comuns, como no caso, os  pratos feitos com galinha mais conhecidos na cozinha gaúcha que são:  galinha ao  molho pardo, canja de galinha e o famoso arroz com galinha ou risoto das regiões de imigração  italiana e cita inclusive uma receita do famoso risoto de Jaguari , uma iguaria da cozinha italiana. Na p. 179, faz uma indagação  “ e o centro do Rio Grande , e, no caso, Santa Maria, por exemplo? E conclui: cada cidade ou cada lugar tem que ter seu prato típico.  Mais adiante quando cita eventos regionais que agregam  a gastronomia, faz uma alusão ao Monumento da Polenta em Vale Vêneto ( São João do Polêsine) como símbolo de hábito alimentar e onde a canção à  polenta do folclore italiano, demonstra a presença da  música entrelaçada ao momento da comida. Percebe-se na sua indagação acima, que para a época do estudo, a gastronomia de  Santa Maria não fora citada porque a pesquisa estava em andamento e, consequentemente  , nesta obra não há referência ao galeto de Santa Maria..

           

            Outro diálogo necessário se faz  entre o entendimento de  cultura , patrimônio e turismo.

             Para Roberto da Matta, “a palavra cultura exprime precisamente um estilo,um modo e um jeito de fazer as coisas”. 

            O fazer culinário é um modo de cultura que diferencia em cada sociedade e em cada tempo e consequentemente influenciado em cada país ou região pelas correntes migratórias. 

           

            A alimentação é uma linguagem cujos significantes estão relacionados a uma cultura regional. Os sistemas simbólicos são instrumentos de conhecimento e de comunicação, é um poder de construção da realidade. Os costumes que partilhamos, de cada prato que saboreamos, do comportamento à mesa, dizem respeito aos contextos regionais, étnicos e históricos específicos. A alimentação é uma forma de comunicação, constitui um critério de identidade.

            Assim o galeto de Santa Maria, pode ser citado como símbolo da cultura local.  Um prato acompanhado de um braseiro “grelha”, polenta  assada e radiche com bacon e conserva-se quente durante toda a refeição. Hoje o galeto já tem 49 anos de existência.

Segundo o entrevistado Sr. Augusto Martins, um filho de imigrante  português aqui chegado ainda jovem, abriu um restaurante junto com seu pai com o nome de Vera Cruz na Av. Nossa Senhora da Medianeira em 1957 e nascia então o galeto. Conta ele que,o galeto foi uma invenção local porque ele tinha visto uma maneira italiana de assar frango na Serra Gaúcha, onde uma ave de aproximadamente 1,20Kg era partida lateralmente, temperada e grelhada em chapa quente. Observando esta forma, pensou em ter um frango menor, e tocou adiante seu projeto. Inicialmente, montou um criatório de aves na cidade em zona sub-urbana, onde comprava as matrizes da Granja Vera Cruz do  Rio de Janeiro e incubava de 1.200 a 3.000 ovos. Os galetos então pesavam como até hoje de 550gr a 700gr, contando com 28 dias para o abate que naquela época era feito por seus funcionários.    

            A nova sede, na Rua Floriano Peixoto foi inaugurada em  30 de maio de 1968, um restaurante português que levou seu nome “ Augusto” e teve como fato marcante a presença do fundador da Universidade Federal de Santa Maria, o Dr. José  Mariano da Rocha. A partir desta época as aves começaram a vir de criatórios do oeste riograndense como Santa Rosa e Santo Cristo.  Atualmente, grandes empresas do oeste catarinense e gaúcho ainda abastecem o seu restaurante mantendo o mesmo padrão de tamanho e peso que inicialmente obteve.

 

            Conversando com o grande idealizador do galeto ele afirma que a qualidade  do prato, o bom atendimento, o ambiente acolhedor  e o  preço são os fortes  fatores de  consolidação. Clientes fiéis como executivos , militares, professores universitários, que em seus deslocamentos propagaram a fama do galeto, bem como os moradores locais ou turistas que chegam diariamente a cidade e procuram pelo galeto. Dessa forma, o restaurante começou a ficar conhecido em todo o Brasil e em diversos países com Estados Unidos, Alemanha , Inglaterra e França e também é divulgado pelo Guia Quatro Rodas .

