Marketing Turístico

23/07/2009 • Por • 4,603 Acessos

O conceito de marketing  e suas traduções não possuem  a abrangência e a amplitude de sentidos que eles têm no original, já que as traduções mais conhecidas, comercialização e mercadologia, estão em desuso por limitar a atividade às partes do seu processo de atuação. Esse equívoco é também verificado no fato de muitos o confundirem com propaganda e publicidade, outros dizem que ele tem mais relação com vendas e alguns afirmam que é uma das áreas da administração. Na realidade todos estão certos em parte, visto que o marketing tem relação direta com esses elementos, mas ele é mais abrangente, englobando todos no seu processo operacional e administrativo.

E partindo desse pressuposto, a essência da atividade de marketing na atualidade consiste na agregação de valores aos produtos com o intuito de atrair e satisfazer os clientes, dentro dessa conjuntura, o turismo se apresenta como um importante setor econômico que precisa ser desenvolvido de forma planejada e o marketing e suas ferramentas, aplicadas na atividade turística, têm o objetivo de fomentar a comercialização dos produtos turísticos.

Nesse quadro altamente competitivo, a atividade turística vem crescendo em vários núcleos, tendo como conseqüência o aumento da concorrência entre os destinos, configurando-se a diferenciação da oferta como fator de atração de um público cada vez mais exigente, que busca, além de escapar do cotidiano, novos serviços e formas de lazer diferenciadas.

Definindo Krippendorf (apud RUSCHMANN, 2001), o marketing turístico como a adaptação planejada e convergente das empresas de turismo, no âmbito privado ou público, abrangendo o local regional, nacional e internacional, objetivando a satisfação dos clientes de determinados segmentos com o intuito de obter lucros. Assim, pode-se observar que o marketing turístico, não seu cerne, é o marketing básico direcionado para promoção de produtos que tenham uma estreita ligação com o turismo de uma localidade, mais ou menos abrangente, podendo ser aplicado em um país, região específica ou qualquer outra localidade ou a empresas do setor turístico e prestadoras de serviços de entretenimento.

Consistindo tal produto turístico na concepção de Ruschmann (2001) como o conjunto de componentes (atrações, facilidades e meios de acessos) materiais e imateriais, voltados para uma atividade específica e numa determinada localidade, englobando as experiências e expectativas dos consumidores.

Com relação às particularidades dos produtos turísticos que os tornam ímpar pode-se salientar a sua intangibilidade (não pode ser visto, tocado ou dimensionado), inseparabilidade (o local da produção é simultâneo ao do consumo), heterogeneidade (devido ao caráter subjetivo que o distingue) e sua perecibilidade (não pode estocado como os produtos materiais e nem transportado).

Segundo Vaz (1999), existe várias formulações procurando definir o produto turístico. A maioria o divide em duas partes: a primeira, o conjunto de atrações que o consumidor busca e a segunda, o complexo estrutural de serviços colocados à disposição pelas organizações do ramo para dar suporte às inúmeras atividades desenvolvidas, fazendo com que seja entendido como um conjunto formado por bens turísticos e serviços. Assim, o produto turístico é composto tanto por atrações naturais e culturais de uma determinada localidade quanto pelos meios que facilitam o acesso aos bens turísticos.

Estas atividades complementam os produtos turísticos na medida em que os turistas requisitam, conjuntamente, vários serviços, como transporte, alojamento, restauração e animação, sendo fundamentais para alicerçarem a motivação que dá lugar à deslocação. Neste sentido, convém destacar que não se pode falar de um produto completo ou único, mas sim de diversos bens ou serviços turísticos que, globalmente, satisfazem a necessidade turística detectada, influenciando na formatação do produto turístico, na decisão dos turistas em relação aos fatores de atratividade turística dos destinos (recursos naturais, religiosidade, bens culturais, recursos culturais, eventos e recursos esportivos). (VAZ, 1999)

A fim de estabelecer um melhor posicionamento de cada organização dentro do destino turístico, deve-se identificar qual o papel desempenhado pela entidade na captação de demanda para o destino e, conseqüentemente, o seu grau de atratividade. Neste sentido, convém aperfeiçoar o grau de atratividade de uma organização ou dos seus atrativos através de ferramentas de posicionamento estratégico, levando em consideração as variáveis que compõem o mix de marketing.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

RUSCHMANN, D. V. M. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. 3. ed. Campinas: Papirus, 1997. (Coleção Turismo).

VAZ, G. N. Marketing turístico: receptivo e emissivo. São Paulo: Pioneira, 1999.

Perfil do Autor

WILLIAN BARBOSA FILHO

GRADUADO EM TURISMO PELA UFMA, ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO EXECUTIVA DE EMPRESAS COM ÊNFASE EM MARKETING E VENDAS - EXCELLENCE/ FAMA E...