            Consultado sobre a demanda de atendimento a grupos de turistas, a proposta do restaurante é um atendimento personalizado embora tenha lugar para  200 pessoas na sala principal mais  dois reservados de 80 e 120 respectivamente. Segundo ele, é possível atender grupos de até 15 pessoas sob agenda para manter a qualidade do serviço.

             Hoje, diz seu Augusto, a nossa receita de galeto é utilizada por vários outros restaurantes da cidade, a tal ponto que o galeto se tornou a grande referência gastronômica de  Santa Maria.

            Neste pensamento pode-se avaliar que há uma demanda turística de consumo deste produto, adquirido pelo tempo e pelo símbolo. Para (SCHLUTER, p.70)

                                   “a Gastronomia como patrimônio local está sendo incorporado aos novos produtos turísticos orientados a determinados nichos de mercado, permitindo incorporar os atores da própria comunidade na elaboração desses produtos, assistindo a desenvolvimento sustentável  na atividade”.

            A valorização do patrimônio cultural  imaterial de um destino, como as manifestações culturais, entre elas as festas, os ritos, as tradições, a culinária   são fatores que auxiliam para o desenvolvimento do turismo, e dão singularidades aos lugares aos quais pertencem .

           

            Tratando-se do turismo enquanto fenômeno sócio-econômico, sabe-se do seu efeito multiplicador de uma região de forma substancial. O turismo é capaz de gerar diversos empregos diretos e indiretos. Inicia com a utilização dos transportes e passa pela rede hoteleira, alimentícia, comercial e serviços dos  mais variados possíveis. Conforme MOLETTA E GOINDANICH (2001,P.15)

  1.                                    “ a comunidade receptora se beneficia com a quantidade de divisas que ingressa na localidade e, consequentemente, de tributos fiscais”. Entende-se que o turismo pode trazer muitas vantagens para a comunidade com a preservação do patrimônio cultural; valorização da cultura local; melhoria na infra-estrutura; geração de emprego e renda, etc...    

            O encontro  entre o turista e  nativo pode ser visto como um fenômeno social a medida que ocorre a difusão de variadas culturas e, até mesmo a integração entre os povos.

             A antropologia intitula de alteridade o olhar para o diferente, porém enxergando o outro como igual,  enquanto habitante da Terra, respeitando a cultura local, os hábitos e os costumes, o meio ambiente, etc.

            O nativo por sua vez, além de preservar e valorizar sua cultura, deve receber bem o turista exercendo por sua vez, a hospitalidade. 

            Para KIPPENDORF, “ o turista viaja para voltar” porque  o que a cidade lhe proporcionou de forma afetiva como um alimento por exemplo, formará uma informação positiva sobre o lugar , fazendo com que ele volte ou divulgue o lugar. Esta relação parece estar estabelecida quando ouvimos o Sr. Martins falar do êxito de seu empreendimento. Entende-se que no caso do Galeto há uma oferta diferencial em produto regional, pela sua forma de apresentação e um fazer próprio e singular.   

 

 

PROPOSIÇÕES

 

            A cozinha da atualidade é globalizada com tendência a ser cosmopolita, porque as receitas correm o mundo através dos meios de informação mas a culinária regional continua sendo pesquisada para resgate e valoração de receitas exclusivas que interessam aos apreciadores de cultura e principalmente ao turismo cultural e gastronômico.

 

            De acordo com (DA MATTA, p.56) “ Comida não é apenas uma substância alimentar, mas também um modo, um estilo e um jeito de alimentar-se. E o jeito de comer define não só aquilo que é ingerido como também aquele que ingere”.

 

            Sob a perspectiva das práticas culturais podemos enfatizar  modos de cozinhar, técnicas,  utensílios utilizados na preparação dos alimentos,  tradições, papéis masculinos e femininos e ainda textos de receitas registrados na oralidade e na memória. A maneira de cozinhar e os hábitos de servir a mesa são indicadores de uma adesão aos valores e comportamentos local.

            Portanto, evidencia-se aqui algumas sugestões para perpetuar a cultura do galeto em Santa Maria e incorporá-lo oficialmente como prato típico da cidade. 

 

            - formar um banco de dados dos serviços de alimentação da cidade que servem o galeto e divulgar pelos meios da informática;

 

            - o Galeto do restaurante estudado, por seu pioneirismo já  adquiriu um caráter simbólico pelo que representa no coletivo social apresentando-se aqui como identitário de um grupo social e contribuindo para geração de trabalho e renda no município. O galeto de Santa Maria se legitimado pelo poder público como  elemento patrimonial de cunho imaterial , como  um bem de interesse público,  seria a forma legal de  preservar para futuras gerações e promover a sustentabilidade do produto enquanto patrimônio gastronômico cultural da cidade de Santa Maria, precisa portanto ser estudado e  tombado pela Lei Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Santa Maria recentemente criada ;

 

            -  criar a marca símbolo agregado ao nome que se propagou como tradição “ Galeto de Santa Maria” 

 

            - A promoção de eventos gastronômicos  que envolvam o Galeto como prato típico,  significará uma oferta turística e contribuirá para o  aumento de demanda  no que se refere a

um produto de turismo gastronômico regional, podendo ser criada uma festa especial para o Galeto de Santa Maria;  

 

            - visibilidade ao produto através de marketing turístico cuja imagem seja associada ao lugar e ao fazer, com receita incluída num tipo de cartão postal com endereços de todos os lugares da cidade onde possível comer o galeto e referenciando a sua origem “Restaurante Augusto” para servir como instrumento de divulgação e orientação ; 

           

            - tornar o galeto um Produto turístico integrado –  possível a partir da união de todos os atores sociais: público,privado,institucional, que se poderá   promover o desenvolvimento local, dentro de uma análise das potencialidades do atrativo gastronômico, as dificuldades e a viabilização como produto de qualidade.

 

            -  propagar os cenários Gastronômicos – podemos assim, chamar os locais onde o prato é servido e as pessoas reúnem-se para socializar um ato, o  de comer . Incluir nestes espaços, melhorias na ambientação e oferecer  apresentações artísticas locais;

 

            - colocar em mapa temático de localização estes cenários gastronômicos;

    

            -  incentivar ações turísticamente educativas para escolas e moradores locais sobre o valor da gastronomia local e suas relações com a cultura e o turismo.

 

            - incluir o galeto em roteiros turísticos da região.

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

ASTHON,MARY SANDRA GUERRA E BALDISSERA,RUDIMAR. Turismo em Perspectiva. Novo Hamburgo, RS: ed. Feevale, 2003

 

DANTE, DE LAYTANO. Cozinha Gaúcha – estudo histórico. Proto Alegre, RS: 2 ed. Ed. Edigal,

 

DA MATTA, R.  O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 2001

 

FREIRE, P.  Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996

 

KRIPPENDORF, Jost : Sociologia do Turismo – Para uma nova compreensão do lazer e das viagens. São Paulo: Aleph, 2000

 

LARAIA, BARROS ROQUE.  Cultura – um conceito antropológico. 18º ed., : Jorge Zahar Ed.,2005

 

LEAL, MARIA LEONOR DE MACEDO SOARES. A História da gastronomia. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 1998, 144p.

 

MOLETTA, V.F & GOINDANICK, K. T. Turismo Cultural. 3 ed. Porto Alegre: SEBRAE/RS, 2001

 

SCHLUTER, REGINA G. Gastronomia e Turismo.  São Paulo: Coleção ABC do Turismo, Ed. Aleph, 2003. 1988, 251p.

 

TRIGO, Luiz Gustavo Godoi. Turismo Básico. São Paulo, SP: SENAC – São Paulo, 2000

 

 

YÁZIGI, EDUARDO. A Alma do Lugar. São Paulo: Contexto, 2000

URRY, J. O olhar do turista. São Paulo: Nobel, 1996.

 

 

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/turismo-e-viagem-artigos/gastronomia-e-turismo-cultural-um-estudo-de-caso-950554.html

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    gastronomia

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    ,

    turismo cultural

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